Análise em vídeo das manifestações do 2 de outubro e as vaias a Ciro

Impressões da sabatina

Por Miguel do Rosário

29 de julho de 2014 : 05h55

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Minha principal impressão da sabatina promovida pelos jornalistas de Folha & UOL & Jovem Pan é que Dilma está enferrujada para entrevistas. Ela se engasga com frequência, enrola a língua, comete pequenas, mas feias, confusões sintáticas.

O que é uma pena, porque o desempenho da presidenta não me pareceu de todo mal.

Ela tem mais carisma do que eu pensava.

É uma pessoa original, com olhar expressando, alternadamente, ironia, ternura, indignação.

Seu pior momento na entrevista foi quando se falou de Pasadena. Os repórteres a pouparam de constrangimento maior, porque ela estava se enrolando toda.

Naquele momento, eu entendi uma coisa sobre a presidenta. Ela tem medo. Não se julgue açodadamente, contudo, as pessoas com medo: são elas que se revelam, com frequências, as mais destemidas, justamente porque aprenderam a conviver, por muito tempo, com suas próprias fobias.

Ela mesmo confessou terrores herdados do tempo da ditadura: dormir de sapato, guardar dinheiro em cash, estar sempre preparada para uma fuga alucinada.

A essas manias, eu acrescentaria o terror de se envolver num escândalo público.

É um medo que deve apavorar todos os servidores que trabalham com grandes responsabilidades (construção civil, obras, financiamentos, etc). O cidadão comum não pára para pensar sobre isso, e a mídia se encarrega de desinformá-lo o tempo inteiro, mas existe um fator risco no serviço público. Mesmo sem cometer nenhum deslize ético, sempre pode ocorrer uma falha administrativa, ou alguém abaixo ou acima de você pode lhe passar a perna.

E quando vierem com a cruz para você carregar, seus amigos todos vão desaparecer imediatamente, inclusive – ou principalmente – os de seu próprio partido.

Quanto mais alta a função, maior a quantidade de documentos que você tem de assinar, e maiores os riscos de assinar uma bomba que irá estourar em seu colo, meses ou anos depois.

Imagino que um diretor de estatal deve sentir calafrios ao lembrar da quantidade de documentos que assinou durante o dia.

Honesto ou ladrão, sentirá calafrios.

Por isso as campanhas de terrorismo midiático podem até ajudar a reduzir a corrupção na máquina estatal, mas igualmente costumam promover momentos de verdadeira paralisação. A burocracia, apavorada, faz uma greve branca. Não assina nada.

Vendo o papelão ridículo, surreal, que o TCU fez no relatório sobre Pasadena, sugerindo que ex-diretores arcassem, de seus próprios bolsos, com um prejuízo de 2 bilhões de reais, entende-se o pavor que assola os servidores de áreas politicamente vulneráveis, Dilma entre eles.

Ora, Pasadena está aí, dando lucro, oferecendo experiência e tecnologia à Petrobrás. Quem deveria ser condenado é o próprio ministro do TCU, José Jorge, responsável, enquanto ministro de Minas e Energia do governo FHC, pelo afundamento da plataforma P-36, a maior do mundo.

Agora se entende a reação meio intempestiva de Dilma. Ela intuiu que o TCU, apoiado por mídia e oposição, tentaria um golpe, como efetivamente aconteceu. Criaram-se duas CPIs e o TCU de José Jorge e da mãe de Eduardo Campos, sem condições de atingir Dilma, dispararam contra cabeças importantes de um PT que já enfrenta escassez de cérebros.

A mídia não consegue decepar a cabeça do rei  ou da rainha do tabuleiro, mas vai derrubando peça por peça, com foco nos melhores quadros. Se Dilma não reagir a isso, vai terminar um eventual segundo mandato com um governo e um partido totalmente devastados pela mídia de oposição.

Dilma enfrenta o tema Pasadena com medo, mas não deveria, porque não falamos de um aeroporto feito para promoção pessoal. Estamos falando da decisão estratégica de uma petroleira nacional de adquirir uma refinaria nos Estados Unidos!

Uma refinaria que hoje dá lucro e está situada no corredor petrolífero do principal consumidor de petróleo do mundo. Do país que possui as tecnologias mais avançadas, a infra-estrutura mais desenvolvida, a civilização do petróleo!

Se Pasadena pertencesse à China, o presidente chinês responderia às perguntas sobre o preço da refinaria com uma resposta cortante: é um ativo estratégico, vale mais que dinheiro. Ponto final.

Mas não estamos na China, graças a Deus. Temos democracia, liberdade de imprensa e tribunais de conta.

