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China se torna líder global em energia nuclear

A França, com 56 reatores nucleares em operação, e a China, com 55, seguem os Estados Unidos na quantidade de reatores nucleares em funcionamento, conforme reporta a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). A capacidade geradora da França ultrapassa os 61 gigawatts, enquanto a China supera 53 gigawatts. Luongo, em declarações à CNBC, observou que […]

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A França, com 56 reatores nucleares em operação, e a China, com 55, seguem os Estados Unidos na quantidade de reatores nucleares em funcionamento, conforme reporta a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

A capacidade geradora da França ultrapassa os 61 gigawatts, enquanto a China supera 53 gigawatts.

Luongo, em declarações à CNBC, observou que os EUA perderam sua posição de liderança na energia nuclear desde meados dos anos 1980.

Paralelamente, a China iniciou seu programa nuclear em 1985, um período marcado pelo declínio da produção nuclear norte-americana.

O crescimento da indústria nuclear chinesa acompanha a demanda energética impulsionada pelo desenvolvimento econômico acelerado.

Mais de 70% da capacidade nuclear global está em países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), mas aproximadamente 75% dos reatores em construção estão fora da OCDE, com metade deles situados na China, de acordo com um relatório da Associação Nuclear Mundial.

A produção total de energia da China alcançou 7.600 terawatts-hora em 2020, um aumento significativo em relação aos 1.280 terawatts-hora em 2000, aponta a Administração de Informação de Energia dos EUA.

John F. Kotek, do Instituto de Energia Nuclear, destacou à CNBC o rápido crescimento da demanda energética chinesa nas últimas duas décadas.

Atualmente, a energia nuclear compõe apenas 5% do total da eletricidade produzida na China, enquanto o carvão ainda é responsável por cerca de dois terços, segundo a Agência Internacional de Energia.

A China, enfrentando o desafio do ar poluído devido ao uso intensivo de carvão, voltou-se para a energia nuclear como solução para gerar energia limpa em larga escala.

Buongiorno, em entrevista à CNBC, afirmou que a China se comprometeu com uma expansão massiva da capacidade nuclear, planejando alcançar até 150 gigawatts em 15 anos.

A China iniciou seu programa nuclear com reatores importados da França, EUA e Rússia, desenvolvendo posteriormente o reator Hualong em cooperação com a França.

Os especialistas apontam para o forte controle governamental chinês sobre o setor energético como um dos fatores para o seu avanço na indústria nuclear.

Luongo destacou o financiamento estatal e o apoio do governo como elementos cruciais para a construção de múltiplas unidades nucleares a custos mais baixos.

O avanço chinês na energia nuclear traz benefícios climáticos, mas também desafios geopolíticos, especialmente se a China começar a exportar sua tecnologia nuclear.

Kotek menciona as implicações geopolíticas e econômicas de tais projetos para os países receptores.

Nos EUA, um recente inquérito do Pew Research Center revelou um aumento no apoio à energia nuclear. O país tem adotado políticas para revigorar sua indústria nuclear, incluindo subsídios para manter centrais nucleares existentes e a venda de grandes reatores à Europa Oriental.

Há um foco particular na tecnologia de reatores pequenos, modulares e avançados, e na capacidade de enriquecimento de combustível associada.

Os EUA enfrentam desafios para recuperar sua posição na indústria nuclear global, competindo com a China e a Rússia na exportação de tecnologia nuclear.

Kotek enfatiza a necessidade dos EUA de demonstrar sua tecnologia avançada em casa, para fortalecer sua posição como exportador global.

A competição internacional na indústria nuclear deve se intensificar com o crescente interesse por energia limpa, marcando uma era de disputa pelo domínio tecnológico e influência geopolítica no setor.

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