Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, da Universidade de Maryland e de Harvard sintetizaram um novo supercondutor que mantém a condução perfeita da eletricidade mesmo sob campos magnéticos extremos. O material, denominado BaTa₂S₅, apresenta camadas atômicas alternadas que permitem um mecanismo raro de emparelhamento de elétrons, segundo o portal Phys.org.
Os supercondutores conduzem eletricidade sem resistência alguma, o que os torna essenciais para diversas tecnologias avançadas. Eles são particularmente importantes no desenvolvimento de computadores quânticos, de ressonância magnética nuclear e de aceleradores de partículas de alta energia.
O novo composto se enquadra na categoria de supercondutores não convencionais, que exibem comportamentos complexos e robustos. Ele demonstrou suportar campos magnéticos superiores a 60 teslas à temperatura de 0,75 kelvin e mais de 110 teslas quando extrapolado para o zero absoluto.
O físico S. Y. Frank Zhao, primeiro autor do estudo publicado na revista Nature Physics, descreveu a estrutura em camadas do BaTa₂S₅. O material é composto por camadas supercondutoras de dissulfeto de tântalo intercaladas com camadas não supercondutoras.
Essa configuração cria uma modulação bidimensional que altera fundamentalmente o comportamento dos elétrons no sistema. Tal arranjo permite que o material suporte campos magnéticos muito além dos limites observados em supercondutores convencionais.
O limite de Pauli tipicamente restringe os supercondutores convencionais a campos de poucos teslas, dependendo da temperatura crítica específica de cada composto. Os cientistas observaram uma transição de fase dentro do estado supercondutor sem que o material perdesse sua resistência zero.
O fenômeno indica a coexistência de dois tipos distintos de supercondutividade no mesmo cristal. O BaTa₂S₅ alterna entre o estado Ising convencional e o raro estado de pares spin-triplet com spins alinhados.
Sob intensos campos magnéticos, os cristais do material se reorientam para alinhar suas camadas com a direção do campo externo. Essa reorganização diminui a energia livre do sistema e aciona uma transição de primeira ordem, identificada por medições de torque e de corrente crítica.
O composto manteve resistência elétrica nula em ambos os lados dessa transição de fase. Tal característica confirma a elevada pureza e qualidade estrutural dos cristais produzidos.
A pureza do cristal BaTa₂S₅ revelou-se essencial para a identificação precisa das fases supercondutoras coexistentes. Cálculos teóricos demonstraram que a periodicidade maior da rede enfraquece a interação spin-órbita, favorecendo o surgimento do estado triplet em campos elevados.
Fenômenos semelhantes haviam sido observados anteriormente apenas em compostos com elétrons f, como o UTe₂ e o CeRh₂As₂. O BaTa₂S₅ torna-se o primeiro material sem elétrons f a exibir essa coexistência de fases supercondutoras.
Os resultados destacam o potencial de materiais em camadas para revelar novas propriedades quânticas até então desconhecidas. A equipe já aplica a técnica de síntese para desenvolver uma família de metais de Moiré com diferentes configurações eletrônicas.
Zhao e seus colaboradores pretendem examinar os efeitos da irradiação eletrônica na supercondutividade do BaTa₂S₅. Eles buscam entender melhor a sensibilidade do material a desordens e explorar seu uso potencial em dispositivos quânticos.
A descoberta representa um avanço importante na física de materiais e na engenharia quântica. Ela demonstra como a síntese precisa em escala atômica pode gerar materiais capazes de operar em condições extremas, com aplicações promissoras em tecnologias futuras.
Leia também: Pesquisadores descobrem ligação direta entre metalicidade e supercondutividade em grafeno torcido
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Marcos Conservador
21/04/2026
Mais uma invenção “revolucionária” de universidade americana que vai servir pra quê? Aposto que logo aparece alguém dizendo que isso vai salvar o planeta, mas no fim é mais um passo rumo ao controle total da tecnologia por uns poucos. Enquanto isso, o povo continua sem um transporte decente e chamam de comunismo quando o governo tenta resolver.