Refinarias, porém, permanecem estratégicas para qualquer país, com ou sem democracia.

No futuro, quando analisarem nosso crescimento baixo, moderado, embora constante e firme, deverão levar em conta que estamos avançando, à diferença de tantos outros países emergentes, com um sistema democrático completo: TCUs, Ministério Público, legislação ambiental rígida, imprensa hiper-livre.

A liberdade tem um preço alto, que devemos pagar, porém, com orgulho.

Acho incrível que depois de tanto falarem que o Brasil deveria aprofundar suas relações comerciais com os Estados Unidos, que não deveríamos ser “ideológicos”, nem ficar apenas estabelecendo acordos com países de terceiro mundo, depois de tudo isso, quando surge a oportunidade de ingressar com pé direito no mercado americano, através de uma refinaria de petróleo, a imprensa finge que não vale nada?

Que é só prejuízo?

Que tipo de acordos comerciais eles querem que façamos com os EUA? Aumentar a quantidade de café verde exportado?

Ora, se o Brasil quer aumentar sua presença nos EUA, porque Pasadena não pode ajudar?

A nossa imprensa não informa, por exemplo, que petroleiras do mundo inteiro, públicas e privadas, já investiram em refinarias nos Estados Unidos, porque é um mercado grande e aberto, que oferece imensas oportunidades de lucro e aquisição de tecnologia.

Só recentemente descobri, através de um site norte-americano, que a PDVSA, a estatal venezuelana de petróleo, está sendo pressionada pelos chineses a vender menos petróleo para os EUA e mais para a China. Os EUA vivem um momento de abundância de petróleo, porque descobriram reservas de xisto recentemente, no Texas.

Em função disso, a PDVSA tem interesse em vender suas refinarias nos EUA, reunidas na Citigo, refinarias que, durante anos, ela usou para vender seu próprio petroleo, já refinado, no mercado americano.

Pensa que o mercado esnobou? Nada disso. Há empresas do mundo inteiro interessadas, com ofertas de até US$ 15 bilhões.

US$ 15 bilhões, por três refinarias!

E a nossa mídia ainda tenta nos vender a história de que a Astra comprou Pasadena por 42 milhões de dólares… Depois da Petrobrás mostrar que a belga pagou quase meio bilhão de dólares por Pasadena, a mídia mantém os 42 milhões e sequer menciona que, segundo a Petrobrás, o valor foi outro.

Entretanto, se não queria falar de Pasadena, Dilma teve a oportunidade de falar sobre as conquistas da Petrobrás. Seria a coisa mais fácil do mundo, pular dos supostos problemas de Pasadena para os novos recordes da estatal: de produção, de refino, de lucro, de investimento.

Dilma não falou nada!

Há algumas semanas, a presidenta esteve no Rio, fazendo as honras numa cerimônia para festejar a superação da marca de 500 mil barris diários de petróleo produzidos nos campos do pré-sal.

A presidenta fez um discurso protocolar, em tom melancólico. Parecia o texto escrito por estagiário de uma empresa de cerimonial.

O mais irônico é que ela estava ali apresentando a maior vitória do povo brasileiro em séculos!

Dilma anunciou que o pré-sal iria render mais de um trilhão de reais em investimentos para educação e saúde.

Era como se Julio Cesar informasse ao povo romano que havia conquistado a Gália. E o fizesse em tom triste!

Dilma, por favor, jamais esqueça de falar na Petrobrás de novo! A oposição vai falar mal. Por isso mesmo você tem a obrigação de defender as conquistas da nossa principal empresa.

O ressurgimento da indústria naval, o aumento da produção, a construção das refinarias, as perspectivas brilhantes de futuro!

Outra ironia é que Dilma, apesar de todos esses jupiterianos problemas de comunicação, que geram graves consequências políticas, é a única em quem podemos confiar.

A quem mais poderíamos entregar as chaves do pré-sal, senão a esta senhora de 66 anos, de gestos e gostos clássicos, cheia de vicios idiomáticos?

“Veja bem”.
“Vou lhe dizer uma coisa”.
“Deixa eu falar uma última coisa”.

Aliás, outra surpresa foi a idade. Dilma quase nunca dá entrevistas, ou seja, é raro a vermos sob ângulos não controlados por sua equipe de comunicação.

Ela envelheceu. Quando foi eleita em 2010, tinha 62. Agora é uma senhora de 66 anos.

Sua fala se tornou mais lenta. Mais pausada. Às vezes com pausas em tempo superior ao que o espectador nervoso está acostumado.

