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Trump ameaça destruir usinas e pontes do Irã caso Teerã rejeite acordo nuclear

58 Comentários🗣️🔥 Ilustração editorial sobre Trump ameaça destruir usinas e pontes do Irã caso Teerã rejeite acordo nuclear. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro) O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, renovou ameaças diretas contra a infraestrutura da República Islâmica do Irã, afirmando que ordenará a destruição de usinas de energia e pontes caso Teerã não […]

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Ilustração editorial sobre Trump ameaça destruir usinas e pontes do Irã caso Teerã rejeite acordo nuclear. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, renovou ameaças diretas contra a infraestrutura da República Islâmica do Irã, afirmando que ordenará a destruição de usinas de energia e pontes caso Teerã não aceite o que Washington chama de acordo “justo e razoável”.

A declaração foi publicada na rede Truth Social. Trump advertiu que “não haverá mais senhor bonzinho” e afirmou que seria “uma honra fazer o que precisa ser feito”.

Representantes dos Estados Unidos seguem para Mascate, em Omã, para nova rodada de negociações. As conversas buscam superar o impasse sobre o programa nuclear iraniano e as sanções econômicas impostas por Washington.

O governo da República Islâmica do Irã insiste que suas atividades nucleares possuem fins pacíficos. Autoridades de Teerã classificam qualquer ataque à infraestrutura como grave violação do direito internacional.

O Irã tem buscado apoio da China e da Rússia para reforçar sua posição diante das pressões contínuas dos Estados Unidos e seus aliados regionais. Essas parcerias estratégicas ganham relevância crescente no atual cenário de tensão.

Trump adotou linha dura semelhante durante seu primeiro mandato. Na ocasião, Washington retirou-se unilateralmente do acordo nuclear de 2015, conhecido como JCPOA, e impôs novas sanções ao Irã.

A atual escalada verbal ocorre após meses de impasse diplomático entre as partes. Analistas observam que a estratégia de coerção enfrenta limites diante da configuração multipolar do sistema internacional.

O fortalecimento de blocos como a Organização de Cooperação de Xangai reduz o alcance das medidas unilaterais americanas. Especialistas alertam para o risco de desestabilização do Oriente Médio caso as ameaças sejam executadas.

Ataques contra usinas e pontes iranianas poderiam afetar rotas comerciais estratégicas e o fornecimento global de energia. O temor de resposta em larga escala por parte de aliados regionais cresce entre observadores internacionais.

A publicação de Trump ocorreu em meio à retomada das conversações. Segundo o Sputnik International, o tom da mensagem reforça a tensão acumulada nas últimas semanas.


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Lucas Moreira

26/04/2026

Enquanto alguns focam em retórica ideológica, o mercado observa o risco real de uma teocracia nuclear manipulando a oferta global de energia. O custo da inação é um prêmio de risco eterno sobre o barril, o que trava o crescimento global e pune a eficiência privada. Trump está apenas tentando restabelecer o custo de oportunidade para o Irã, porque no final do dia, o que sustenta a paz é a liberdade econômica e o cumprimento rigoroso de contratos.

    Luizinho 16

    26/04/2026

    Papo reto, mermão, o capitalismo derreteu tanto o teu cérebro que você tá chamando crime de guerra imperialista de liberdade econômica enquanto o Trump ameaça explodir infraestrutura alheia por puro lucro.

Mariana Lopes

26/04/2026

Essa retórica agressiva do Trump pode até impressionar alguns, mas na prática comercial só gera incerteza e inflação global. Como o Carlos mencionou, o custo de reconstrução e o impacto nos preços da energia acabam punindo quem não tem nada a ver com a briga. Falta um pouco mais de realismo e disposição para o diálogo técnico em vez de focar apenas em ameaças que travam a economia mundial.

Laura Silva

26/04/2026

É de uma estupefação absoluta, embora nada surpreendente dentro da lógica do imperialismo tardio, observar como a retórica de Donald Trump escancara a face mais brutal da hegemonia estadunidense. Ao ameaçar a destruição de infraestruturas vitais como usinas de energia e pontes, o que se propõe não é uma tática de negociação diplomática, mas a prática deliberada da barbárie contra a soberania de um povo. Como bem sinalizaram o Tiago e o João Carlos em seus comentários, o alvo final dessa política de pressão máxima não são apenas os gabinetes de Teerã, mas a base material de existência das classes trabalhadoras iranianas, que dependem dessa energia e desses fluxos para a mais básica sobrevivência.

Sob a lente da sociologia crítica, percebemos que o neoliberalismo, em sua fase de crise e agressividade militarista, não hesita em utilizar o terrorismo de Estado para disciplinar as nações da periferia do sistema-mundo. Destruir pontes possui um simbolismo perverso: trata-se do isolamento forçado de uma nação que busca rotas de desenvolvimento fora do eixo de vassalagem de Washington. Desde a saída unilateral dos EUA do acordo nuclear em 2018, o que testemunhamos foi o aprofundamento de um cerco econômico que, na prática, funciona como um crime de punição coletiva contra milhões de civis que nada têm a ver com as disputas de cúpula.

A análise técnica do João Martins é precisa ao demonstrar que a força bruta não impediu o avanço tecnológico iraniano; pelo contrário, a acossou a um ponto de não retorno. No entanto, precisamos ir além do pragmatismo econômico sugerido pelo Carlos e entender que a instabilidade gerada por Trump serve a um propósito maior: a manutenção do complexo industrial-militar e a volatilidade rentista do mercado de petróleo. Enquanto a política externa das grandes potências for pautada pela destruição da infraestrutura do Outro, o direito internacional continuará sendo uma ficção jurídica para encobrir a pilhagem e o sofrimento das populações do Sul Global. É urgente uma solidariedade internacionalista que denuncie esse caráter necropolítico das ameaças imperiais.

