O presidente do Parlamento da República Islâmica do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que o país está pronto para abater novas cartas no campo de batalha. A declaração foi feita em meio à tensão crescente entre Teerã e Washington sobre o futuro do cessar-fogo.
O presidente dos EUA, Donald Trump, havia anunciado uma trégua de duas semanas. O acordo agora corre risco de colapso sem a participação iraniana nas conversas agendadas para o Paquistão.
Uma delegação americana deve seguir em breve para Islamabad. O Irã, no entanto, descartou participar do novo ciclo de negociações, conforme reportagem do portal da RFI.
Os Estados Unidos apreenderam um navio iraniano no estreito de Ormuz, alegando tentativa de furar um bloqueio imposto unilateralmente. Em resposta, Teerã prometeu represálias e reforçou que não negociará sob ameaça ou coerção militar.
O estreito de Ormuz responde por cerca de um quinto do transporte mundial de petróleo. O incidente elevou o temor de nova escalada no controle dessa rota estratégica vital para a economia global.
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, confirmou novas negociações entre Beirute e Israel que ocorrerão nos Estados Unidos. A delegação libanesa será chefiada por Simon Karam, ex-embaixador libanês em Washington.
O Exército israelense advertiu civis para que não retornem a vilarejos próximos à fronteira sul do Líbano. Autoridades iranianas e libanesas consideram a medida uma violação do cessar-fogo vigente na região.
O presidente da China, Xi Jinping, manteve conversa telefônica com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman. Xi Jinping defendeu a manutenção aberta do estreito de Ormuz e propôs um plano de paz em quatro pontos.
O chanceler chinês Wang Yi e o enviado especial Zhai Jun multiplicaram os contatos com nações do Golfo e do mundo árabe. A China consolida seu papel de mediadora no conflito, em contraste com a postura belicosa de Washington.
Em publicação na rede Truth Social, Donald Trump declarou que será longo e difícil localizar e remover o estoque de urânio iraniano. Trump voltou a empregar o termo “pó nuclear” ao se referir ao material enriquecido pela República Islâmica.
O Irã defende o direito soberano ao uso pacífico da energia nuclear, garantido pelo direito internacional. O país acusa os Estados Unidos de desrespeitarem esse mesmo direito por meio de bloqueios ilegais e ações militares unilaterais.
A tensão persiste no Oriente Médio com risco de retomada das hostilidades diretas. A diplomacia chinesa ganha espaço enquanto a trégua entre Irã e EUA permanece incerta.
Leia também: Irã reforça arsenal durante trégua e fecha estreito de Ormuz contra ações navais dos EUA
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Zé Trovãozinho
21/04/2026
Mais uma vez o mundo à beira do caos por causa de regimes autoritários que vivem de ameaças. O Irã é só mais um exemplo do que acontece quando a esquerda radical toma conta: vira uma Cuba do Oriente Médio. E depois ainda querem que acreditemos que diálogo resolve tudo…
Maura Santos
21/04/2026
Zé, chamar o Irã de “esquerda radical” é tipo dizer que o apagão de 2001 foi culpa do samba: não faz sentido nenhum. Aquilo ali é teocracia autoritária, não socialismo — mistura tudo e depois ainda posa de analista político.
Marcos Conservador
21/04/2026
Esses regimes teocráticos vivem de ameaçar o Ocidente e posar de vítimas. No fundo, é tudo jogo de poder e ideologia, com cheiro de comunismo disfarçado de fé. Enquanto isso, o povo sofre e o mundo fica refém dessa instabilidade.
Zizi
21/04/2026
Marcos, meu filho, confundir o Irã com comunismo é coisa de quem faltou nas aulas de história. Nenhum aiatolá quer dividir riqueza com o povo, só manter o poder — nisso, aliás, parecem muito com certos liberais que você defende.
Luciana
21/04/2026
Enquanto eles brincam de guerra lá longe, aqui a gente continua brigando pra pagar o gás e o cartão de crédito. Essas disputas de poder só servem pra deixar tudo mais caro pra quem já vive no aperto. O povo comum é que paga a conta, como sempre.
Silvia D.
21/04/2026
Mais uma vez, vemos o mundo à beira de um novo conflito e quem mais sofre são as pessoas comuns. É impressionante como a guerra continua sendo tratada como solução. O que precisamos é de diálogo e consciência — não de mais violência.
Mariana Ambiental
21/04/2026
Mais uma vez, o império brinca com fogo e finge surpresa quando o outro lado reage. O Irã não é flor que se cheire, mas também não dá pra esquecer quem alimenta as guerras desde Washington. Enquanto isso, quem paga o preço são sempre os povos e o meio ambiente destruído pela ganância geopolítica.
Karina Libertária
21/04/2026
Gente, esse papo do Irã é só mais um drama pra assustar os markets. Quem investe fora, como eu, sabe que é só ruído geopolítico — daqui a pouco tudo volta ao normal. Enquanto isso, o pessoal no Brasil continua achando que o problema é o dólar alto em vez de aprender a fazer um portfolio internacional decente.
Clarice Historiadora
21/04/2026
Karina, essa sua fé cega no “mercado que se autorregula” é quase comovente. Quando o Irã fecha o estreito de Ormuz e o barril dispara, quero ver se o seu “ruído geopolítico” não vira um grito de desespero nos seus gráficos de investimento.
Renato Professor
21/04/2026
É curioso observar como certos governos tratam a diplomacia como um jogo de xadrez de bravatas, ignorando que cada peça movida tem custo humano real. Enquanto isso, a extrema-direita ocidental aplaude, achando que guerra é espetáculo de força e não falência moral.
Adalberto Livre
21/04/2026
ISSO É O QUE DÁ QUANDO DEIXAM ESSES COMUNISTAS E ISLAMISTAS MANDAR NO MUNDO!!! TUDO QUEREM RESOLVER NA BASE DA AMEAÇA E DA FORÇA! E AINDA TEM GENTE QUE ACHA QUE ESSES REGIMES SÃO EXEMPLO!!! QUERIA VER SE TIVESSEM QUE TRABALHAR DE VERDADE NUMA EMPRESA PRIVADA!!!
Augusto Silva
21/04/2026
Adalberto, curioso você falar em “trabalhar de verdade” quando o que move essas tensões é justamente o petróleo — o combustível das mesmas empresas privadas que você idolatra. No fim, quem lucra com essa guerra nunca é o operário, é o acionista.