Mas isso não gera um problema de carisma.

Eu assisti, há alguns meses, uma palestra de Ziraldo, que tem 82, na qual ele começa a se esquecer de nomes e confundir fatos, e passar bruscamente de um assunto para outro; aí ele pára e diz ao público:

“Vocês me desculpem, eu estou velho e esclerosado, e fico mudando de assunto, e depois esqueço o que estava falando antes.

Todo mundo riu loucamente, e todo mundo percebeu que estavam diante de uma mente mais lúcida do que todas ali.

Velhice não é problema quando há sabedoria e humor.

Ao contrário, acho que a idade deu mais elegância à presidenta.

Ela tem cara, jeito, reputação de uma boa senhora de família, que sofreu muito na vida e que só quer o melhor para seus filhos e seus netos, os quais, no caso de uma presidenta da república com seu perfil maternal, incluem todo o povo brasileiro.

Até descobri, em parte, uma das causas da rejeição à Dilma. Ela tem jeito de mãe chata, daquelas que não deixam o filho brincar antes de terminar seu dever de casa.

A entrevista, volto a frisar, não foi de todo má.

O que me leva de volta a velha suspeita de que Dilma foi selvagemente sabotada internamente, por sua própria equipe de comunicação.

Além da inexplicável violência de terem abandonado suas redes sociais assim que ganhou as eleições, o entourage da presidenta a escondeu do mundo durante quase todo seu mandato. Ela é boa de entrevistas, porque não as deu em maior quantidade?

Daí que todo o tensionamento se volta para a propaganda eleitoral na TV, aceita como a última munição do governo para ganhar as eleições.

Ora, mais uma vez, arriscou-se um projeto popular por conta de uma comunicação mesquinha.

Há tanto tempo que não a via numa entrevista, que às vezes eu tinha pesadelos de que escondiam Dilma porque ela havia ficado doente.

Não. Ela está ótima, de mente e corpo. Só está enferrujada. Como se tivesse sido trancada num quarto há muito tempo, e agora estivesse desacostumada a falar com estranhos.

E tem o mistério.

O terrível mistério da sua juventude.

O mistério que ela, Dilma, cultiva da melhor maneira possível: como quem não quer, jamais, usar isso como arma política.

Mas que, provocada, se tentarem roubar a sua dignidade, por assim dizer, militar, ela a defenderá impiedosamente, como fez com Agripino Maia.

De certa maneira, ela fez um pouco isso, ao final da entrevista, quando reivindicou a liberdade de fazer o que quisesse com seu dinheiro. Era uma mania sua, derivada de uma experiência ruim, e ponto final. Seu interesse, disse ela, não é ganhar mais. Sou de outra geração, completou, onde se aspirava não o sucesso, mas transformar o Brasil.

Ela guarda dinheiro em cash, em casa, para confortar um espírito ainda atormentado por pesadelos do passado. Ou talvez, como especulou Paulo Nogueira, a presidente esteja tentando, à sua maneira, empreender uma viagem rumo aos anos dourados de sua juventude.

Deixando de lado os aspectos pessoais da presidenta, e focando apenas no conteúdo da entrevista, vale destacar o alerta de Dilma sobre as consequências do discurso pessimista da mídia: economia é diferente de Copa do Mundo. Economia vive de expectativa. Quando se produz uma atmosfera de medo, mesmo que baseado em fantasias, ninguém mais investe, e a economia desacelera e pára.

O pessimismo se torna uma profecia auto-realizável, que é exatamente o que está acontecendo. De tanto invocar uma crise, a crise acaba aparecendo. Eu guardei um box editorial do Globo do último sábado, que é um exemplo magnífico de chorume em matéria de economia. Respirem fundo antes de ler.

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Quanto aos jornalistas e ao conteúdo das perguntas, creio que Fernando Brito disse o bastante sobre eles.

Mas eu seria um pouco mais generoso. Eles falaram o que estava no script. Josias de Souza e Kennedy Alencar, por exemplo, são jornalistas inteligentes e não integram a turma dos loucos furiosos de suástica tatuada no traseiro.

A pauta dos jornalões, contudo, é pobre. Miserável. Fala-se sempre dos mesmos assuntos, todos os dias. A ladainha não muda. O Brasil vai acabar no dia seguinte, inflação, corrupção, mensalão, ai que saudades de FHC.

Eles tem que seguir essas pautas.

Quem era o sujeito da Jovem Pan? Achei-o especialmente despreparado. E o digo no sentido de que poderia, se quisesse, até ser mais duro ou mais malicioso com Dilma. Ele preferiu falar em aumento do desemprego… o que é simplesmente uma dessas alucinações midiáticas. Dilma devorou o cara vivo, com facilidade. Não sobrou nem as unhas.