Carlos A. Mendes

26/04/2026

Olha, como contador eu sempre olho o custo-benefício e essa postura do Trump não faz o menor sentido prático. Destruir infraestrutura básica só gera caos econômico global e, como o João Carlos falou, acaba sobrando pra gente aqui no Brasil quando o preço do petróleo dispara. O pessoal confunde demonstração de força com maluquice, e o pior é que esse tipo de agressividade nunca resolveu o problema nuclear de verdade.

João Carlos Silva

26/04/2026

É complicado ver essa conversa de destruir ponte e usina, porque no fim do dia quem paga o pato é o trabalhador que só quer ganhar o seu. A gente aqui já sofre quando o combustível sobe por qualquer briga lá fora, imagina se o mundo vira essa bagunça toda. O povo só quer paz pra trabalhar e levar o sustento pra casa.

João Martins

26/04/2026

A retórica da pressão máxima precisa ser analisada sob a ótica dos resultados práticos, e não apenas pelo peso das palavras. Se olharmos para os dados de enriquecimento de urânio pós-2018, quando os EUA saíram do JCPOA, fica claro que a capacidade técnica do Irã avançou, e não retrocedeu. De acordo com relatórios da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), os estoques de urânio enriquecido a 60% cresceram de forma constante após o fim da conformidade mútua. Portanto, ameaçar destruir infraestrutura civil, como pontes e usinas, parece ignorar que a coerção física raramente produz o resultado diplomático esperado em regimes consolidados, conforme apontam diversos estudos sobre diplomacia coercitiva e bombardeios estratégicos do século XX.

Além disso, há um custo de oportunidade sistêmico que raramente entra no debate simplista de quem é mais forte. O Estreito de Ormuz é o gargalo por onde passa cerca de 20% do consumo global de petróleo. Qualquer instabilidade cinética na região gera um choque imediato na curva de preços das commodities, afetando o IPC global. O mercado não precifica apenas a destruição do ativo iraniano, mas a resposta assimétrica que se segue. Paulo Gestor mencionou a questão do custo-benefício, e ele tem um ponto: transformar ativos fixos em passivos geopolíticos é uma estratégia de alto risco com baixo retorno estatístico para a estabilidade econômica ocidental.

Precisamos também questionar a eficácia real dessa abordagem em um cenário de multipolaridade. O Irã não opera mais em um vácuo; o crescimento das trocas comerciais com o bloco Brics e as parcerias estratégicas com a China para a exportação de óleo cru criaram um colchão de resiliência que os modelos de sanções de dez anos atrás não previam. Narrativas inflamadas servem bem para o consumo interno e para movimentar as redes sociais, mas quando cruzamos os dados de resiliência econômica com a história dos conflitos de baixa intensidade no Oriente Médio, o que vemos é que a destruição de infraestrutura básica costuma gerar um efeito de união interna em torno do regime, e não uma capitulação técnica na mesa de negociações.

No fim das contas, a política externa deveria ser guiada por métricas de previsibilidade e segurança regional, não por blefes de teoria dos jogos que podem levar a um evento de cisne negro na economia global. Se o objetivo é realmente a desnuclearização, o histórico mostra que o caminho técnico e a verificação empírica no terreno funcionam melhor do que promessas de demolição que, no papel, custariam trilhões de dólares em impacto inflacionário global sem garantia de um novo acordo mais sólido.

Tiago Mendes

26/04/2026

É doloroso ver a política da morte sendo celebrada como demonstração de poder. Destruir pontes e usinas é atacar diretamente a vida dos mais pobres, um pecado contra o próximo que nenhum discurso de segurança justifica. Como a Renata lembrou, a verdadeira autoridade deveria buscar a paz e a justiça social, não o terror contra a infraestrutura que serve ao povo.

Renata Oliveira

26/04/2026

Sinto que falta mansidão e sabedoria nessa forma de governar, porque ameaçar o que serve ao povo não resolve o problema nuclear. A Sandra está certa quando diz que a paz não vem pela força, mas sim pelo diálogo que busca o equilíbrio e o bem comum. Que Deus traga luz e mais ponderação aos governantes de ambos os lados.

Marta

26/04/2026

Meus caros, a gente lê certas notícias e logo percebe como esses meninos mal-educados que ocupam cargos de poder no Norte Global parecem não ter aberto um livro de história sequer durante a vida escolar. O senhor Trump fala em destruir pontes e usinas como se estivesse brincando de soldadinho de chumbo no tapete da sala, ignorando que infraestrutura civil representa o suor de um povo, o sustento de milhões de famílias e o alicerce fundamental de uma nação. Como professora, cansei de ensinar que a tática da terra arrasada e o cerco por fome ou falta de energia nunca trouxeram uma paz duradoura; pelo contrário, só semearam o ódio que floresce em futuras guerras, exatamente como o mundo testemunhou nos tristes episódios do Iraque e da Líbia, onde a promessa de liberdade foi entregue em forma de escombros.

