Continua debate sobre prisão em 2ª instância

Boeing já tem perdas de 26,6 bilhões de dólares e bloqueio em 40 países

Por Tulio Ribeiro

13 de março de 2019 : 15h42

O planeta gira numa onda de reações diante a queda do avião da Boieng 737 MAX 8. Já se enumera 30 companhias aéreas de 40 países, incluindo as da União Européia (UE), que decidiram deixar o avião estadunidense em terra.Esta determinação é devido a insegurança em relação ao projeto trazida pelo acidente no último domingo na Etiópia.

A bolsa de valores repercutiu o fato nas ações do fabricante americano, o movimento de queda apontou para a maior perda desde os ataques de 11 de setembro de 2001 naquele país. Nos últimos dois dias o valor da empresa aeronáutica diminuiu 26,600 milhões bilhões de dólares.

As ações nesta quarta acumulavam mais perdas de 1,44% (15hs) em Wall Street. As ações da Boeing na Bolsa de Nova York já tinham sofrido uma inflexão, em 12 de março, de 6,15%, o que se avolumava a queda de 5,13% no dia (11/3) anterior.

Entretanto se as ações da Boeing, no entanto, ainda não alcançou o patamar de declínio histórico de 17,63% que marcou 17 de setembro de 2001, período dos ataques do dia 11 daquele ano em Nova York e Washington, delineia um novo piso que pode chegar em breve com o movimento de rejeição a aeronave e a companhia.

A Agência Europeia para a Segurança da Aviação proibiu(12/) todos os voos com o 737 Max nos 28 países da União Europeia.

Dentre as companhias estão, Argentina (Aerolineas Argentinas), Austrália, Brasil (Gol), Coreia do Sul (Páscoa Jet), China (China Southern Airlines, Air China, Shanghai Airlines), Etiópia (Ethiopian Airlines), Índia, Indonésia (Garuda Indonesia, Lion Air), Islândia (Icelandair), Ilhas Cayman (Cayman Airlines), Malásia, Marrocos (Royal Air Maroc), México (Aeroméxico), Mongólia (Airlines mongol), Noruega (TUI fly, Norwegian Air Shuttle), Oman (Oman Air) Rússia (S7 Airlines), Cingapura (Silk Air, Singapore Airlines), África do Sul (Comair), Taiwan e Vietnã aderiram à decisão de deixar o avião no solo.

A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos declarou nesta terça que não encontrou base para suspender o Boeing 737 Max 8, uma decisão que contrasta com a adotada por sua contraparte européia. Uma clara mostra do poder de lobby da companhia no órgão. Um embate que supera a linha da razão da segurança e lança olhos para uma guerra comercial que aproxima. A Europa é o construtor da aeronave Airbus, rival da Boeing.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lamentou “que os aviões se tornaram muito complexos para serem pilotados”.

A Copa, companhia panamenha, declarou à Reuters que esperará pelos resultados das investigações sobre o acidente e seguirá as recomendações do fabricante e das autoridades. Latam assegurou ao jornal chileno La Segunda que este modelo de aparelho não funciona.

Segundo dados da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos, 59 empresas de todo o planeta trabalham com 387 aeronaves Boeing 737 Max.

A Boeing , em comunicado oficial, ressaltou que “a segurança é a prioridade número um da empresa aeronáutica e busca retomar a confiança total no modelo 737 Max”. Ela admitiu ainda que “agências reguladoras e clientes tomam as decisões que consideram mais apropriadas para seus mercados domésticos”.

Tulio Ribeiro

Túlio Ribeiro é graduado em Ciências econômicas pela UFBA,pós graduado em História Contemporânea pela IUPERJ,Mestre em História Social pela USS-RJ e doutorando em ¨Ciências para Desarrollo Estrategico¨ pela UBV de Caracas -Venezuela

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