Concordo também com a análise do Paulo Nogueira: eles jogaram pesado e Dilma respondeu tudo.

Não foi bem sempre, mas enfrentou todas as armadilhas.

Um erro de Dilma, por exemplo, é que ela é muito orgulhosa quando fala de seu combate à corrupção. Seu orgulho se mistura ao medo de ter a reputação atacada e ela acaba se enrolando. Pior, entrando no jogo da mídia. Dilma tem que contra-atacar com um pouco de história. Basta lembrar as campanhas moralistas da imprensa contra Vargas e contra JK. A imprensa continua a mesma há quase um século. É uma coisa até meio mórbida. São os mesmos jornais, pertencentes às mesmas famílias, atacando sempre os governos mais progressistas.

Já os presidentes amigos, aí incluindo os generais, nossa imprensa sempre os deixou em paz; e eles foram, de longe, os que promoveram os maiores assaltos aos cofres públicos.

Nas entrevistas com suas figuras amadas do PSDB, o entrevistado figura como um heroi a ser protegido. Entrevista recente de Campos (que é um tucano no PSB) para a Band, por exemplo, ganhou um teaser na TV UOL, que parece propaganda eleitoral, com direito a musiquinha e tudo.

Enfim, pese estes erros, estou mais seguro de que ela enfrentará galhardamente seus adversários ao longo da campanha, sejam os adversários no pleito, sejam os da mídia.

A experiência lhe permitirá ter um melhor desempenho na próxima vez, e quanto mais os entrevistadores baterem na presidenta, mais terão que bater em Aécio também, para não se desmoralizarem.

E se Aécio já está quase chorando e pedindo para sair por causa de um aecioporto, imagine quando escândalos maiores vieram à tôna?

*

 

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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59 comentários

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louro Gusmao

31 de julho de 2014 às 20h26

Quero relatar como militante e que vivi como minha Presidente os duros periodos da ditadura.Não quero apoia-la por ser o que foi mas sim pedir a todos que sintam o Brasil de antes de 2002 e o Brasil de hoje e veja a crise do capital no mundo.Ora que pais é esse já dizia os Titãs e hoje podemos dizer que país é hoje: sou da Bahia formado pela Universidade Federal da Bahia fundada em 1952 ano que eu nasci e de lá pra cá só a partir de Lula nasce a Universidade federal do Reconcavo, UF do vale do São Francisco, a UF do sul da Bahia, UF do oeste Baiano e dezenas de escolas técnicas os IFba qdo so existia uma na Bahia e em salvador. Falar o que? pq não fizeram? nem ao menos ensaiaram? pq? se responder eu mudo o voto.Ah problemas,sim temos e vamos continuar a termos.hoje vc passa para numa rodoviaria do interior e não vê a legião de miseráveis te pedindo esmola.Acabou. tem coisa melhor do que vc não ter que passar por situação de pessoas famintas te pedindo p comer.Mudou . O país mudou e quem mudou foram o PT, o Pc do b o PSB e a sociedade organizada independente de partido que tinha vergonha de ser barsileiro, Viva o Brasil viva o povo e viva todos aliados do progresso do bem estar. VOTE DILMA>

Responder

Vitor

30 de julho de 2014 às 12h39

Miguel, após ler os comentários fiquei com a sensação que você, como blogueiro progressista, não está muito popular entre os “progressistas”, ou seriam apenas “petistas”? Rsrsrs

Sinceramente acho que toca crítica CONSTRUTIVA é bem vinda! Pena que grande parte dos seus eleitores não tem a capacidade de entender que o aprendizado está sempre em evolução e é através das críticas e não dos elogios que uma pessoa se aperfeiçoa… Acho triste pessoas com a mente tão fechada, vão ficar estagnadas para o resto da vida!

Parabéns pela análise que em nada desabona a Presidente, muito pelo contrário.

Responder

William

30 de julho de 2014 às 11h50

Miguel,
Essa de escorregar nas concordâncias, de não emitir uma resposta perfeitamente concatenada, sempre foram características da Dilma. Pode pegar todos os discursos espontâneos dela e perceberá que todos são assim.
Mas não vejo isso como defeito, justamente porque transpira espontaneidade e adiciona informalidade. O povo adora isso. O povo odeia é o engomadinho, com fala perfeitinha, que usa palavras que pouca gente sabe o significado. Dá a impressão de que foi tudo ensaiado.
E como é uma característica dela, ninguém dá muita bola para os erros, nem a imprensa coxinha. Me lembro que o outro candidato errou uma concordância em uma entrevista e muita gente criticou. Criticou porque se arroga o direito da perfeição e quando escorrega, fica mais evidente.
Dilma não se preocupa muito com isso e acho que está certa.