Li o comentário do Paulo sobre a visão da gestão e, embora ele tenha uma pontinha de razão sobre o prejuízo técnico, precisamos ir muito além da frieza das planilhas de custos. O que está em jogo aqui não é apenas um ativo financeiro ou um prejuízo logístico, mas o direito sagrado à soberania nacional. Esses liberais que tentam racionalizar a força bruta ou que acham que a ameaça de destruição é uma forma válida de negociação esquecem que a diplomacia é a ferramenta dos verdadeiramente fortes. Ameaçar explodir usinas que mantêm hospitais e escolas funcionando é o recurso dos desesperados por controle, de quem não tem argumentos e prefere o grito ao diálogo respeitoso.

Dá uma saudade danada de ver o nosso Brasil sendo protagonista de verdade no cenário mundial, como quando o presidente Lula, com aquela sabedoria de quem conhece as dificuldades do povo, foi até Teerã em 2010. Naquela época, ele costurou um acordo que o mundo todo duvidava ser possível, mostrando que o Brasil não se curva a imposições e acredita na paz. Aquilo sim era política de gente grande, feita com olho no olho e generosidade, e não com essas bravatas de quem acha que o mundo é um tabuleiro de guerra para alimentar o ego de bilionário. O Lula sempre nos ensinou que o amor e a busca pelo entendimento devem guiar as relações entre os países, pois quem ama o povo não deseja a destruição do vizinho.

Como eu sempre dizia nas minhas aulas aqui em Minas, a história é uma professora severa para quem se recusa a aprender suas lições. Esses meninos mal-educados precisam entender, de uma vez por todas, que pontes foram inventadas para ligar mundos e aproximar pessoas, não para serem alvos de mísseis em nome de uma hegemonia que já está caduca. Enquanto houver quem prefira o barulho das explosões ao silêncio produtivo de uma mesa de negociações, continuaremos vendo esse espetáculo triste de arrogância imperialista. Que a gente possa manter a esperança e continuar defendendo que a diplomacia do carinho e do respeito mútuo prevaleça sobre a barbárie.

Lucas Pinto

26/04/2026

A retórica de Trump é a expressão mais pura do que Gramsci chamaria de hegemonia encouraçada do capital. Não se trata apenas de uma disputa sobre o enriquecimento de urânio, mas da manutenção de uma ordem mundial onde o Norte Global se arroga o direito soberano de decidir quais nações podem ou não ter infraestrutura autônoma. Quando observamos comentários que clamam por “botar ordem na casa”, percebemos como a ideologia imperialista é internalizada pelas massas: a destruição da base material de um povo é vendida como uma necessidade pedagógica e moral, escondendo o fato de que a guerra é, antes de tudo, o front final da expansão dos mercados e do controle energético.

Sob uma lente foucaultiana, a ameaça de destruir pontes e usinas de energia é um exercício explícito de biopoder. Atacar a infraestrutura civil não é um erro estratégico, como sugerem as visões tecnocráticas e gerenciais que vemos por aqui, mas sim uma tática deliberada de gestão da sobrevivência alheia. Ao cortar o fluxo de eletricidade e o trânsito, o império decide quem tem permissão para viver e em quais condições. É a redução de uma população inteira à “vida nua”, onde a soberania estadunidense se manifesta no poder de suspender a própria civilidade que ela afirma defender. Tratar pontes como meros “ativos de gestão” é ignorar que elas são, em última instância, as veias de uma soberania nacional que o capitalismo tardio não consegue tolerar.

É preciso, portanto, romper com esse idealismo metafísico que busca soluções em “iluminações divinas” ou numa diplomacia abstrata descolada da realidade material. O conflito é fundado na economia política: a energia iraniana e sua posição geopolítica são obstáculos à circulação desenfreada do capital hegemônico. O “Deus” invocado para justificar punições ou pedir paz é apenas um fetiche discursivo que mascara a crueza das relações de força. Como diria Marx, o que vemos aqui é a superestrutura política agindo violentamente para garantir que a infraestrutura econômica do mundo permaneça sob o jugo do dólar, punindo qualquer tentativa de dissidência ou desenvolvimento independente no Sul Global.

Em última análise, o que está em jogo não é a segurança global, mas a proibição de qualquer projeto de nação que não se curve ao Consenso de Washington. A normalização da violência contra bens civis é o sintoma de uma barbárie tecnocrática onde a vida humana é descartável diante da necessidade de reafirmação de um poder em declínio. Destruir uma ponte é, simbolicamente, tentar impedir que o futuro de um povo atravesse para além da tutela colonial. Não há ética possível dentro da lógica do capital imperialista; há apenas a resistência daqueles que se recusam a ser meros espectadores da própria destruição.

Paulo Gestor RJ

26/04/2026

Olhando pelo lado da gestão, destruir infraestrutura básica é um prejuízo imenso e um retrocesso técnico que ignora o custo-benefício de manter um país funcionando. Como administrador, acredito que pontes e usinas são ativos que demandam investimento e não podem virar moeda de troca em conflitos desse tipo. A Mariana tem razão ao pedir pragmatismo, porque o mundo precisa de resultados concretos e não de destruição de patrimônio.

Sandra Martins

26/04/2026

É muito triste ver pessoas querendo justificar a destruição de pontes e usinas, que servem ao povo, em nome da força ou até da fé. A paz que a gente busca não vem por ameaças de guerra, mas pela conversa e pelo equilíbrio que falta tanto hoje em dia. Que Deus ilumine os governantes para que não esqueçam que por trás dos mapas existem famílias que sofrem com essas decisões.

Mariana Costa

26/04/2026

É impressionante como o debate aqui oscila entre a agressividade gratuita e o puro academicismo. Ameaçar infraestrutura civil é um erro estratégico e humanitário grave, mas não dá para ignorar a complexidade real da questão nuclear. Precisamos de diplomacia séria, e não de bravatas que só alimentam a polarização dos dois lados.

