O governo do Irã anunciou que iniciou a documentação jurídica e internacional dos ataques contra instalações científicas do país, com o objetivo de apresentar formalmente o caso em fóruns globais e cobrar a responsabilização dos autores.
O vice-presidente para Assuntos de Ciência, Tecnologia e Economia do Conhecimento, Hossein Afshin, classificou as ações contra universidades e centros de pesquisa como agressão direta ao patrimônio científico e educacional da República Islâmica. Ele destacou que os ataques prejudicam não apenas prédios e equipamentos, mas também a formação de especialistas e o desenvolvimento tecnológico do país.
Conforme o Mehr News, relatórios técnicos, provas de campo e pareceres de especialistas estão sendo reunidos para envio às instâncias legais internacionais. O objetivo é registrar formalmente os incidentes como crimes contra a ciência e a educação e demandar posicionamento claro da comunidade global.
Afshin ressaltou que o silêncio ou respostas tímidas diante de ataques a instituições não militares violam princípios do direito internacional. Para ele, a destruição de universidades e centros de pesquisa representa afronta ao compromisso mundial com o conhecimento e a cooperação científica.
A Universidade Sharif de Tecnologia foi atingida com danos graves à Faculdade de Engenharia Civil e ao Departamento de Filosofia da Ciência. Institutos de pesquisa em nanotecnologia, meio ambiente, o Instituto de Pesquisa Convergente e a Faculdade de Engenharia Elétrica também sofreram destruição parcial.
A Universidade Shahid Beheshti, em Teerã, registrou severos prejuízos no Instituto de Pesquisa em Laser e Plasma. A lista de alvos inclui ainda a Universidade de Ciência e Tecnologia, a Faculdade de Farmácia da Universidade de Shiraz, a Universidade de Tecnologia de Isfahan e o Hospital Veterinário de Urmia.
O governo iraniano considera essas ações parte de uma agressão injustificada e planeja acionar os mecanismos legais internacionais disponíveis. Afshin afirmou que o registro dos eventos em fóruns jurídicos é medida necessária para que a comunidade internacional reconheça a gravidade dos ataques.
A iniciativa de Teerã visa não apenas buscar reparação, mas também reafirmar a proteção ao conhecimento como elemento central do direito internacional. As autoridades reúnem evidências concretas para demonstrar o impacto sobre a soberania científica e educacional do Irã.
Leia também: Irã contabiliza mais de 3.300 mortos em ofensiva dos EUA e Israel
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Jeferson da Silva
23/04/2026
O imperialismo americano e israelense continua achando que pode meter o bedelho em qualquer país que não se ajoelha. Quando um governo tenta desenvolver ciência e tecnologia fora da cartilha deles, vem bomba e sabotagem. É a mesma lógica que destrói empregos e direitos aqui: quem manda é o capital, o resto que se vire.
Tonho Patriota
23/04/2026
FAZ O L AÍ PRA VER SE O IRÃ NÃO VIRA COMUNISTA TAMBÉM!
Renato Professor
23/04/2026
Tonho, o Irã é uma teocracia xiita, não uma comuna; confundir ayatolá com Marx é o tipo de erro que só nasce quando se troca leitura por meme.
Beto Engenheiro
23/04/2026
Essas ações só mostram como o mundo anda descontrolado. Em vez de investir em infraestrutura, energia e transporte, os países continuam jogando bomba em prédio de pesquisa. Quero ver quando vão entender que o verdadeiro poder está em obra e desenvolvimento, não em destruição.
Marcos Conservador
23/04/2026
Mais uma vez o mundo fingindo surpresa com o caos no Oriente Médio. Esses regimes autoritários vivem se provocando, e depois querem posar de vítimas. No fim, quem paga o preço são os inocentes — e a esquerda ainda arruma jeito de culpar o Ocidente.
Augusto Silva
23/04/2026
Marcos, curioso como o Ocidente pode bombardear meio mundo e ainda sair de boné de herói, né? Quando o Irã reage juridicamente, vira “autoritário”. Parece que o caos só é “legítimo” quando vem com bandeira americana.
Celio Fazendeiro
23/04/2026
Lá vem mais choradeira do Irã querendo posar de vítima. Em vez de gastar tempo com papelada internacional, deviam era cuidar da própria bagunça interna e parar de brincar de potência mundial. Esses países vivem provocando e depois correm pra reclamar.