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    Vitor

    30 de julho de 2014 às 12h26

    William, concordo com sua análise. O único problema de Dilma é que ocasionalmente ela se perde no raciocínio e fica impossível acompanhar o que ela quer dizer… Acho que poderia treinar sim falar melhor em público, pois é parte de seu trabalho. Não precisa virar uma oradora exemplar, mas ter menos “apagões”.

    Responder

      Liz Almeida

      30 de julho de 2014 às 13h45

      Nao vi a Dilma se perdendo no raciocínio em nenhum momento. Achei que todas as perguntas foram muito bem respondidas.

      Creio que se perder no raciocínio é quando se é questionado sobre um aeroporto feito pra familia, responder que tudo o que tinha que ser dito a respeito, ja foi esclarecido.
      Ou quando indagada sobre a inauguração de uma casa marina e eduardo, dizer que aquela tem ‘caráter autoral’ (?)

      Responder

        Vitor

        30 de julho de 2014 às 18h57

        Eita… Sabe fazer algo além de atacar os outros? Te acalma…

        Responder

Jandui Amorim

30 de julho de 2014 às 02h23

‘Sabatina’ de “Folha e Uol Aecistas’ com a Presidente do Brasil (hum….. isso já é estranho…mas democraticamente Dilma aceitou ), quanto mais com os personagens da INQUISIÇÃO. DILMA SIM , PARA O BRASIL PROSSEGUIR !!!

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laura

29 de julho de 2014 às 23h09

Só sei de uma coisa: um troço chamado SABATINA, NÃO DÁ!

Responder

Pedro Gomes Brasil

30 de julho de 2014 às 01h28

É um absurdo as pessoas divergirem de forma tão energética como a Regina Salomão. Criticam as ditaduras e a opressão e não dão o direito de opinião a um jornalista que tanto colabora e ja colaborou com o progresso do país. Que isso sirva de exemplo de intolerância existe em todos os níveis e mesmo nos que se dizem democráticos, socialistas, idealistas. É muito importante também haver auto-crítica. Olhar o rabo alheio é sempre mais cômodo.
PS: Eu também não concordei com o texto do Miguel, mas nem por isso dei xilique. Coloquei minha posição em um comentário e me senti muito feliz em saber que nem todo mundo pensa igual como um bando de idiotas estilo nazistas.

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alberto Silva

29 de julho de 2014 às 22h07

“O que são 10 mil?”
Se ela cuida assim do dinheiro ela imagina com o nosso…

Responder

mario lucio de o oliveira

29 de julho de 2014 às 21h25

Sempre é assim comentaristas e jornalistas comprometidos com interesses inconfessáveis mostram duas caras em duas ou mais oportunidades diferentes.
Portanto não será diferente se MigueldoRosário mudar seu rumo, antes muito afinado com a esquerda, não tendo participação mais que apenas palpiteiro no processo, tem liberdade para tomar o (bonde) que quiser, apesar de vivermos num modelo de tolerancia a jornalistas e empresários/politicos bem como os politicos em sí, não nos assustaremos em ver mais uma vez a prevalencia com destaque como o manifestado pejorativamente e bem explorado tema do mensalão por meios de comunicação, politicos sujos e parte comprometida não menos comprometida de membros do judiciario. Vai com Deus Miguel do Rosario, afinal o que vc deixa valeu a pena como a divulgação do inquerito 2474 e laudo da PF 2828 entre outros instrumentos que comprovam a sordidez da direita criminosa e assassina,como os assassinos em franca atividade na faixa de Gaza.
É isso aí, qualquer que seja a atuação diante desta verdadeira quadrilha midiatica por qualquer pessoa de bem, esta será vencedora em qualquer circunstancia. É a minha opinião… LACERDA FOI COMUNISTA … FOI…. OS USA NUNCA FOI DEMOCRATICO….BALELA
mario

Responder

manelito

29 de julho de 2014 às 20h50

Quem tremeu mesmo na sabatina foi o mediador. Os entrevistadores sao muito fracos, acho que eles no fundo no fundo estavam envergonhados com o tipo de trabalho sujo que estavam realizando.
Discordo da avaliaçao do Cafezinho. Na minha visao Dilma botou todos eles no bolso. Para mim ela se saiu muito bem…

Responder

Douglas

29 de julho de 2014 às 20h39

No primeiro bloco, patinou em algumas respostas. No segundo bloco, como no primeiro, patinou também. Como disse o Miguel “imagine quando escândalos maiores vieram à tôna?. Melhor assistir, e tirar as próprias conclusões. Aquele Abraço.