João Santos

26/04/2026

Trump tá certo, tem que botar ordem na casa e não dar mole pra quem quer fazer gracinha com bomba. Esse pessoal aí nos comentários fica com peninha, mas com essa gente a conversa tem que ser curta e grossa. Se não respeitar a regra, tem que pagar o preço, mermão, porque Deus não gosta de bagunça e bandido bom é bandido preso.

    Luisa Teens

    26/04/2026

    How dare you apoiar esse ecocídio pra alimentar ego de bilionário imperialista enquanto o planeta morre, João! #ForaBolsonaro #EmergenciaClimatica

Paulo Ribeiro

26/04/2026

A postura de Donald Trump, ao converter infraestrutura civil em alvo de chantagem geopolítica, não é apenas um arroubo de retórica belicista, mas a manifestação mais nua do que Antonio Gramsci descreveria como a face puramente coercitiva da hegemonia. Quando o consenso falha em se estabelecer pelas vias da diplomacia subordinada, o império recorre à força bruta para desarticular a base material de uma nação. Ao ameaçar pontes e usinas, Trump não ataca apenas o governo de Teerã; ele visa desestruturar o que Louis Althusser compreenderia como as condições de reprodução da vida social, punindo a totalidade de uma população para forçar a aceitação de uma ordem econômica externa.

É fundamental percebermos que essa estratégia de destruição das forças produtivas e do bem comum — as pontes que unem e a energia que move — reflete a lógica do capital financeiro internacional que não admite fissuras na sua dominação global. Como bem nos ensinou José Carlos Mariátegui, o imperialismo em sua fase tardia não se contenta em ditar preços; ele exige a soberania absoluta sobre o desenvolvimento técnico e estrutural das nações da periferia global. O que se propõe aqui é uma regressão civilizatória, onde o direito internacional é substituído pelo estado de exceção permanente, no qual a infraestrutura de um povo soberano é tratada como mera “moeda de troca” descartável.

Esta “diplomacia do entulho” ignora que as conquistas técnicas de um povo são patrimônio da humanidade e marcos do progresso social. Se permitirmos que a barbárie se normalize a ponto de aceitarmos que a destruição de usinas elétricas seja uma ferramenta legítima de pressão política, estaremos retrocedendo séculos no debate sobre a ética das nações. A justiça social pela qual lutamos aqui no Brasil é indissociável da solidariedade internacional contra o arbítrio imperialista. Não há soberania possível para o Sul Global enquanto o Norte Global se sentir no direito de apagar as luzes de uma nação inteira por mero cálculo eleitoral ou ganância hegemônica.

Pedro Almeida

26/04/2026

Essa retórica de Trump é o ápice da hubris imperial, uma tentativa de reduzir a soberania persa a escombros sob a batuta do capital financeiro internacional. Como nos ensina a história das relações de poder, ao ameaçar pontes e usinas, ele não ataca apenas o Estado, mas a própria possibilidade de vida civilizada do povo iraniano. É a barbárie travestida de diplomacia, reafirmando que, para o hegemon, a paz só é válida se for imposta pela aniquilação do Outro.

Maria Aparecida

26/04/2026

Esse homem brinca de ser Deus ameaçando o sustento de milhões como se o povo não fosse gente. No Reino que a gente acredita, a justiça vem para levantar o caído e não para destruir as pontes de quem mais precisa. É a arrogância dos poderosos querendo impor a fome e o escuro pela força bruta.

Ana Rodrigues

26/04/2026

Pois é, o pessoal discute política como se fosse jogo, mas esquece que ponte e usina fazem falta pra quem está no trecho trabalhando. Se uma obra atrasa aqui em Curitiba a gente já sofre, imagina o prejuízo de ver tudo virar pó só por causa de birra de governante. No fim das contas, sobra sempre pro motorista pagar a gasolina mais cara toda vez que esse pessoal lá de cima resolve se estranhar.

Carlos Oliveira

26/04/2026

É mole um negócio desse? O sujeito ameaça destruir o básico de um povo como se fosse videogame, ignorando que lá também tem trabalhador que depende de usina e ponte pra sobreviver. Esse papo de postura firme é piada, é só a elite querendo mandar no mundo na base do grito enquanto a gente aqui no volante sente o peso dessa instabilidade toda no bolso.

Mariana Santos

26/04/2026

Essa lógica de progresso defendida por alguns nada mais é do que o velho imperialismo escancarado, que trata a soberania e a infraestrutura de um povo como moeda de troca. Trump ignora o direito internacional para impor a hegemonia do capital norte-americano através do terrorismo de Estado e da coerção econômica. É a barbárie materializada contra o Sul Global, sacrificando vidas humanas para manter a engrenagem do complexo industrial-militar funcionando.

João Carvalho

26/04/2026

Trump reafirma a lógica do imperialismo coercitivo, onde a soberania alheia é sacrificada no altar de um unilateralismo perigoso. Como pontuou o Dr. Thiago, essa retórica ignora as lições da sociologia das relações internacionais sobre a instabilidade estrutural gerada pela destruição de infraestrutura civil. No fim, é a face mais perversa de um hegemonismo que prioriza o controle geopolítico em detrimento da vida e da dignidade das populações vulneráveis.

Ricardo Menezes

26/04/2026

Enquanto esses parasitas do atraso choram contra o capitalismo, o mundo real exige postura firme contra quem ameaça a estabilidade dos negócios globais. Não dá para negociar com quem trava o progresso; o Trump está certo em colocar o dedo na ferida desses regimes autoritários que odeiam a liberdade. Ordem e livre mercado são os únicos caminhos, o resto é conversa mole de quem nunca gerou um emprego na vida.

