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1º tapetão do PSDB é rejeitado por unanimidade; falta o 2º

Por Miguel do Rosário

01 de dezembro de 2014 : 16h49

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A primeira tentativa de ganhar no tapetão, feita pelo PSDB, ao lançar suspeitas sobre as eleições, acaba de ser derrotada, por unanimidade, no Tribunal Superior Eleitoral. Leia o texto abaixo.

O PSDB não descansa, e tentou um segundo tapetão: impugnar as contas de Dilma. O relator do processo é Gilmar Mendes. Dilma tem três dias para responder.

Quando a temporada dos tapetões passar, o PSDB vai ficar com um gosto amargo na boca.

Aécio Neves está se saindo um péssimo perdedor.

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BOATOS NA INTERNET

TSE isenta urnas eletrônicas de suspeitas apresentadas pelo PSDB

1 de dezembro de 2014, 15h21

Por Tadeu Rover, no Conjur.

O Tribunal Superior Eleitoral isentou, por unanimidade, as urnas eletrônicas de todas as suspeitas apresentadas pelo PSDB depois do segundo turno das eleições deste ano. Em decisão com mais de 40 páginas, os ministros do TSE rebateram todas as questões apresentadas pelos tucanos, entre elas a de que os cidadãos brasileiros foram às redes sociais demonstrar sua descrença quanto à confiabilidade da urna eletrônica.

“A mera alegação genérica quanto à existência de ‘denúncias das mais variadas ordens’, desprovida de provas ou indícios de irregularidades no processo de apuração e totalização dos votos, é insuficiente para abalar a segurança e a credibilidade dos sistemas informatizados desenvolvidos pelo Tribunal Superior Eleitoral. Sistemas, ademais, utilizados em várias eleições anteriores, sem que tenham sofrido impugnações que colocassem em xeque sua confiabilidade”, diz o acórdão, publicado no último dia 20 de novembro.

O relator, ministro Dias Toffoli, começou seu voto lembrando que as urnas eletrônicas são utilizadas há 18 anos e que a informatização do sistema eleitoral sempre se pautou pelos critérios da segurança e da garantia do sigilo do voto. Depois de fazer uma breve retrospectiva, o ministro afirmou que a petição do PSDB não deveria sequer ser aceita porque não foi apresentada por um advogado do partido e por não apresentar indícios das irregularidades.

“Em homenagem à transparência do processo eleitoral, acolhem-se os pedidos para prestar esclarecimentos e viabilizar a realização das providências solicitadas”, afirmou. O ministro lembrou que a Lei das Eleições (Lei 9.504/97) prevê diversos meios de fiscalização e controle, todos acompanhados podendo ser acompanhados pelos partidos, além do Ministério Público Federal e da Ordem dos Advogados do Brasil.

O ministro Gilmar Mendes explicou que é preciso dar atenção a esses questionamentos feitos pela população porque eles têm uma carga negativa que afeta a legitimação de todo o processo. “Por isso, devemos dar a devida atenção, mas não devemos considerar o pedido de esclarecimento uma ofensa às instituições ou um atentado à democracia. Nada disso! Devemos estar preparados para prestar essas informações, até porque estamos a falar de algo elementar, qual seja, da legitimação democrática”, disse.

Em seu voto, o ministro Henrique Neves rebateu diversas teses que circularam pela internet e alertou que não se pode acreditar em tudo o que é publicado na rede mundial de computadores: “Na internet, em tese, Elvis Presley está vivo, então há ali todos os tipos de informação, como uma, de que haveria um boletim de urna com quatrocentos votos, com a zerésima”, afirmou, esclarecendo que a foto de um boletim de urna de Campina Grande (PB) que apontava uma vantagem fictícia de 400 votos para Dilma Rousseff antes mesmo da votação começar era uma montagem.

Os ministros fizeram questão de registrar em acórdão o ponto que trata da não impressão de comprovantes de votos. De acordo com os ministros, o assunto já foi definido pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADI 4.543/DF. “O Supremo Tribunal Federal firmou orientação no sentido de que tal procedimento fere o direito ao sigilo, conferido constitucionalmente ao cidadão como conquista democrática para se suplantarem os gravíssimos vícios que a compra e venda de votos provocavam, vulnerando o regime democrático brasileiro”, diz o acórdão.