Responder

Sidnei Brito

29 de julho de 2014 às 19h43

O caso Pasadena já está perdido.
A presidenta se precipitou quando já saiu se defendendo logo que estourou o “escândalo”.
Se tivesse pensado, conversado com técnicos, lido os posts do Miguel do Rosário e do Fernando Brito(!), poderia ter ajudado a contar uma história diferente.
Se ela agora saísse em defesa do negócio de Pasadena, logo já lhe jogariam na face: “ué, por que a senhora não defendeu a operação antes?”

Responder

O Cafezinho

29 de julho de 2014 às 22h09

Fala sério, Regina Salomão!

Responder

Antonio Victor

29 de julho de 2014 às 18h58

Estou impressionado com a histeria de algumas pessoas, que não aceitam críticas à Dilma. Se as coisas estivessem tão “maravilhosas” quanto algumas pessoas pensam, Dilma não estaria com o espantoso índice de rejeição verificado entre jovens universitários, o que é preocupante e merece reflexão. Com este discurso dela dá pra ganhar eleição sim, mas não dá pra fazer o Brasil ter um crescimento acima de medíocre, porque o discurso da mídia é que acaba vencendo.

Responder

Messias Franca de Macedo

29 de julho de 2014 às 18h31

VALE A PENA REFORÇAR O PEDIDO GENIAL DE NOVO!

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Fernanda Dobrovolski Scherer disse:

No site do Palácio do Planalto há o link ” Fale com a Presidenta”. Acho que seria interessante , Miguel , tu enviares um convite a ela par uma coletiva com os blogueiros progressistas . Como fizeram com o Lula. Seria uma chance incrível das perguntas certas serem feitas e da oportunidade da presidenta poder responder até o fim , sem ser interrompida.

29/07/2014 às 12:47 pm

Fernanda, parabéns!

Responder

Messias Franca de Macedo

29 de julho de 2014 às 18h27

O texto acima é brilhante! Lapidar!

Parabéns ao visionário e competentíssimo jornalista brasileiro Miguel do Rosário!

Saudações democráticas, progressistas, civilizatórias, nacionalistas, antigolpistas e antifascistas,

Messias Franca de Macedo
Feira de Santana, Bahia
Brasil

Responder

Liz Almeida

29 de julho de 2014 às 16h26

“Não. Ela está ótima, de mente e corpo. Só está enferrujada. Como se tivesse sido trancada num quarto há muito tempo, e agora estivesse desacostumada a falar com estranhos.”

Tá de brincadeira, né Miguel?

Achei a Dilma GENIAL na entrevista, duvido que algum outro candidato chegue aos pés dela.

Responder

Moça Bonita

29 de julho de 2014 às 15h57

Miguel, você me parece uma Moça Bonita mais com um mau halito do capeta, que esta impossível de suportar.

Responder

    Miguel do Rosário

    29 de julho de 2014 às 16h41

    Ah, mau hálito não! Odeio mau hálito!

    Responder

jacó

29 de julho de 2014 às 15h53

É DILMA já REELEITA em 1º turno com o apoio de toda a POPULAÇÃO BRASILEIRA. Tenho dito…….

Responder

Regina Salomão

29 de julho de 2014 às 16h05

gente,e eu parei pra ler isso. Recalque de “progressista” é pior que recalque de tucano. Nunca mais eu paro pra ler mais um texto do cafezinho até a Dilma ser eleita. Gizuiz!!!!

Responder

    Vitor

    30 de julho de 2014 às 12h32

    A intolerância com a opinião alheia… Típico!

    Responder

Josete Medeiros

29 de julho de 2014 às 12h53

Adorei sua análise da sabatina. Nossa Presidente vai ficar cada vez mais a vontade.

Responder

Fernanda Dobrovolski Scherer

29 de julho de 2014 às 12h47

No site do Palácio do Planalto há o link ” Fale com a Presidenta”. Acho que seria interessante , Miguel , tu enviares um convite a ela par uma coletiva com os blogueiros progressistas . Como fizeram com o Lula. Seria uma chance incrível das perguntas certas serem feitas e da oportunidade da presidenta poder responder até o fim , sem ser interrompida.

