Análise em vídeo das manifestações do 2 de outubro e as vaias a Ciro

Comentários a partir da entrevista de Dilma à TV Brasil

Por Miguel do Rosário

10 de junho de 2016 : 06h37

A tão falada entrevista de Dilma Rousseff à TV Brasil, conduzida pelo jornalista Luis Nassif, segue abaixo. Eu faço alguns comentários em seguida.

A primeira coisa a chamar a atenção é o seguinte: por que Dilma esperou o golpe acontecer para, só aí, iniciar este périplo de entrevistas? Por que ela sumiu do mapa, por meses, após a eleição de 2014, produzindo um vácuo que, todos diziam, corresponderia a um suicídio político?

Por que Dilma esperou o impeachment ser aprovado na Câmara e no Senado para, só então, dar uma entrevista à TV Brasil?

Ela tinha que ter dado atenção à TV Brasil desde o primeiro dia de seu governo. Claro, havia toda uma discussão sobre se a TV Brasil é do Estado ou do governo. Pois justamente por haver essa discussão, uma discussão justa, necessária (e agora entendemos ainda mais a importância dela), a presidenta Dilma deveria ter participado dela pessoalmente, como era seu direito, enquanto mandatária eleita pela maioria da população (e não herdeira de um golpe), sentando-se junto aos membros do conselho da EBC, garantindo-lhes independência, recursos, autonomia, e ao mesmo tempo argumentando que, como chefe de Estado sob ataque da mídia privada, entendia que a TV pública deveria lhe garantir um espaço mínimo para expor seu ponto-de-vista.

Veja a atenção que a direita, no poder agora com Michel Temer, dá à comunicação: suas primeiras iniciativas foram no sentido de assumir o controle (mesmo que ao atropelo da constituição) da EBC e iniciar o asfixiamento financeiro e político de meia dúzia de blogs que lhe fazem oposição.

Às vezes eu me pergunto: se, por um milagre, Dilma voltar ao poder, ela entenderá a importância, para o país, para a estabilidade política de seu governo, para a própria existência de uma democracia, de um sistema de comunicação mais democrático; ou voltará a se ajoelhar no altar da mídia golpista?

Francamente, ela ainda não me convenceu de que, voltando, mudará alguma coisa neste sentido, então não sei como ela espera – sem uma estratégia de comunicação muito arrojada – reconquistar algum tipo de estabilidade política.

Voltando à EBC, por que não há debates eleitorais na tv pública? Não apenas para presidente, mas para prefeitos, governadores, deputados?

Um dos problemas centrais da nossa democracia é a falta de debates na TV. Num sistema presidencialista, numa das maiores democracias do mundo, os debates presidenciais são exibidos em horários totalmente incompatíveis com a disponibilidade do cidadão médio brasileiro.

Por que isso? Ora, a única explicação é que os grupos privados de TV não se interessam em oferecer à população um debate avançado, democrático, transparente, porque debates com essas qualidades são mais difíceis de serem manipulados segundo os objetivos particulares desses mesmos grupos.

Tanto se falou em reforma política, e a melhor reforma política para o Brasil, a mais simples, a mais factível, seria oferecer aos brasileiros mais debates eleitorais na tv aberta, em horários acessíveis, e valendo para todos os cargos eletivos. Com mais debates, ocupando um tempo mais longo na TV, as campanhas automaticamente ficariam mais baratas, o cidadão mais bem informado e o poder público, ao se aproximar mais da sociedade, tenderia a funcionar melhor.

Como falar em novas eleições, sem falar antes nas condições em que as eleições se darão? A única maneira de melhorar a qualidade dos nossos parlamentos seria, obviamente, permitir que os eleitores conhecessem mais os candidatos, não apenas em propagandas eleitorais de poucos segundos, mas em contínuos e frequentes debates na tv, cuja realização deveria inclusive ser regulamentada.

Michel Temer tenta cavar espaço na TV Brasil na base da força bruta, do autoritarismo, da demissão sumária de diretores e empregados que não lhe prestam obediência cega.

Dilma nunca agiu assim. Ela deu, efetivamente, autonomia à TV Brasil. Aliás, o governo do PT criou a TV Brasil, lutou para que esta tivesse recursos, contra a oposição acirradíssima das mesmas forças que hoje tentam assumir o controle da instituição, para destruí-la.

A prova disso é que esse conjunto de forças difuso que podemos resumir chamando-o simplesmente de “o golpe”, ainda hoje trabalha para que o sinal aberto da TV Brasil não chegue a nenhuma parte.

Não apenas se deixou de fazer a luta política dentro da EBC, como se deixou a instituição ser tomada por coxinhas que, esquizofrenicamente, hoje estão ao lado dos mesmos que querem a destruição da empresa. Essa esquizofrenia é muito comum, infelizmente: é a contradição principal da ideologia conservadora, cuja base é formada por uma classe média que se identifica com os valores do capital, não com os valores do trabalho.

No entanto, por razões que ainda demoraremos décadas para entender, a TV Brasil foi abandonada politicamente pelo governo Dilma, como aliás todo projeto sério de comunicação.

Isso é um problema que vem desde Lula, mas agrava-se com Dilma.

Os ministros de Dilma não davam entrevistas à TV Brasil.

Os programas da emissora não tinham audiência, não tinham interatividade com a internet (ainda não tem), e ninguém parecia se preocupar com isso.

Qual o sentido, por exemplo, em oferecer um programa para o Nassif, blogueiro de grande audiência, e não ter, desde o início, construído um sistema de interação com a internet?

Os programas não tinham audiência também porque o governo não parecia se importar. Por exemplo, uma entrevista com a presidenta da república, se bem divulgada, exibida em horário acessível, ajudaria a dar audiência a emissora. Por que Dilma preferia dar entrevista ao Jô Soares, às 3 horas da manhã? Por fetiche em relação à Globo?

O máximo que se fazia em termos de esforço por mais audiência era se encher a emissora de diretores demitidos da Globo, possivelmente na esteira desse fetiche doentio de alguns setores do PT em relação à mídia tradicional.

Entretanto, mesmo com todos esses problemas, a TV Brasil vinha evoluindo, vinha estabelecendo parcerias com tvs públicas de outros países e, se lhe fosse dado mais tempo, poderia vir (ou poderá vir) a ser um participante vital em nossa democracia.

Voltando à entrevista, Nassif fala do aumento da relação entre Dilma e a população, durante o processo eleitoral, o que elevou muito a sua aprovação, e pergunta porque essa relação interrompida após as eleições, mesmo após a oposição deixar claro que estava disposta a levar adiante um terceiro turno eterno.

Dilma não responde. Ela faz uma lista das ações de inconformismo, inéditas na história recente da democracia brasileira, da oposição, contra o resultado eleitoral, mas não responde à pergunta de Nassif: por que ela não encetou a luta política em prol de sua imagem pessoal como presidenta, através de entrevistas constantes à mídia nacional, à mídia internacional, à mídia alternativa e à mídia tradicional?