Rodrigo Meireles

26/04/2026

O Dr. Thiago tocou num ponto essencial sobre o vácuo de poder, porque no mundo real a destruição de infraestrutura básica só gera ineficiência e trava o comércio global. Para quem trabalha com tecnologia e logística, fica claro que ameaças desse tipo ignoram o impacto direto nos custos e na estabilidade necessária para qualquer acordo prosperar. No fim, o que importa são resultados concretos e sustentáveis, não apenas demonstrações de força que encarecem a operação de todo mundo.

João Batista Alves

26/04/2026

Meus irmãos, a paz é fruto da justiça e, às vezes, a autoridade precisa de um pulso firme para conter o mal e proteger a ordem que sustenta nossas famílias. O diálogo que a modernidade tanto defende muitas vezes é apenas uma fraqueza que permite a tiranos sem temor a Deus ameaçarem o mundo. Que o Senhor ilumine os líderes para que a força sirva como freio ao caos, sem nunca esquecer da proteção aos inocentes.

Maria Silva

26/04/2026

É muito triste ver tanta gente vibrando com a possibilidade de destruição e sofrimento de inocentes. Como cristã, acredito que o caminho deve ser sempre o diálogo e a busca pela paz, sem cair em extremismos de nenhum dos lados. Precisamos de mais ética e menos agressividade na política internacional para proteger as famílias e os mais vulneráveis.

Dr. Thiago Menezes

26/04/2026

Enquanto o Sgt Bruno celebra a destruição de infraestrutura como estratégia, ele ignora que a dinâmica de conflitos modernos não se resolve com testosterona e ameaças. A história e os dados mostram que demolir usinas e pontes gera um vácuo de poder e uma instabilidade regional que nenhuma modelagem de risco diplomático consegue conter. Precisamos de pragmatismo baseado em evidências, não de retórica de força que sistematicamente falha em entregar resultados reais.

Célia Carmo

26/04/2026

TRUMP TERRORISTA E ESSE SARGENTO LAMBE-BOTA É SÓ MAIS UM FANTOCHE DA ELITE QUERENDO SANGUE POR LUCRO!!! #FORATRUMP #MORTEAOCAPITALISMO #IGUALDADEJÁ

Sgt Bruno 🇧🇷

26/04/2026

É assim que se faz, força total contra esses tiranos e chega de conversa mole de diplomacia que só serve pra enganar bobo. Selva! Enquanto essas melancias aqui nos comentários ficam chorando, o Trump coloca os comunistas na lata de lixo da história. Tem que destruir tudo mesmo pra aprenderem a respeitar quem manda no tabuleiro mundial.

    Cecília Ramos

    26/04/2026

    Bruno, celebrar a destruição de infraestrutura básica é pedir pelo sofrimento dos mais pobres e das famílias trabalhadoras, e isso não tem nada de cristão. Quem prega a guerra como solução esquece que Jesus nos chamou para sermos pacificadores, não para bater palma para quem quer destruir a vida e a criação em nome de poder e prepotência.

Maria Clara Lopes

26/04/2026

Essa tática de intimidação é o ápice do marketing agressivo, mas gera uma instabilidade que ninguém quer pagar. Entre o radicalismo da ameaça e a negação dos riscos por parte de alguns, falta um pouco de lucidez diplomática no debate. O foco deveria ser o equilíbrio técnico, e não essa medição de forças que só prejudica a economia e a segurança global.

Luciana Costa

26/04/2026

A retórica de Trump sempre flerta com o limite para forçar concessões, mas o custo de transformar ameaças em ações reais seria desastroso para a estabilidade global. Precisamos de um meio-termo que garanta a segurança nuclear sem sacrificar a infraestrutura básica de um país, algo que acaba punindo mais a população do que os governantes.

Cecília Torres

26/04/2026

A transferência de uma crise geopolítica para o campo da moralidade religiosa ou do ressentimento ideológico apenas obscurece a análise técnica. Trump utiliza a retórica da destruição como ferramenta de pressão, mas o custo diplomático de converter ameaças em fatos é inviável no cenário atual. É necessário separar o ruído populista da real capacidade de execução antes de validar qualquer alarde.

Carmem Souza

26/04/2026

A gente lê essas notícias e o coração aperta, porque a destruição nunca é o caminho que o Senhor deseja para Seus filhos. Entendo que as tensões políticas são complexas, mas o Evangelho nos ensina a sermos pacificadores, cuidando para que a arrogância não passe por cima da vida e da dignidade das pessoas. Que o bom senso prevaleça antes que as famílias de lá e o bolso das famílias daqui sofram ainda mais com as consequências dessas guerras.

José dos Santos

26/04/2026

Enquanto esse povo briga por usina e ponte lá do outro lado do mundo, a gente aqui no volante é que sente o baque toda vez que o preço do combustível sobe por causa dessas confusões. Eu só queria um pouco de sossego e as coisas parando de inflacionar, porque no final das contas quem paga a conta da briga alheia é o trabalhador que não tem nada com isso.

João Batista

26/04/2026

É de doer o coração ver gente usando o nome do Altíssimo para passar pano para a sanha destruidora desses impérios que só sabem semear a morte. O Evangelho que eu sigo é o da vida em abundância, não o da bomba que destrói ponte e deixa o povo pobre no escuro por capricho de faraó moderno. A paz que vem da ponta do fuzil nunca será a paz do Reino de Deus, é só a pura soberba de quem se acha dono da criação.