Responder

Carla Gentil

29 de julho de 2014 às 15h38

texto excelente, gostaria que ela lesse

Responder

Liz Terra

29 de julho de 2014 às 15h29

To saindo do cafezinho também

Responder

Sérgio Marinho Marques Cavalcanti

29 de julho de 2014 às 15h17

Para que eu possa concordar vou ver primeiro e voltarei dando minha opinião, abraço do amigo aqui do MS/Campo Grande .

Responder

Marcelo Andreo

29 de julho de 2014 às 14h36

Ela deve estar de saco cheio desse povo.

Responder

Leandro Stracke

29 de julho de 2014 às 14h36

HORA CAFEZINHO RECEBEU SEU CAFEZINHO KKKKKK POR ISTO MÁ VONTADE.

Responder

Ana Engajada

29 de julho de 2014 às 14h22

Vou assisti de novo os videos da presidenta, para comprovar toda sua má vontade! A presidenta estava bem eloquente, como nunca.Quer saber? Acho melhor você voltar aos seus filmes argentinos e sua fixação com a “sininho”!!!!! E eu vou dar um tempo pra cafezinho nestas eleições, vou deixar de seguir a pagina por enquanto.Como a Presidenta diz, precisamos de gente menos pra baixo.

Responder

    Vitor

    30 de julho de 2014 às 12h34

    Aceite as críticas… Ao menos as construtivas com a do Miguel!

    Responder

Ana Engajada

29 de julho de 2014 às 14h11

Serio que vc implicou o “veja bem”? Logo o que todo mundo gostou por parecer a “Dilma Bolada” ! Implicando com a forma e não com o conteúdo? O Aecio gaguejou tanto e confundiu os programas e Dudu errou os dados econômicos, engoliu palavras… Mas todo mundo sabe que não tens simpatia por ela, não é?É pessoal não é? Empatia não se explica! Por isso PH do conversa afiada deu de dez a zero , colocou as fala dela e frases e forma bom humor da Presidenta.Ela tem carisma.

Responder

Cláudia Castro

29 de julho de 2014 às 13h23

Reinaldo Melo

Responder

Roberto Torres

29 de julho de 2014 às 13h09

Esse café ta podre!

Responder

Renato Cesar Penha

29 de julho de 2014 às 13h05

Cadê a assessoria dela que deveria ter pensado nisso há mais tempo? Me parece e a Dilma tem uns incompetentes ao redor dela em termos de assessoria.

Responder

paulo

29 de julho de 2014 às 09h50

Eu sinceramente já estou achando que Miguel do Rosário foi cooptado pelo PIG para desmontar Dilma entre os progressistas, ou é implicância de quem não vai com a cara de outra pessoa. No 247 tem um artigo muito mais coerente com as coisas do que este escrito por Miguel do Rosário.

Responder

Gelson Barbieri

29 de julho de 2014 às 12h49

acho que vc deve deixar a boemia por uns meses e se incluir staf da presidente, dada a clareza e lucidez objetiva que apresenta neste texto, bem como o norte que ela tem tomar nestes mesmos meses. estás de parabéns

Responder

Gelson Barbieri

29 de julho de 2014 às 12h49

acho que vc deve deixar a boemia por uns meses e se incluir staf da presidente, dada a clareza e lucidez objetiva que apresenta neste texto, bem como o norte que ela tem tomar nestes mesmos meses. estás de parabéns

Responder

Lulu Pereira

29 de julho de 2014 às 12h41

cara, aquilo não foi uma entrevista foi uma tentativa de golpe ao vivo, pura intimidação machista a uma mulher – aliás, ela já disse que dificuldades na fala são decorrentes da tortura. Os agentes puxa sacos enviados pelos patrões são quatro parvos, só faltaram os capuses – o tal de josias ainda apontava o dedinho. Pare com isso Cafezinho, está mais do que na hora de acabarmos com essa imprensa podre, parva e golpista.

Responder

Lulu Pereira

29 de julho de 2014 às 12h41

cara, aquilo não foi uma entrevista foi uma tentativa de golpe ao vivo, pura intimidação machista a uma mulher – aliás, ela já disse que dificuldades na fala são decorrentes da tortura. Os agentes puxa sacos enviados pelos patrões são quatro parvos, só faltaram os capuses – o tal de josias ainda apontava o dedinho. Pare com isso Cafezinho, está mais do que na hora de acabarmos com essa imprensa podre, parva e golpista.

