Análise da reunião ministerial de Bolsonaro

Em nota divulgada a governos estrangeiros, Janot confessa: objetivo da PGR é destruir a Odebrecht no mundo inteiro

Por Miguel do Rosário

30 de maio de 2017 : 10h45

Na justificativa que enviou a governos estrangeiros, para justificar o sigilo das provas referentes à colaboração premiada da Odebrecht, o procurador-geral da Republica, Rodrigo Janot, abriu o jogo: o objetivo da PGR é ajudar a destruir a maior empresa brasileira de engenharia no mundo inteiro. Com esse objetivo, a PGR fará tudo que for necessário.

Enquanto o mundo inteiro faz guerra para defender os interesses de suas empresas, a nossa PGR torra o nosso dinheiro público para ajudar o mundo a destruir as nossas próprias empresas.

Em Davos, Janot disse que a Lava Jato é “pró-mercado”. Sim, pode até ser, mas no sentido de que, ao destruir as empresas brasileiras, aqui e lá fora, a PGR ajudou grupos de construção civil do mundo inteiro a se livrar de um perigoso concorrente, a Odebrecht.

A atuação do PGR explica a reação desesperada dos donos da JBS, os irmãos Batistas. O Estado brasileiro perdeu qualquer sentido de responsabilidade sobre a segurança econômica do país. Nada mais importa a não ser subsidiar a mídia com um novo espetáculo, não importa o grau de destruição que isso possa acarretar para a economia brasileira.

Os grandes empresários brasileiros do setor de produção, como os Batista, estão dispostos a tudo para tirar seus negócios do Brasil e não serem presos, mesmo que, para isso, tenham que se submeter às exigências da PGR, de servirem de “iscas” contra contra o presidente da república e senadores, além de fazerem as delações que interessam aos procuradores.

No Brasil, apenas barões da mídia e banqueiros estão à salvo.

O que é realmente chocante é o grau de ilegalidade e falta de compromisso nacional do sistema de justiça brasileiro: é evidente que nenhum acordo internacional pode ser fechado não apenas sem monitoramento constante do Ministério da Justiça, autorização do legislativo e um mínimo de debate junto à sociedade civil organizada.

O que os empresários brasileiros acham disso, por exemplo?

Aqui virou bagunça. A Lava Jato tem feito acordos constantes com o Departamento de Justiça dos EUA, e com MPs de diversos países. E sempre visando prejudicar as empresas brasileiras.

Há um ponto essencial nessa história: os ministérios públicos do mundo inteiro são estritamente submetidos a seus respetivos governos, os quais estão se deliciando pela oportunidade grátis de destruir a Odebrecht e prestar serviço às suas empresas locais de engenharia. O Ministério Público brasileiro é uma jabuticaba: não responde ao governo, apenas às empresas privadas e familiares de mídia.

Um coxinha podeira rebater que a Odebrecht é corrupta então é preciso destruí-la no Brasil e no mundo… Ora, mas então não sobraria nenhuma empresa no mundo. Corrupção se combate com inteligência, sem destruir o patrimônio acumulado das empresas nacionais. A Odebrecht tinha consolidado negócios no mundo inteiro. Destruir isso é de uma estupidez que flerta diretamente com traição ao interesses nacionais.

É realmente incrível que a PGR tenha orgulho de trair o mais importantes e estratégicos interesses econômicos nacionais!

***

No site da PGR

PGR pede sigilo de provas da Odebrecht para preservar investigações em outros países

A partir de 1º de junho, a PGR vai compartilhar as informações com os países que enviaram pedidos de cooperação internacional sobre o caso

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ofício-circular aos chefes dos Ministérios Públicos dos países que conduzem investigações relacionadas à Odebrecht para informar que solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a manutenção do sigilo em relação a todas as provas que constam dos acordos de colaboração premiada firmados pela empreiteira. A partir do dia 1º de junho, a Procuradoria-Geral da República vai compartilhar as informações com os países que enviaram pedidos de cooperação internacional.

No pedido feito ao STF, Rodrigo Janot explica que a permanência do sigilo se justifica em razão do possível interesse das autoridades estrangeiras na adoção de medidas investigatórias relativas aos fatos reportados pelos colaboradores que podem ser prejudicadas se houver publicidade do material antes que seja possível encaminhá-lo às autoridades.

