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Rússia liberta reféns russo e ucraniano em operação contra jihadistas no Mali

15 Comentários🗣️🔥 Os dois homens, apresentados como um russo e um ucraniano, após serem libertados de cativeiro no Mali. (Foto: © HANDOUT/ AFP) O Ministério da Defesa da Rússia anunciou a libertação de dois homens mantidos como reféns no Mali, em operação conduzida pelo Africa Corps, unidade militar russa que substituiu o Grupo Wagner no […]

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Os dois homens, apresentados como um russo e um ucraniano, após serem libertados de cativeiro no Mali. (Foto: © HANDOUT/ AFP)

O Ministério da Defesa da Rússia anunciou a libertação de dois homens mantidos como reféns no Mali, em operação conduzida pelo Africa Corps, unidade militar russa que substituiu o Grupo Wagner no continente africano.

O geólogo russo Oleg Greta, nascido em 1962, e o ucraniano Iouri Yourov, nascido em 1970, foram resgatados com sucesso. Os dois trabalhavam para uma empresa russa de exploração geológica e haviam sido capturados no Níger em 2024.

O Grupo de Apoio ao Islã e aos Muçulmanos, conhecido como GSIM e afiliado à Al-Qaeda, era o responsável pelo sequestro. A organização divulgou um vídeo em 2024 no qual afirmava deter dois reféns capturados no sudoeste do Níger.

A ação ocorreu em território malinês e encerrou quase dois anos de cativeiro para os reféns. O comunicado oficial não revelou o número de combatentes envolvidos nem eventuais baixas entre as forças em confronto.

Segundo a RFI, a presença militar russa no Mali aumentou significativamente após a saída das tropas francesas. Moscou aproveitou o rompimento dos acordos com o Ocidente para consolidar sua influência na região por meio de apoio logístico e treinamento militar.

O Africa Corps ampliou sua atuação em países como Níger, Burkina Faso, República Centro-Africana, Líbia e Sudão. Essa expansão reflete a reconfiguração geopolítica do continente, onde potências ocidentais perderam terreno após sucessivos golpes de Estado.

O Ministério da Defesa russo destacou que a operação demonstra o compromisso de Moscou com a segurança de seus cidadãos e parceiros no exterior. A diplomacia russa utiliza esses êxitos para projetar uma imagem de potência global capaz de proteger seus interesses apesar das sanções ocidentais.

A Rússia intensificou sua presença na África desde o início da guerra na Ucrânia como forma de diversificar suas alianças internacionais. Essa estratégia abrange acordos militares, investimentos em mineração e energia e programas de capacitação técnica com nações africanas.

O resgate evidencia a transição russa de estruturas paramilitares, como o antigo Grupo Wagner, para unidades oficiais do Estado, como o Africa Corps. O Kremlin pretende com isso institucionalizar sua influência militar no continente e torná-la mais previsível.

O caso de Oleg Greta e Iouri Yourov ilustra a persistente instabilidade no Sahel, dominada pela ação de grupos jihadistas. A libertação representa um sucesso simbólico para a Rússia em meio à acirrada disputa por influência política e recursos econômicos na região.


Leia também: Rússia intensifica parceria antiterrorista com nações do Sahel


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Jeferson da Silva

21/04/2026

Essas operações da Rússia na África mostram como o jogo geopolítico tá pesado. Enquanto o povo trabalhador sofre com desemprego e precarização, as potências brincam de guerra em outro continente. No fim, quem paga o preço são sempre os de baixo.

Augusto Silva

21/04/2026

Interessante ver a Rússia atuando no Mali com o Africa Corps, como se nada tivesse mudado desde a era Wagner. A geopolítica é mesmo um tabuleiro curioso: onde há vácuo de poder, Moscou aparece com farda nova e discurso de libertação. No fim, é o velho jogo de influência travestido de operação humanitária.

Eduardo C.

21/04/2026

Interessante ver Rússia e Ucrânia aparecendo do mesmo lado, ainda que de forma indireta, nessa operação. Mas fico curioso com os números: quantos reféns o Africa Corps já libertou desde que substituiu o Wagner? Sem dados concretos, fica difícil medir o real impacto dessas ações.

Tadeu

21/04/2026

Sinceramente, essas notícias de operação militar lá na África não me dizem muita coisa. O que eu queria mesmo era entender como isso impacta o mercado — se mexe no petróleo, nas commodities, no câmbio… Aí sim faria diferença no bolso.

Zé Trovãozinho

21/04/2026

Olha aí mais uma prova de que a Rússia continua ativa e influente na África, mesmo depois do fim do Wagner. Enquanto o Ocidente fala, Moscou age e resolve. Mas claro, vão dizer que é propaganda russa…

    Rubens O Pescador

    21/04/2026

    Ô Zé Trovãozinho, a Rússia pode até agir lá na África, mas aqui no Brasil o povo quer mesmo é ação que encha a panela, como nos tempos em que o arroz e o feijão não faltavam no prato. Política internacional é bonita, mas barriga vazia não se engana com geopolítica.

Celio Fazendeiro

21/04/2026

Mais uma prova de que a Rússia continua agindo onde o Ocidente só faz discurso. Enquanto uns ficam chorando sanções e falando de “direitos humanos”, Moscou resolve o problema na marra. É assim que se impõe respeito no mundo real.

    Mariana Ambiental

    21/04/2026

    Celio, “resolver na marra” costuma ser o mesmo argumento que o agronegócio usa pra justificar devastar floresta e expulsar gente de suas terras. Força bruta sem responsabilidade não é respeito, é retrocesso.

Rick Ancap

21/04/2026

Impressionante como o Estado russo sempre acha jeito de se meter em tudo, até na África. Aposto que foi mais propaganda do que resgate real — afinal, governo adora posar de herói com o dinheiro dos outros. Se fosse iniciativa privada, resolvia bem mais rápido e sem tanto teatro.

    Renato Professor

    21/04/2026

    Rick, é curioso como você acredita que uma empresa privada desembarcaria no Sahel para resgatar reféns no meio de jihadistas — talvez com um aplicativo e um cupom de desconto, quem sabe. O fato é que certas tarefas, meu caro, exigem algo mais que planilhas: exigem Estado, coordenação e, sim, um mínimo de solidariedade.

Sgt Bruno 🇧🇷

21/04/2026

Selva! Mais uma missão bem-sucedida mostrando que quem tem preparo militar de verdade age e não fica só em discurso. Enquanto os comunistas choram e inventam narrativa, a Rússia vai lá e resolve. Melancia no lixo!

    Francisco de Assis

    21/04/2026

    Calma, sargento! Ninguém tá chorando, não. Mas se a gente for falar de preparo, lembra que o Brasil também já mostrou força e soberania sem precisar virar joguete de nenhuma potência estrangeira.

Luciana

21/04/2026

Enquanto isso, a gente aqui continua refém dos juros e do preço do gás. É bom ver gente sendo libertada, mas eu queria mesmo era ver o povo brasileiro sendo libertado das contas que não param de subir. Política internacional é bonita no noticiário, mas no mercado a realidade é outra.

Karina Libertária

21/04/2026

Mais uma prova de que a Rússia não brinca em serviço, né? Enquanto isso, o Ocidente fica só no talk talk e nas sanções inúteis. Se fosse o Brasil, iam fazer comissão e selfie em vez de agir.

    Maura Santos

    21/04/2026

    Karina, agir sem pensar nas consequências também é fácil — difícil é construir paz sem precisar de fuzil. E olha que por aqui a gente já viu o que dá quando “macho salvador” promete resolver tudo na bala, né?


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