Comentários sobre o áudio vazado de André Esteves (BTG Pactual)

Uma vitória épica contra o golpismo

Por Miguel do Rosário

29 de outubro de 2014 : 13h14

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Confesso que ainda estou em estado de graça com a derrota épica que impusemos sobre a mais poderosa e mais golpista rede de mídia do planeta.

Ainda não tive tempo ou pachorra para analisar a vitória de Dilma Rousseff.

Vim para São Paulo, para pegar os últimos dias da Mostra Internacional de Cinema, e tenho conversado com bastante gente.

O pessoal da mostra, quase todos votaram Dilma. Alguns votaram em Luciana Genro no primeiro turno, mas a petista foi a opção da maioria do andar de baixo do cinema (em termos pecuniários), no segundo turno.

É uma grande e idiota falácia falar que “desinformados” votam em Dilma. Acho que aconteceu exatamente o contrário.

Mesmo a questão de escolaridade, também engana muito.

O marido da Geraldine Chaplin, que está sendo homenageada na Mostra, contou-me ontem que acompanhou as eleições do Brasil na Suíça, pelo rádio, muito nervoso com a possibilidade de uma vitória da direita.

Confesso também que não estou nem um pouco interessado em “união”.

A polarização política é inevitável e acho que o governo cometerá o mesmo erro da primeira gestão se escolher o caminho da concessão ao conservadorismo midiático.

A mídia já está tentando queimar Ricardo Berzoini, por exemplo. Ela tem ojeriza de qualquer nome que possua espinha dorsal própria.

E se a mídia não gosta de Berzoini é porque ele é bom, e pode ser um quadro importante para fortalecer o governo.

Dilma precisa de nomes fortes, que tenham virilidade política, ou seja, colhões para responder aos ataques de uma mídia que se tornou o principal partido de oposição.

Por exemplo, “delação premiada” agora virou arroz de festa. Setores do Ministério Público conectados com a oposição parecem estar direcionando as delações para o caminho que desejam. E continuam a fazer vazamentos seletivos.

A única maneira do governo reagir ao golpismo da mídia é encará-lo de frente, sem medo.

Não é preciso esperar uma regulamentação da mídia ser aprovada pelo Congresso.

O governo, se quiser apoio dos setores populares, terá que se mostrar corajoso.

Não é preciso, por exemplo, esperar o Congresso para fazer um grande investimento na TV Brasil.

A imagem do coração valente não pode morrer.

Ontem, numa das festas da Mostra, um dos garçons, me vendo conversar sobre política com os convidados, veio puxar assunto comigo, e disse que apenas os donos do restaurante votaram em Aécio.

“A piãozada foi toda de Dilma”, contou-me, orgulhoso.

Pois é. Essa é a razão pela qual ando tão feliz nos últimos dias.

A todo momento, respiro fundo, degustando a vitória.

As idiotices sobre “bolsa família”, as manifestações de preconceito, os abaixo assinados pelo impeachment de Dilma, apenas merecem minha indiferença e desprezo.

Não estou mais interessado nisso.

A partir de agora, volto a trabalhar nas reportagens investigativas e nas análises políticas.

Uma análise que adianto, por exemplo: na semana que se seguiu ao primeiro turno, quando a onda Aécio crescia, Eduardo Cunha plantou notinha na coluna do Ilimar Franco, da Globo, dizendo que a liderança de Michel Temer no PMDB estaria em cheque se Aécio ganhasse, conforme parecia ser a tendência.

Temer reagiu astutamente no dia seguinte, na mesma coluna: “por essa linha de raciocínio, se Dilma ganhar, ele (Cunha) não pode ser presidente da Câmara”.

Xeque-mate.

Eduardo Cunha apostou em Aécio Neves. Perdeu. Terá dificuldades para seu plano (diabólico, a meu ver; e desastroso para o Brasil) de ser presidente da Câmara.

A derrota de Dilma no decreto da Participação Popular foi bem analisada por Gilberto Carvalho: uma vitória de Pirro da oposição, que apenas se queima junto a todos os movimentos sociais organizados do país, que tinham grande esperança no decreto.

O mesmo projeto poderá ser retomado mais tarde. Um dia ou outro, será aplicado, porque o poder pertence ao povo, e tem de ser dado ao povo. A representação política, como é feita hoje, não mais da conta da imensa diversidade de um país como o Brasil.

A presidenta terá a oportunidade de colher as grandes obras de infra-estrutura que ela mesmo iniciou em sua primeira gestão, ou ainda na era Lula, como a transposição do Rio São Francisco, as refinarias Abreu e Lima e Comperj, as hidrelétricas, as ferrovias, os portos, etc.