Por que nunca deu uma entrevista ao Brasil de Fato, à Carta Maior, à Caros Amigos? Por que encerrou o Café com a Presidenta quando deveria ter não apenas continuado essa experiência de rádio, mas a ampliado, a transformado num programa semanal em vídeo?

Apenas quando o poder lhe foge das mãos, Dilma percebe o que todos lhe diziam diariamente, há anos: a política nasce da comunicação. Não adianta ganhar eleições e perder de 7 a 1, todos os dias, a batalha da opinião pública. Um governo, numa democracia de massas, precisa de um porta-voz, precisa responder aos ataques da mídia.

Alguns irão falar que águas passadas não movem moinhos, e que, em virtude do golpe, não é hora de fazer críticas. Ora, o golpe não é de hoje, nem termina aqui. E a estratégia de comunicação de Dilma, e da esquerda em geral, ainda continua ruim. O PT, por exemplo, ainda não tem – é incrível isso – uma estratégia de inserção internacional, e isso mesmo possuindo uma rede de núcleos petistas em quase todas as grandes cidades do mundo.

Em algum momento de sua história recente, provavelmente durante o julgamento do mensalão, o PT sofreu um colapso político do qual nunca mais se recuperou: sua comunicação é incrivelmente pobre, desarticulada, baseada num modelo ultrapassado de propaganda, de autolouvaçâo, que não atinge nem o povo mais pobre nem a intelectualidade. E isso contando com uma rede de intelectuais muito mais vasta, diversa e qualificada do que qualquer outro partido.

De maneira geral, não gostei da entrevista de Dilma à TV Brasil. A presidenta não consegue se comunicar bem nesse formato. Ela se atrapalha, usa termos desnecessariamente complicados. Até mesmo o espectador atento, politizado, bem informado, tem dificuldade de acompanhar. Ela se expressa de maneira irritantemente burocrática, tem uma obsessão chatíssima por números, agarrando-se a eles como a uma tábua de salvação para suas dificuldades argumentativas.

Eu mesmo testemunhei essa obsessão de Dilma por números quando tivemos, eu e alguns blogueiros, a oportunidade de entrevistá-la, dois dias depois da votação fatídica na Câmara, que aceitou o pedido de impeachment.

Ao sentarmos à mesa, Dilma e os blogueiros iniciamos um papo para quebrar o gelo da conversa.

Mesmo vivendo o auge da maior crise política do século, a presidenta usou o tempo anterior á entrevista falando em números dos reservatórios hídricos… Os assessores de comunicação da presidenta entraram e saíram calados da entrevista.

Isso, no entanto, não significa nada. Se houvesse em torno de Dilma uma estratégia de comunicação que levasse em conta a sua personalidade, suas virtudes e defeitos, todos esses ruídos seriam minimizados.

Na pergunta de Nassif sobre a Lava Jato, porém, encontra-se outra explicação para o golpe: a presidenta perdeu completamente o controle da narrativa em torno das investigações. Aí também fica patente um certo egoísmo da presidenta, porque ela tenta comover a opinião pública com um discurso sobre os erros e contradições processuais no julgamento do impeachment. Ela tenta se colocar como vítima, dizendo que é acusada (e já foi inclusive condenada, pois a perda do mandato, mesmo que ainda provisória, é uma terrível condenação) de um crime que não cometeu. Eu concordo com a presidenta. Ela, de fato, é uma vítima. Mas Dilma precisa entender que esse processo não começou com ela. O golpe vem sendo construído desde o julgamento do mensalão.

Ao ouvir Dilma falando sobre o plano safra, usado pelos conspiradores como um dos argumentos para o impeachment, eu me lembrei de Pizzolato. No caso dele, também havia fartura de documentos provando que não ele não havia assinado nenhum documento em favor da Visanet, que não era o funcionário responsável pela gestão do fundo Visanet e que, portanto, não havia, objetivamente, nenhuma prova contra ele num desvio que (para cúmulo do surrealismo judicial) também não tinha ocorrido. De que adiantou? Foi condenado do mesmo jeito, inclusive por Ricardo Lewandowski, que apesar de ser o melhor dos juízes do STF, entrou no jogo da mesma forma que todos os outros (assim como voltou a entrar agora, no caso do impeachment).

Dilma explica que o plano safra não passou por suas mãos. Ele foi aprovado diretamente por um secretário do ministro da Fazenda, que à época era o heroi da mídia, Joaquim Levy. Este secretário hoje comanda a pasta de Desenvolvimento do governo golpista. Outro surrealismo que me lembra alguns momentos da Ação Penal 470.

Mas essas questões objetivas não importam. Quando se quer condenar, quando se precisa condenar, quando há necessidade absoluta de condenar, então se condena.

Como explicou o ministro Barroso, em palestra recente proferida a estudantes de Direito, num arroubo de inacreditável cinismo:

“O impeachment depende de crime de responsabilidade. Mas, no presidencialismo brasileiro, se você procurar com lupa, é quase impossível não encontrar algum tipo de infração pelo menos de natureza orçamentária. Portanto, o impeachment acaba sendo, na verdade, a invocação do crime de responsabilidade, que você sempre vai achar, mais a perda de sustentação política”

Se Dilma quiser fazer um discurso convincente, precisará passar do particular para o universal, e denunciar a pior corrupção de todas no Brasil de hoje: a corrupção do judiciário, da qual ela não é a única, nem a primeira nem será a última vítima. Não é uma corrupção apenas pecuniária: refiro-me sobretudo à corrupção ética, de termos um judiciário se vergando a interesses políticos e pressões midiáticas.

Parece-me previsível que setores do PT, assim como Dilma, imaginem que possam usar a Lava Jato contra seus adversários. É o discurso de que a oposição deu golpe para “derrubar a Lava jato”. Quanta ingenuidade. A pesquisa CNT/MDA mostrou que a maioria da população associa a Lava Jato a Lula e à Dilma. Essa percepção foi sendo construída – em parceria com a mídia – desde o início da operação.

Alguns petistas comemoram o pedido de prisão de Renan, Jucá e Sarney, feito por Rodrigo Janot, procurador geral da república, esquecendo que o mesmo Janot pediu indiciamento de Dilma por “obstrução de justiça”, e tem procurado construir na mídia a narrativa de que Lula é o “chefe do petrolão”.

Sem provas, atendo-se a ridículos pedalinhos, Janot faz uso daquele neofascismo judicial que vem se tornando o padrão das intermináveis conspirações lideradas pela PGR: “Lula não podia não saber”.

O pedido de prisão dos caciques do PMDB foi uma demonstração de força por parte das castas burocráticas, o primeiro capítulo de uma batalha interna dos protagonistas do golpe pelo controle político do Estado.

Além disso, a PGR tem um objetivo: forçar o apoio, por parte dos caciques do PMDB, às medidas defendidas pelo Ministério Público Federal contra a corrupção. Na verdade, um conjunto de iniciativas que irá conferir ainda mais poder aos procuradores, agravando o atual quadro de arbítrio e autoritarismo, em que o Estado tem cada vez mais instrumentos para acusar o cidadão e o cidadão cada vez menos instrumentos para se defender.

