Neste semestre, o levantamento de rotas de ecoturismo no Brasil detalhou a infraestrutura de visitação em polos de natureza, com foco em quedas de água de grande porte. O mapeamento abrange desde parques nacionais com passarelas, como em Foz do Iguaçu, até reservas em territórios quilombolas de Goiás. A pesquisa documenta trilhas de acesso, medidas de segurança e dimensões físicas de 15 pontos geográficos.
Na Bahia, o Parque Nacional da Chapada Diamantina concentra algumas das maiores altitudes do roteiro. A Cachoeira da Fumaça registra 380 metros de queda livre, acessada por uma trilha de seis quilômetros a partir do Vale do Capão. Em Ibicoara, no mesmo estado, a Cachoeira do Buracão atinge 100 metros e exige o uso de coletes salva-vidas para a travessia flutuante em um cânion.
A infraestrutura para pedestres varia consideravelmente entre as unidades de conservação das regiões Sul e Sudeste. No Parque Estadual do Caracol, na cidade gaúcha de Canela, os visitantes utilizam uma escadaria de 927 degraus para alcançar a base de uma queda de 131 metros. Já em Conceição do Mato Dentro, Minas Gerais, o Parque Natural Municipal abriga a Cachoeira do Tabuleiro, que mede 273 metros de altura.
As extensões horizontais também figuram no registro técnico dos destinos naturais. Na divisa com a Argentina, o município gaúcho de Derrubadas abriga o Salto do Yucumã, uma falha geológica de 1.800 metros de comprimento ao longo do rio Uruguai. No Paraná, as Cataratas do Iguaçu somam 275 quedas distribuídas em quase três quilômetros de margem.
O roteiro aponta a integração das rotas com comunidades tradicionais e o relevo costeiro. Em Cavalcante, Goiás, o acesso à Cachoeira de Santa Bárbara ocorre sob controle da comunidade quilombola Kalunga mediante o recolhimento de taxa. No litoral do Rio de Janeiro, o trajeto até a Cachoeira do Saco Bravo, em Paraty, termina em uma formação de água doce que escoa diretamente no oceano.


Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!