*

Em São Paulo, estamos testemunhando as consequências de um dos maiores crimes jornalísticos de todos os tempos. Milhões de pessoas, dezenas de indústrias, estão sofrendo com falta d’água, porque a mídia protegeu o governo do PSDB. Medidas urgentes, como racionamento de água, não foram aplicadas.

Os prejudicados, naturalmente, serão os mais pobres, que não podem comprar carros pipa.

Hospitais, escolas, postos de saúde, lojas, indústrias, campos agrícolas, todos pagarão pela incompetência absurda do governo do PSDB de não investir em infra-estrutura hídrica.

O estado que viveu terríveis enchentes nos últimos anos não fez o necessário planejamento para juntar água e, sobretudo, para interligar os sistemas de abastecimento do estado.

*

O senador Aloysio Nunes é um homem perigoso e violento. Já demonstrou isso ao xingar e agredir um blogueiro que tentou lhe entrevistar.

O governo democrático e popular tem de ficar de olho nessa fera. Ele tentará, seguramente, agredir as redes sociais e os blogs porque sabe que estes foram responsáveis pela derrota do PSDB.

Seus ataques recentes às redes sociais, tentando criminalizá-las por terem derrotado seu candidato, sinalizam intenções sinistras.

*

A internet é livre e vivemos num regime democrático com liberdade de expressão. O senador Aécio Neves não encontrará descanso. Iremos cobrar a continuidade das investigações sobre todos os crimes que foram denunciados durante a campanha deste ano: a construção do aeroporto de Cláudio é apenas um exempolo.

*

Leiam a entrevista do professor Wanderley Guilherme para o Paulo Moreira Leite. Ele defende a urgência da democratização dos meios.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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32 comentários

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jr

31 de outubro de 2014 às 23h13

Pessoal temos que acabar com este preconceito com os mais pobres, que recebem este cartao bolsa familia, que ajuda milhoes de familia a manter seus filhos na escola, e recebe 100,00 por mes, enquanto os paulistas recebem muito mais do bolsa prouni e fies e votam contra o pt mesmo correndo o risco de perder este beneficio, por isso vamos pedir a Dilma para mudar o cartao bolsa familia para bolsa familia estudantil e e englobar o bolsa familia+bolsa prouni+bolsa fies em um programa so’

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Onda Vermelha

31 de outubro de 2014 às 01h57

Hilário! Esse esforço da oposição para tentar transformar a QUARTA DERROTA CONSECUTIVA para o Planalto Central numa “vitória moral” chega a ser patético. Ora! Aécio perdeu para a Dilma Rousseff no primeiro e no segundo turno no estado em que seu grupo político governou por 12 anos consecutivos! Além disso, perdeu também, ainda no primeiro turno, o controle do próprio governo estadual para o PT, que compõe o segundo colégio eleitoral do país. Como alegar que ele saiu maior se o Governo da Dilma enfrentou uma oposição feroz da “mídia amiga dos tucanos” por pelo menos dois anos que ainda omitiu da sociedade as grandes obras tocadas pelo PAC! E condições adversas da economia mundial poucas vezes vistas que impactou nosso crescimento econômico. Ora! Aécio foi desconstruído em apenas duas semanas campanha televisiva! Seu “xoke de jestaum” era uma balela! E por isso mesmo não se sustentou em pé quando foi confrontado com a realidade. Sua votação expressiva se explica em grande parte por uma “natural fadiga de material” de 12 anos de gestão petista por melhor que tenham sido seus resultados. Todos sabem disso! Já o PT e Dilma terão agora pela frente mais quatros anos para fazer o que precisa ser feito! Uma Ley de Medios que dê fim ao monopólio da “velha mídia” e democratize as comunicações conforme DETERMINA a Constituição Federal promulgada em 1988 e uma Reforma Política com Plebiscito Popular com o fim do financiamento de campanhas políticas pelo Poder Econômico(empresas privadas)! Agora no debate público é preciso partir pra cima deles! Mais também teremos dezenas de grandes obras para inaugurar país afora. Entre elas, três hidrelétricas de grande porte, Girau, Santo Antônio e Belo Monte. Duas grandes refinarias/Polo Petroquímico, uma Pernambuco e outro no Rio de Janeiro. O Pré-sal bombando! Além, é claro, da emblemática inauguração da Obra de Transposição do Rio São Francisco que beneficiará 12 milhões de nordestinos! Dezenas de Metrôs/BRT’s/VLT’s, Rodovias, Portos e Aeroportos e das Ferrovias Norte-Sul/ Leste-Oeste. E não menos importante, o Plano Nacional de Banda Larga Para Todos chegando a TODO o Brasil. Inauguração/expansão de dezenas de novas Universidades Públicas, Escolas Técnicas e da expansão da Educação Integral. Oito mil creches! Mais quatro milhões de imóveis do MCMV! Em 2002 a esperança venceu o medo. Já em 2014 a esperança VENCEU o ódio e a mentira. E você cidadão que não se OMITIU, fez parte desta VITORIOSA HISTÓRIA! Var ser lindo! Vai ser Dilmais! Feliz 2015!