É o famoso liberalismo brasileiro, que funciona às avessas: menos liberdade e menos direitos e garantias a muitos, mais poder, mais privilégios e mais autoritarismo a poucos.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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83 comentários

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Francisco Lopes

16 de junho de 2016 às 12h10

O pior é que vau ser como sempre foi, governo,legislativo e judiciário entram com a seringa e o povo com a bunda…. tudo isto não reflete os anseios da maioria da população…

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marlene

11 de junho de 2016 às 17h54

E, data vênia, V. Sa. não entende o que é um debate!

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marlene

11 de junho de 2016 às 17h51

Aí, Miguel, tu deve ter gostado mesmo é do “presente” de grego que a coxinha Mariana Godoy entregou para a Presidenta Dilma na entrevista que fez e foi transmitida ontem na Rede TV PIG. Droga, se Eva não tivesse comido aquela maldita maçã no jardim do Éden… #ForaTemer #VoltaDilma

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Brasileiro Patriota

11 de junho de 2016 às 18h35

Boa análise fria. Os equívocos de comunicação, as perguntas “sem resposta” levantadas e a questão CENTRAL do judicialismo, atuação política do poder judiciário em todo o processo democrático são legítimas e válidas independentemente de qual viés político se tenha. As falhas apontadas são inequivocamente parte da contribuição passiva dela e do partido para o movimento ilegítimo que está acontecendo.

Ficou muito cômodo tentar continuar num “presidencialismo de coalizão” como foi definido este sistema vigente, fundamental para viabilizar Lula 1 e 2, mas altamente danoso em sua continuidade com Dilma, que não tinha que “comprar” sustentação política como Lula através destas alianças, não tinha a habilidade política para sustentar a coalizão, “gerentona” e tecnicista como é, e que falhou ao analisar o óbvio: para preservar os resultados obtidos tinha passado da hora de romper com o sistema de alianças que configurou em grande medida “o fim justifica os meios” e alcunha de secto exclusivamente corrupto no Brasil a Lula e ao PT, o que evidentemente é um absurdo por definição para quem conhece o mínimo de história do Brasil. Esta alcunha, colada em Dilma, Lula e no PT é a prova cabal da letargia e incompetência de comunicação do governo e do partido. Ou alguém vai questionar que seja difícil no Brasil contra-argumentar e provar que outros são mais macacos-velhos que você????

Esta fragilidade foi explorada e agora o legado trabalhista de 13 anos está sob júdice.

Que o governo, LEGITIMAMENTE ELEITO E MANTIDO, tenha gente sintonizada nestes pontos, para o bem da nação e de nossa democracia.

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Robadey

11 de junho de 2016 às 15h58

Que hora imprópria pra esse fogo amigo q nem é a 1a x, fica visível seu machismo aliás se vc sabe tanto como governar pq nao foi eleito presidente ? Só faltou vc criticar a Dilma por ter nascido q deve ter sido do jeito errado segundo vc.

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Giuseppe Junior

11 de junho de 2016 às 11h44

Imagino como deve ser difícil alimentar um blog em que grande parte do público é formado por “convertidos”. Uns dizem que não lerão mais o blog, alguns tentam adivinhar a motivação psicológica do jornalista, outros insistem que faltou o timing. Unindo-os, só o autoritarismo em querer ditar o que o DONO do blog pode ou não escrever. Coisa típica de radicais.
Imaginar que um blog jornalístico, ainda que “sujo”, não possa fazer crítica a qualquer tempo, principalmente quando a crítica é fundamentada e válida, é querer transformar o jornalismo em chapa branca confessa. Melhor, é não entender minimamente o que é jornalismo, confundindo-o com torcida.

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João Bosquo

11 de junho de 2016 às 10h40

Qto a questao do plano Safra/Visanet, digo: o ex-presidente Lula vai ser condenado pelo juiz Sérgio Moro pela ocultação de patrimônio, ou seja a compra do triplex e do sitio, mesmo provando que não comprou e não recebeu nenhum dinheiro ilícito. Pode escrever.

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Nonato Luz

11 de junho de 2016 às 10h09

Concordo, nao é hora de divisão e nem de lavar roupa suja. Sou Lula e sou Dilma. Ambos comenteram erros, falar fora do jogo é fácil.

Até eles sabem disso, mas como políticos tem que esconder os defeitos, é a regra de sobrevivência,

Cansamos para retirar o excesso de republicamismo do Mercadante e Cardozo, centenas de vezes pedimos a ela Franklin, Requião, Ciro e Amorim. Ela foi vitima das suas próprias virtudes.
Ser certinha demais, o Lula é pragmático, as vezes passa do ponto também.

Não acertarm uma indicação do STF e PGR, umazinha.

A direita nisso é competente. Gilmar taí, um tucano ainda enfernizando. Qual o legado de Lula e Dilma no STF? O mais legalista, e isto é incrível, é o Ministo Marco Aurélio

Uma das coisas que mais me irritou no Lula, foi quando ele demitiu, a mando do Jobim, o delegado Paulo Lacerda. Nao há como criar confiança e lealdade, na hora que mais precisa de proteção, é abandonado.

Lula é o líder, um outro só daqui 500 anos.

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    migueldorosario

    11 de junho de 2016 às 10h39

    cruzes! que baixaria hein? onde vc viu fúria no texto. faço as críticas que sempre fiz!

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      Another Day

      11 de junho de 2016 às 11h17

      CAFEZINHO FRIO. Não meu amigo. Você está sendo perverso e vingativo com os leitores do blog que não tem nada quer ver com isso, como se fosse culpa deles a divisão do bolo que deu ao cafezinho a fatia mais magra. Isso foi injusto pelo tamanho do tráfego do site. Mas ao invés de mostrar para os leitores o que estava em jogo, comparar o número de visitas mensais do site com outros e o número de likes no Facebook, você resolveu fazer pirraça. Brecou as atualizações do blog mas com isso você deixou patente uma coisa que vinha-se notando nos últimos tempos: a pequena produção de conteúdo próprio. O Cafezinho estava funcionando com uma central de blogs, postando pouquíssimo próprio e muito dos outros. Para quê preciso ler o Nassif, o Amorim, o Paulo Nogueira no Cafezinho? Posso ir muito bem lá no blog deles. Você está querendo descontar na infidelidade dos leitores que estão ajudando pouco o cafezinho. Mas deveria se perguntar onde estava no último mês de crise, e o quanto contribuiu para o site. O Cafezinho servido frio não cria adesão. Pense nisso.

      Responder

        migueldorosario

        11 de junho de 2016 às 16h13

        É sua teoria de troll… Continuo produzindo o mesmo que antes dentro das minhas limitações. E fazendo as mesmas críticas que faço há anos.

