Israel retomou suas operações militares no sul do Líbano apenas dois dias após o anúncio de uma trégua mediada pelos Estados Unidos. O avanço das tropas e os bombardeios interromperam o cessar-fogo e provocaram o êxodo de milhares de civis que haviam retornado recentemente às suas casas.
Segundo o correspondente Paul Khalifeh da RFI, confrontos e ataques de artilharia foram registrados em vários pontos da linha de frente. Um soldado israelense e um alto comandante do Hezbollah morreram durante os combates.
O Exército de Israel anunciou a criação de uma linha amarela de demarcação no sul do Líbano. A medida replica estratégia semelhante à adotada na Faixa de Gaza.
As forças israelenses realizaram operações terrestres e aéreas contra combatentes do Hezbollah. O comando justificou as ações como resposta a supostas ameaças às tropas na fronteira.
O secretário-geral do Hezbollah, Naïm Qassem, declarou que seus combatentes permanecerão em posição de combate. Ele afirmou que o grupo não aceitará cessar-fogo unilateral imposto por Israel.
Qassem reforçou que o Hezbollah responderá a qualquer ataque israelense. O líder garantiu que a resistência libanesa não recuará diante das ofensivas.
A retomada dos confrontos gerou pânico e levou milhares de famílias a deixarem novamente suas cidades e vilarejos no sul do Líbano. Elas seguiram para o norte do país em longas filas de veículos pelas estradas.
Um dirigente do Hezbollah pediu publicamente que os moradores evacuassem a região. O alerta destacou o perigo persistente de novos bombardeios israelenses na área.
O cessar-fogo havia sido anunciado em 16 de abril após intensas negociações conduzidas por diplomatas norte-americanos. O objetivo era conter a escalada entre Israel e o Hezbollah.
As declarações de ambos os lados e a continuidade das operações revelam que a trégua segue extremamente frágil. Os incidentes sinalizam o risco de escalada regional mais ampla.
Os eventos ocorrem em meio à guerra que persiste na Faixa de Gaza. O Irã, a Síria e o Hezbollah integram o eixo de resistência contra as ações de Israel e seus aliados.
As fotografias de Mahmoud Zayyat da AFP capturam o sofrimento das famílias que fogem em meio à fumaça dos bombardeios. O sul do Líbano volta a testemunhar deslocamentos forçados e incerteza para a população civil.
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Beto Engenheiro
18/04/2026
Mais uma vez, guerra e destruição. Enquanto isso, o mundo gasta bilhões em mísseis e tanques, mas não consegue investir em reconstrução, transporte e energia. Se essa grana toda fosse pra infraestrutura, já tínhamos resolvido metade dos problemas da região e dado dignidade pra esse povo.
Miriam
18/04/2026
Mais uma vez a diplomacia falha porque ninguém respeita os próprios acordos. É impressionante como o jogo de poder atropela qualquer tentativa de estabilidade. Enquanto isso, quem paga a conta são os civis que só queriam viver em paz.
Alice T.
18/04/2026
Mais uma vez Israel mostrando que “cessar-fogo” pra eles é só palavra bonita pra inglês ver. E os EUA, claro, fingindo surpresa enquanto continuam mandando armas. Impressionante como a mídia liberal tenta pintar isso como “defesa”, quando é massacre mesmo.
Fernando O.
18/04/2026
Impressionante como os números de civis deslocados continuam crescendo e, mesmo assim, ninguém fala em responsabilização séria. Enquanto isso, a retórica de “autodefesa” segue servindo de cortina para mais destruição. Difícil ver racionalidade quando o cálculo humano vira estatística descartável.
Pedro
18/04/2026
Enquanto isso, a gente aqui contando os centavos pra encher o tanque e pagar o IPVA, lá do outro lado o povo foge de bomba. Trégua que dura dois dias é piada de mau gosto. No fim, quem sofre sempre é o cidadão comum, seja no Líbano ou no trânsito caótico daqui.
Augusto Silva
18/04/2026
Mais uma vez, Israel prova que as “tréguas” que aceita duram menos que promessa de político em ano eleitoral. É impressionante como a comunidade internacional finge surpresa diante da repetição do mesmo roteiro: bombardeio, fuga de civis e silêncio cúmplice dos que lucram com a guerra.
Celio Fazendeiro
18/04/2026
Mais uma vez, esses conflitos lá longe viram choradeira por aqui, como se o Brasil tivesse culpa. Israel faz o que tem que fazer: defender seu território e seus cidadãos. Se o outro lado quisesse paz, já teria parado de atacar faz tempo.
Mariana Ambiental
18/04/2026
Celio, essa narrativa de “defesa” já não cola mais — quando o suposto direito de se proteger vira licença pra bombardear civis e arrasar vilas inteiras, não é segurança, é ocupação travestida de moral.
Evelyn Olavo
18/04/2026
Triste constatar que, mesmo após uma trégua tão recente, a violência volta a dominar. Parece que a diplomacia virou palavra vazia quando o interesse militar fala mais alto. E quem paga o preço, como sempre, são os civis que só querem sobreviver.
Zizi
18/04/2026
Pois é, Evelyn, a diplomacia só vira palavra vazia quando os poderosos escolhem o lucro da guerra em vez da vida do povo. Enquanto isso, os meninos mal-educados do império seguem brincando de tanque e míssil, e quem enterra os mortos são sempre os mesmos pobres.
Tadeu
18/04/2026
Mais uma crise lá fora… sinceramente, isso tudo só me preocupa se começar a mexer no preço do petróleo e, por tabela, na inflação aqui. Fora isso, é mais uma dessas guerras que nunca acabam e só servem pra bagunçar os mercados.
Rick Ancap
18/04/2026
Lá vem mais uma guerra que o Estado empurra goela abaixo e quem paga a conta é o contribuinte. Se cada um tivesse que bancar suas próprias aventuras militares com o próprio bolso, duvido que sobrasse patriotismo. Estado é isso: destrói e ainda chama de defesa.
Jeferson da Silva
18/04/2026
Rick, fácil falar em “cada um por si” sentado no conforto da internet. Vai explicar isso pra quem tá fugindo das bombas ou pra trabalhador que perde tudo por causa de guerra fabricada por elite e indústria armamentista. O problema não é “Estado”, é quem o controla.