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Willer

30 de outubro de 2014 às 07h51

Pairam sobre Aécio Neves suspeitas sobre a venda, em leilão, de títulos da massa falida do BEMGE, com prejuízos de R$ 10 milhões aos cofres públicos do Estado de Minas e sobre a venda da folha de pagamento dos servidores do estado ao BB, cujos valores alegados pelas partes não condizem com o que foi publicado nos balanços.

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Cícero Lobato

29 de outubro de 2014 às 22h43

Miguel, você e o PHA são muito bons!

Tudo de bom para vocês.

Sempre que posso divulgo seus comentários via seus blogs por e-mails ou por face para conhecidos e esses divulgam e divulgam.

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ricardo

29 de outubro de 2014 às 22h43

Da Coluna do Lauro Jardim, realmene não tem preço.

“No início do ano, numa conversa privada que tinha FHC como testemunha, Aécio Neves detalhou como seria sua campanha à Presidência – e mais especificamente sobre a torrente de votos que teria em Minas Gerais. Disse Aécio:

– Se eu não vencer em Minas, não mereço ser presidente.
Por Lauro Jardim “

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ROGER - BELO HORIZONTE

29 de outubro de 2014 às 17h58

Ô seu Cafezinho, você voltou. Que bom! Adoro ler os seus posts, você escreve muito bem. Parabéns!!!!!!

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Newton

29 de outubro de 2014 às 17h18

Que coisa. O Sr. Aloysio Nunes está tendo os mesmos chiliques que nós tínhamos em 1967, 1968 quando a nossa chapa perdia a eleição para o Centro Acadêmico. Será que a vida não ensinou nada para esta velho?

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Mario alex

29 de outubro de 2014 às 16h50

Prezado, tem que ser capa de abertura dos blogs sujos as mazelas da oposição pra não cair no esquecimento – inquérito 2474;sartiagaha; os 166 milhões de campanha da oposição que o MPMG encaminhou a PGR; o mensalão do PSDB. A lista de Furnas; os aeroportos do menino maluquinho; caso do metrô de SP. Temos que estar cobrando sistematicamente as autoridades uma solução dessas pendências. Temos que despir essa oposição.

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Homero Mattos Jr

29 de outubro de 2014 às 16h44

“a mentira, a calúnia, as mais torpes invencionices… numa publicidade dirigida, sistemática e escandalosa.
a resposta do povo vira mais tarde…”
http://passalidadesatuais.blogspot.com.br/2014/10/fim.html

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Carlos

29 de outubro de 2014 às 16h11

Miguel, que todas as bençãos emanadas pelo Espírito Santo consagre suas vitórias. Nosso amadíssimo Senhor Jesus o consagre em bem estar em harmonia e saúde como também para todos os seus. Com profunda admiração e agradecimento rogo a Deus que lhe proteja e lhe dê muita força no seu caminho.Grande abraço fraterno, Deus lhe abençoe sempre.

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Leonardo

29 de outubro de 2014 às 15h53

Os tucanos não são apenas incompetentes por não terem feito nada em relação à tragédia da falta d`água. Eles são saqueadores do povo, visto que o dinheiro da conta dos paulistas ia para pagamento aos acionistas. Nada mais tucano, Miguel. É isso que tem que ficar claro, não apenas uma suposta incompetência. O que está por trás dessa incompetência e falta de projeto e planejamento é tão somente o DNA de saqueador das riquezas públicas para financiar uma elite. Essa prática corresponde fielmente a alma tucana.

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Carlos Roberto

29 de outubro de 2014 às 15h53

Miguel como é bom ter você todos os dias neste sítio maravilhosamente sujo, vamos em frente para a luta contra Aloysio Nunes seus pares do PIG e a revista InVeja.

