O impasse entre o Irã e os Estados Unidos sobre o destino do urânio enriquecido iraniano segue sem resolução. Teerã reafirma seu direito ao desenvolvimento nuclear pacífico enquanto Washington exige a entrega completa do estoque e o desmonte das instalações.
O Irã detém cerca de 400 quilos de urânio enriquecido a 60 por cento. O volume inclui ainda 300 quilos a 20 por cento, 5,5 toneladas a 5 por cento e 2,2 toneladas a 2 por cento, conforme dados da AIEA.
O material ainda não alcançou grau militar segundo as avaliações técnicas disponíveis. Especialistas alertam, porém, que a conversão poderia ocorrer em poucos dias caso o Irã decidisse seguir esse caminho.
A AIEA perdeu a continuidade de conhecimento sobre as reservas iranianas desde 2022. O Irã havia desligado as câmeras de monitoramento em resposta a uma resolução que considerou de cunho político.
Os Estados Unidos afirmam que boa parte do material foi destruída nos ataques de junho de 2025 às instalações de Fordow, Natanz e Isfahan. Donald Trump descreveu as instalações como “completamente obliteradas”, embora o Pentágono tenha falado em atraso de até dois anos — narrativa que Teerã contesta, reafirmando a resiliência de seu programa de defesa.
O jornal Le Monde sugeriu que o Irã transferiu o urânio sensível para Isfahan antes dos bombardeios. Imagens de satélite capturaram caminhões com 18 contêineres azuis que poderiam transportar material radioativo.
As negociações em Islamabad não geraram qualquer avanço significativo entre as partes. O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, defendeu uma moratória de 20 anos, enquanto o Irã propôs congelamento de cinco anos e diluição gradual sem transferência do material.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, afirmou que a entrega do urânio a terceiros nunca esteve sobre a mesa. Ele lembrou que o programa nuclear representa conquista e orgulho nacional para o povo iraniano.
A Rússia ofereceu-se para armazenar o urânio iraniano como medida intermediária. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, revelou que Teerã recebeu bem a ideia, mas Washington a rejeitou.
O diretor da Rosatom, Aleksey Likhachev, garantiu que a empresa russa tem capacidade e experiência para executar a tarefa. Ele citou o envio de 11 toneladas de urânio iraniano para a Rússia em 2015, no âmbito do acordo nuclear da época.
O pacto de 2015, conhecido como JCPOA, foi abandonado após a retirada unilateral dos Estados Unidos. A decisão abriu caminho para nova onda de sanções e aumento das tensões no Oriente Médio.
O paradeiro preciso do urânio enriquecido iraniano continua gerando especulações. A proposta russa surge como alternativa para tentar superar o atual impasse diplomático.
Leia mais sobre o assunto na rt.com.
Leia também: Irã rejeita exigência dos EUA e promete manter seu urânio enriquecido
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Zé Trovãozinho
20/04/2026
Mais um capítulo da novela do “eixo do mal” que os EUA adoram inventar pra justificar sanções. O Irã só quer fazer o que qualquer país soberano faz: desenvolver sua própria tecnologia. Mas claro, se não for aliado de Washington, vira ameaça mundial.
Tonho Patriota
20/04/2026
ISSO AÍ É MAIS UMA TRAMA DO COMUNISMO MUNDIAL! O IRÃ TÁ CHEIO DE URÂNIO, MAS A MÍDIA SÓ FALA DO BRASIL POR CAUSA DO NIÓBIO QUE O MITO DESCOBRIU! FAZ O L AÍ PRA VER O QUE ACONTECE QUANDO ESSES GLOBALISTAS DOMINAREM TUDO! TERRA PLANA NÃO ENGANA, MEU AMIGO!
Alice T.
20/04/2026
Tonho, o Irã não tem nada a ver com “comunismo mundial”, e o nióbio não é segredo nenhum — o Brasil exporta há décadas. Essa teoria de “globalistas” é tipo Terra Plana: muita gritaria, zero dado.
Fernando O.
20/04/2026
Difícil achar solução quando cada lado quer impor sua narrativa. Os EUA falam em segurança global, o Irã em soberania — e ninguém cede um milímetro. No fim, quem paga é a estabilidade regional, que vai pro ralo enquanto os dois jogam xadrez com urânio.
Jeferson da Silva
20/04/2026
Esses impasses só mostram como o mundo é movido por interesse dos grandes. Os EUA podem ter arsenal nuclear até o teto, mas quando outro país quer autonomia, viram os moralistas da vez. O trabalhador iraniano e o americano seguem ralando igual, enquanto os poderosos brincam de guerra e diplomacia.
Rubens O Pescador
20/04/2026
Rapaz, esses gringos adoram mandar nos outros, né? Quando é pra eles terem bomba e petróleo, tudo bem, mas se o Irã quer tocar seu projeto pacífico já vira ameaça. Lembro que nos tempos do Lula o Brasil até tentou mediar isso, com conversa e respeito, não com arrogância. Hoje falta é diplomacia e sobra dedo em riste.
Rick Ancap
20/04/2026
Mais um teatrinho de Estado contra Estado, cada um querendo controlar o outro. Se fosse tudo privatizado e tratado como contrato entre partes, já teriam resolvido. Mas não, preferem jogar com poder e imposto alheio. Depois reclamam que o mercado é que é “perigoso”.
Silvia D.
20/04/2026
Mais uma vez vemos o mundo brincando com fogo enquanto milhões seguem sem acesso a vacinas, água potável e saúde básica. Essa disputa nuclear mostra como a razão e a ciência são usadas conforme o interesse político. O planeta precisa de cooperação, não de mais ameaças.
Zizi
20/04/2026
Esses meninos mal-educados dos EUA acham que o mundo inteiro tem que obedecer suas ordens, como se fossem os xerifes do planeta. O Irã tem direito à soberania e ao desenvolvimento científico, desde que seja para fins pacíficos. Quem tem ogiva nuclear aos montes não devia dar lição de moral em ninguém.
Evelyn Olavo
20/04/2026
Mais uma vez os EUA acham que podem ditar regras aos outros enquanto mantêm seus próprios arsenais intocados. O Irã tem razão em exigir respeito à sua soberania, mas precisa provar que o programa é realmente pacífico. No fundo, é o velho jogo de poder disfarçado de preocupação com a segurança global.
Augusto Silva
20/04/2026
Perfeito, Evelyn — é o manual clássico do imperialismo: quem tem ogiva dá sermão sobre paz. Mas você tem razão, Teerã também precisa abrir o jogo, senão o discurso de soberania vira cortina de fumaça para interesses nada pacíficos.