O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, afirmou que Moscou está pronta para contribuir ativamente na restauração das relações entre o Irã e as monarquias árabes do Golfo Pérsico. A declaração foi feita em coletiva de imprensa após encontro com o ministro interino das Relações Exteriores da Líbia, Taher al-Baour, em Moscou.
Lavrov destacou que a normalização entre os países árabes do Golfo e a República Islâmica do Irã é fundamental para a estabilidade regional. O chanceler russo afirmou que Moscou analisará as informações sobre as conversas previstas entre Teerã e Washington e considerou que qualquer avanço em direção a um acordo semelhante ao Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA) sobre o programa nuclear iraniano seria um sucesso diplomático.
Lavrov ressaltou que a Rússia espera que as negociações entre o Irã e os Estados Unidos se concretizem. Ele vê o diálogo como a única via possível para uma solução pacífica e equilibrada dos conflitos no Oriente Médio.
O chanceler enfatizou que todos os países da região devem ter seus interesses respeitados, incluindo as nações árabes do Golfo. Essa posição reforça a postura russa de mediação multilateral e respeito à soberania dos Estados.
Lavrov também alertou para o risco de se colocar o conflito entre Israel e Palestina em segundo plano na agenda internacional. O chanceler classificou essa tendência como perigosa e potencialmente desestabilizadora para a região.
Para Lavrov, ignorar a decisão da ONU que prevê a criação de um Estado palestino é como instalar uma mina de ação lenta no processo de paz. Essa atitude pode comprometer os esforços de reconciliação regional no longo prazo.
O ministro defendeu que todas as partes envolvidas devem agir com responsabilidade e cumprir as resoluções das Nações Unidas. O posicionamento russo reforça a defesa do direito internacional perante políticas unilaterais no Oriente Médio.
Além da pauta iraniana, Lavrov confirmou que a Rússia aguarda a presença de uma delegação líbia na terceira Cúpula Rússia-África, marcada para ocorrer em Moscou no final de outubro. O governo russo pretende apoiar os esforços de reconciliação nacional e de reconstrução institucional na Líbia.
Durante o encontro, Lavrov iniciou a conversa em inglês para agradecer a visita do chanceler líbio e destacar as perspectivas de cooperação bilateral. O diálogo prosseguiu em árabe e russo com tradução simultânea e registrou momentos de descontração entre as delegações.
O ministro russo reiterou o compromisso de Moscou com a unidade líbia e a estabilização do país. Lavrov afirmou que a Rússia continuará engajada em iniciativas de paz sob a égide da ONU.
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Leia também: Lavrov e Araghchi criticam bloqueio dos EUA e defendem trégua no Golfo Pérsico
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Clarice Historiadora
21/04/2026
Lavrov jogando de pacificador é quase irônico, né? A Rússia tenta posar de mediadora enquanto alimenta conflitos em outros cantos. Mas, sinceramente, se até o Irã e Arábia Saudita conseguiram um início de diálogo via China, Moscou quer garantir que não fique fora do tabuleiro. Política internacional é xadrez, e o Kremlin odeia perder espaço.
Rubens O Pescador
21/04/2026
Enquanto o mundo tenta se entender, o Brasil podia aprender uma lição: diplomacia se faz com diálogo, não com bravata. Lembro quando o Lula botava o país pra conversar com todo mundo e ainda tinha feijão barato no prato do povo. Hoje é só gritaria e ninguém resolve nada.
Luciana
21/04/2026
Enquanto eles falam em mediação lá do outro lado do mundo, aqui a gente segue tentando mediar o orçamento de casa. Que resolvam em paz, mas o que eu queria mesmo era ver alguém “mediar” o preço do gás e dos juros do cartão.
Vanessa Silva
21/04/2026
Sempre fico com um pé atrás quando potências externas se colocam como mediadoras. A região precisa de estabilidade real, não de jogos de influência. O ideal seria que os próprios países do Golfo e o Irã liderassem esse processo, com foco em cooperação econômica e desenvolvimento sustentável.
Karina Libertária
21/04/2026
Ah pronto, agora a Rússia quer bancar o pacificador global! Isso aí é puro marketing geopolítico, gente. Enquanto isso, tem brasileiro achando que o problema do mundo se resolve com “paz e amor” e esquecendo de investir o próprio money lá fora. Wake up!
Miriam
21/04/2026
Enquanto uns fazem barulho e discursos inflamados, outros vão lá e oferecem mediação prática. É o tipo de diplomacia que funciona: menos espetáculo, mais mesa de negociação. Se cada país cuidasse de manter o básico funcionando, o mundo seria bem menos histérico.
Marcos Conservador
21/04/2026
Ah, claro, agora a Rússia virou missionária da paz… Esses comunistas disfarçados sempre aparecem querendo bancar os conciliadores enquanto espalham sua influência. O mundo precisa é de mais princípios e menos joguinhos geopolíticos travestidos de diplomacia.
Francisco de Assis
21/04/2026
Marcos, meu caro, o problema é que enquanto uns falam em princípios, outros constroem pontes reais entre nações. O Brasil e o mundo precisam é de soberania e diálogo — não de submissão cega a quem vive de guerra.
Celio Fazendeiro
21/04/2026
Mais uma vez a Rússia querendo posar de pacificadora, mas todo mundo sabe que é jogo de interesse. Esses países do Golfo que se cuidem, porque Moscou não dá ponto sem nó. Política internacional virou feira de vaidades e poder, e quem paga a conta é sempre o povo.
Alice T.
21/04/2026
Verdade, Célio, mas convenhamos: os EUA fazem o mesmo teatrinho de “pacificadores” há décadas e ninguém fala nada. No fim, é sempre geopolítica travestida de boas intenções — e o povo que lute.