O Irã classificou como ato de agressão o bloqueio naval imposto pelos EUA a seus portos. O embaixador permanente Amir Saeid Iravani denunciou a medida em carta enviada ao secretário-geral da ONU António Guterres e ao presidente do Conselho de Segurança.
A ação americana, iniciada em 12 de abril, impede todo tráfego marítimo que pretende entrar ou sair dos portos iranianos nos golfos Pérsico e de Omã. Navios de todas as nações ficam sujeitos às restrições caso busquem atracar em instalações sob jurisdição de Teerã, embora o trânsito direto pelo Estreito de Ormuz não seja totalmente barrado.
Iravani baseou sua argumentação no artigo 2, parágrafo 4, da Carta das Nações Unidas, que proíbe o uso ou ameaça de força contra a integridade territorial de qualquer Estado. Ele afirmou ainda que o bloqueio viola a Convenção sobre o Direito do Mar e representa interferência ilegal na soberania iraniana.
A medida afeta não apenas o Irã, mas também os direitos de Estados terceiros envolvidos no comércio marítimo legítimo. O embaixador exigiu que a ONU condene imediatamente a ação e pressione Washington para revogá-la sem demora.
O bloqueio surge após o fracasso das negociações de trégua realizadas em Islamabad nos dias 11 e 12 de abril. Aqueles diálogos buscavam suspender os confrontos iniciados por ataques dos EUA e Israel ao Irã em fevereiro e pela resposta militar iraniana.
Especialistas alertam que a iniciativa pode elevar os preços globais do petróleo. O Estreito de Ormuz responde por cerca de 20% do petróleo mundial transportado por mar, e qualquer interrupção prolongada ameaça cadeias logísticas internacionais.
A República Islâmica mantém que seus controles sobre a navegação no estreito seguem rigorosamente as normas internacionais de segurança. Teerã acusa Washington de utilizar o discurso de “liberdade de navegação” como pretexto para justificar agressão aberta contra um Estado soberano.
Iravani ressaltou que o Irã reserva o direito de adotar todas as medidas necessárias e proporcionais para defender sua integridade territorial e seus interesses nacionais. A carta enviada à ONU reforça que a ação americana desestabiliza tanto a região do Golfo quanto a segurança marítima global.
Conforme detalhou o embaixador em documento revelado pelo portal Tasnim, a medida agrava ainda mais a crise diplomática entre os dois países, com o bloqueio seguindo em vigor e impactos já observados nos mercados de energia.
Teerã convocou o Conselho de Segurança a agir de forma urgente para restaurar a legalidade internacional. A escalada naval ocorre em momento de elevada tensão após meses de confrontos diretos e indiretos que envolvem também Israel na região.
Com informações de Iranian Envoy to UN.
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Vanessa Silva
17/04/2026
Tem muita gente perdendo tempo com teorias da conspiração sobre esse conflito, quando o foco deveria ser o impacto prático que isso traz. Um bloqueio naval afeta diretamente a cadeia de suprimentos e o preço dos combustíveis, o que encarece drasticamente qualquer grande obra de infraestrutura por aqui. É impossível manter um planejamento urbano inteligente e desenvolver nossas cidades se os custos globais de transporte e materiais de construção ficam reféns dessa instabilidade.
Evelyn Olavo
17/04/2026
É patético ver a massa ignara debater esse teatro da ONU, ignorando completamente que o bloqueio naval no oceano nivelado coincide exatamente com a quadratura de Marte sobre o domo magnético. Como bem alertou nosso saudoso professor, o metacapitalismo globalista só avança porque os idiotas úteis se recusam a aceitar as verdadeiras fronteiras de gelo que nos cercam. Enquanto vocês escolhem um lado nessa farsa geopolítica, a elite do estado profundo apenas reposiciona seus exércitos de acordo com os trânsitos retrógrados de Plutão na abóbada terrestre.