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Lei de Diretrizes Orçamentárias prevê salário mínimo de R$ 1.717 em 2027

0 Comentários🗣️🔥 Nesta quarta-feira (15 de abril de 2026), conforme o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) 2027 apresentado pelo governo federal ao Congresso Nacional, a previsão para o salário mínimo em 2027 é de R$ 1.717. O valor representa um aumento de R$ 96 (5,9%) em relação ao piso atual, de R$ 1.621. […]

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Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) realiza reunião para discussão e votação do relatório final da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2026. No telão, senador Esperidião Amin (PP-SC) em pronunciamento via videoconferência. Mesa: relator-geral da PLOA 2026, deputado Isnaldo Bulhões Jr. (MDB-AL); presidente da CMO, senador Efraim Filho (União-PB); secretário da comissão, Walbinson Tavares de Araújo. Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Nesta quarta-feira (15 de abril de 2026), conforme o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) 2027 apresentado pelo governo federal ao Congresso Nacional, a previsão para o salário mínimo em 2027 é de R$ 1.717. O valor representa um aumento de R$ 96 (5,9%) em relação ao piso atual, de R$ 1.621. O documento estabelece as regras que orientarão a elaboração do Orçamento do próximo ano.

A proposta será analisada pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) e deve ser votada em sessão conjunta até 17 de julho. O relator será definido após a renovação da composição do colegiado.

O reajuste segue a política do Executivo de valorização do salário mínimo: o piso é corrigido anualmente de acordo com a inflação e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Como serve de referência para aposentadorias, pensões e benefícios sociais, cada aumento se reflete diretamente nas despesas públicas. O valor final, porém, só será confirmado após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de novembro.

A LDO também define metas fiscais, parâmetros econômicos que norteiam os cálculos (como crescimento do PIB e inflação esperada) e as regras que condicionam os gastos federais ao longo do ano. A partir dessas diretrizes, o governo elabora a peça orçamentária, a ser enviada ao Congresso em agosto.

A proposta prevê superávit primário de 0,5% do PIB em 2027, equivalente a R$ 73,2 bilhões, o que indica a intenção do governo de encerrar o ano com receitas superiores às despesas, desconsiderando o pagamento de juros da dívida. O arcabouço fiscal prevê margem de tolerância de 0,25 ponto percentual em torno da meta central. Isso significa que um superávit de até 0,25% do PIB (ou R$ 36,6 bilhões) ainda é considerado dentro do limite.

A meta de 2027 é superior à deste ano, quando o objetivo é alcançar superávit de 0,25% do PIB, com possibilidade de resultado zero. O governo traça uma trajetória de recuperação fiscal até 2028, quando projeta superávit primário de 1% do PIB.

De acordo com o texto apresentado pela equipe econômica, 39,4% das despesas com precatórios de 2027 serão contabilizadas na meta de resultado primário do ano. O percentual supera o mínimo de 10% exigido pela regra constitucional vigente. Com a decisão, R$ 57,8 bilhões ficarão fora do cálculo da meta fiscal em 2027, o mesmo valor excluído neste ano.

O projeto traz as principais projeções econômicas para 2027: crescimento do PIB de 2,56%, inflação de 3,04% e taxa básica de juros (Selic) acumulada de 10,55% ao ano.

Pelo arcabouço fiscal, as despesas públicas só podem crescer, em termos reais, até 2,5% ao ano. Para 2027, o limite total é de R$ 2,54 trilhões. Para garantir o cumprimento das metas, a LDO prevê gatilhos de contenção, como restrições à criação de benefícios tributários e teto para o aumento de despesas com pessoal. Um dos limites estabelecidos veda que o Executivo elabore um Orçamento com crescimento das despesas com pessoal superior a 0,6% acima da inflação.

Fonte: Agência Senado.

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