O tribunal também aceitou os pedidos de informações sobre as urnas eletrônicas. Os ministros decidiram enviar todas os dados requeridos pelo partido, mesmo observando que muitos desses dados já estavam disponíveis para o partido. “Todas as diligências requeridas pelo partido já estavam contempladas pela legislação eleitoral e pelos procedimentos adotados em todas as instâncias da Justiça Eleitoral. Não há óbice, portanto, ao seu deferimento”.

Pedido do PSDB

O pedido foi feito três dias depois do primeiro turno, do qual a presidente Dilma Rousseff (PT) reelegeu-se derrotando Aécio Neves (PSDB). O pedido causou mal estar tanto entre os ministros do TSE quanto na comunidade jurídica de forma geral. O partido jamais alegou qualquer problema com as urnas durante o processo eleitoral. Os advogados que atuaram na campanha de Aécio fizeram questão de dizer que não foram consultados sobre o pedido. A petição é assinada pelo deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP), que também foi o coordenador jurídico da campanha de Aécio, e pelo delegado nacional do partido, João Almeida dos Santos.

De acordo com a petição, “cidadãos brasileiros” foram às redes sociais demonstrar, “de forma clara e objetiva, a descrença quanto à confiabilidade da apuração dos votos e a infabilidade da urna eletrônica”. Nada foi alegado sobre o primeiro turno das eleições, quando Carlos Sampaio e o governador Geraldo Alckmin, por exemplo, foram mantidos nos cargos com votações expressivas.

Na internet, falou-se de tudo. De fraude a vazamento do resultado antes da divulgação oficial. Mas não passaram de boatos. O site Consultor Jurídico acompanhou o processo de totalização dos votos com uma credencial de acesso amplo a cada dependência do TSE. Tudo transcorreu normalmente e não houve um indício sequer de interferência humana no sistema automatizado do tribunal.

“O presidente do TSE preocupou-se, exageradamente até, em demonstrar a lisura do processo”, relatou o diretor da ConJur Márcio Chaer, que acompanhou a apuração. Os resultados começaram a ser divulgados às 20h. Um pouco antes, todos os ministros do TSE foram ao Centro de Divulgação das Eleições, espaço reservado à imprensa, para acompanhar a divulgação no mesmo ambiente que os jornalistas.

As inferências de “vazamento” nasceram de brincadeiras feitas entre os convidados, de ambos os partidos, e de palpites com base nos números dos resultados das eleições estaduais que, de início, indicavam a vantagem do PSDB. O questionamento partidário, nesse contexto, não passa de uma tentativa de dar vazão a inconformismos.

Clique aqui para ler o acórdão.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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2 comentários

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anac

04 de dezembro de 2014 às 11h15

Só nos resta plagiar o Estadão e repetir: Pó pará, senador!
Age como uma criança mimada que grita alto porque lhe tiraram o pirulito da boca. E foi, gente! Para o eterno meninão não poderia ter sido pior. Para o eterno menino do Rio, que não obstante ter ultrapassado os 50, continua agindo como um menino irresponsável, o que mostra o quanto continua infantil preso na fase oral, foi demais terem tirado o pirulito na prorrogação do segundo tempo. O eterno menino do Rio, playboy do Leblon, já comemorava a vitoria sendo festejado com o futuro presidente. Vitoria que se transformou em uma amarga derrota da forma como foi, no ultimo minuto.

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Gerson

01 de dezembro de 2014 às 23h49

Aécioporto se comporta como o que ele sempre foi: uma criança mimada. Aécinho Never sempre teve tudo que quis e nunca precisou se esforçar para isso. Quando criança provavelmente sempre teve tudo que desejasse; se queria uma prancha, o pai dava; se quisesse outra coisa, a mãe dava. Quando cresceu, ganhou de presente ainda jovem o cargo de assessor na câmara de deputados, estudando no Rio de Janeiro; depois, ganhou novamente de presente o cargo de diretor de loterias da CEF no governo Sarney; sem muito esforço foi eleito deputado, pois carrega o nome do ex-presidente; posteriormente, ainda se utilizando do nome famoso, foi eleito governador e depois senador. Quando pela primeira vez que teve de disputar para valer um cargo, perdeu. E como uma criança mimada, que não aceita um NÃO, agora quer virar o jogo e levar a bola pra casa. Só que agora é diferente caro Aécioporto. A realidade é dura: você perdeu e não adianta fazer cara feia.

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