O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Evgeniy Ivanov, afirmou que a política dos países ocidentais para conter Moscou e Pequim representa ameaça direta à paz e à segurança internacionais.
O diplomata fez a declaração durante discurso no Fórum Municipal de toda a Rússia. Ivanov criticou a obsessão dos Estados Unidos e de seus aliados europeus pelo confronto militar com a Rússia.
Segundo ele, essa postura bloqueia acordos que poderiam reduzir as tensões globais. A estratégia de dissuasão visa enfraquecer não apenas a Rússia e a China, mas também outros polos emergentes do mundo multipolar.
Essa abordagem mina a estabilidade internacional e dificulta a construção de uma ordem baseada na cooperação mútua. Ivanov abordou ainda a situação no Oriente Médio e reafirmou o apoio russo a todos os esforços de mediação para resolução pacífica dos conflitos regionais.
O diplomata defendeu proposta de sistema coletivo de segurança no Golfo Pérsico com participação de todos os países interessados. Em seguida, condenou as ações militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e o Líbano.
Ivanov classificou essas operações como agressões injustificadas que violam o direito internacional. Alertou que o uso da força contra alvos civis e infraestrutura essencial apenas agrava as tensões na região.
A insistência ocidental em políticas de contenção e sanções amplia o risco de novos conflitos, segundo o vice-ministro. Ele observou que o mundo atravessa transformação profunda com o fortalecimento de novos centros de poder.
O governo russo continuará defendendo o multilateralismo e o papel central da ONU na resolução de disputas internacionais. Ivanov defendeu um sistema multipolar baseado no respeito à soberania e na não intervenção.
O posicionamento russo reforça a crítica à estratégia de contenção que compromete o equilíbrio global. O discurso reafirma a posição de Moscou em favor de soluções políticas para os conflitos no Oriente Médio e contra a escalada militar promovida por Washington e Tel Aviv.
As declarações foram divulgadas pela Sputnik International em sua cobertura do fórum.
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Tadeu
20/04/2026
Sinceramente, esse papo de ameaça global já virou rotina. Enquanto eles brigam por influência, o que me preocupa mesmo é o impacto disso no dólar e na inflação aqui. Se esse clima de tensão apertar mais, o investidor pequeno é quem vai sentir primeiro.
Evelyn Olavo
20/04/2026
Difícil discordar que o clima global está cada vez mais tenso. Quando grandes potências entram nesse jogo de contenção mútua, o mundo inteiro paga o preço. Precisamos de diplomacia real, não de bravatas travestidas de defesa da paz.
Renato Professor
20/04/2026
Perfeito, Evelyn — e é justamente aí que a retórica belicista do Ocidente se revela: fala em “defesa da paz” enquanto multiplica bases e sanções. Diplomacia real exige reconhecer que segurança não é monopólio da OTAN.
Silvia D.
20/04/2026
Enquanto as potências disputam influência, quem sofre são as populações, inclusive na saúde. Conflitos e sanções sempre acabam prejudicando o acesso a medicamentos, vacinas e insumos básicos. O mundo precisa de cooperação, não de mais tensão geopolítica.
Rubens O Pescador
20/04/2026
Esses americanos e europeus vivem cutucando onça com vara curta e depois dizem que estão defendendo a paz. Quando o Lula falava em diálogo e multipolaridade, riam dele. Hoje o mundo tá aí, cheio de tensão, e o povo comum é quem paga a conta, com comida e combustível subindo.
Francisco de Assis
20/04/2026
Rapaz, o Ocidente vive de apontar o dedo pros outros enquanto espalha base militar pelo mundo todo. Essa tal “contenção” é só disfarce pra manter o domínio deles. O Brasil tem que seguir firme no caminho soberano, dialogando com todos e sem se ajoelhar pra ninguém — é assim que a gente conquista respeito de verdade.
Eduardo C.
20/04/2026
Difícil falar em “contenção” sem olhar os números de gastos militares. A OTAN sozinha investe mais de 50% de todo o orçamento mundial de defesa. Moscou e Pequim reagem a isso, é natural. O equilíbrio global não se mantém com discursos, mas com proporções reais.
Marcos Conservador
20/04/2026
Lá vem de novo esse papo de “ameaça à paz” vindo de quem vive cutucando os outros. A Rússia e a China posam de vítimas, mas todo mundo sabe o que eles fazem com quem pensa diferente. O Ocidente tem seus erros, claro, mas comunista falando de paz é piada pronta.
Clarice Historiadora
20/04/2026
Marcos, seu discurso parece saído direto de um panfleto da Guerra Fria que esqueceram de atualizar desde 1989. Antes de repetir clichês sobre “comunistas”, vale lembrar que foram justamente as potências ocidentais que invadiram meio Oriente Médio em nome da “liberdade”.
Sgt Bruno 🇧🇷
20/04/2026
Ah, pronto, agora a Rússia quer posar de defensora da paz! Selva! Esses comunistas de Moscou e os melancias de Pequim só entendem a força. O Ocidente precisa mostrar firmeza, botar essa turma no devido lugar antes que o mundo vire um feudo vermelho.
Zizi
20/04/2026
Sgt Bruno, meu filho, essa conversa de “botar no devido lugar” é coisa de menino mal-educado que ainda acha que o mundo é quartel. A paz se constrói com diplomacia e respeito, não com bravata de quem confunde geopolítica com jogo de tiro.