        Responder

          Another Day

          11 de junho de 2016 às 17h50

          Troll? Criticar é proibido? Bacana isso de continuar “fazendo as mesmas críticas que faço há anos”. Não deve ter percebido que a realidade mudou mas que as críticas permanecem as mesmas de antes… Tente pelo menos comprar uma tintura acajú para disfarçar os cabelos brancos das suas críticas velhas.

          migueldorosario

          11 de junho de 2016 às 18h22

          another day we talk

          Another Day

          11 de junho de 2016 às 23h00

          Sua frase é uma estratégia de fuga. Você está se escondendo na sua última trincheira. Isso pode ser até salutar se você aproveitar o recolhimento. As redes são um ambiente tóxico, com uma incrível competição que satura os fígados com metais pesados. Pense: Como o Sidney Resende obteve contratos de 1,1 milhão com a EBC e mais 390 mil, ganhando a baba de 1milhão 490 por ano? Conclua: Porque tem o carimbo Globo. A Globo que detonou o PT. Pense: E a Dilma maluca deu entrevista pra Godoy por que? Porque ela era da Globo. E ai ganhou o livro do FHC de presente. Pense: Quem escolheu quem ia receber mais tutu? A assessoria de comunicação da Dilma. Pense: Como é que o Congresso em Foco que quando a maré virou começou a detonar o pt e a Dilma foi tão bem aquinhoado? Porque foram idiotas assessores da Dilma que dividiram o bolo. E se voltarem ao poder?? Vai ser muito pior. Só tem imbecil. Agora meu amigo, você deveria ter dito isso para os seus leitores, mas preferiu ficar fazendo análise escolástica. Vacilou feio. Suje um pouco a chapa branca do Cafezinho. Vai ser mais respeitado. O Congresso em Foco fez isso e recebeu a merenda.

          migueldorosario

          12 de junho de 2016 às 14h52

          haahahah, another day, another day, que vidinha triste essa de troll hein!

Another Day

10 de junho de 2016 às 23h45

Miguel, você mirou a assessoria de comunicação de Dilma mas enganou os leitores sobre seus reais motivos para tanto. Se fosse mais sincero ninguém acharia feio não, tenho certeza que te davam razão. Mas você faltou com a sinceridade que um blogueiro tem que ter com o leitor. Na divisão da bolada para os blogs, os 8 milhões que o Temer malvado bloqueou, você magoou porque trataram você como o primo pobre e paspalhão. A divisão do bolo deu para o Brasil 247 era 2,1 milhões, Diário do Centro do Mundo, 1,1 milhão, Conversa Afiada do Amorim, 865 milhões, o Nassif, tremendo come queto, héim? embolsaria 1 milhão e 575, (814 mil da CC e do BB e mais 761 da EBC). Porra, e que osso jogaram para o Cafezinho meu? A esmola de merda de 124 mil. Eu fico lembrando da Dilma dizendo em 2014 que “Eu gosto mesmo é do site o Cafezinho”. Você escondeu o que motivou a sua fúria e tentou envernizar o seu ódio. Ninguém entendeu e fudeu de vez. Bem feito.

Responder

    George Vidipo

    11 de junho de 2016 às 09h56

    Está faltando o Tijolaço e o Viomundo. Another você tem que está mais bem informado.

    Responder

    migueldorosario

    12 de junho de 2016 às 14h53

    AHAAHAHA! Another day caprichando! Esse troll é dos bons! Pois é, o Tijolaço “se fudeu”, o Viomundo “se fudeu” também. Nem tudo é dinheiro, amigo. O Cafezinho vai bem,não precisa se preocupar não, ok?

    Responder

maria nadiê rodrigues

10 de junho de 2016 às 23h00

Voltei aqui após longas horas, depois de ver as belas manifestações, sobretudo a da Paulista, com Lula discursando, muito aplaudido por permanecer sendo o mesmo de antes, um lutador por justiça social.
E, enfim, diferente dos outros blogues, nenhuma menção às manifestações, a Lula.

Responder

Atineli

10 de junho de 2016 às 18h13

O Sr. Rosário é sem dúvida alguma um grande misógino. A entrevista de Dilma foi excelente e muito clara !! Ela não tem nenhuma “suposta” dificuldade para se expressar já que domina todas as temáticas e não fugiu de nenhuma pergunta. Parece que o problema está nos comentários cretinos do blogueiro em questão. É o único blogueiro que falou tantas asneiras em tão poucas e ridículas frases, dignas da turma do bar da esquina. Será que o pó do Aécio virou moda ? Patético ! Nunca mais consultarei esse blog medíocre, pobre, preconceituoso e machista. Alô alô Dilma, na próxima entrevista aos blogueiros esqueça desse traste do Cafezinho !! O cara não vale o tostão que embala suas abobrinhas !!

Responder

zuleica jorgensen

10 de junho de 2016 às 18h35

Eu gostei da entrevista, no geral. Começou um pouco lenta – Dilma tentando defender sua política econômica – mas se desenvolveu melhor a partir do momento em que se começou a falar de política propriamente dita. Não que tenha sido um evento capaz de mudar o rumo dos acontecimentos, mas foi adequada e certeira na véspera de manifestações programadas para todo o país.
O Miguel insiste na questão da comunicação do governo Dilma e do PT como um todo, com razão: é um dos pontos fracos há muito tempo.
Mas o jornalista se esquece de que há inúmeros outros aspectos que cercam o golpe e que demandam discussão e esclarecimento.
Aqui um debate muito bom sobre o assunto
https://www.youtube.com/watch?v=w5TGH1-JDlo

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Lucinda Sena

10 de junho de 2016 às 18h00

Primeiramente FORA TEMER!!! Mano, que texto mais INJUSTO e DESCABIDO contra a Presidente. Meu, ela sofreu um GOLPE de ESTADO!!! e a culpa ainda é dela? Independente de erros…um GOLPE sempre será um GOLPE!!! Desestabiliza um pais, desacredita as instituições e fere de morte a democracia. Parece aquele pessoal que pois a culpa do estupro coletivo na moça estuprada. Já gostei de muitas analises aqui, mas essa foi pior que os comentários da Cantanhêde ou do Pontual. Depois dessa vou pensar duas vezes antes de voltar aqui. Fui.

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Dilmar Miranda

10 de junho de 2016 às 15h42

Apenas mais uma coisa. Minha observação crítica se ateve simplesmente à entrevista. Quanto às críticas ao governo Dilma e ao Lula, no que tante à sua política de comunicação. concordo plenamente com a análise do blog. Mas isso poderia ter sido feito em um ou dois parágrafos apenas. E não ser o foco do texto, num momento importante e delicado, num dia de grande mobilização nacional, para acumular forças contra a canalha golpista. Por isso penso ter sido totalmente fora de propósito. Parece aquele personagem chato, quando todo mundo está contente com o resultado de um evento,, ele surge do nada para fazer uma crítica totalmente fora do contexto no momento, cortando o barato das pessoas. Vamos primeiro ganhar essa batalha do retorno da Dilma. Depois vamos discutir o que fazer, estabelecendo um novo pacto republicano-popular conforme ela mesma acenou na entrevista.