Os pedidos de cooperação recebidos pelo Brasil só podem ser cumpridos após o fim do prazo previsto na cláusula contratual de sigilo do caso Odebrecht, que tem vigência por seis meses, a partir de 1º de dezembro de 2016, quando os acordos foram assinados. Para Janot, o fim desse prazo não retira, automaticamente, a necessidade do sigilo das informações, notadamente daquelas que deverão ser remetidas para o exterior mediante cooperação internacional.

A solicitação formal e expressa ao STF foi feita nos termos da UNCAC (denominada também Convenção de Mérida), que prevê que “o Estado Parte requerente poderá exigir que o Estado Parte requerido mantenha sigilo acerca da existência e do conteúdo da solicitação, salvo na medida necessária para dar-lhe cumprimento. Se o Estado Parte requerido não pode manter esse sigilo, terá de fazer o Estado parte requerente sabê-lo de imediato”.

O PGR enviou ofício-circular aos Ministérios Públicos ou Fiscalías da Argentina, Chile, Colômbia, Equador, México, Panamá, Peru, Portugal e Venezuela (veja a íntegra do documento).

A Secretaria de Cooperação Internacional coordenará as respostas brasileiras aos pedidos estrangeiros. Segundo o secretário de cooperação internacional, Vladimir Aras, é importante que os Ministérios Públicos estrangeiros designem um interlocutor para o caso Lava Jato para os contatos com a SCI.

Reunião – Em 20 de fevereiro deste ano, os procuradores-gerais de dez países que conduzem investigações relacionadas à Odebrecht estiveram em reunião realizada no Memorial do Ministério Público Federal, em Brasília. Como resultado do encontro, foi firmada a Declaração de Brasília sobre a Cooperação Jurídica Internacional contra a Corrupção (leia a íntegra).

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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36 comentários

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Marcos Pinto Basto

31 de maio de 2017 às 23h45

Não restam dúvidas que Rodrigo Janot, Sérgio Moro e Dalton Dellagnol prestam valioso serviço aos interesses ianques ao prejudicarem ou mesmo desmantelarem a Petrobras e grandes empreiteiras como a Odebretch. São traidores da Pátria com a agravante que são funcionários públicos. Estranho que nenhuma alta autoridade brasileira se tenha insurgido contra a atuação destes Traidores que deixam rastos de destruição por onde passam. São atrevidos ao ponto de prenderem e condenarem a mais de 40 anos de prisão o Vice Almirante Othon Luis Pinheiro da Silva, grande cientista agraciado com as mais altas condecorações pelos altos serviços prestados à Nação. Cometeram um grande atropelo da lei que nenhuma alta autoridade militar contestou. Todos ficaram calados! Porquê? Será que o bando de Traidores da Pátria é maior do que imaginamos.

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Oswaldo

31 de maio de 2017 às 18h53

Difícil mesmo é viver num país em que você tem de escolher conviver com a corrupção fazer vista grossa para proteger parques industriais ou de construção que foram criados ou geridos pór uma prática nociva que no final perpetuará a corrupção pois senão a economia e as empresas criadas em cima desse método perverso do toma lá dá cá tudo e justificável para a saúde das empresas permaneça pois eu discordo se não for feito isso agora quando será quando nos tornaremos realmente competitivos e devemos pensar será que alguém obrigou essas empresas a pagar propina não então escolha delas pagar ou não é quem não pagou e não recebeu nenhuma vantagem será que foi uma concorrência leal para os demais que participaram e não tiveram vantagem em suma vale tudo para culpar alguém pela situação que as empresas e políticos se encontram menos os agentes que criaram tudo isso por Deus acordem e vejam que as esquerdas acabaram no país graças a elas mesmo vai ser difícil voltarem ao poder após essa bandalheira criada e gerida pelas empresas e políticos que essas matérias tentam defender chega de mentiras quem está na lama entrou porque quis agora aguentem todos inclusive os inocentes .

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Claudomiro Pontani

31 de maio de 2017 às 18h50

Na verdade não sabemos o jogo que está sendo jogado porque todos esses: moro; janot; PSDB PMDB do peças do jogo.

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Stela Pinheiro

31 de maio de 2017 às 15h01

Esse povo e tão tapado que nem questiona ja vai dando credito a qualquer montagem que apareçe desde que não agrida os vermelhos o que apareçe é tudo vardade não me façam rir

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Elpidio Pereira

31 de maio de 2017 às 14h48

ESTÃO BRINCANDO

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Mário Persona

31 de maio de 2017 às 11h39

Ah, tá, lá fora as empresas são preservadas é? Ouvi falar em Enron, Worldcom, Arthur Andersen etc.? Procure se informar.

