O embaixador do Irã na Rússia, Kazem Jalali, reafirmou que a República Islâmica possui pleno direito ao desenvolvimento de energia nuclear para fins pacíficos. Como membro integral do Tratado de Não Proliferação Nuclear, Teerã pretende exercer todos os direitos previstos no acordo internacional.
Em declaração a veículos de comunicação russos, o diplomata destacou que o país deve acessar o chamado átomo pacífico sem restrições indevidas. Jalali deixou claro que o Irã mantém linhas vermelhas definidas das quais não pretende se afastar.
Como já destacamos em nossa cobertura anterior, a diplomacia iraniana busca reafirmar sua posição soberana diante das pressões internacionais.
Segundo o Sputnik International, qualquer progresso em negociações sobre o dossiê nuclear depende da vontade política dos Estados Unidos. O embaixador observou que Donald Trump não alcançou seus objetivos por meio da força e tampouco o fará através de conversações.
Jalali reiterou o compromisso de Teerã com o uso pacífico da tecnologia nuclear, tanto para geração de energia quanto para fins científicos e médicos. Essa posição permanece consistente desde a assinatura do Plano de Ação Conjunto Global, rompido unilateralmente pelos Estados Unidos em 2018.
O diplomata enfatizou que o Irã segue aberto ao diálogo com mediadores internacionais. A postura reflete a determinação de Teerã em defender sua soberania tecnológica e energética.
Jalali apontou a Rússia como parceira estratégica relevante na área nuclear civil. Moscou tem colaborado com Teerã em projetos de reatores e manifestado apoio a um processo de negociações equilibrado.
O embaixador reforçou que o país não abrirá mão de seu direito legítimo ao desenvolvimento autônomo na área nuclear. Essa defesa se baseia estritamente nos termos do Tratado de Não Proliferação Nuclear.
Teerã mantém sua disposição para discutir aspectos técnicos do enriquecimento de urânio. Qualquer conversa, porém, deve respeitar a soberania nacional e o direito ao uso pacífico da energia atômica.
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Tadeu
20/04/2026
Sinceramente, pouco me importa o que o Irã faz com urânio se aqui a inflação não dá trégua e o dólar não para de subir. Enquanto o governo não controlar os preços e incentivar investimento produtivo, essas notícias de política externa passam batido pra mim.
Mariana Ambiental
20/04/2026
Interessante ver como o debate sobre energia nuclear muda de tom quando não é um país ocidental falando, né? O Irã tem tanto direito quanto qualquer outro de desenvolver tecnologia para fins pacíficos — o problema é sempre o duplo padrão imposto pelos que já têm suas bombas prontas.
Rick Ancap
20/04/2026
Lá vem mais um Estado querendo brincar de dono de átomo com o dinheiro dos outros. Se fosse uma empresa privada tocando o projeto, com investimento voluntário e risco real, eu até respeitava. Mas governo metendo a mão em energia sempre acaba em ineficiência e propaganda.
Rubens O Pescador
20/04/2026
Ô Rick, fácil falar de “ineficiência” quando nunca faltou luz nem gás em casa, né? Lembro bem que no tempo do Lula o pobre cozinhava com botijão cheio e a conta de luz cabia no bolso — e era o Estado, viu, não empresa privada.
Zé Trovãozinho
20/04/2026
Ah pronto, mais um país “pacífico” brincando de centrífuga enquanto o mundo finge que acredita. Daqui a pouco vira outra Cuba do Norte e o pessoal vai dizer que é culpa do “imperialismo”. Depois não adianta chorar quando virar uma nova Venezuela atômica.
Carlos A. Mendes
20/04/2026
Se o país é signatário do tratado e está dentro das regras, não vejo problema em desenvolver energia nuclear pra fins pacíficos. O problema é que ninguém confia em ninguém nesse jogo geopolítico, então tudo vira suspeita. No fim, quem paga o preço são sempre os povos comuns, não os governos.
Karina Libertária
20/04/2026
Ah, please, essa conversa de “uso pacífico” é a mesma old story de sempre. O Irã jura que é tudo peaceful energy, mas quem garante? Enquanto isso, o Brasil fica aí distribuindo bolsa pra quem não quer trabalhar em vez de investir em tech e energy de verdade. Se cada um pensasse mais global, tipo investing abroad, a gente não estaria sempre atrasado.
Renato Professor
20/04/2026
Karina, é curioso você falar em “investir em tech e energy” enquanto repete slogans de WhatsApp sobre o Bolsa Família. A economia solidária e a soberania energética não se constroem com fé no mercado global, mas com ciência, cooperação e autonomia — exatamente o que o Irã tenta fazer, ainda que sob bloqueio.
Clarice Historiadora
20/04/2026
É curioso ver como o Ocidente finge surpresa toda vez que o Irã fala em energia nuclear pacífica, enquanto França e EUA seguem com arsenais atômicos inteiros. O Tratado de Não Proliferação sempre funcionou como um espelho torto: uns fiscalizados até o último átomo, outros tratados como “responsáveis”. Hipocrisia geopolítica em estado puro.
Lurdinha Deus Acima de Todos
20/04/2026
Ai meu Deus do céu, será que dá pra confiar mesmo nisso? 😳 Esses países vivem dizendo que é “pacífico”, mas daqui a pouco tá tudo pegando fogo! 🙏 Tomara que Jesus tenha piedade e ilumine esses líderes antes que o mundo acabe de vez 🇧🇷🙏🇺🇸
Francisco de Assis
20/04/2026
Ô Lurdinha, minha filha, o problema é que quem mais fala em paz é quem vive espalhando bomba pelo mundo. O Irã tá lutando pra ter soberania energética, e isso é direito de qualquer nação — inclusive o Brasil, se quiser andar de cabeça erguida.
Celio Fazendeiro
20/04/2026
Mais um papo bonito pra inglês ver. Esse negócio de “uso pacífico” vindo do Irã é piada pronta. Enquanto isso, a turma ambientalista por aqui continua demonizando o agronegócio, mas aplaude programa nuclear de ditadura teocrática. Coerência passou longe.
Alice T.
20/04/2026
Célio, coerência é cobrar transparência do Irã mas fingir que o “agro pop” brasileiro não destrói biomas e concentra renda, né? Energia nuclear controlada é menos destrutiva que desmatamento em larga escala — só não dá lucro pros bilionários do teu agronegócio.