Pesquisadores da Universidade de Vermont identificaram sinais precoces de colapso imunológico e falhas nos tecidos de estrelas-do-mar girassol antes do aparecimento de qualquer sintoma visível da doença que dizimou bilhões desses animais desde 2013 na costa do Pacífico da América do Norte.
O estudo foi publicado na revista Proceedings of the Royal Society B. O trabalho é liderado pelo doutorando em biologia Andrew McCracken e pela professora Melissa Pespeni, ambos da Universidade de Vermont.
Conforme apurado pelo portal Phys.org, as estrelas-do-mar apresentam alterações genéticas e microbianas antes de qualquer sinal externo de decomposição. Essas variações indicam falhas precoces nos sistemas imunológico e neurológico dos animais.
A professora Pespeni estuda a doença desde seu surgimento. A integração de dados genéticos com análises microbiológicas permitiu compreender o papel das bactérias do gênero Vibrio no processo patológico.
A equipe detectou a espécie Vibrio pectenicida em amostras de estrelas-do-mar que pareciam saudáveis. O gênero Vibrio inclui microrganismos patogênicos conhecidos por causar cólera e gastroenterites em humanos.
McCracken analisou tecidos coletados em 2016 no Alasca. Os pesquisadores compararam exemplares saudáveis com aqueles que já exibiam sintomas da doença do desgaste.
Os resultados revelaram alterações na regulação de colágeno e perda de rigidez corporal mesmo antes do surgimento de lesões visíveis. Essa evidência demonstra que o colapso se inicia internamente muito antes da degradação externa dos tecidos.
Compreender essas etapas iniciais pode permitir a identificação de indivíduos com fenótipos resistentes. Os achados auxiliam programas de conservação que buscam reintroduzir a espécie em habitats afetados.
McCracken adverte que a manipulação de exemplares aparentemente saudáveis em áreas impactadas pode contribuir para a disseminação da doença. A infecção pode permanecer latente nos animais antes de manifestar sintomas.
Os cientistas defendem o desenvolvimento de marcadores moleculares para detectar a presença de Vibrio e outros agentes. Essa ferramenta seria fundamental antes da liberação de indivíduos criados em cativeiro nos oceanos.
As estrelas-do-mar girassol atuam como predadores-chave que controlam as populações de ouriços-do-mar. Sem esse controle, os ouriços devastam as florestas de kelp que sustentam alta biodiversidade e absorvem carbono.
A quase extinção desses equinodermos ao sul de Washington alterou profundamente a cadeia alimentar e a estrutura dos ecossistemas costeiros do Pacífico. A redução dos surtos recentes permite agora o estudo dos poucos sobreviventes em busca de traços genéticos de resistência.
A professora Pespeni ressalta a importância de compreender o equilíbrio entre o hospedeiro e seu microbioma. Essa compreensão torna-se essencial para preservar a saúde dos oceanos diante do aquecimento global.
O estudo, intitulado Precursors of Sea Star Wasting: Immune and Microbial Disruption During Initial Disease Outbreak in Southeast Alaska, reforça a relevância de monitorar as interações entre o microbioma e a imunidade. A pesquisa contribui para o desenvolvimento de estratégias de conservação baseadas em biotecnologia capazes de antecipar surtos ecológicos.
Leia mais sobre o assunto na phys.org.
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Maura Santos
21/04/2026
Triste ver até as estrelas-do-mar sofrendo colapso enquanto a gente aqui na Terra finge que o desequilíbrio ambiental é “coisa de comunista”. A natureza tá gritando e o pessoal da extrema-direita ainda acha que é mimimi ecológico. Depois reclamam do “apagão moral” — mas foi exatamente esse descaso que trouxe a gente até aqui.
Clarice Historiadora
21/04/2026
Impressionante como até as estrelas-do-mar estão pagando o preço do desequilíbrio ambiental causado por décadas de exploração desenfreada. Enquanto isso, tem gente dizendo que “a natureza se autorregula”. Pois é, se autorregula mesmo — eliminando espécies inteiras em resposta à nossa burrice coletiva.
Marcos Conservador
21/04/2026
Até as estrelas-do-mar estão sofrendo com o desequilíbrio da criação. O homem brinca de Deus, destrói o ambiente e depois finge surpresa quando a natureza cobra a conta. Falta temor e responsabilidade pelo que Deus colocou sob nossos cuidados.
Rubens O Pescador
21/04/2026
Oxe, até as estrelas-do-mar tão sofrendo com colapso, sô? Parece o planeta inteiro pedindo socorro. No tempo que o povo tinha feijão no prato e o governo cuidava do meio ambiente, essas tragédias eram bem menores. Agora é só destruição e negacionismo pra todo lado.
Lurdinha Deus Acima de Todos
21/04/2026
Meu Deus do céu 😱 essas coisas do mar também estão ficando doentes agora? Isso é sinal dos tempos, viu! 🌊🙏 Daqui a pouco vai ter colapso até nas águas, misericórdia! 🇧🇷🇺🇸
Francisco de Assis
21/04/2026
Ô Lurdinha, sinal dos tempos é o descuido que o homem teve com a natureza, minha amiga. O mar tá só devolvendo o que a gente plantou. Mas ainda dá pra mudar o rumo — com ciência, consciência e um país soberano cuidando do seu próprio território.
Mariana Ambiental
21/04/2026
Mais um alerta de que o desequilíbrio ambiental não é teoria, é fato. A morte em massa dessas estrelas-do-mar mostra como os ecossistemas estão colapsando silenciosamente enquanto o agronegócio e a pesca predatória seguem impunes. Precisamos repensar nossa relação com o mar e com toda forma de vida antes que seja tarde.
Evelyn Olavo
21/04/2026
Impressionante como até os ecossistemas marinhos estão mostrando sinais de colapso que lembram o que fazemos com o planeta. A morte em massa das estrelas-do-mar é mais um alerta de que desequilíbrios ambientais têm consequências profundas e silenciosas. Precisamos ouvir a ciência antes que o mar também adoeça de vez.
Augusto Silva
21/04/2026
Perfeito, Evelyn — o mar está devolvendo o recibo da nossa teimosia em ignorar a ciência. Quando até as estrelas-do-mar entram em colapso, é sinal de que o capitalismo predatório já contaminou até o sal da água.