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José Cícero do Nascimento

31 de maio de 2017 às 08h40

Diante de tantas evidências de crimes financeiros e de organizações criminosas que visam o enriquecimento ilícito e a depredação da saúde, educação, segurança, etc. Dá pra desconfiar de quem sai em defesa dessa bando de ladrões e corruptos. Os agentes públicos são a lenha que alimenta o fogo da corrupção e as empresas são a gasolina que não deixam esse fogo apagar.

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Rui Guimarães

31 de maio de 2017 às 11h18

Tá errado esse objetivo. Prender os culpados por atos ilícitos relacionados a esfera federal, seria mais republicano.

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Nazareth Nazareth Amaral

31 de maio de 2017 às 10h21

Mentira? E só juntar os pontinhos….

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Evaristo

30 de maio de 2017 às 23h30

Destruir quadrilhas de criminosos nunca será errado. Se um país de merda depende de quadrilhas para se representar, que seja também destruído para se reerguer livre de bandidos saqueadores.

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Mario Washington Wallace Fajardo

31 de maio de 2017 às 00h58

As histórias hilárias que inventa o Cafezinho são impagáveis. Sempre encontra alguns alienados que o festejam, como essa aqui embaixo…

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Wanderley Ignacio da Silva

30 de maio de 2017 às 22h45

Canalha …

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Wilson Conceicao

30 de maio de 2017 às 22h32

Janot

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Cleone Colares Campos

30 de maio de 2017 às 22h00

Mais por que? Não deram propina pra ele, sacanagem isso não?!!

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bruno clemente domingos

30 de maio de 2017 às 18h49

Não da para entender alguém defender empresas que enricaram que brando a Petrobras,fundo de pensão e sangrando o BNDS. Meu Deus o que que é isso !
Me de motivo para acreditar no que leio

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Penha Lagoa

30 de maio de 2017 às 18h52

É a maior estupidez cometida por autoridades à um país, usando o combate à corrupção destroem a economia nacional e todas as grandes empresas de nível internacional do país, fica a impressão que tudo isto favorece as multinacionais estrangeiras que irão ocupar o espaço das nacionais, ATÉ GUANDO

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Lobo

30 de maio de 2017 às 15h52

Alta Traição! O que mais precisa fazer esse imundo e nojento “procurador”, para povo entender que Janot é traidor?

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Maria Aparecida Lacerda Jubé

30 de maio de 2017 às 15h09

Quando Janot mandou fazer essa tabuleta de imbecil, para exibir, deveria ter mandado escrever: JANOT VC É A ESPERANÇA DAS POTÊNCIAS ESTRANGEIRA DE DESTRUIR O BRASIL.

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Jane Tostes

30 de maio de 2017 às 17h48

Absurdo. E o grande número de empregos e que elas geram? São milhares de famílias brasileiras prejudicadas. Que as pessoas sejam punidas, presas, devolvam o dinheiro e paguem multas mas destruir a empresa não. O estado se quiser tem poder e condições para criar mecanismos que podem minimizar a corrupção. É bom lembrar que quando existe corrupção temos dois lados. O que corrompe e o que se deixa corromper . Nada disso teria acontecido se não tivesse o outro lado que nesse caso é o próprio estado através daqueles que se dizem representantes do povo. Com esses sim, temos que aplicar punição exemplar. Mas parece que não é o que vai acontecer.

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Dedma Guimarães

30 de maio de 2017 às 16h37

Da nojo!!!! Deus de a ele em dobro tudo que esta fazendo aos outros e ao pais inteiro!!!

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Messias Franca de Macedo

30 de maio de 2017 às 13h30

BOMBA ANUNCIADA!

***

Fernando Morais revela detalhes de reunião entre tucanos e Temer para montar novo golpe

29 de maio de 2017

EXCLUSIVO

(…)
Os principais termos do acordão são os seguintes:

(…)

FONTE [LÍMPIDA!]: http://www.nocaute.blog.br/brasil/exclusivo-esta-sendo-armado-novo-golpe-dentro-do-golpe-e-fora-temer-e-tucanos-no-poder.html

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Ednaldo Wanderley

30 de maio de 2017 às 15h44

Alguém duvida que seremos uma GRANDE SENZALA e colonizada por gringos ? Preciso dizer que serão os escravos ?

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Ielda Anneliese

30 de maio de 2017 às 15h41

A vale foi vendida por quem!?????? FHC. Bela contribuição para o Brasil. De brinde tivemos um dos maiores desastres ecológico em Mariana e a empresa até agora não restituiu os danos causados. Assim vai ser com a Petrobrás também!!!!!!!