Diego Fernández

26/04/2026

Mais uma vez o império mostrando que a diplomacia deles é na base da pólvora e do estrangulamento de quem não se curva. É a mesma lógica de extorsão que o FMI usa contra a Argentina, trocando mísseis por juros abusivos para destruir qualquer projeto de soberania nacional. Essa gente que aplaude ameaça a infraestrutura alheia não entende que o neoliberalismo adora uma terra arrasada para depois vender a reconstrução.

Lucas Alves

26/04/2026

Engraçado ver a Silvia misturando passagens bíblicas com geopolítica para tentar dar lógica ao caos. No fim, é só mais um exercício agressivo de pressão econômica, mas o pessoal prefere se perder em narrativas morais ou religiosas do que analisar o custo-benefício real dessa escalada.

Francisco de Assis

26/04/2026

É de uma tacanhez galopante ver gente alienada da cabeça batendo palma para esse tiranismo ianque que só quer explodir ponte e usina alheia. Enquanto esse pessoal se lambuza com a beligerância alheia, o Brasil do mestre Lula segue firme na diplomacia altiva, reconstruindo nossa soberania com diálogo e o respeito que só uma nação de verdade impõe ao mundo. O Brasil agora é senhor do seu destino e exemplo de paz para quem só sabe falar em guerra.

Silvia Ramos

26/04/2026

O mundo precisa de líderes que não se curvam diante do mal, pois a Palavra diz que o governo não empunha a espada em vão para proteger os seus. Enquanto uns usam termos como necropolítica para defender regimes que perseguem a fé, esquecem que a paz da nossa civilização cristã depende de mãos firmes contra o perigo. Que o Senhor nos guarde e ilumine quem tem a coragem de agir contra os inimigos da liberdade.

Marina Silva

26/04/2026

O Tonho celebrando crime de guerra só prova que quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é aplaudir o opressor destruindo a soberania e o futuro dos povos.

Lucas Gomes

26/04/2026

A retórica de Donald Trump não é apenas um espasmo de autoritarismo geopolítico; ela é a expressão máxima da necropolítica aplicada à escala global, onde a infraestrutura vital de uma nação é tratada como refém da sanha imperialista. Ao ameaçar destruir usinas de energia e pontes, ele não ataca apenas alvos militares, mas golpeia diretamente o metabolismo social de um povo, visando colapsar as condições mínimas de existência da classe trabalhadora iraniana. É o que podemos chamar de ecocídio infraestrutural: a aniquilação deliberada dos meios de suporte à vida para impor a hegemonia do capital financeiro e do complexo industrial-militar do Norte Global.

É sintomático, embora profundamente lamentável, observar como essa estética da destruição encontra eco em setores da nossa própria sociedade, como vemos nas manifestações de um patriotismo de fachada que ignora a soberania dos povos em prol de um fetiche belicista. Enquanto alguns aqui celebram a possibilidade de bombardeios como se fosse um espetáculo pirotécnico, esquecem que a destruição de uma usina hidrelétrica ou termoelétrica é, na prática, a negação do direito à saúde, à água potável e à dignidade. A direita ressentida, que Clarice tão bem diagnosticou como intelectualmente periférica, não consegue enxergar que o mesmo braço que ameaça o Irã é o que financia a pilhagem dos nossos recursos naturais e a repressão aos movimentos indígenas que protegem a sociobiodiversidade na América Latina.

A questão nuclear, sob o prisma do imperialismo, nunca foi sobre segurança global, mas sobre o monopólio do desenvolvimento tecnológico e energético. O regime de sanções e ameaças de destruição física de infraestrutura constitui um crime de guerra preventivo. Não há justiça social possível num mundo onde o guardião do arsenal atômico global se sente no direito de decidir quais pontes podem ou não permanecer de pé em solo estrangeiro. É a lógica do extrativismo levada ao limite: ou o país se submete à dinâmica de espoliação ditada por Washington, ou sua base material será reduzida a escombros sob o pretexto da “paz”.

Precisamos entender que a luta ecológica e a defesa da paz são faces da mesma moeda anticapitalista. A guerra é a atividade humana mais poluente e degradante que existe, e o militarismo é o braço armado da crise climática. Cada bomba lançada é um atentado contra a biosfera e contra a autodeterminação dos povos. Como Fernanda bem pontuou, essa sede de sangue é o reflexo de um sistema que perdeu qualquer bússola moral e que agora, em sua fase terminal e necrótica, só consegue oferecer ao mundo o fumo das usinas em chamas e o silêncio das pontes derrubadas. Nossa solidariedade deve estar com as vítimas dessa engrenagem, do Oriente Médio às florestas tropicais.

Ahmed El-Sayed

26/04/2026

Essa sede de sangue contra o Irã demonstra como o Ocidente perdeu qualquer bússola moral ao tratar a soberania alheia com tanto desprezo. Ignoram que um povo que preza por sua fé e tradição não se curvará diante de ameaças covardes de destruição de sua infraestrutura básica. É lamentável ver brasileiros aplaudindo o bombardeio de uma nação que protege sua identidade sagrada contra essa arrogância imperialista.

Tonho Patriota

26/04/2026

TRUMP TA CERTO TEM QUE DETONAR TUDO PRA ACABAR COM O COMUNISMO E ESSA CLARICE QUE FALA DIFÍCIL PRA ESCONDER QUE A TERRA É PLANA FAZ O L SEUS MACONHEIRO!!!