Rubens O Pescador
21/04/2026
Ô Marcos, tu fala bonito, mas lembra que quando o governo investia em universidade pública e pesquisa aqui, o povo também ganhava — tinha emprego, comida e até ônibus novo rodando. Ciência boa é a que chega na mesa do povo, e isso o PT já provou que dá pra fazer.
Francisco de Assis
21/04/2026
Rapaz, é bonito ver a ciência avançando assim, mostrando do que o ser humano é capaz quando investe em conhecimento. Pena que aqui no Brasil ainda tem gente alienada da cabeça achando que universidade é gasto. Enquanto isso, o mundo corre atrás da tecnologia do futuro — e o Brasil, com o governo atual valorizando a pesquisa, tem tudo pra entrar nesse jogo de soberania científica.
Celio Fazendeiro
21/04/2026
Mais um desses brinquedinhos caros de laboratório que não servem pra nada no campo. Enquanto gastam fortuna com material que nem o nome dá pra pronunciar, o produtor rural continua sem energia decente pra tocar a fazenda. Ciência boa é a que ajuda o país a crescer, não a que fica brilhando em tubo de ensaio.
Mariana Ambiental
21/04/2026
Impressionante ver a ciência avançando nesse nível, mas fico pensando quando essa tecnologia vai chegar de forma acessível e sustentável. Supercondutor é lindo no laboratório, mas o desafio real é sair do circuito fechado das grandes universidades e virar benefício pra sociedade — sem virar mais um brinquedo do capital.
Fernando O.
21/04/2026
Impressionante ver o avanço nessa área. Se esse BaTa₂S₅ realmente mantiver a supercondutividade em campos tão altos, pode revolucionar desde trens de levitação até redes elétricas. Enquanto o pessoal briga por política, a ciência segue entregando resultados concretos.
Sgt Bruno 🇧🇷
21/04/2026
Ah pronto, mais uma invenção desses cientistas querendo brincar de Deus. Enquanto o povo rala pra pagar a conta de luz, o MIT tá gastando milhões pra fazer material que nem vai chegar aqui. Selva! Quero ver é resolver o problema do Brasil, não ficar com conversa de supercondutor.
Zizi
21/04/2026
Olha só, que maravilha! Enquanto nossos meninos mal-educados vivem dizendo que “ciência é gasto”, o povo trabalhador e os pesquisadores sérios seguem mudando o mundo. Supercondutor que resiste a campos magnéticos extremos é o tipo de avanço que mostra o poder do conhecimento — e não do ódio. Viva a educação pública e o investimento em pesquisa!
Clarice Historiadora
21/04/2026
Impressionante como o avanço científico continua firme enquanto tanta gente ainda acha que “terra plana” é assunto sério. O MIT e Harvard criando materiais que desafiam os limites da física, e aqui tem quem ache que ciência é “opinião”. É por isso que educação pública e pesquisa precisam ser prioridade – ignorância não move sociedade nenhuma.
Eduardo C.
21/04/2026
Interessante ver um composto como o BaTa₂S₅ manter supercondutividade sob campos tão altos. Quero ver os números: qual a densidade crítica de corrente e a temperatura de transição? Sem esses dados, fica difícil avaliar o real avanço em relação aos supercondutores já conhecidos.
Tonho Patriota
21/04/2026
ISSO AÍ É MAIS UMA INVENÇÃO PRA CONTROLAR A GENTE! SUPERCONDUTOR É O NOME QUE ELES DÃO PRA TECNOLOGIA DO COMUNISMO, VAI VER TEM NIÓBIO BRASILEIRO ROUBADO NO MEIO! FAZ O L AÍ PRA VER O QUE ACONTECE COM O MAGNETISMO DA TERRA, DEPOIS VÃO DIZER QUE O PLANETA É REDONDO!
Maura Santos
21/04/2026
Tonho, o único magnetismo que tá te afetando é o da desinformação girando em loop. Supercondutor não é comunismo, é ciência — coisa que o apagão de 2001 mostrou que a turma “patriota” não entende muito bem.