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CPMI descobre conta com movimentações milionárias de Mauro Cid

Após a quebra de sigilo bancário do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, revelou-se que suas movimentações financeiras são muito maiores do que se sabia anteriormente. Durante três anos, o oficial movimentou um total de R$ 8,4 milhões. Entre 2020 e 2022, foram depositados em suas contas cerca de R$ 4,5 […]

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Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Após a quebra de sigilo bancário do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, revelou-se que suas movimentações financeiras são muito maiores do que se sabia anteriormente. Durante três anos, o oficial movimentou um total de R$ 8,4 milhões. Entre 2020 e 2022, foram depositados em suas contas cerca de R$ 4,5 milhões, enquanto R$ 3,8 milhões foram retirados. Esses dados foram obtidos pela CPMI do 8 de Janeiro.

Esses valores levantam preocupações, uma vez que parecem incompatíveis com os valores mensais que Cid recebia como servidor público federal no mesmo período. Cid havia declarado à Receita Federal uma renda tributável média de cerca de R$ 318 mil reais por ano. Ou seja, ao longo de três anos, o dinheiro depositado em suas contas é cinco vezes maior do que a sua remuneração como servidor público.

As informações detalhadas sobre suas atividades financeiras foram contidas em um relatório de movimentação financeira em contas correntes e poupanças. Esse relatório, produzido pela Secretaria Especial de Receita Federal do Ministério da Fazenda, foi enviado à CPMI que investiga os acontecimentos de 8 de Janeiro.

Essas descobertas sobre as movimentações financeiras se somam a outras investigações que têm afetado a imagem de Bolsonaro e do Exército brasileiro. A CPMI e a Polícia Federal estão investigando repasses de dinheiro feitos por Cid e por seu pai, Mauro Lourena Cid, tanto para Bolsonaro quanto para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Investigações recentes da Operação Lucas 12:2 indicaram que Cid, seu pai e outros militares retiraram dinheiro em espécie e depositaram ou transferiram para o ex-presidente e Michelle. Suspeita-se que pelo menos parte desse dinheiro tenha vindo da venda ilegal de presentes do acervo presidencial, como relógios e joias entregues a Bolsonaro pela ditadura da Arábia Saudita.

A polícia está também explorando a possibilidade de que Cid tenha utilizado parte desses fundos para recomprar joias do acervo presidencial que haviam sido vendidas ou oferecidas à venda nos Estados Unidos. Um áudio interceptado revelou que Cid discutiu a entrega de US$ 25.000 em dinheiro a Bolsonaro.

A prisão de Cid em maio estava relacionada a outra investigação da PF, que examina se militares ajudaram Bolsonaro a falsificar seu registro de vacinação para simular imunização contra a COVID-19.

Em vista dessas revelações, a CPMI do 8 de Janeiro expôs as movimentações do tenente-coronel Mauro Cid, que ultrapassaram R$ 8,3 milhões entre 2020 e 2022. A análise de três anos de atividades financeiras revelou depósitos totalizando R$ 4,5 milhões e saques totalizando R$ 3,8 milhões. É importante destacar que Cid declarou uma renda tributável média de R$ 318.000 por ano. Essa discrepância significativa levanta questionamentos sobre a origem desses fundos.

De acordo com documentos fornecidos à CPMI, Cid também gerenciou adicionalmente R$ 2,3 milhões como procurador das contas de Bolsonaro, com R$ 1,1 milhão depositados e R$ 1,2 milhão gastos.

O relatório financeiro abrangente, gerado pela Secretaria Especial de Receita Federal do Ministério da Fazenda em resposta a um pedido da senadora Eliziane Gama, tende a agravar os desafios legais em curso em torno da situação de Mauro Cid.

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Ruann Lima

Paraibano e Estudante de Jornalismo na UFF

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Alberto Buarque

16/08/2023 - 21h21

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