A Marinha de Taiwan estuda a adoção do projeto japonês New FFM, também conhecido como classe Mogami aprimorada, como modelo para sua próxima geração de fragatas.
A informação foi detalhada em reportagem do portal Naval News, que acompanhou o avanço das conversas entre Taipei e Tóquio sobre cooperação em defesa marítima.
A aproximação ocorre em meio ao aprofundamento dos laços de segurança entre os dois países. Fontes citadas pela imprensa local afirmam que o governo japonês teria flexibilizado restrições à exportação de projetos navais, abrindo caminho para o compartilhamento de planos técnicos da nova fragata de 6 mil toneladas.
O jornal taiwanês UP Media relatou que a Marinha da República da China avalia como o navio japonês se encaixa nas exigências do programa de combate de próxima geração. O objetivo seria acelerar a construção de embarcações modernas, com ênfase em guerra centrada em rede e automação, reduzindo o efetivo embarcado para cerca de 100 militares.
Modelos maiores, como os destróieres Aegis japoneses das classes Kongo, Atago e Maya, foram descartados por excederem o deslocamento desejado. As classes Akizuki e Asahi se aproximam das especificações, mas a New FFM se destaca por oferecer melhor desempenho furtivo e maior grau de automação.
O projeto japonês incorpora sistemas integrados de gestão de combate e capacidade de operar veículos não tripulados, além de interoperabilidade com armamentos dos Estados Unidos. Essa compatibilidade, somada à possibilidade de exportação para aliados como a Austrália, torna o modelo particularmente atraente para Taipei.
Mesmo que Taiwan obtenha acesso aos planos e sistemas de combate japoneses, a maior parte do armamento das novas fragatas deverá ser produzida internamente. O Instituto Nacional Chung-Shan de Ciência e Tecnologia, principal desenvolvedor de sistemas de defesa taiwaneses, seria responsável por equipar as embarcações com mísseis e sensores nacionais.
O analista japonês Yoshihiro Inaba, colaborador do Naval News, explicou que o governo de Tóquio decidiu flexibilizar as regras de exportação de equipamentos militares para fortalecer sua base industrial e ampliar a cooperação estratégica. Essa mudança, segundo ele, facilita a venda de plataformas como a fragata Mogami a parceiros regionais.
Inaba ponderou, contudo, que a ausência de reconhecimento diplomático formal entre Japão e Taiwan impõe limites significativos. A exportação direta de um navio de guerra completo poderia gerar forte reação de Pequim e deteriorar as relações sino-japonesas, tornando o processo politicamente delicado para o governo em Tóquio.
O programa de fragatas de nova geração de Taiwan vem sendo desenvolvido desde 2016, com o objetivo de substituir as envelhecidas classes Cheng Kung e Kang Ding. Após mudanças de especificação e atrasos técnicos, o projeto foi retomado em 2024, com a confirmação da ampliação do deslocamento para cerca de 6,5 mil toneladas.
O interesse taiwanês no design japonês reflete a busca por maior integração tecnológica e eficiência operacional diante do crescimento das tensões no Estreito de Taiwan. O desfecho das negociações dependerá tanto da disposição política de Tóquio quanto da capacidade da indústria naval taiwanesa de absorver e adaptar a tecnologia estrangeira.
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Sgt Bruno 🇧🇷
26/04/2026
Selva! Taiwan está certa em se armar com tecnologia de ponta para botar esses comunistas na lata de lixo da história de uma vez por todas. Enquanto isso, aqui no Brasil, as nossas melancias ficam só de papo furado enquanto o perigo vermelho avança. Estratégia pura de quem não arrega para ditadura!
Letícia Fernandes
26/04/2026
É verdadeiramente melancólico, embora clinicamente previsível sob a ótica da economia política do desejo, observar como a subjetividade do sargento se encontra capturada por uma gramática de guerra que nada mais é do que o fetiche da mercadoria em sua forma mais destrutiva. O senhor Bruno, ao bradar termos anacrônicos como perigo vermelho, demonstra uma profunda alienação em relação aos processos reais de acumulação flexível que regem a geopolítica contemporânea. O que assistimos aqui não é uma luta maniqueísta entre liberdade e tirania, mas a manifestação da pulsão de morte do capital que, em sua crise estrutural de superprodução, precisa desesperadamente de novos escoadouros para o seu complexo industrial-militar. Taiwan, longe de ser o baluarte heroico que o senhor imagina em sua fantasia ideológica, atua como um posto avançado e laboratório periférico onde a reificação do conflito serve apenas para garantir a manutenção da hegemonia de uma superestrutura burguesa ocidental que utiliza o Japão como braço subalterno de uma estratégia de contenção imperialista. É quase patológico ver um trabalhador da segurança pública, ele mesmo uma vítima da precarização e da hierarquização opressora inerente ao Estado, defender com tamanha fúria a engrenagem que, em última instância, o desumaniza.
A escolha pelas fragatas da classe Mogami deve ser analisada não pelo prisma da eficácia tática ou de uma suposta defesa da democracia, mas como um sintoma da necessidade premente de circulação de capital fixo de alta sofisticação tecnológica em um mercado global saturado. Ao transpor o projeto japonês para a realidade taiwanesa, o que se consolida é uma vassalagem tecnológica profunda sob o pretexto de uma soberania ilusória. O senhor fala em botar na lata de lixo da história, mas ignora que a própria categoria de História, na modernidade tardia, foi sequestrada pela lógica do espetáculo militar. Essa ansiedade defensiva que o senhor manifesta é uma projeção clássica do medo de que a ordem burguesa, que lhe confere uma identidade precária através do nacionalismo e da farda, desmorone diante da incapacidade do capitalismo em resolver suas contradições internas. A fragata, portanto, não é um escudo protetor; é um totem de uma religião secular que sacrifica o desenvolvimento social e a emancipação das massas no altar da paranoia estratégica fomentada por Washington e seus satélites regionais.
Por fim, essa retórica agressiva sobre papo furado e melancias revela um empobrecimento simbólico que beira o trágico, uma incapacidade absoluta de lidar com a alteridade e com a complexidade das relações de produção globais. Prefere-se o conforto dos binários simplistas herdados de um macartismo mal digerido à análise séria das forças produtivas. Enquanto o senhor se exalta com o brilho do aço naval estrangeiro, a infraestrutura material e a soberania real da nossa própria sociedade continuam a ser dilapidadas pela mesma lógica rentista que lucra com a venda de armamentos e a manutenção de zonas de tensão permanente. O seu patriotismo, sargento, parece ser uma formação reativa para esconder o desamparo de quem intui, no fundo do inconsciente, que a ordem que defende não o protege, apenas o consome como massa de manobra ideológica. Sinto uma profunda compaixão pela sua cegueira deliberada diante do fato de que a verdadeira selva, meu caro, é o mercado que o senhor idolatra sem perceber que ele já o devorou há muito tempo.
Renato Professor
26/04/2026
É fascinante observar como a sua exaltação bélica, sargento, é inversamente proporcional à sua profundidade analítica sobre os fundamentos reais da soberania nacional. O senhor se deslumbra com o fetiche do aço, mas ignora que a verdadeira resiliência logística em cenários de conflito moderno depende de redes de economia solidária e autogestão territorial, conceitos científicos que sua gramática anacrônica de quartel é epistemologicamente incapaz de processar.