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A Rússia quer reabrir base militar em Cuba

Por Tulio Ribeiro

06 de novembro de 2017 : 23h34

(Imagem : Shamanov e Putin/ informpskov.ru)

A geopolítica ficou mais complexa com o decorrer do novo milênio. Os atores passaram atuar superando limites e desafiando o controle planetário. Um explicação mais plausível é que a política internacional vive o retorno da guerra fria.

A Rússia, através de seu comando de defesa , demonstrou o interesse em estabelecer uma base militar em Cuba, trazendo a lembrança história da crise dos mísseis em 1962.

¨Sem dúvida alguma, tais instalações numa proximidade dos nossos colegas(EUA), como se diz hoje em dia, seguramente seria muito bom¨. Declarou o Chefe de Defesa da Câmara Baixa do Parlamento da Rússia , Almirante Vladimir Shamanov.

Essa declaração vai de encontro ao pronunciamento do Primeiro Vice-Ministro do Comitê de Defesa do Senado , Frants Klintsevich: A Rússia vai colocar todo empenho em estabelecer sua base em Cuba(…) devemos colocar nossa base, seja aérea ou marinha ou duas em uma, e deve ser em Cuba, pois é um ponto chave¨. Klintsevich ainda ressaltou que caberia conhecer opinião dos cubanos.

A intensão cresceu desde que os Estados Unidos e OTAN aumentaram sua atividade junto a fronteira russa. As tensões cresceram com a crise da Ucrânia, o que significou mais presença militar e de espionagem. As represarias russas se aproximam com atitude do governo de Kiev em disparar misseis antiaéreos neste 4 de novembro desde a cidade de Alexándrovka contra a Crimeia, deixando um morto e três feridos. A Rússia é um protagonista nesta geopolítica, e tem poder de recompor velhas alianças e elaborar novas neste mundo globalizado.

Tulio Ribeiro

Flávio Túlio Ribeiro Silva é graduado em Ciências econômicas pela UFBA,pós graduado em História Contemporânea pela IUPERJ,Mestre em História Social pela USS-RJ e doutorando em ¨Ciências para Desarrollo Estrategico¨ pela UBV de Caracas -Venezuela

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4 comentários

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George E Hasselmann

14 de novembro de 2017 às 21h51

Nesse jogo de xadrez a Rússia deve ter um avanço nas suas defesas. Talvez se não tivesse vendido o Alaska para os EUA há muito tempo já estaria na vantagem de um check mate.

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Irion

08 de novembro de 2017 às 19h59

Excelente! E viva o mundo multipolar! (abaixo o Excepcionalistão!)

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Irion

08 de novembro de 2017 às 19h58

Excelente! E viva o mundo multipolar! (abaixo o Excepcionalistão!)

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lcsa

07 de novembro de 2017 às 06h14

1. Os Estados Unidos desprezaram todas as oportunidades para discutir multipolaridade no plano do Direito Internacional, em instâncias apropriadas. Preferiram avançar contra o mundo um projeto de unipolaridade anacrônico e devastador pela força das armas, visando uma hegemonia incabível em qualquer orçamento.

2. As forças armadas dos estados nacionais sulamericanos enxergam as forças armadas dos Estados Unidos como aliadas, por mais repudiadas que sejam pelas populações. O recorde de 100 milhões de pessoas sem trabalho nos Estados Unidos, que se aproxima (95,4 milhões na entrada de novembro), sequer é suspeitado.

3. Desfrutando da simpatia e do apoio das forças locais, não surpreende que tropas da potência hegemônica estejam hoje espalhadas em quase 100 bases militares na América do Sul. Países que não as aceitam são escalados como alvos e restam poucos.

3. A derrota do Brasil para a potência hegemônica a fortaleceu e expandiu seus horizontes geopolíticos. Além do território imenso agora à sua disposição, incorpora ao serviço de sua estratégia as forças armadas nacionais, altamente capacitadas, sem precisar gastar um centavo, porque são pagas pela população brasileira.

4. Daqui que aconteça uma fratura do Brasil, que é um efeito típico da estratégia, e que ganhe corpo e forma uma trincheira contra-hegemônica no território, o que se verá é o processo enjaulado de uma democracia cenográfica encobrindo a full spectrum dominance. O Brasil foi anulado. A potência hegemônica está a poucos passos de completar a tomada da América do Sul e avançar nos oceanos uma cerca em torno dela. As potências contra-hegemônicas sabem disso.

5. Finalmente, a operação América Unida, ensaiada há meses, para oferecer contrariedade humanitária à Venezuela. Coragem é uma virtude que a hipocrisia não alcança, costumava lembrar Bonaparte. Ao tornar público tão prontamente o intento da base militar da Rússia em Cuba, o Sr. Putin vai além da coragem, alcança a bravura, é a impaciência diante do perigo.

6. Como preveniu o sr. Trump, alguns lugares vão literalmente para o inferno. Melhor chegar cedo para pegar um bom lugar. Muito boas vindas, sr. Putin.

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