Maura Santos
23/04/2026
Celio, curioso como sempre chamam de “choradeira” quando um país fora do eixo EUA-Israel exige respeito à soberania. Se fosse o contrário, já tinha sanção, lágrima e coletiva na ONU em 5 minutos.
Zizi
23/04/2026
Ah, meus caros, que ironia amarga é ver o Irã ter de recorrer aos tribunais internacionais para pedir o óbvio: que se respeite a soberania de um país e a vida de seu povo. Quando são os Estados Unidos ou Israel que disparam mísseis, o mundo finge que é “defesa preventiva”; quando qualquer outro país reage, vira “ameaça global”. Essa inversão moral é antiga, e só engana os meninos mal-educados que ainda acreditam nas histórias de heróis da “democracia ocidental”.
Como professora de História, sempre lembro aos meus alunos que a hipocrisia imperial não é novidade. Desde o pós-guerra, o direito internacional vem sendo usado como escudo pelos poderosos e como arma contra os mais fracos. O que o Irã faz agora é tentar reverter essa lógica, usar as próprias ferramentas do sistema para denunciar a violência de quem se diz guardião da paz. É um gesto de coragem, ainda que as chances de justiça real sejam pequenas, dado o controle que as potências exercem sobre essas instituições.
Mas há algo simbólico e importante nisso: ao documentar e expor os crimes, o Irã desafia a narrativa única, aquela que sempre coloca o Ocidente como vítima e o resto do mundo como suspeito. É um ato de resistência intelectual e política, e deveria servir de exemplo para outros países que sofrem com sanções, sabotagens e bombardeios travestidos de “operações cirúrgicas”.
Enquanto isso, por aqui, há quem ainda repita as mentiras de Washington como se fossem verdades reveladas. Pobres meninos mal-educados, que não aprenderam a ler o mundo com olhos críticos. O povo brasileiro, que já sentiu na pele o peso das intervenções e das manipulações estrangeiras, deveria ser o primeiro a se solidarizar com quem luta por soberania e dignidade. Porque, no fim das contas, ou todos os povos têm direito à paz — ou ninguém tem.
Silvia D.
23/04/2026
É revoltante ver ataques a centros científicos, ainda mais num momento em que a humanidade precisa de cooperação e não de destruição. A ciência deve ser protegida, não usada como alvo em disputas políticas. Isso fere diretamente o direito à pesquisa e à saúde global.
Evelyn Olavo
23/04/2026
Enquanto os EUA e Israel se colocam como guardiões da “ordem internacional”, seguem violando soberanias alheias sem pudor. O Irã, ao buscar amparo jurídico, expõe a hipocrisia dessa narrativa. Justiça internacional só existe quando interessa às potências.
Mariana Ambiental
23/04/2026
Perfeito, Evelyn. Essa “ordem internacional” é a mesma que fecha os olhos pros bombardeios seletivos, mas chama de ameaça qualquer país que não se ajoelha. O duplo padrão é a regra, não a exceção.
Alice T.
23/04/2026
Engraçado como EUA e Israel sempre posam de defensores da “ordem internacional”, mas quando violam soberanias alheias, viram os mocinhos da narrativa. Se fosse o contrário, já estariam gritando por sanções e “ameaça à democracia”. Hipocrisia em nível industrial.
Tadeu
23/04/2026
Sinceramente, esse tipo de notícia me passa batido. Enquanto eles brigam lá fora, o que me preocupa é o impacto disso nas bolsas e no preço do petróleo, porque é isso que mexe no nosso bolso. Política internacional só me interessa quando afeta a inflação por aqui.
Rick Ancap
23/04/2026
Mais um teatrinho estatal pra pedir esmola na ONU enquanto o mercado resolve tudo sozinho.
Jeferson da Silva
23/04/2026
Rick, esse papo de “mercado resolve tudo” é bonito no LinkedIn, mas na vida real o mercado só resolve precarização e salário de fome. Enquanto isso, é o Estado que banca hospital, escola e até a segurança do teu delivery.
Rubens O Pescador
23/04/2026
Ô Rick, o tal do mercado que tu defende não resolve nem o preço do arroz, quanto mais guerra. Quando o povo tinha comida no prato e universidade funcionando, era o tal do “teatrinho estatal” que fazia acontecer.