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Prof. Iso

29 de julho de 2014 às 09h27

Miguel Rosário para presidente já que ele “sabe tudo” que se deve falar. Com miguel para presidente não haverá mais discussão, inflação, salario vai para R$ 5000. Dilma é incapaz de ser igual a Miguel Rosário. Se ela pensasse e falasse como ele conseguiria 100% do Ibope.
Uma campanha pública: Miguel ensine para a presidente como fazer e falar. Voçe sabe tudo. Me poupe!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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    Vitor

    30 de julho de 2014 às 12h35

    Doeu tanto assim?

    Responder

Mari

29 de julho de 2014 às 09h14

Miguel, parabéns pelo texto. Sensível, perspicaz, inteligente. Deus abençoe a nossa Presidenta com a coragem e a lucidez necessárias para administrar nosso país.

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Antonio Kanaan

29 de julho de 2014 às 11h47

o texto está excelente!

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Filipe Pinheiro

29 de julho de 2014 às 11h37

Mário Monteiro

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Orestes Gomes Corretor

29 de julho de 2014 às 11h37

Se deu bem , cercada de oposição por todos os lados .

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Débora Zórnio

29 de julho de 2014 às 11h22

Ela engasga, mas tem o que dizer, ao contrário da Folha!

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Alayr Ferreira

29 de julho de 2014 às 11h06

Paul Mateus Ops. parabéns pela sabatinada, teve que ensinar economia para eles “Jornalistas”, e como funciona tudo nesse pais, todos eles despreparados para fazer pergunta a presidente Dilma. nota 10 – “os Aspas – significa funcionários despreparados dos patrões da mídia e banqueiros”.

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Odenir Batista

29 de julho de 2014 às 11h06

rs Ela insistiu no “Controladoria” e quase não saiu, se usasse o “método Vicente Mateus” e trocasse por CGU, teria sido uma coisa a menos !!! Mas foi bem, os Jornalistas que são os Bostas de sempre !!!

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roberto

29 de julho de 2014 às 07h56

Miguel, respeito a sua opinião, mas não concordo com o q vc escreveu. Eu achei o desempenho da Dilma mto bom, ela arrebentou do começo ao fim. A presidenta engoliu os caras. Aécio gaguejou ao falar do Aécioporto na globo, mesmo sabendo que estava diante de amigos; Dilma é firme o tempo todo, olha nos olhos, não tem medo, mesmo sabendo que está diante de inimigos hostis a ela. Dilma foi maravilhosa, o Aético a essa altura já deve estar pedindo pra sair… rs Grande Dilma!

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Pedro GOmes

29 de julho de 2014 às 10h46

Eu acho que ela foi muito bem. Quem ficou com a imagem arranhada foi o PT, por culpa do PIG que cobriu tanto a novela do mensalão e abafou com isso os outros escândalos da oposição. Mesmo ja condenados a novela (mexicana) ainda continuou. Apesar de apontar falhas na comunicação, antes de junho ela tinha aprovação record. A culpa não é Dela e sim da imprensa golpista. E acredito que ela não tem é tempo mesmo pra ficar dando entrevistas. Recentemente ela deu uma entrevista a CNN muito boa. Os avanços são inquestionáveis. Como no horário político gratuito vai ter um longo espaço, esse quadro vai novamente ficar (ainda mais) desproporcional, em favor da presidente. https://www.youtube.com/watch?v=QwIzPQZLlGQ

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Pedro GOmes

29 de julho de 2014 às 10h46

Eu acho que ela foi muito bem. Quem ficou com a imagem arranhada foi o PT, por culpa do PIG que cobriu tanto a novela do mensalão e abafou com isso os outros escândalos da oposição. Mesmo ja condenados a novela (mexicana) ainda continuou. Apesar de apontar falhas na comunicação, antes de junho ela tinha aprovação record. A culpa não é Dela e sim da imprensa golpista. E acredito que ela não tem é tempo mesmo pra ficar dando entrevistas. Recentemente ela deu uma entrevista a CNN muito boa. Os avanços são inquestionáveis. Como no horário político gratuito vai ter um longo espaço, esse quadro vai novamente ficar (ainda mais) desproporcional, em favor da presidente. https://www.youtube.com/watch?v=QwIzPQZLlGQ

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Roberio Cordeiro

29 de julho de 2014 às 10h28

É concurso de miss?

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Carlos Costa

29 de julho de 2014 às 07h19

Mas com tudo isso, Dilma vai ganhar!!! No Brasil são 04 instituições que controlam o dinheiro, e o povo precisar saber e lutar contra essa gente.

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Alessandro Pacheco

29 de julho de 2014 às 09h21

Minha impressão é que os analistas bancários estão com o emprego em risco kkkkk falou de Dilma vai pra rua kkkk

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