A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, participou em 17 de abril de uma conferência internacional sobre segurança da navegação no estreito de Ormuz, realizada no Palácio do Eliseu, em Paris. O encontro foi copresidido pelo presidente da França, Emmanuel Macron, e pelo primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, e reuniu cerca de trinta delegações de países europeus, asiáticos, latino-americanos e do Oriente Médio.
O objetivo central da reunião foi coordenar uma futura missão de segurança marítima no estreito, ponto estratégico por onde passa grande parte do petróleo mundial. A ministra da Defesa da França, Catherine Vautrin, afirmou que a meta é garantir a livre circulação sem a imposição de pedágios e sem o risco de minas navais.
Vautrin destacou que a prioridade é agir apenas quando houver cessar-fogo e condições seguras para uma operação conjunta. A ministra também enfatizou que não é possível restaurar a circulação marítima sem diálogo direto com as partes em conflito, reforçando a necessidade de coordenação diplomática antes de qualquer ação de escolta.
Fontes do Palácio do Eliseu afirmaram que a presença de Meloni, ao lado de Macron, Starmer e do chanceler alemão Friedrich Merz, representou um sinal de unidade europeia diante da escalada de tensões no Oriente Médio. Segundo essas fontes, o conflito na região somou-se à guerra na Ucrânia e trouxe consequências pesadas para a Europa, exigindo uma resposta coordenada e pragmática.
O encontro buscou consolidar uma proposta que se apresente como uma terceira via entre a política de pressão máxima dos Estados Unidos sobre o Irã e a retomada de confrontos armados na região. A França deixou claro que os EUA não fazem parte desta iniciativa e não participaram da conferência, embora o diálogo com Washington permaneça aberto segundo o Eliseu.
Entre as condições para o êxito da futura missão, Paris defende o compromisso da República Islâmica do Irã de não abrir fogo contra embarcações civis e a garantia de que os Estados Unidos não bloqueiem navios que entrem ou saiam do estreito. A França já havia posicionado o porta-aviões Charles de Gaulle e outras fragatas no Mediterrâneo Oriental, prontos para apoiar a operação quando houver consenso político e condições de segurança adequadas.
De acordo com as autoridades francesas, a reunião também buscou oferecer segurança jurídica e técnica às companhias de navegação e seguradoras, assegurando que o estreito de Ormuz permaneça navegável sem riscos e sem custos adicionais. A iniciativa foi vista como um passo importante para reduzir tensões regionais e evitar que o comércio global de energia seja novamente interrompido por disputas geopolíticas.
Após o encontro em Paris, Giorgia Meloni retornou a Roma, onde participou da 76ª Assembleia Nacional de Federalberghi, no Salone delle Fontane. A agenda demonstrou o esforço da líder italiana em equilibrar compromissos internos e externos num momento de forte instabilidade internacional e de redefinição das alianças europeias.
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