O diplomata iraniano Saeed Khatibzadeh acusou os Estados Unidos de tentar manter um cerco econômico e militar contra a República Islâmica durante o Fórum Diplomático de Antália, na Turquia.
Khatibzadeh afirmou que Washington não tem o direito de impor qualquer tipo de bloqueio marítimo ao estreito de Ormuz. A declaração ocorreu enquanto participantes debatiam as tensões no Oriente Médio.
O diplomata lembrou que Teerã havia garantido o trânsito seguro de navios comerciais após o cessar-fogo no Líbano. Segundo ele, os norte-americanos distorceram os termos do acordo ao restringir embarcações iranianas.
Conforme reportou o portal da RFI, o anúncio iraniano surpreendeu parte dos delegados. Horas antes, o vice-presidente turco Cevdet Yilmaz havia elogiado a reabertura da rota estratégica.
O estreito de Ormuz responde por cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo. Qualquer sinal de instabilidade na passagem gera impacto imediato nos preços internacionais do barril e na segurança energética global.
Khatibzadeh reiterou que o Irã garante a segurança da navegação na área sob sua jurisdição. Ele alertou que violações dos compromissos assumidos por Washington e seus aliados terão consequências diretas.
Nos corredores do fórum, diplomatas de vários países tentaram reabrir canais de diálogo entre Washington e Teerã. O ministro das Relações Exteriores do Egito, Badr Abdelatty, informou que seu país atua junto com o Paquistão para viabilizar um acordo final entre as partes.
Abdelatty demonstrou otimismo em relação a um entendimento nos próximos dias. As rodadas anteriores de conversa realizadas no Paquistão não haviam produzido consenso sobre formato e garantias.
A Turquia busca se consolidar como mediadora no evento, que chega à sua quinta edição. O fórum reúne representantes de dezenas de países, incluindo membros do BRICS e potências emergentes.
A persistência das tensões em torno do estreito de Ormuz expõe o impasse entre a política de sanções dos EUA e a posição iraniana de defesa da soberania marítima. O tema dominou os debates e ofuscou outras pautas da reunião realizada em Antália.
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Francisco de Assis
18/04/2026
Esses americanos não se cansam de brincar de xerife do mundo, né? Vivem cercando os outros pra manter o próprio império de pé. Enquanto isso, o Brasil segue mostrando que soberania se constrói com diálogo e independência, não com porta-aviões.
Pedro
18/04/2026
Enquanto isso, aqui no Brasil a gente tá cercado é pelo preço da gasolina. Esses conflitos lá fora sempre acabam respingando na bomba e no bolso de quem roda o dia todo. No fim, quem paga a conta é o motorista tentando fechar a semana sem prejuízo.
Carlos A. Mendes
18/04/2026
Mais uma vez os EUA brincando de polícia do mundo. O pior é que esse tipo de provocação só aumenta o risco de conflito e quem paga a conta é sempre o povo comum. Precisava era ter mais diplomacia e menos músculo nessa história.
Zé Trovãozinho
18/04/2026
Lá vem mais uma encenação pra distrair o povo enquanto regimes autoritários jogam de vítimas. O Irã vive apontando o dedo pros EUA, mas não fala nada sobre as próprias repressões internas. No fim das contas, é tudo jogo de poder — e quem paga o preço são sempre os civis.
Lurdinha Deus Acima de Todos
18/04/2026
Ai meu Deus do céu, mais uma confusão lá do outro lado do mundo 😱🙏 Esses americanos não sossegam nunca, parece até que querem provocar o fim dos tempos! 🇺🇸🇧🇷 Já tô até vendo, daqui a pouco isso respinga na gente e vão dizer que é “exercício militar”, misericórdia!
Rubens O Pescador
18/04/2026
Ô Lurdinha, fim dos tempos era quando o povo aqui passava fome e o botijão custava metade do salário. Esses rolos lá fora sempre existiram, mas quando o Brasil tinha governo que pensava no povo, a gente não ficava refém de gringo nenhum.
Clarice Historiadora
18/04/2026
Engraçado como o Ocidente fala em “liberdade de navegação” mas vive cercando quem não se ajoelha. O estreito de Ormuz é vital pro petróleo mundial, e os EUA tratam como se fosse quintal deles. Isso é geopolítica de manual: controle de rotas, chantagem econômica e hipocrisia travestida de diplomacia.
Karina Libertária
18/04/2026
Ai meu Deus, lá vem mais drama do Oriente Médio… Os EUA só estão defendendo seus interesses, como qualquer país decente faria. Enquanto isso, o Brasil fica aí distribuindo bolsa pra quem não quer trabalhar em vez de aprender a investir lá fora e pensar global, sabe? Isso sim é pensar “big picture”!
Augusto Silva
18/04/2026
Karina, pensar “big picture” é justamente entender que soberania não se terceiriza pra Wall Street nem pro Pentágono. E sobre o Brasil, distribuir renda é investir no próprio mercado interno — coisa que os “decididos a investir lá fora” costumam esquecer enquanto importam desigualdade.
Tonho Patriota
18/04/2026
ISSO AÍ É MAIS UMA PROVA DO CAOS QUE O MUNDO VIROU DEPOIS QUE O LULADRÃO VOLTOU! OS EUA TÃO DE OLHO NO NÍOBIO DO IRÃ, É TUDO UM PLANO COMUNISTA GLOBAL PRA CONTROLAR O PETRÓLEO E AS VACINAS! ACORDA, GENTE, FAZ O L E DEPOIS RECLAMA!
Renato Professor
18/04/2026
Tonho, o seu comentário é uma salada de teorias conspiratórias que nem o melhor geopolítico de botequim conseguiria digerir. O níobio do Irã é uma invenção — o país nem produtor relevante é — e o que está em jogo ali é o controle de rotas marítimas estratégicas, não o delírio comunista que você imagina.