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Ielda Anneliese

30 de maio de 2017 às 15h39

O golpe é transformar o povo brasileiro refém do capital estrangeiro. Vender as nossas melhores empresas, como ” a vale do rio doce maior mineradora do mundo” , acabar com o pré sal para o Brasil, vender tudo que for possível e morar em Miami. É esse o golpe!!!!!!!!!

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Fabricio Costa

30 de maio de 2017 às 15h38

M-E-N-T-I-R-A!?

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Antonio Lisbôa Antonio

30 de maio de 2017 às 12h36

O Aragão já disse quem era esse pigmeu moral. Ele vai pagar, mais cedo ou mais tarde, custe o que custar.

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Geraldo Valadares

30 de maio de 2017 às 15h22

Vergonha nacional… e golpista

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NRA Borges

30 de maio de 2017 às 11h50

Inacreditavel. Um representante da alta magistratura de um pais não pode ter este conceito a respeito de uma empresa.

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Eliz Mafra Alves

30 de maio de 2017 às 14h27

Esse canalha trabalha pra os EUA isso sim! Ele e esse Moro. Eles não tem compromisso nenhum aqui. O foco é prender o Lula, acabar com as empresas brasileiras, inclusive a Petrobrás, esse sempre foi o Golpe.

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Altamiro Matos Matos

30 de maio de 2017 às 14h27

Todos partido du teme Aécio moro golpista

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jossimar

30 de maio de 2017 às 11h21

Tenho ma sugestão para resolver de vez o problema, é o seguinte: ouvi dizer que a PGR tem 1200 procuradores, então, o governo deveria extinguir a PGR e demitir todos os seus servidores. Mais 1200 desempregados frente a uns quatro milhões de desempregados por responsabilidade direta do PGR me parece uma coisa justa.
Com a extinção do PGR o governo poderia alegar que os acordos feitos por eles não tem validade e cancelar todos eles com todos os governos do mundo. Qual o motivo de estrangeiros ficarem dando pitacos em nossos problemas? E é claro que os pitacos deles são sempre para ferrar nossas empresas e ajudarem as deles.
Prisão para o janot, moro, delegados, agentes, enfim, todos os integrantes da lava rato que destruíram nossas empresas em empregos e ajudaram a colocar no governo os maiores ladrões da face da terra.

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    Mário Cesar Serafim

    30 de maio de 2017 às 13h16

    Concordo inteiramente. Já que a procuradoria destruiu empresas e os empregos de milhares de brasileiros, fazendo despencar a arrecadação de impostos , que se acabe com a procuradoria, em nome da contenção de despesas e do enxugamento do estado, tão propalado por esses procuradores idiotas!

    Responder

      Davi

      30 de maio de 2017 às 15h29

      Eu tenho uma ideia melhor que a de todos vocês. Já que é fato que o Lula e seus comparsas saquearam o Brasil (BNDES, CEF, BR e tantos outros), e isto foi amplamente divulgado por todos os meios de comunicação desde a época do Mensalão (inclusive internet), ninguém que votou na corja do PT e seus “aliados” pode alegar ignorância, então são cúmplices de todos os crimes cometidos, pois contribuíram diretamente para a prática de diversos crimes contra a Nação, cadeia para todos os eleitores do PT e coligações… bandidos!

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      Messias Franca de Macedo

      30 de maio de 2017 às 15h41

      Quadrilheiros e comparsas criminosos são aqueles que, mesmo sabendo de todos as falcatruas dos PeTralhas, além de votarem neles e levar para merda a situação de milhões de eleitores inocentes (que não votaram no PT e coligados), ainda tem coragem de vir a público defende-los e difamar aqueles que se opõe contra os bandidos. São todos coautores dos crimes. Partido que desviou bilhões dos cofres públicos que eram para auxiliar as empresas brasileiras, levando-os aos caixas 2 e aos países dos “cumpanheiros”. Como bem disseram, PT são tão imbecis que “acreditaram” nas mentiras contadas por João Santana e Monica Moura nas campanhas e agora não acreditam nas verdades que eles contam sob juramento e em juízo. Se querem se ferrar, que o façam sozinhos não ferrem com todos do país (sem entra no mérito da fraude das eleições).

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Simone Ambrósio

30 de maio de 2017 às 14h06

Isso é que é um Viralatas com V maiúsculo!

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