O porta-voz do Quartel-General Central das Forças Khatam al Anbiya, Ebrahim Zolfaghari, afirmou que o Irã iniciou o processo de engenharia reversa de partes de mísseis norte-americanos interceptados. As seções recuperadas foram enviadas a especialistas iranianos para estudo técnico minucioso, com o objetivo de compreender sua estrutura e funcionamento.
Em mensagem de vídeo, Zolfaghari explicou que os fragmentos serão analisados em laboratórios militares e de defesa do país. Cientistas e engenheiros iranianos pretendem aprimorar as tecnologias de defesa nacionais a partir dos dados obtidos.
Como já abordamos em nossa cobertura anterior, as tensões entre Teerã e Washington continuam a moldar a resposta militar iraniana.
A engenharia reversa envolve desmontar e estudar equipamentos capturados. Essa prática permite replicar princípios técnicos e fortalecer a capacidade de resposta do Irã diante de futuras operações.
Segundo a RT, a iniciativa ocorre em meio a elevada tensão após a ofensiva militar lançada por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irã. Os ataques buscaram atingir alvos considerados estratégicos pelas duas potências.
O Financial Times analisou mais de 300 artigos publicados em revistas de defesa iranianas ao longo dos últimos cinco anos. O levantamento identificou debates internos intensos sobre evolução de táticas e prioridades tecnológicas.
Os documentos indicam que Teerã acompanhou atentamente os aspectos tecnológicos da guerra na Ucrânia. O uso de drones e o avanço em guerra cibernética receberam atenção especial dos estrategistas iranianos.
Essa observação reflete uma estratégia de adaptação e inovação contínua nas forças armadas. O Irã busca reduzir sua dependência de importações e consolidar sua indústria militar nacional.
A engenharia reversa de armamentos ocidentais se insere exatamente nessa lógica de desenvolvimento autônomo. O país visa alcançar maior soberania tecnológica em seu setor de defesa.
Zolfaghari enfatizou que o trabalho será realizado de forma metódica em instalações especializadas. Os resultados da análise devem contribuir para o aprimoramento de sistemas existentes e o desenvolvimento de novos.
A medida reforça a determinação iraniana de manter capacidade de inovação mesmo sob pressão externa. Especialistas consideram a iniciativa um elemento relevante na postura defensiva atual do país.
Com informações de ACTUALIDAD.
📨 Inscreva-se na Newsletter de O Cafezinho
Receba nossas análises e as principais notícias diárias do Brasil e do Sul Global.


Augusto Silva
20/04/2026
Nada como ver o império do “livre mercado” servindo involuntariamente de fornecedor tecnológico para quem ele tenta sufocar, hein? A ironia é que enquanto os EUA torram trilhões em guerras, o Irã transforma sucata em pesquisa aplicada. Engenharia reversa é o nome técnico do famoso “se vira nos 30” geopolítico.
Miriam
20/04/2026
Mais um capítulo da eterna corrida armamentista. Enquanto uns gritam por ideologia, outros seguem trabalhando com método e planejamento. No fim, quem entende de logística e engenharia é quem realmente move o tabuleiro.
Karina Libertária
20/04/2026
Gente, olha o nível! Enquanto o Irã copia tecnologia americana, o Brasil tá aí distribuindo bolsa pra quem não quer trabalhar. Se cada um investisse um pouco lá fora e buscasse ser self-made, em vez de depender do governo, talvez estivéssemos fabricando nossos próprios mísseis também, né?
Silvia D.
20/04/2026
Mais uma prova de que o mundo está cada vez mais tenso e armado. Enquanto uns investem em guerra, outros seguem negando investimento em saúde e ciência. É triste ver tanto recurso indo para destruição, quando poderíamos estar salvando vidas e fortalecendo sistemas de saúde como o SUS.
Lurdinha Deus Acima de Todos
20/04/2026
Meu Deus do céu, gente 😱🙏🇧🇷! Isso aí é o fim dos tempos, viu… esses países brincando de foguete e ninguém fala de paz! Daqui a pouco vão querer fechar as igrejas e a gente nem vai poder rezar em segurança 😢🇺🇸🙏
Alice T.
20/04/2026
Lurdinha, calma aí! Ninguém tá fechando igreja nenhuma, mas enquanto bilionário lucra com guerra e arma, quem paga o preço é o povo — inclusive o que só quer rezar em paz.
Fernando O.
20/04/2026
Interessante ver o Irã avançando nesse tipo de tecnologia — mostra como sanções e isolamento acabam empurrando o país para desenvolver tudo internamente. Mas é bom lembrar que engenharia reversa não é mágica: copiar é fácil, dominar o processo produtivo é outra história.
Zizi
20/04/2026
Esses meninos mal-educados dos EUA vivem jogando bomba nos outros e depois se espantam quando o povo resolve aprender a se defender. O Irã tá mostrando que soberania não se compra em loja de conveniência. História ensina: quem planta guerra, colhe resistência.
Rick Ancap
20/04/2026
Engenharia reversa de mísseis? É o famoso “copiar e colar” com verba estatal. Impressionante como regimes que vivem de controle e coerção ainda tentam posar de inovadores. No fim, o mercado livre sempre produz mais tecnologia do que qualquer ditadura subsidiada.
Mariana Ambiental
20/04/2026
Rick, curioso como o “mercado livre” que você defende vive de contratos bilionários com o Pentágono e subsídios públicos disfarçados de inovação. No fim, até a guerra é socializada — só o lucro é privatizado.
Rubens O Pescador
20/04/2026
Enquanto os gringos brincam de xerife do mundo, o Irã vai aprendendo a fazer o próprio brinquedo. É o velho ditado: quem planta guerra, colhe resistência. Queria ver se investissem tanto em comida e escola quanto gastam nessas bombas — o mundo tava bem melhor, igual na época em que o povo aqui tinha feijão e carne no prato.
Evelyn Olavo
20/04/2026
Interessante ver como o Irã transforma cada confronto em oportunidade de aprendizado tecnológico. Essa engenharia reversa pode alterar o equilíbrio militar da região, se for bem-sucedida. Mas também mostra o quanto a corrida armamentista continua longe de qualquer trégua real.
Clarice Historiadora
20/04/2026
Pois é, Evelyn — e o mais curioso é que enquanto o Irã aprende com os destroços, os EUA seguem repetindo os mesmos erros geopolíticos desde o Vietnã. No fim, quem mais evolui tecnologicamente é quem menos confia na “paz” vendida pelo Ocidente.