O Ministério do Turismo publicou neste mês um levantamento com 11 municípios brasileiros que se destacam pela preservação de acervos coloniais. As localidades integram o Mapa do Turismo Brasileiro e reúnem construções datadas dos séculos dezesseis ao dezoito. O documento orienta políticas públicas e promove destinos focados na herança arquitetônica nacional.
Parte dos municípios listados possui o título de Patrimônio Cultural da Humanidade concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. Ouro Preto, em Minas Gerais, recebeu a chancela em 1980 por conservar o conjunto urbano original do período da mineração. Dois anos depois, o centro de Olinda, em Pernambuco, obteve o mesmo reconhecimento da organização.
O guia federal também documenta capitais com marcos antigos de ocupação litorânea e ribeirinha. Salvador abriga o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira e conserva traçados urbanos de quando operou como a primeira sede administrativa do país. Em Belém, no Pará, o Mercado Ver-o-Peso soma 398 anos de atividades contínuas e opera sob tombamento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
Além da arquitetura civil e religiosa, a visitação histórica engloba os calendários de eventos de rua. Paraty, no litoral do estado do Rio de Janeiro, sedia a Festa Literária Internacional e mantém a tradicional Festa do Divino. No Amazonas, a cidade de Manaus registra fluxo contínuo de visitantes para o Teatro Amazonas, edifício de estilo neoclássico inaugurado em 1896 durante o ciclo econômico da borracha.
Para estimular o fluxo de passageiros nesses roteiros, o governo federal executa o programa Conheça o Brasil Voando. A iniciativa busca ampliar a oferta de rotas de aviação comercial entre as capitais e as cidades do interior. Segundo o Ministério do Turismo, o incremento na conectividade de transportes resulta na abertura de postos de trabalho no setor de serviços nestes destinos.


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