Moscou condenou as ações dos Estados Unidos na recente escalada de tensões militares no Caribe e na costa da Venezuela, — que visam embarcações ligadas ao tráfico de drogas, conforme Washington — chamando-as de “ilegal” e “inaceitáveis”.
Nos últimos meses, os EUA ampliaram operações navais e aéreas na região caribenha, alegando estarem combatendo o narcotráfico na rota entre a Venezuela e o mercado americano. Ao menos 60 pessoas teriam morrido em ataques a mais de uma dezena de embarcações suspeitas.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia, por meio de sua porta-voz Maria Zakharova, declarou que “as ações do Ocidente em relação a países que querem seguir suas próprias políticas são absolutamente inaceitáveis” ao comentar a pressão estadunidense sobre a Venezuela.
Em um pronunciamento mais recente, o ministro Sergei Lavrov qualificou como “ilegal e inaceitável” os ataques dos EUA contra embarcações venezuelanas alegadamente vinculadas ao narcotráfico. Ele afirmou que tais atos estavam sendo realizados “sem julgamento ou investigação, e sem apresentar qualquer fato”. O que, segundo Lavrov, denota conduta típica de “países que se consideram acima da lei”.
A retirada de Moscou em defesa de Caracas reforça a polarização entre EUA e Rússia no hemisfério ocidental. A Rússia não só critica as ações de Washington como também se coloca como apoiadora estratégica da Venezuela, país aliada.
Para o governo venezuelano do Nicolás Maduro, as manobras americanas são vistas como parte de uma pressão mais ampla que poderia levar à mudança de regime. A denúncia russa contribui para legitimar o governo atual do país latino-americano e ampliar o escopo regional e internacional do conflito.


Nenhum comentário ainda, seja o primeiro!