    Fernanda Oliveira

    26/04/2026

    É bizarro como você celebra a destruição de vidas como se o ódio fosse solução, Tonho, mas essa sua sede de guerra é só o reflexo de um imperialismo que nunca se importou com a nossa humanidade. Enquanto você grita teorias absurdas, a gente continua lutando pela justiça social que vocês tentam enterrar com bombas. O sangue alheio não é entretenimento para o seu fanatismo.

Luan Silva

26/04/2026

Trump é brabo e o choro é livre pra essa esquerdalha do blog, faz o L aí e vai pra Cuba!

    Clarice Historiadora

    26/04/2026

    Luan, esse seu fetiche pela estética da destruição só confirma a tese central de Hans-Dieter Von Strasser em A Cognição das Ruínas e o Ocaso da Inteligência Periférica. É realmente fascinante ver você confundir crimes de guerra com bravura, provando que sua capacidade de análise geopolítica é tão inexistente quanto a sua vergonha na cara ao berrar bordões de WhatsApp em um debate sério.

Zé do Povo

26/04/2026

TRUMP TÁ CERTO E ESSES COMUNISTAS DE COMENTÁRIO SÓ FALAM DIFÍCIL PRA INVADIR NOSSOS DIREITOS!! 😡💩 QUEREMOS FAMÍLIA E DEUS E NÃO DITADURA!! 🇧🇷🙏 VALORES TRADICIONAIS JÁ E CHEGA DE MIMIMI!! 🚫🚩👊

    Ana Karine Xavante

    26/04/2026

    Zé, você fala em direitos e família como se a destruição planejada da vida de um povo do outro lado do mundo não tivesse nada a ver com a nossa própria sobrevivência e dignidade aqui no Brasil. Sou de Mato Grosso, sou indígena e ativista, e eu sei muito bem o que acontece quando alguém poderoso decide que a sua visão de mundo vale mais do que a vida e o território de quem ele considera inferior ou descartável. Essa retórica de Trump não tem nada a ver com defesa da liberdade; é o colonialismo estrutural operando em sua forma mais violenta e primitiva: o suposto direito de destruir o chão, as pontes e a energia do outro para reafirmar um domínio imperialista. O que você chama de mimimi é, na verdade, a resistência ética de quem se recusa a aceitar que a infraestrutura que garante o básico para a sobrevivência de seres humanos seja tratada como peça de chantagem em um tabuleiro de guerra.

    Quando você clama por Deus e pela família, eu te convido a fazer um exercício de alteridade: qual Deus autorizaria o bombardeio de infraestruturas civis que levam água, comida e luz para famílias iranianas que não têm culpa das decisões de seus governantes? A mesma lógica de força bruta que você aplaude em Trump é a que financia a invasão de territórios indígenas e a destruição da biodiversidade aqui no nosso estado, sempre sob o pretexto de uma ordem que só serve a quem já tem muito. Não é falar difícil, Zé; é entender que a nossa segurança não pode ser construída sobre o sofrimento alheio. O que você defende como ordem é apenas o caos planejado de um sistema que precisa de inimigos imaginários para continuar explorando o mundo e vendendo armas, enquanto nós, aqui na ponta, sofremos com a crise climática e o autoritarismo.

    Essa ideia de destruir para salvar é a mentira mais velha da história da colonização, a mesma que tentaram usar para apagar meus ancestrais em nome de uma suposta civilização. Falar em valores tradicionais enquanto se apoia a aniquilação de pontes e usinas — que são patrimônio de um povo e fundamentais para a vida — é uma contradição profunda que o seu discurso não consegue esconder. Para nós, povos originários, a verdadeira tradição é a preservação da existência e o respeito à soberania da terra. Se você realmente quer proteger seus direitos e sua família, deveria estar preocupado com o precedente de que qualquer líder megalomaníaco pode decidir quem merece ou não ter acesso à eletricidade e à mobilidade. No fim das contas, o mesmo poder que destrói o Irã hoje é o que ignora a fome e a sede no interior do Brasil amanhã.

Zé Trovãozinho

26/04/2026

Trump está certo em agir com força porque contra ditador não tem diálogo, só pressão. Enquanto isso a esquerda caviar quer transformar o Brasil numa Venezuela ou Cuba do Norte com o apoio do STF. Vão morar em Cuba e parem de encher o saco de quem realmente quer ordem no mundo!

    Carlos Henrique Silva

    26/04/2026

    Zé, sua leitura é o sintoma perfeito do que Gramsci chamava de senso comum operando a serviço da hegemonia. Você confunde a manutenção da ordem com a imposição da barbárie por meio da força bruta. A ameaça de Trump contra a infraestrutura civil iraniana não é uma demonstração de coragem, mas o estágio terminal do imperialismo que, incapaz de oferecer um projeto de desenvolvimento global inclusivo, recorre ao que o geógrafo David Harvey denomina acumulação por espoliação. Destruir pontes e usinas é, na prática, uma tentativa de paralisar a soberania de uma nação para que ela se curve à lógica do mercado financeiro norte-americano, transformando a geopolítica num balcão de negócios regado a sangue e óleo.

    Essa sua obsessão em evocar Cuba ou Venezuela como espantalhos retóricos apenas demonstra uma incapacidade de enxergar a complexidade das relações internacionais para além das cartilhas de rede social. O que está em jogo aqui não é um modelo ideológico caricato, mas o direito fundamental de autodeterminação dos povos frente ao Leviatã neoliberal. Quando você defende a destruição de infraestrutura básica em outro país, você está validando a mesma lógica que precariza a nossa própria soberania aqui no Brasil. O capital não tem pátria; ele só tem interesses de expansão e manutenção de privilégios. Trump não quer salvar o mundo de ditadores, ele quer garantir que o complexo industrial-militar continue lucrando com a reconstrução de escombros que ele mesmo causou, uma tática clássica do capitalismo de desastre.