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simone

29 de outubro de 2014 às 15h51

Miguel parabéns pelo seu blog nele é que nos manteve informada durante o período de eleição! uma colega me ligou preocupada q ouviu q Cid Gomes vai ser o ministro da educação é trocar 6 por meia dúzia é um ditado popular aqui em Minas ,pois ele disse numa entrevista q professor não precisa de um bom salário pois dá aula é por prazer não necessidade !vc sabe se isto é verdade ou são notícias falsas e contra a presidenta q estão saindo .

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S

29 de outubro de 2014 às 15h49

Foi Lula, Dilma e o PT que estabeleceram a cizânia entre os brasileiros, pregando a divisão, instigando a inveja, o ódio, a discriminação entre classes sociais, negros, índios e brancos, ricos e pobres, cultos e analfabetos, enfim, todo tipo de preconceito entre nosso povo. Agora é muito tarde para nos ouvir presidentA, pois pertencemos à outra metade de brasileiros que, por ser esclarecida e conhecer perfeitamente sua nefanda intenção de implantar o bolivarianismo no Brasil, amedontrar nossa gente e se perpetuar no poder através de eleições suspeitas, tal como foi esta, não votamos na senhora. É impossível união agora sra. governantA, porque somos aquela metade de brasileiros que, por trabalhar muito e pagar escorchantes impostos para o deleite de toda a turba do PT, e para financiamento de ditaduras tiranas e sanguinárias alhures, estamos esgotados, mas com dignidade para viver sem as esmolas dadas aos pobres em troca de votos. Não é possível união agora, porque somos daqueles brasileiros que amam a liberdade, a democracia, o nosso País, sua cultura e suas tradições e nos abrigamos sob o pálio da Bandeira Auriverde. É impossível união agora, pois não há como juntar o joio e o trigo , bem como misturar o óleo e a água.

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Vitor

29 de outubro de 2014 às 15h48

Vamos aguardar… O Governo precisa ser muito mais corajoso do que foi nos últimos 12 anos para realmente mudar alguma coisa…

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enganado

29 de outubro de 2014 às 15h41

Caro Miguel

Irreparável! DILMA 13

Parabéns com louvor. Conte comigo!

enganado

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Luiz Antonio Barbosa

29 de outubro de 2014 às 14h51

Confirmem:http://www.istoe.com.br/reportagens/17020_CONTA+TUCANO

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José Ademar

29 de outubro de 2014 às 14h50

Esta linda vitória da Dilma me lembrou as emocionantes linhas de chegada dos extraordinários GPs da Áustria Fórmula 1 de 82 e o GP da Espanha F1 86.

Sensacional!

No mais,Aécio Neves tem que tomar muito cuidado com o que diz daqui pra frente já que Pimentel irá fazer uma maravilhosa auditoria nas contas de Minas Gerais de 2003/2014 que provavelmente irá deixar guardadinha na gaveta só escutando a conversa,fora o escândalo do aeroporto de Claudio e Montezuma que podem resultar em cassação do seu mandato.

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José Stefanini

29 de outubro de 2014 às 14h25

Quis dizer 59 a 60% dos votos válidos no estado do Rio de Janeiro.

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José Stefanini

29 de outubro de 2014 às 14h24

A Veja e sua capa foi o que justificaria essa “reação” de última hora de Aécio Neves, como ingenuamente acreditou o prefeito Fernando Hadad. Simplesmente eles erraram nos cálculos dos votos de Dilma a serem computados como de Aécio. Acreditaram nas pesquisas do Ibope e Datafolha, mas não acreditaram na Vox Populi, que mantinha o processo de queda e derretimento de Aécio Neves, o que de fato ocorreu, tanto é que ficaram surpresos com a derrota. Que o PT inclua na reforma política ou em outra reforma a adoção das urnas eletrônicas de terceira geração, com impressão do voto para conferência e depósito em urna pelo próprio eleitor, com a urna física à vista e próxima dos mesários para impedir que o eleitor leve embora o voto impresso. Que também inclua a organização das eleições e testes das urnas pelos três poderes e partidos políticos e acabe com o controle absoluto apenas pelo TSE.

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José Stefanini

29 de outubro de 2014 às 14h19

As urnas do estado de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Paraná tiraram um de cada dez ou nove votos de Dilma e computaram para Aécio. Dilma teve realmente 39 a 40% dos votos válidos no estado de São Paulo, 59 a 60%. Ainda no primeiro turno isto foi também feito. O mesmo fizeram com Delcídio Amaral e foi eleito governador do Mato Grosso do Sul Azambuja do PSDB. Quando a pesquisa de véspera do Ibope dava 51 a 49% para Delcídio, as urnas deram pouco mais de 55% para Azambuja contra pouco menos de 45% para Delcídio, diferença de “apenas” 12% para as pesquisas. Foi assim também que despacharam o Garotinho do segundo turno no Rio de Janeiro e foi o Crivela em seu lugar, muito mais fácil de ser derrotado, como o foi. Como são tolinhos e ingênuos o PT e a esquerda brasileira. Ninguém estranhou a tranquilidade e certeza da vitória por Aécio e outros caciques políticos do PSDB a poucos dias das eleições, quando as pesquisas apontavam o oposto.