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    João Luiz Brandão Costa

    10 de junho de 2016 às 18h01

    Mandou bem Dilmar. O Cafezinho as vezes dá dessas. Perde-se em conjecturas no meio de uma tempestade que exige caminho claro e reto. Vou tentar responder, na minha opinião, o porque, da não entrevista antes, ou durante etc. Dilma sempre teve uma aversão enorme a se servir para objetivos pessoais, ou que pudessem ser interpretados como tal, de tudo que se assemelhasse como uso indevido de poder e fruto de fundos do erário público. Simples assim. E, é certo, críticas iriam chover se o fizesse. Sabemos no que deu. Antes assim do que se acanalhar.

    Responder

    Antonio Passos

    10 de junho de 2016 às 18h08

    Desculpe mas esse patrulhamento sim é chato. Você acha que uma crônica cheia de verdades vai “ajudar o golpe” ? Faça-me o favor. A pessoa que mais colaborou com o golpe, aliás de forma inacreditavelmente eficiente, foi Dilma. Ela fez simplesmente tudo errado. Do omelete ao inexplicável Zé, do Levy à fuga da Tv, do Janot ao “a justiça é para todos”. Todos nós estamos sofrendo e muito, com essa tortura de ver o país que LULA “criou”, sendo destruído da noite para o dia, por culpa da tacanhez de dona Dilma. Vamos lutar sim, pelo seu mandato, mas temos o direito de falar a verdade. Mesmo que seja apenas para aliviar essa dor de ver tanta luta jogada fora.

    Responder

      meuipod

      11 de junho de 2016 às 00h00

      O Lula teria se juntado a esses ladrões com os quais sempre fez acordos para garantir governabilidade. A Dilma estava lá. Ela viu o que ele fazia e quis fazer de outro jeito. Mas parece que muitos preferen o jeito “rouba mas faz” do que o jeito ” se não rouba então não deixamos fazer”. Ainda prefiro a Dilma. Lula nunca mais.

      Responder

    Atineli

    10 de junho de 2016 às 18h23

    Deve ser alguma droga brava !! É muito burro e medíocre mesmo !!!

    Responder

Dilmar Miranda

10 de junho de 2016 às 15h29

Quem assina esse texto acima? Depois de lê-lo tive a impressão que assisti a outra entrevista. Eu e várias pessoas com quem tenho conversado ou então têm postado comentários no face. Percebi, como tantas outras pessoas, exatamente o contrário. Dilma estava segura, serena e tranquila. Sim, uma ou outra vez gaguejou, usou de análises técnicas na primeira parte da entrevista (primeira meia hora) que, efetivamente foi meio que chato. Mas quando começa a analisar o golpe, ela vai na veia. Fala das lambanças do governo temer, explica a necessidade de um novo pacto republicano no presidencialismo, mas, sobretudo, quando entra no tema da política externa do medíocre e imbecil do serra, ela foi demolidora. E marcou um gol de placa quando, usando um sorriso maroto, no canto da boca, disse que sabia o que era HSA. Com isso, fez uma síntese das lambanças do governo temer, que é preciso lavar e enxaguar para começar quase tudo de novo.

Responder

C.Pimenta

10 de junho de 2016 às 15h02

Revi minha posição e já acho que os movimentos sociais deveriam apoiar o
plebiscito por duas razões: a primeira é que se tornou mais importante
apear os corruptos selvagens que tomaram o Poder de assalto ilegalmente;
a segunda é porquê no plebiscito pretendo votar NÃO a novas eleições e
fazer intensa campanha para que a Presidenta Dilma exerça o mandato que
lhe foi conferido nas eleições de 2014 para durar até 2018. Ou seja, o
plebiscito não impede que continuemos a defender o mandato legítimo de
Dilma. Qualquer governante pode ter altos e baixo, é só ler a mídia
internacional e ver os índices de aprovação de presidentes como o dos
EUA e da França, entre outros, mas em nenhum desses países estão
querendo depor seus presidentes legítimos por causa de impopularidade,
que pode ser momentânea.

PS – Precisamos ter cuidado com as consequências do ressentimento.

Responder

Alexandre

10 de junho de 2016 às 13h58

…texto verborragico, difuso(em cima do muro?)e pra emendar, prolixo…rasteiro? Ou seria a Hipocrisia a causa da Dicotomia?

Responder

Claudia Nogueira

10 de junho de 2016 às 14h55

Não acho que seria possível ela alterar a situação com presença maior na mídia, porque foi feita toda uma campanha pela oposição e grande mídia para satanizar o PT, o LUla e a Dilma, e a popularidade dela estava péssima. Não adiantaria quaisquer esforços, uma vez que a população não estava disposta a ouvir, havia um descrédito gigantesco em relação a tudo que ela afirmasse ou defendesse, sem esquecer dos xingamentos ocorridos por um estádio em peso, na época da Copa. Só a população vendo o que havia por trás de toda essa conspiração que foi capaz de enfraquecer essa cadeia de ódio cego por ela e pelo PT e mesmo assim há ainda muita resistência.

Responder

Another Day

10 de junho de 2016 às 13h07

Você quer ser o maquiador da presidente Miguel? Vai em
frente. Se você acha que a merda toda que é governo Dilma pode ser resolvido
com boa assessoria de imprensa tá maluco. Procure um alienista! Dilma traiu
seus eleitores colocando a ruralista na sala dela e também o Levy, o homem dos
bancos. É isso que você quer ajudar a
gente a engolir?? Você escreveu em 2014 que “A gente entende o jogo e sabe que,
na economia, sobretudo no primeiro ano de governo, poderão haver alguns
recuos estratégicos, com vistas a avanços maiores em seguida”. Ahahaha Entende
mesmo???

Responder

Hermano

10 de junho de 2016 às 13h53

Você quer ser o maquiador da presidente Miguel? Vai em
frente. Se você acha que a merda toda que é o governo Dilma pode ser resolvido
com boa assessoria de imprensa está maluco. Procure um alienista! Dilma traiu
seus eleitorado de 54 milhões de brasileiros. Ela colocou a Kátia Abreu, uma ruralista no governo e também o Levy, o homem dos bancos, para depenar os trabalhadores no galinheiro. É isso que você quer ajudar a gente a engolir??

Responder

Sérgio Rodrigues

10 de junho de 2016 às 12h44

Milagre do povo, meu caro!…

Responder

mello

10 de junho de 2016 às 12h33

Os new golpistas estão afirmando que Dilma falou e plebiscito paranovas eleições. Falso . Ela falou nele para a reforma política. Ela quer cumprir o mandatovpara o qual foi eleita democraticamente. Ela quer defenderva Democracia, sem casuísmos, renúncia ou auto-golpe. Seus eleitores também.

Responder

Nelson Mucio Moreno Quintanilh

10 de junho de 2016 às 11h54

A análise foi boa, é uma verdade de fato e todos já sabemos disso, mas… essa não é a melhor hora para discutir esse assunto, a poeira está alta e a maré agitada, devemos aprender alguma coisa com a direita, esse pecado eles não cometem jamais, uma matéria como essa é combustível, nitroglicerina pura para a direita. Blogs progressistas devem escolher melhor a hora de fazer uma critica, mesmo que construtiva, deixa a maré se acalmar e a poeira abaixar primeiro, enquanto isso faz uma notinha de rodapé.