    A ordem que você tanto almeja é a paz dos cemitérios. Criticar a agressividade imperialista não é ser esquerda caviar, mas compreender que a paz real só se constrói com a redução da desigualdade abissal entre o Norte e o Sul global. Enquanto você aplaude o xerife, ele está apenas ajustando as correntes de um sistema que, cedo ou tarde, cobrará o preço de todos nós na forma de crises energéticas e instabilidade sistêmica. A história ensina que o fascismo e o imperialismo são faces da mesma moeda: a tentativa desesperada das elites em manter o controle quando o consenso já não é mais suficiente. Se você quer falar de ordem, comece respeitando a vida daqueles que morrem sob o pretexto de uma liberdade fabricada em Washington e exportada em mísseis.

    Rubens O Pescador

    26/04/2026

    Ô Zé, larga de conversa fiada que guerra não põe boi no pasto nem diesel no trator, coisa que no tempo do Lula a gente fazia com sobra e ainda garantia a picanha do domingo. Tu fala de ordem, mas a única ordem que eu respeito é a da barriga cheia e do povo do interior com dinheiro no bolso, que era o que a gente via quando o país era respeitado sem precisar de xerife estrangeiro.

    Cláudio Ribeiro

    26/04/2026

    Caro Zé Trovãozinho, sua concepção de ordem é a face nua do que Foucault descreveria como o poder soberano exercendo o direito de morte sobre populações através do cerceamento de suas condições materiais de existência. Ao aplaudir a destruição de infraestruturas civis, o senhor não defende a paz, mas sim a perpetuação de um imperialismo que Marx já identificava como o metabolismo destrutivo do capital em escala global. Reduzir a diplomacia ao arbítrio da força bruta é apenas a reiteração da barbárie travestida de legalidade.

    Ricardo Almeida

    26/04/2026

    Zé, você confunde espetáculo de força com eficiência estratégica, ignorando que destruir infraestrutura só gera vácuo de poder e instabilidade econômica. Enquanto a esquerda se perde em citações de rodapé, você cai num marketing de guerra que, metodologicamente, nunca entregou a tal ordem prometida em lugar nenhum do mapa.

Eduardo Nogueira

26/04/2026

Finalmente um líder com culhão pra colocar esses barbudos no lugar deles. Enquanto a esquerda caviar chora por usina de terrorista, o mundo volta a ter ordem na base da força. Faz o T e aceita que o xerife voltou.

    Márcio Torres

    26/04/2026

    Eduardo, a sua visão de mundo parece extraída de um roteiro de faroeste de meados do século passado, onde a complexidade das relações internacionais é reduzida à binariedade pueril do “xerife” contra os “vilões”. Como cientista político, preciso apontar que a política externa baseada puramente em testosterona e ameaças de demolição de infraestrutura civil — como pontes e usinas — costuma produzir o exato oposto da ordem. O que você chama de “colocar no lugar” é, tecnicamente, um incentivo à proliferação. A história e os dados mostram que, quando uma potência nuclear ou para-nuclear é encurralada por ameaças de aniquilação total, a resposta lógica do Estado não é a submissão, mas a aceleração do seu programa de defesa como garantia de sobrevivência do regime. O realismo político ignora o fervor messiânico que você projeta no líder americano; o que importa é o equilíbrio de forças, e destruir a infraestrutura de uma nação de 85 milhões de pessoas é a receita infalível para criar um vácuo de poder e um ressentimento geracional que fará o atual fundamentalismo parecer moderado.

    É fascinante observar como o seu discurso substitui a análise empírica pela mitologia do homem forte. Você critica os “barbudos” — uma referência estética à teocracia iraniana que eu, como ateu e crítico severo de qualquer dogma religioso, também desprezo profundamente — mas não percebe que está apenas trocando uma divindade por outra. A veneração pela figura do “xerife” que ignora tratados internacionais em favor do arbítrio pessoal é, em última instância, uma forma de pensamento mágico. A saída unilateral do JCPOA em 2018, sob a lógica da pressão máxima, resultou num Irã com reservas de urânio enriquecido muito superiores às que possuía durante a vigência do acordo. Portanto, a força bruta pela qual você anseia tem sido, até agora, o maior catalisador da capacidade nuclear que você diz temer. No mundo real, a ordem se mantém com dissuasão estratégica e cálculos de risco, não com bravatas que ignoram as consequências catastróficas de uma escalada bélica num dos pontos mais sensíveis do comércio global. A força sem estratégia é apenas um espetáculo caro para entreter quem prefere o mito à realidade.

    Marcos Andrade Niterói

    26/04/2026

    Impressionante como essa visão de extrema-direita só pensa em destruir pontes e usinas, exatamente o oposto do que fazemos em Niterói com o Rodrigo Neves, onde a prioridade é construir mobilidade e infraestrutura de verdade para o povo. Se você valorizasse a gestão pública em vez da barbárie, entenderia que obras como o túnel Charitas-Cafubá e o projeto do metrô sob a Baía trazem muito mais ordem e desenvolvimento do que qualquer ameaça de bomba do Trump. Enquanto o governo estadual nos abandona, nós aqui resistimos com planejamento urbano sério, bem longe desse seu fetiche por xerife e destruição.


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