A ex-ministra das Relações Exteriores da África do Sul Naledi Pandor criticou duramente o projeto de lei israelense que institui a pena de morte para palestinos condenados por ataques fatais contra israelenses.
Pandor argumentou que a medida debatida no Knesset reflete práticas associadas ao apartheid e ao colonialismo.
A proposta ignora salvaguardas judiciais tradicionais e impõe sentenças obrigatórias por via legislativa.
A ex-chanceler comparou o texto a leis da era colonial britânica e do regime sul-africano por volta de 1935, época em que a pena de morte era compulsória para cidadãos negros condenados por certos crimes, sem opção de sentença alternativa.
Ela sustentou que a legislação atual confirma acusações internacionais de que Israel opera como um estado de apartheid.
O projeto foi aprovado no Knesset com 62 votos a favor e 48 contra.
A medida determina que palestinos condenados em tribunais militares israelenses por ataques classificados como terrorismo sejam executados por injeção letal.
A proposta foi impulsionada pelo ministro da Segurança Nacional Itamar Ben-Gvir e gerou forte reação negativa em várias frentes.
O chefe de direitos humanos da ONU, Volker Türk, classificou a lei como discriminatória e alertou que a medida pode configurar crime de guerra.
A parlamentar Limor Son-Har-Melech, do partido de Ben-Gvir, defendeu a norma, citando caso pessoal em que um dos assassinos de seu marido foi libertado e depois participou de novos ataques.
Durante o debate, Pandor qualificou o processo legislativo como ‘antidemocrático’ e ‘maligno’, acusando os defensores de terem celebrado com champanhe a aprovação da medida.
As críticas da ex-ministra destacam a eliminação da discricionariedade judicial, a aplicação seletiva contra palestinos e o desrespeito ao direito internacional.
Pandor liderou os esforços da África do Sul contra Israel no Tribunal Internacional de Justiça, e sua posição reforça o endurecimento diplomático de Pretória em relação a Jerusalém nos temas de direitos humanos e independência judicial.
As declarações de Pandor evidenciam as profundas divergências entre os dois países sobre o tratamento dado aos palestinos, conforme reportado pelo Al Jazeera.
Com informações de rt.com.
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Carlos A. Mendes
16/04/2026
A situação é complicada e a crítica da ex-ministra levanta pontos importantes sobre direitos humanos e justiça. Precisamos de medidas que promovam a paz e o diálogo, não que aprofundem ainda mais as divisões.
Tonho Patriota
16/04/2026
ESSA EX-MINISTRA DEVE ESTAR FAZENDO O L! Só pode ser coisa de comunista querer se meter onde não foi chamada. Israel tá certo em se proteger, não podemos deixar o comunismo dominar o mundo. E o nióbio, ninguém fala nada, né?
Maura Santos
16/04/2026
É impressionante como certas práticas do passado continuam a ecoar no presente, né? Parece que a galera esqueceu que apartheid e colonialismo são páginas vergonhosas da história. E aí, vão continuar insistindo nesse retrocesso ou finalmente aprender algo com o passado?