Responder

    Soso

    10 de junho de 2016 às 14h18

    Concordo totalmente. Momento inoportuno para blogs progressistas começarem a criticar.

    Responder

Ana Paula Mendrone

10 de junho de 2016 às 11h52

Eu concordo, com ressalvas… ela até explicou quanto tempo ficou perdendo com as babaquices do PSDB e afins… mas realmente, ela deveria ter aparecido mais e não permitido essa lambança que fizeram com seu nome…

Responder

rogeriobezerra

10 de junho de 2016 às 10h59

Desisto. O texto é injusto e não aceito injustiça venha de onde vier. Só um lembrete. NUNCA HOUVE UMA AÇÃO TÃO GRANDE ARTICULADA E DESCARADA CONTRA UM PRESIDENTE COMO CONTRA DILMA. MILITARES, TODO O JUDICIÁRIO, CONGRESSO, ESTADOS UNIDOS, ISRAEL, TODOS EMPRESÁRIOS NACIONAIS, TODAS AS MULTINACIONAIS, TODA A IMPRENSA DO JABACULÊ. Com paciência e firmeza inacreditáveis ela expor toda essa conspiração. Desmascarou todos! Só ela conseguiria isso. E é por Ela e pela Democracia que, neste dia gelado em Florianópolis, estaremos na Praça Tancredo Neves. FORA TEMER!!!!

Responder

Alex Abreu

10 de junho de 2016 às 10h51

Eu não gostei foi desta análise, bem rançosa por sinal. Dilma foi ótima, uma de suas melhores entrevistas, super esclarecedora, ajudou a firmá-la como grande estadista que é. Se os outros são golpistas, anti-éticos, canalhas e vis o problema é deles, irão direto para o lixo da História. Já Dilma desde já tem um nobre lugar reservado para ela. Avante guerreira! Tamo junto!

Responder

Pedro Pereira

10 de junho de 2016 às 10h49

Totalmente válida a crítica do miguel, como sempre: séria, inteligente e construtiva.

Responder

cousinelizabeth

10 de junho de 2016 às 10h47

Miguel, tenho experiência pessoal, profissional, que me permite afirmar o seguinte: Dilma Roussef dá um valor exagerado à mídia grande. Ela nunca teve, desde ministra e responsável pelo PAC, o menor interesse em falar com veículos de mídia técnica/setorial que aliás sempre deram respaldo às iniciativas positivas dos governos petistas, preferindo reservar sua agenda para falar com a Globo, Valor, FSP, Estadão, etc. Isso é fato. Então é uma formação equivocada de comunicação, dela ou de seus assessores, que PRECISA mudar urgente. Resumo da ópera: passado o furacão do golpe, de preferência com os golpistas derrotados e enxotados do Planalto, deveremos ter assunto para vários doutorados em comunicação. Por enquanto, prefiro curtir o conteúdo da entrevista da presidenta Dilma Roussef ao Nassif, que achei perfeita.

Responder

    Jst

    10 de junho de 2016 às 12h08

    Os golpistas não serão derrotados, infelizmente.
    Concordo com o Miguel no fato do governo Dilma NUNCA ter se preocupado em falar com a população e permitir que a globo fizesse a narrativa que quisesse sem um contraponto.
    O resultado está aí. Na cidade onde moro(não o ditador das araucárias) até beneficiários do minha casa minha vida metem o pau na Dilma e afirmam que ela e o Lula são ladrões e tem de ser presos.
    Canso de ver aquelas pessoas mais pobres, muitas beneficiárias diretas dos programas sociais criados pelo PT metendo o pau no PT e seus líderes.
    Isto é o resultado do tal controle remoto. Dilma, onde só há uma opção ou as opções são todas iguais o controle remoto não funciona.

    Responder

      cousinelizabeth

      10 de junho de 2016 às 13h55

      Lamento concordar com você. Será muito difícil derrotar o golpe. Seja como for, estou indo para a av. Paulista agora, encontrar o Lula e o pessoal da Frente Brasil Popular na manifestação. Tudo o que nos resta é lutar para tentar manter a mobilização da militância e esperar que a miséria futura (breve) ensine essas pessoas que você menciona a valorizar o que conseguiram durante os governos PT e que agora irão perder.

      Responder

rogeriobezerra

10 de junho de 2016 às 10h47

Até os segundo parágrafo só crítica inválida. Escrevi para a TV Brasil em 2012 sobre o fato da cobertura do “mentirão” usar os mesmos termos da globo. Uma vergonha. Depois escrevi mais de 5 outras mensagens e eles c…e andaram… Escrevi outra vez em março ( provavelmente outros o fizeram também) e só em março mudaram a linha de copiar tudo que a golpista globo fazia. Eles foram medíocres e levianos. Sabemos que 90% ou mais dos funcionários públicos eram contra o PT. Essa gente esqueceu os anos do vírus fhc. Nem Cristo faria a TV Brasil fazer uma cobertura decente e honesta dos fatos ocorridos no Brasil. Bem, agora voltarei a ler o texto Fernando!

Responder

Rogério Maestri

10 de junho de 2016 às 10h29

Paulo, simples, não foi o Miguel que fez os programas, logo agora vem a inveja.
Parece até brincadeira, mas tem gente que quando não consegue subir, tenta puxar os outros para baixo.

Responder

Tales

10 de junho de 2016 às 10h26

vendo alguns comentários percebemos que o problema da dificuldade de interpretação de textos é realmente sério…

Responder

Rogério Maestri

10 de junho de 2016 às 10h06

O Cafezinho vem virando chazinho!
Parece que o Miguel Rosário perdeu o rumo. Os fatos continuam se sucedendo e o mais importante para ele é que Dilma não dava entrevistas e agora está falando bastante. Não seria porque ela tem mais tempo agora?
A entrevista foi boa pois o entrevistador foi bom, e talvez isto que esteja dando raiva ao Miguel, Nassif perguntou tudo o que deveria perguntar numa sequência lógica, e o mais interessante ele fez perguntas sobre os fatos que não sabia, não foram perguntas para melhorar ou piorar a imagem de Dilma, mas para esclarecer quem tinha dúvidas.
Vamos deixar bem claro, que nem a frase no para-choque de caminhão.
A INVEJA É UMA MERD@

Responder

Sandra Neves de Andrade

10 de junho de 2016 às 10h03

Concordo com a reflexão sobre a Dilma e a mídia, mas gostei da entrevista. Não é hora de massacra-la e sim fortalece-la para a recuperação da democracia no país.

