Uma escavação de rotina antes da construção de um novo bairro residencial perto do Kibbutz Ramat Rachel, em Jerusalém, revelou um túnel antigo de proporções colossais. A estrutura subterrânea se estende por mais de 50 metros, com cinco metros de altura e três metros de largura.
Os diretores da escavação pela Autoridade de Antiguidades de Israel, Sivan Mizrahi e Zinovi Matskevich, relataram que a descoberta ocorreu ao escavar um terreno rochoso. A equipe se deparou com uma cavidade cárstica natural que se desenvolveu em um longo túnel.
Para acessar a passagem principal, os arqueólogos descem uma escadaria que conduz a uma abertura escavada na rocha. Algumas seções do túnel desabaram ao longo do tempo, enquanto outras permanecem obstruídas por camadas de solo acumuladas.
A estrutura parece ter sido escavada por mãos humanas, mas pouco se sabe sobre suas origens. Geólogos descartaram a hipótese de que fosse um conduto de água antigo, pois não há fontes subterrâneas na área.
A teoria principal sugere que o local funcionava como uma mina para extrair calcário ou produzir cal. Mizrahi e Matskevich destacaram que a escavação foi executada com planejamento cuidadoso e recursos significativos.
A datação do túnel permanece um enigma, pois nenhum artefato foi encontrado em seu interior. A localização próxima a dois sítios arqueológicos importantes oferece pistas indiretas, mas insuficientes para uma cronologia precisa.
Nas imediações estão um edifício público da Idade do Ferro, no bairro de Arnona, e Tel Ramat Rachel. Os vestígios abrangem desde a Idade do Ferro até o período islâmico, sugerindo que o túnel pode ter entre 2.500 e 3.000 anos.
Jerusalém é um dos sítios arqueológicos mais escavados do mundo. A Autoridade de Antiguidades de Israel mantém equipes permanentes para investigar o subsolo antes de novas construções.
O arqueólogo distrital de Jerusalém, Amit Re’em, afirmou que a cidade nunca para de surpreender. Ele destacou que, embora normalmente haja explicações para os achados, neste caso os especialistas ficaram atônitos.
A descoberta se soma a outros achados frequentes em Jerusalém. O mistério do túnel colossal permanece em aberto, e apenas novas escavações poderão revelar sua finalidade e idade exata. Segundo o portal Olhar Digital.
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Roberto Lima
30/05/2026
Mais uma prova de que o dinheiro público é torrado nessas escavações de luxo enquanto o agro brasileiro pena com burocracia. Isso é coisa de intelectual esquerdista que adora ficar cavando passado para justificar o atraso. Cadê o túnel para escoar nossa safra?
Carlos Mendes
30/05/2026
Enquanto burocratas e arqueólogos gastam rios de dinheiro público para “desvendar mistérios”, empreendedores privados ficam anos esperando licenças para construir. Cadê o respeito à propriedade privada e à livre iniciativa? Esse túnel é só mais um monumento ao Estado perdulário.
Caio Vieira
30/05/2026
Caro Carlos, sua crítica ao Estado perdulário desconsidera que o túnel, em sua materialidade arqueológica, é um monumento à memória coletiva do povo — e, como diria Gramsci, a hegemonia se constrói também na disputa simbólica pelo passado, não apenas na acumulação privada. O empreendedorismo, sem lastro cultural, corre o risco de se tornar mero fetichismo da mercadoria.