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Comissão de impeachment: o triunfo do hipocrisia

Por Miguel do Rosário

18 de março de 2016 : 11h58

 

A hipocrisia da notícia abaixo é dupla: dos deputados e da imprensa que publica a matéria. 

Em primeiro lugar,  é preciso desintoxicar um pouco a reportagem de seu conteúdo golpista.

As entidades nomeadas agora apenas como  "empresas da Lava Jato" são as principais indústrias de construção civil do país. 

São o coração do nosso projeto de desenvolvimento, nas áreas de energia, logística e indústria de base.

Estão envolvidas em corrupção como todas as grandes empresas nacionais, inclusive as empresas de mídia que fazem matérias sobre elas. 

Entretanto, as indústrias de construção civil, por serem associadas a um projeto de soberania nacional, precisam ser criminalizadas, assim como toda a classe política. 

Por que o alvo a ser destruído é a soberania nacional. O Brasil não pode sonhar com desenvolvimento e soberania.

O Brasil, querem eles, precisa abaixar a cabeça e se submeter a uma papel inferior no cenário internacional. 

A imprensa, como é de seu feitio, criminaliza toda a classe política porque recebeu verbas, oficialmente, das principais empresas de engenharia do país. 

A hipocrisia também está nos deputados de oposição que querem cassar o mandato de Dilma Rousseff.

Quase todos os deputados receberam doações das empresas acusadas, pela República do Paraná, de patrocinar  esquemas de corrupção. 

A maioria deles tem problemas na Justiça.

É o triunfo da hipocrisia!

***

No UOL.

Maioria da comissão do impeachment recebeu doações de empresas da Lava Jato

Carlos Madeiro

Colaboração para o UOL, em Maceió 18/03/201606h00

A Câmara dos Deputados aprovou a criação da comissão especial do impeachment por 433 votos a favor e um contra

A Câmara dos Deputados aprovou a criação da comissão especial do impeachment por 433 votos a favor e um contra

Dos 65 deputados federais indicados nesta quinta-feira (17) para integrar a comissão que vai apreciar o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, 40 receberam dinheiro de empresas investigadas ou de suas subsidiárias durante a campanha de 2014.

A eleição foi aberta, com chapa única, e teve 433 votos a favor contra um. A comissão tem quatro nomes de deputados investigados na Lava Jato.

Segundo as prestações de contas entregues ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), foram R$ 8,9 milhões doados aos candidatos à Câmara ou a diretórios dos partidos que repassaram a campanha do parlamentar. Em valores atualizados, esse valor chega R$ 10 milhões.

Entre as bancadas dos partidos, apenas PSOL, Rede, PV, PROS e PEN indicaram nomes para a comissão que não receberam recursos. Ao todo, 24 partidos indicaram deputados proporcionalmente ao tamanho de suas bancadas na Câmara.

O deputado que mais recebeu dinheiro foi Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), que recebeu R$ 732 mil. Vieira Lima é a favor do impeachment da presidente. O deputado Paulo Maluf (PP-SP), com R$ 648.940 doados pelas empresas. Maluf anunciou que votará contra o impeachment.

A comissão tem agora um prazo de funcionamento de até 15 sessões do plenário. Se passar pela comissão, a palavra final será dada pelo plenário da Câmara, em votação aberta e com chamada nominal.

A previsão é que a votação do plenário ocorra entre a segunda quinzena de abril e a primeira de maio. Segundo o blog do Fernando Rodrigues, a comissão terá pelo menos 31 votos contrários ao governo e 28 a favor.

Deputados da comissão de impeachment que receberam dinheiro de empresas envolvidas na Lava Jato. Em R$

PSDB

Bruno Covas (SP) – R$ 227.486

Jutahy Júnior (BA) – R$ 531.875

Nilson Leitão (MT) – R$ 511.550

Paulo Abi-Ackel (MG) – R$ 425.000

DEM

Mendonça Filho (PE) – R$ 250.000

Elmar Nascimento (BA) – R$ 201.580

PPS

Alex Manente (SP) – R$ 400

PSB

Fernando Coelho (PE) – R$ 30.000

Bebeto Galvão (BA) – R$ 50.000

Danilo Forte (CE) – R$ 400.000

SOLIDARIEDADE

Paulinho da Força (SP) – R$ 240.925,5

PSC

Eduardo Bolsonaro (SP) – R$ 567,27

Marco Feliciano (SP) – R$ 9.837,1

PRB

Jhonatan de Jesus (RR) – R$ 10.000

Marcelo Squassoni (SP) – R$ 770

PHS

Marcelo Aro (MG) – R$ 30.000

PSD

Paulo Magalhães (BA) – R$ 19.898,44

Marcos Montes (MG) – R$ 100.000

PMB

Weliton Prado (MG) – R$ 166.500

PDT

Flavio Nogueira (PI) R$ – 100.000

PMDB

Leonardo Picciani (RJ) – R$ 199.000

Washington Reis (RJ) – R$ 500.000

Osmar Terra (RS) – R$ 190.000

Lúcio Vieira Lima (BA) – R$ 732.000

PP

Aguinaldo Ribeiro (PB) – R$ 271.900

Jerônimo Goergen (RS) – R$ 100.000

Roberto Britto (BA) – R$ 7.423,59

Paulo Maluf (SP) – R$ 648.940

PTB

Benito Gama (BA) – R$ 211.890

PT

Arlindo Chinaglia (SP) – R$ 412.000

José Mentor (SP) – R$ 187.500

Paulo Teixeira (SP) R$ – 285.000

Vicente Cândido (SP) – R$ 254.125

Zé Geraldo (PA) – R$ 145.500

PTN

João Bacelar (BA) – R$ 4.493,66

PR

José Rocha (BA) – R$ 494.407,1

Edio Lopes (RR) – R$ 680.732

Maurício Quintella (AL) – R$ 350.000

PT do B

Sílvio Costa (PE) – R$ 100.000

Total – R$ 8.981.301

 

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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