Responder

maria nadiê rodrigues

10 de junho de 2016 às 09h59

Muito antes das pautas-bombas, e outros ataques mais cruéis contra a Presidenta, li matérias de Lula estimulando a amiga a se explicar via rede nacional, também pra que ela se aproximasse mais das classes sociais que a elegeram. Senão diretamente, mas Lula também parecia se definir como contrário ao ministro da justiça, que Dilma insistiu em mantê-lo.
O mal já foi feita, e são favas contadas.
Independente dos erros de Dilma, há acertos morais, inclusive, incontestáveis, como ela não ter feito o que ora Temer estar a fazer, gratificando classes, aumentando sua margem de recursos, ou cedendo a apelos de canalhas como Cunha, mesmo sabendo estar lidando com um escorpião.
O mais importante da entrevista está na serenidade da entrevistada ao dar suas respostas. Quem tem a consciência tranquila não tergiversa, fala o que sente, e sobre o que de fato fez, ou até o que deixou de fazer. Isto não é pra qualquer um. A maior parte dos homens públicos, com rabos presos, não consegue exprimir-se sem evasivas.
A luta ainda está em campo, e a esperança é a última que morre.

Responder

maralucyneto

10 de junho de 2016 às 09h54

O que eu acho é que começou uma PIRRAÇA que esvaziou o cafezinho ontem querendo fazer os leitores pagarem o preço desse revertério todo. Não atualizou o dia inteiro e hoje está repetindo a amarga dose. É dose, né? Tem que ser homem e enfrentar de cabeça erguida esse cortezinho de merda de uma merreca. E não aceitar ser feito de idiota recebendo 124 mil enquanto o Diário do Centro do mundo que tem só 200 mil likes no site recebe 1 milhão e 100 mil, ou seja 10 x mais. Essa finta de assessor de imprensa de Dilma pode esquecer ou então vai sonhando.

Responder

João Ostral

10 de junho de 2016 às 09h38

O republicanismo das esquerdas na verdade é ingenuidade política, a luta pela democracia deve ser constante e acirrada em todas as frentes, com enfase em comunicação. A direita tem muita munição e esta munição tem que ser democratizada, tirar de cena o oligopólio midiático é uma estratégia definitiva nesta batalha.

Responder

    Rogério Maestri

    10 de junho de 2016 às 10h13

    Se não fosse o republicanismo, o que sugeriria?
    Golpismo?

    Responder

      João Ostral

      10 de junho de 2016 às 10h15

      Republicanismo não ingenuo.

      Responder

        Rogério Maestri

        10 de junho de 2016 às 10h25

        Tá bom, dê-me um exemplo!
        É fácil, quando se está atrás de um teclado só fazendo comentários que já são verdadeiros chavões, mas ninguém diz como seria esta espécie de republicanismo não ingênuo.

        Responder

          João Ostral

          10 de junho de 2016 às 10h33

          Ta certo me pegou. Sou muito mais ingenuo e tacanho que qualquer politico ou qualquer comentarista. O fácil e que depois do acontecido, as coisas ficam mais claras, as estratégias tem que mudar a partir das nossa constatações e a luta tem que se estabelecer com estes novos panoramas. Lutar para ter nossa democracia com todas as armas que temos sempre, sem trégua. O PT se descuidou das forças que vieram para cima deles e do governo, tanto se descuidou que tá ai o Golpe.

          Rogério Maestri

          10 de junho de 2016 às 10h53

          Meu caro amigo, este bordão do republicanismo do governo Dilma já está em demasia. Todos falavam contra (eu nunca) e caiam de pau na cabeça do ministro da justiça, como ele fosse um abobado decorativo.
          Na defesa de Dilma ele está mostrando o seu valor, mas imagina se há seis meses ele tentasse enquadrar a polícia federal e o ministério público!
          Dilma hoje em dia tem mais capacidade de reagir do que há seis meses, simplesmente porque houve mobilização popular e a esquerda e deamis democratas na perspectiva de um golpe que já começou pesado e provavelmente ficará pior acordou do sono Sebastianista do governo Lula e passou a lutar.
          Em 2013 Dilma propôs o que deveria ter sido aceito por todas as forças populares, porém todos que davam apoio as manifestações, ficaram quietos e a própria direita fez tudo para que elas acabassem.
          Faltou PROTAGONISMO NOS GOVERNOS DO PT, ficou todo mundo em casa satisfeitos com que era feito e nem ações que independiam de recursos ninguém propôs nada, estavam todos amortecidos, precisou a água bater na B…@ para todos começarem a reagir.

          Wilsoleaks Alves

          10 de junho de 2016 às 15h52

          Rogério MAESTRO. Estou acompanhando os comentários. Abração.

          cousinelizabeth

          10 de junho de 2016 às 10h52

          Luta de classes, meu caro. É disso que se trata. E exige cuidar muito bem de um esforço de Agitação e Propaganda. Conhece? já ouviu falar? vamos deixar de lero-lero comunicativo bonitinho e de republicanismos inocentes criados para agradar à social democracia. Em luta de classes, quem não avança é atropelado pelo outro lado. Exatamente o que estamos vivendo.

          Jst

          10 de junho de 2016 às 12h10

          Penso que seria agir como os golpistas. Coloco quem quero onde quero desde que defendam o governo.

      João Ostral

      10 de junho de 2016 às 11h31

      Republicanismo não ingenuo : “tirar de cena o oligopólio midiático”

      Responder

Norberto Bonini

10 de junho de 2016 às 09h29

Concordo com a análise feita. Impressionante como Dilma – e Lula também – não conseguem fazer mea culpa. Parecem não ser sujeitos da ação e adotam uma discurso fatalista. A blogosfera há anos sinaliza a plenos pulmões que algo estava sendo tramado e o pt no executivo se comportou como um híbrido de Poliana Moça meio sequelada + Policarpo Quaresma + Jeca Tatu….agora Inês é morta, infelizmente…já era.

Responder

João Ostral

10 de junho de 2016 às 09h28

A tomada de poder nesta primeira hora pelo PMDB e parte do PSDB (politica econômica), e a implosão do governo Temer fazem parte da estratégia do GOLPE. O Temer mesmo capenga deverá ser preservado até inicio de 2017, quando defenestrado pelo TSE (Gilmar Mendes) dará abertura para eleições indiretas, ai sim, entra o PSDB ( partido preferido dos Golpistas) em cena com todas as fichas e faz o verdadeiro e duradouro jogo rolar. Cada movimento está planejado por estrategistas de primeira, que não são os políticos brasileiros de direita, os quais são uma sumidade somente em mal-caratismo. O que o comentarista aqui coloca é a falta de estratégia da esquerda e principalmente da Dilma em todos os flancos. Permitiu o golpe que ai está.

Responder

    Rogério Maestri

    10 de junho de 2016 às 12h05

    Este golpe não tem um programa pré-determinado, isto é a verdade que ninguém quer reconhecer, foi um mutirão do tipo daqueles que são feitos para carregar um armário pesado, onde todos gritam “op-op-op” e o armário termina caindo no pé de quem transporta.
    São muitos os atores, é como uma ópera que tem umas dez prima-donas querendo cada uma cantar mais alto do que outra. O que dá isto? Merd@.
    Me desculpe, mas a direita brasileira é burra e não entende nada de estratégia. Agiram como se chama numa batalha com “fogo de saturação”, o próprio Miguel escreve um post http://www.tijolaco.com.br/blog/como-politica-virou-guerra-e-bom-saber-o-que-e-fogo-de-saturacao/ em que ele descreve parcialmente o que é um fogo de saturação, mas erra numa coisa importante. Que fogo de saturação não tem mira e atira numa região. Se por acaso tem algum dos aliados aos atiradores na região ele é atingido pelo que se chama “fogo amigo”.
    O que fizeram, começaram a escrever qualquer coisa, não definiram perfeitamente os alvos, e acertaram também nos amigos.
    Agora estão sofrendo as consequências!

