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PDT e PSB avançam debate sobre fusão das siglas em 2019

Por Miguel do Rosário

12 de julho de 2018 : 13h59

A fonte da matéria é Carlos Lupi, presidente nacional do PDT.

No Estadão

Negociação entre PDT e PSB nas eleições 2018 inclui futura fusão

Tentativa de articulação na disputa pelo Palácio do Planalto prevê debate sobre eventual união das duas siglas em 2019

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

12 Julho 2018 | 05h00

As articulações entre PSB e PDT para uma aliança na disputa presidencial das eleições 2018 incluem a discussão sobre uma eventual fusão entre as duas siglas em 2019.

“Tem conversas sobre isso com o PSB. Muitos têm esse desejo”, disse ao Estado o presidente do PDT, Carlos Lupi. A ideia surgiu como uma forma de fortalecer a base parlamentar de Ciro Gomes em caso de vitória, mas também pode ser aplicada em caso de derrota.

Unidos, PSB e PDT podem superar com facilidade a cláusula de desempenho, conquistar espaços nas comissões da câmara, ampliar o tempo de TV no horário eleitoral gratuito e reforçar o caixa, com a soma dos recursos do Fundo Partidário.

“Uma eventual coligação é o começo de um caminho que vamos ter a partir do ano que vem. Naturalmente, a sopa de letrinhas que temos hoje vai diminuir. A gente não vai fazer isso só pela legislação, mas pela identificação ideológica no nosso campo”, afirmou o deputado federal Julio Delgado (PSB-MG).

Essa não é a primeira vez que o PSB fala em fusão. Em 2016, quando ainda estava na oposição ao governo Dilma Rousseff, a executiva da legenda fez tratativas com o PPS para uma união, mas a ideia não avançou.

A bancada do PSB na Câmara tem 28 deputados, enquanto a do PDT soma 19 parlamentares. “A gente espera uma redução do número de partidos na Câmara a partir do ano que vem devido à dificuldade da campanha esse ano. Os pequenos partidos têm pouco dinheiro. É factível que ocorram alianças e fusões a partir do ano que vem”, avalia o cientista político Murillo Aragão, da Arko Advice.

Em 2013 o PPS também ensaiou uma fusão com o PMN. O novo partido já tinha até nome – Mobilização Democrática. A negociação, porém, esbarrou em diferenças de “visão de mundo”, como disse o presidente do PPS, Roberto Freire. O partido atualmente descarta se unir a outras legendas.

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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8 comentários

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Álvaroc

13 de julho de 2018 às 15h19

Se resgatarem a história dos partidos de origem, será um grande partido de esquerda. Torço que dê certo

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Aliança Nacional Libertadora

13 de julho de 2018 às 14h55

PTB foi exemplo…….

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Marina

13 de julho de 2018 às 08h41

Querem varrer Brizola e Arraes da história. Um monstrengo cópia fiel do PTB de Getúlio. O Ediverte, que quer se divertir ao fazer gracinhas pensando que somos idiotas, tá esperando essa fusão do PSB e PDT para sair do PT? Conta outra porque essa estorinha não engana nem bebê de dois anos.

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    Wilton Santos

    13 de julho de 2018 às 10h50

    Faz todo o sentido, essas duas agremiações já não representam o legado de seus fundadores.

    Responder

Ediverte

12 de julho de 2018 às 22h31

Tomar q de certo a união!
Quero sair do PT, e vou para o PDT de certeza ano q vem!
Sugestão é PT se unir ao PCO e ao MDB pois já estão trabalhando juntos e afinados faz tempo!
Abraços Miguel!
#ciro2018

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Brasileiro da Silva

12 de julho de 2018 às 20h54

Espero que ocorra. Não precisamos de 30 partidos. Precisamos de 3 ou 4 fortes.

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Jessé Oliveira Guimarães

12 de julho de 2018 às 19h48

Quando o STF, declarou inconstitucional a cláusula de barreira que já ia viger, ele prestou um imenso desserviço ao sistema partidário brasileiro. Torçamos para que as próprias dificuldades naturais de tal gigantismo, comece a operar seus ajustes. Isto será bom para a democracia.

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Ubirajara

12 de julho de 2018 às 19h16

Se há discussões sobre fusão das siglas, então qual a dificuldade do PSB em declarar apoio ao Ciro Gomes?

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