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Ana Bianca Rocha

29 de outubro de 2014 às 16h06

Lindo texto.

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Roberto de Paulo

29 de outubro de 2014 às 13h59

PSDB,o partido mais ficha suja do PAÍS,os coxinhas votam neles,e nós é que somos burros,ou mal informados!

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Vera Lucia

29 de outubro de 2014 às 15h56

FOI DELICIOSO DE SABOREAR

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JoãoP

29 de outubro de 2014 às 13h56

Boa Miguel! Dilma não pode cair na vigarice do Brasil “dividido”, e nomear ministros dos derrotados. Se tivessemos uma imprensa honesta, o farsante não teria nem 20% do votos.

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Elias Grifo Rezende

29 de outubro de 2014 às 13h54

-Eles não são de confiança.Você vai estender a mão e eles vão te apedrejar.Eles,
não vão engolir nunca essa derrota,que destaco,M.G. e Pernambuco,que lavou nossa
alma.

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foo

29 de outubro de 2014 às 13h52

Por favor, não se esqueça de entrevistar o policial civil que denunciou Aécio Neves num video no Youtube. Ele falou sobre uma máfia no DETRAN/MG, além dos aeroportos de Cláudio e Montezuma, casos de nepotismo, etc.

Não podemos deixar de investigar o Aécio, até mesmo para mostrar a seus eleitores quem eles quase colocaram no poder.

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Romilson ES

29 de outubro de 2014 às 13h44

Miguel, te sigo há algum tempo.Então te peço, foca na ação 470, meu sonho é ver esse castelo de areia desmoronar.

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Lulu Pereira

29 de outubro de 2014 às 15h33

boa mesmo. também penso que essa conversa de diálogo etc, principalmente com o pig, é o maior papo furado. tá na hora de dar um direto de esquerda na fuça da direita e da mídia golpista.

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Hélio Filho

29 de outubro de 2014 às 15h33

Aloysio Nunes e os milicianos da VEJA são os mais perigosos. O veneno escorre da boca deles.

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Graça Evangelista

29 de outubro de 2014 às 15h26

A Globo recomeçou ontem, as suas “supostas” acusações, baseadas em informações exclusivas obtidas pela Rede Globo” e “analistas especializados” se revezam nos programas de entrevistas, e jornais eletrônicos, promovendo a criminalização e desconstrução do governo. Apesar da bolsa ter subido, e o dólar ter caído, todos os jornalistas e apresentadores continuam implantando na mente das pessoas que o país está à beira do abismo, e que a vitória de Dilma, não foi uma vitória.
Querem continuara induzindo as pessoas a acreditarem que o Brasil foi dividido ao meio, quando já está provado que não é verdade. Dilma teve quase metade dos votos nos Estados aonde Aécio ganhou numericamente, excetuando-se o Estado de São Paulo, berço, e reduto, dos tucanos. E, mais, Minas e Rio também disseram não ao candidato.
E mais, as constantes denúncias contra o uso político da mídia, não revelam a verdadeira lavagem cerebral promovida, através desses meios, na classe media baixa. Basta analisar a distribuição gratuita de Veja nas escolas públicas anos a fio, sem licitação, e sem uma explicação da importância daquele panfletário, comprovadamente contra o PT, na formação do alunado.
A Rede Globo também está “vendendo” a ideia de que uma Lei de Meios seria a censura da imprensa. Eles, mais do que ninguém, sabem que nos países civilizados o controle do monopólio econômico não significa isso. Aliás, o controle de monopólios é uma bandeira neoliberal. Mas aqui no Brasil, alguns só são neoliberais quando se trata de arrochar salários, desempregar e aumentar juros, para que eles mesmos continuem ganhando com as crises.
Por outro lado, os funcionários da Rede Globo, compreensivelmente, pensam que a Lei de Meios, significaria o fim dos seus empregos. Na verdade, o fim do monopólio, poderia gerar uma nova série de TVs concorrendo entre si, e provavelmente, por isso mesmo, elevando a procura e os salários desses profissionais que hoje têm que sujeitar-se ao monopólio da rede.

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