O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã anunciou que qualquer embarcação que se aproximar do estreito de Ormuz será considerada colaboradora do inimigo e poderá ser alvo de ataque.
A advertência eleva o nível de tensão em uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta, responsável por boa parte do fluxo global de petróleo. Teerã orientou as companhias de navegação a ignorar as declarações de Washington e seguir apenas as instruções das autoridades iranianas.
O comunicado reforça a posição de que o controle do estreito representa questão de soberania nacional e de segurança estratégica para a República Islâmica. A medida é uma resposta direta à pressão militar e econômica imposta pelos EUA à região.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que os Estados Unidos cometeram erros estratégicos tanto na preparação militar quanto na avaliação do povo iraniano. Para ele, Washington buscava forçar a rendição de Teerã, mas acabou fracassando.
Ghalibaf destacou que, mesmo com vastos recursos e poderio militar, os EUA não conseguiram atingir seus objetivos centrais. A avaliação reflete a determinação iraniana de resistir à agressão externa e defender sua soberania.
O estreito de Ormuz, localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, funciona como ponto de passagem vital para o comércio mundial de energia. Qualquer interrupção nessa rota pode impactar fortemente os preços do petróleo e provocar instabilidade nos mercados internacionais.
Em resposta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o Irã não pode controlar o acesso a essa via marítima estratégica. O líder norte-americano afirmou que os contatos diplomáticos com Teerã estão em andamento e prometeu novidades em breve.
O impasse em torno de Ormuz reflete a disputa mais ampla entre o Irã e os Estados Unidos pela influência no Oriente Médio. Desde a retirada unilateral de Washington do acordo nuclear em 2018, as relações bilaterais se deterioraram com sucessivos episódios de sanções e retaliações.
A nova advertência da Guarda Revolucionária Islâmica mostra que Teerã não pretende recuar diante da pressão do eixo ocidental. A República Islâmica reafirma sua determinação de defender os próprios interesses e sua soberania na região.
Especialistas em segurança marítima observam que o estreito de Ormuz permanece essencial para o suprimento energético da Ásia e da Europa. Uma eventual escalada pode gerar consequências diretas sobre os custos de energia em escala global.
Leia mais sobre o assunto na actualidad.rt.com.
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Eduardo C.
19/04/2026
Difícil falar em “fracasso” sem mostrar números concretos: quantos navios, quantos incidentes, qual impacto real no fluxo de petróleo? Antes de embarcar em manchetes inflamadas, seria bom ver dados de comércio e transporte marítimo para medir o tamanho dessa ameaça.
Carlos A. Mendes
19/04/2026
Mais uma crise que mostra como os EUA se metem demais onde não deviam. Agora o Irã reage e o mundo todo fica na corda bamba. Enquanto isso, quem paga o preço é o comércio e, no fim, o povo comum que depende do petróleo. Difícil ver alguma racionalidade em qualquer lado dessa história.
Tonho Patriota
19/04/2026
AÍ Ó, MAIS UMA PROVA QUE O MUNDO TÁ UM CAOS POR CAUSA DO COMUNISMO E DO “FAZ O L”! SE TIVESSE UM PRESIDENTE FORTE COMO O MITO, NINGUÉM MEXIA NESSES NAVIOS! ESSES IRANIANOS TÃO TUDO DE MÃOS DADAS COM A ESQUERDA GLOBALISTA E O NÍOBIO VAI SALVAR O BRASIL, ANOTA AÍ!
Francisco de Assis
19/04/2026
Tonho, meu filho, comunismo não tem nada a ver com essa treta lá no Golfo — isso é briga de império querendo controlar petróleo. Aqui no Brasil a gente tá é cuidando de soberania de verdade, com diplomacia e respeito, não com bravata de WhatsApp.
Maura Santos
19/04/2026
Mais uma prova de que o mundo tá colhendo o caos que os EUA plantaram há décadas. Eles se metem em tudo achando que mandam, e quando dá ruim, fingem surpresa. Agora o estreito de Ormuz vira palco de novo — e quem paga o preço, como sempre, é o povo comum.
Beto Engenheiro
19/04/2026
Mais uma crise que atrapalha o fluxo de mercadorias e encarece tudo. Enquanto o pessoal faz discurso e ameaça navio, o mundo real precisa de energia e transporte funcionando. Falta investimento pesado em infraestrutura global para reduzir essa dependência de meia dúzia de gargalos estratégicos.
Alice T.
19/04/2026
Os EUA adoram brincar de xerife do mundo e depois se fazem de vítimas quando alguém reage. Décadas de sanções e intervenções criaram esse barril de pólvora, agora fingem surpresa. É o império colhendo o que plantou — e quem paga o preço são os povos comuns, não os bilionários que lucram com guerra.
Luciana
19/04/2026
Essas brigas lá do outro lado do mundo só servem pra deixar o combustível mais caro aqui. No fim, quem paga a conta é a gente, que já vive apertando o bolso pra encher o tanque e comprar o gás. Política internacional ou não, o que pesa mesmo é o preço no mercado.
Sgt Bruno 🇧🇷
19/04/2026
Selva! Esses ai só entendem na marra. Os EUA vacilaram, agora o Irã tá se achando o dono do pedaço. Tem que mostrar força, comunista e terrorista só respeita quem fala grosso!
Augusto Silva
19/04/2026
Sgt Bruno, força bruta sem estratégia é só barulho caro. Os EUA já gastaram trilhões com esse “fala grosso” e o resultado foi mais instabilidade e petróleo caro — até pro próprio americano pagar. Talvez valha mais pensar do que berrar, né?