    Responder

Marcia

10 de junho de 2016 às 09h05

A partir de hoje eu não acesso mais o blog cafezinho, só por causa desta reportagem. Um absurdo os comentários deste jornalista, em um momento de mobilização como esse . Para mim o Cafezinho mudou de lado. Assisti a entrevista e me surpreendi com o conhecimento que a Presidenta Dilma tem de todos os aspectos da economia, explicando suas atitudes em determinados momentos e os efeitos causados na economia, para mim caiu por terra a imagem que tentam passar dela de uma pessoa incompetente, bem diferente do atual presidente interino que visívelmente não sabe nem para onde vai. Ela falou também da crise politica, passo a passo e a meu entender não tinha muito o que fazer, com Cunha conspirando no Congresso. Foi falado também de uma Comissão Republicana, que eu nunca ouvi falar e vou pesquisar mais sobre o assunto. Depois desta entrevista, acho que a Dilma merece sim uma segunda chance.
HOJE É FORA TEMER! E ADEUS CAFEZINHO!

Responder

    Atineli

    10 de junho de 2016 às 18h22

    Estou contigo. Já não era um dos meus blogs sujos preferidos mas depois dessa baixaria e lambança babaca, ADEUS CAFEZINHO ! #CafezinhoParaOsTrouxas.

    #VoltaDilma e nunca mais fale com o cafezinho, este virou água suja, nada mais !!

    Responder

Avelino Oliveira

10 de junho de 2016 às 08h49

Oi Miguel
Nunca assisti a TV Brasil e também as demais.
O que a Dilma respondeu, os blogues ditos sujos, malham direto, e se saiu bem.
Temer está desmontando o Estado, que estava sendo montado para o povo, em passos lento a montagem, e em passos largos a desmontagem, um Papa Léguas.
Realmente, ela tem que usar mais os meios de comunicação.
Tem que mostrar obras, os projetos as organizações sociais, os apoios e os do contra.
Lava Jato é fantástico, pois conseguiu seu objetivo, desmontou o PT e construiu as bases do golpe.

Saudações

Responder

Jonathan Gonçalves

10 de junho de 2016 às 08h48

Eu não achei a entrevista tão ruim assim. Só isso.

Responder

Paulo

10 de junho de 2016 às 09h12

A TV Brasil tinha sim um programa de debate/entrevista muito bom chamado “Espaço Público” (além de outros, como o “Brasilianas.org” do próprio Nassif, o “Palavras Cruzadas” e o “Observatório da Imprensa”), que foi retirado do ar junto com a demissão pelos golpistas do apresentador, Paulo Moreira Leite. Neste programa, vários ministros do governo Dilma foram entrevistados desde 2014, ao contrário do que você diz no texto..

Responder

Iara Pinheiro

10 de junho de 2016 às 08h09

Então você aprova tudo que Temer faz???

Responder

    Iara Pinheiro

    10 de junho de 2016 às 08h12

    Você O Cafezinho, aprova as arbitraridades e a repressão de Temer? Fala sério, tô pasma…

    Responder

      Cesar Saldanha

      10 de junho de 2016 às 09h51

      Não é isso, ele está só reclamando é inercia de tomar decisão tardia.

      Responder

        Rogério Maestri

        10 de junho de 2016 às 10h11

        Sinceramente, como o texto é povoado de bobagens que não tem sentido na conjuntura atual, só vejo uma coisa.
        INVEJA DA QUALIDADE DA ENTREVISTA DO NASSIF.
        Sentimentos menores? Sim, mas como diz no para-choque do caminhão.
        A INVEJA É UMA MERD@

        Responder

        cousinelizabeth

        10 de junho de 2016 às 11h00

        Sim, mas não é hora de reclamar ou de fazer “crítica construtiva” para o futuro. Ele está, com esse post, colocando em dúvida a capacidade de Dilma adotar uma estratégia melhor de comunicação caso o golpe seja derrotado, o que é péssimo para a luta anti-golpe. Não é a primeira vez que o Miguel, com textos de ótima qualidade porém de oportunidade duvidosa, acaba cevando o lado adversário.A entrevista foi excelente e a hora é de ressaltar seu conteúdo em vez de questionar o timing.

        Responder

    Giuseppe Junior

    10 de junho de 2016 às 09h29

    Pelo amor de Deus, que tem a ver sua pergunta com a excelente análise crítica do Miguel? A grosso modo, é como se, a partir de sua pergunta, eu perguntasse: “Então você aprova tudo que a Dilma fez?” ou, pior, “Então vc é contra a liberdade de expressão?” Não é por aí. Tô pasmo.

    Responder

Luciano Henzel

10 de junho de 2016 às 08h09

Sinto muito em discordar da afirmação de que a entrevista não foi boa e que Dilma não tenha se saído bem nela. Ao contrário do que afirma o jornalista aqui, a opinião maciça de quem assistiu foi que ela estava esplêndida e foi a melhor que ela já concedeu. Infelizmente eu não pude assistir, mas os poucos trechos da entrevista que assisti, mostraram uma presidente muito afinada com a mídia que a entrevistou, muito à vontade e lúcida. Quem assistiu, exceto o jornalista que escreve nesta matéria, foram e estão sendo unânimes em afirmar que foi espetacular. Gostaria de saber qual é a dor de cotovelo do jornalista que escreve esta matéria. Falar mal de Dilma, já há quem o faça nesta direita fascista e doentia.

Responder

    cousinelizabeth

    10 de junho de 2016 às 11h03

    Luciano, a entrevista foi excelente e extremamente oportuna! O Nassif escolheu as perguntas certas e soube ouvir as respostas, o que é ainda melhor. O Miguel não criticou a entrevista, apenas duvida da capacidade de Dilma ter uma estratégia de comunicação melhor no futuro, caso volte ao governo. Embora eu também critique as estratégias dela até agora, NÃO acho que seja o momento de fazer críticas desse tipo. Deixemos isso para depois que derrotarmos o golpe.

    Responder

Iara Pinheiro

10 de junho de 2016 às 08h06

Ficou muiito claro que você nunca viu a TV Brasil…

Responder

Robson Lopes

10 de junho de 2016 às 07h20

Tem um conselho muito legal que diz, nunca faça nada ou escreva quando estiver com raiva, espere ela passar.

Responder

    marlene

    10 de junho de 2016 às 07h51

    Boa.

    Responder

    Alexandre Moreira

    10 de junho de 2016 às 11h17

    Foi no ponto. Antes que me esqueça, a entrevista foi ótima e #ForaTemer

    Responder

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