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NASA prepara manobra Big Bang para prolongar operações das sondas Voyager

0 Comentários🗣️🔥 Uma das sondas Voyager da NASA no espaço, com o fundo de estrelas e nebulosa. (Foto: space.com) A NASA prepara uma manobra complexa para prolongar as operações das sondas Voyager, visando economizar energia e manter os instrumentos científicos ativos por mais tempo no espaço interestelar. Lançadas em 1977, as naves Voyager 1 e […]

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Uma das sondas Voyager da NASA no espaço, com o fundo de estrelas e nebulosa. (Foto: space.com)

A NASA prepara uma manobra complexa para prolongar as operações das sondas Voyager, visando economizar energia e manter os instrumentos científicos ativos por mais tempo no espaço interestelar.

Lançadas em 1977, as naves Voyager 1 e Voyager 2 excederam em muito sua vida útil projetada. Elas seguem transmitindo dados científicos valiosos mesmo após quase cinco décadas de voo.

As geradoras de energia das sondas perdem cerca de quatro watts por ano de forma progressiva. Esse processo levou ao desligamento gradual de diversos equipamentos ao longo dos anos.

A Voyager 1 opera com quatro instrumentos científicos ativos. A Voyager 2 conta com cinco instrumentos em funcionamento, de acordo com o Laboratório de Propulsão a Jato.

Esses sensores fornecem dados sobre campos magnéticos e partículas carregadas no meio interestelar. As medições ajudam os cientistas a compreender melhor o espaço além da heliosfera.

A manobra conhecida como Big Bang deve permitir a economia de cerca de dez watts de potência. O procedimento desativa aquecedores das linhas de combustível e ativa sistemas menos intensivos em energia.

A primeira tentativa será feita na Voyager 2 nos próximos meses. Os resultados determinarão se a mesma ação será executada na Voyager 1 ainda neste ano.

Se bem-sucedida, a operação pode adiar o fim das medições científicas por ao menos mais um ano. A gerente do projeto Voyager no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, Suzanne Dodd, lidera os esforços para maximizar a longevidade das naves.

Dodd destacou a robustez do projeto original das sondas. Ela explicou que a fonte nuclear de energia não se esgotará por completo, embora a potência disponível para os transmissores e instrumentos fique cada vez mais restrita.

Os transmissores exigem uma parcela importante da energia remanescente nas sondas. Essa necessidade limita as opções disponíveis para manter os experimentos científicos em atividade.

A Voyager 1 cruzou a fronteira do espaço interestelar em 2012. A Voyager 2 realizou a mesma travessia seis anos depois.

A sonda mais afastada se encontra atualmente a cerca de 169,8 unidades astronômicas da Terra. Sua companheira está posicionada a aproximadamente 143,1 unidades astronômicas de distância.

O cientista sênior do Instituto de Tecnologia da Califórnia e co-investigador do projeto Alan Cummings apontou desafios adicionais enfrentados pelas naves. Os sistemas de propulsão ameaçam congelar, enquanto a radiação e o tempo degradam os instrumentos e computadores de bordo.

A redundância incorporada no design inicial permitiu que as sondas superassem todas as expectativas. Essa característica garante que elas ainda entreguem informações úteis do espaço profundo.

A NASA espera celebrar o aniversário de 50 anos das missões em 2027. Os engenheiros também miram o objetivo de levar as sondas até 200 unidades astronômicas até 2035.

O sucesso depende de sorte, engenharia criativa e da durabilidade comprovada das duas naves. Mais informações sobre a manobra Big Bang estão disponíveis no portal Space.com.


Leia também: Nasa sacrifica instrumento da Voyager 1 para prolongar sobrevida da sonda no abismo interestelar


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