Boulos em Recife

TSE define relator do processo contra Bolsonaro

Por Miguel do Rosário

19 de outubro de 2018 : 15h35

Na Gazeta do Povo

“Corregedor-geral será relator de processo contra Bolsonaro no TSE

por Célio Martins [ 19/10/2018 ] [ 12:30 ] Atualizado em [ 19/10/2018 ] [ 12:32 ]

Jorge Mussi é o atual corregedor-geral da Justiça Eleitoral. Foto: Assessoria de Comunicação do TSE.

O ministro Jorge Mussi, corregedor-geral eleitoral, será o relator da ação movida pela coligação de Fernando Haddad (PT) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a campanha de Jair Bolsonaro (PSL) por suposta fraude eleitoral por meio do aplicativo Whatsapp. A escolha do relator foi confirmada na manhã desta sexta-feira (19) pela assessoria de comunicação do TSE.

A ação tem como base reportagem do jornal Folha de S. Paulo, publicada nesta quinta-feira (18). De acordo com o trabalho jornalístico, empresas pagaram, em contratos que chegariam a 12 milhões de reais, pelo envio em massa de conteúdos falsos contra Haddad por meio do Whatsapp.

Após a divulgação da reportagem, Bolsonaro veio a público e disse, por meio de vídeo postado no Facebook, que não tem controle sobre o que publicam na internet. Afirmou ainda que não há provas.

Além da investigação das empresas que estariam pagando pelo envio massivo de mensagens, a coligação do candidato petista também pede que o WhatsApp apresente, em um prazo de 24 horas, um plano de contingência capaz de suspender o “disparo em massa” de mensagens que seriam ofensivas a Haddad.

A ação da coligação de Haddad aponta haver no caso práticas vedadas pela Lei Eleitoral, como doação de pessoa jurídica e compra de cadastros de usuários.

Jorge Mussi foi escolhido corregedor-geral da Justiça Eleitoral em junho deste ano. Ele substituiu o ministro Napoleão Nunes Maia Filho, que deixou o TSE no final de agosto. O mandato irá até 24 de outubro de 2019, data que marca o encerramento de seu biênio como integrante efetivo do TSE.

O cargo de corregedor-geral é exercido por magistrado eleito pelo TSE entre os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que compõem a Corte Eleitoral como membros titulares, de acordo com o parágrafo único do artigo 119 da Constituição Federal. A Corregedoria-Geral da Justiça Eleitoral é a unidade do TSE responsável pela fiscalização da regularidade dos serviços eleitorais em todo o país. Responde ainda pela orientação de procedimentos e rotinas a serem observados pelas corregedorias e pelos cartórios eleitorais nos estados.”

Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/blogs/certas-palavras/processo-contra-bolsonaro-no-tse-tera-ministro-jorge-mussi-como-relator/

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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7 comentários

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Antonio Gomes de Farias Neto

21 de outubro de 2018 às 18h30

Cambada de canalhas imbecis!!!

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Chauke Stephan Filho

20 de outubro de 2018 às 10h47

O “escândalo” de Bolsonaro é um escândalo do PT. O verdadeiro escândalo é o escândalo do “escândalo”.

Fazem de tudo para censurar a rede-múndi. A paleomídia comercial tem interesse nisso. Ela não pode vencer a concorrência das ciber-redes, nas quais milhões de pessoas se comunicam como se estivessem num grupo de amigos. Nelas há censores, mas não há censura, porque os censores não tem autoridade, não têm poder, não têm tesoura nem faca como a de Adélio.

Justamente por isso a rede sofre ataques. Querem acabar com a opinião livre e seu compartilhamento massivo nos aplicativos de mensagem. Agem para enredar a rede, para criminar seus usuários e criminalizar a palavra livre e pública.

A democracia trouxe de volta a censura. Que estranha é a “nossa” democracia! E agora, os novos ditadores são as antigas vítimas da ditadura de antes.

Só que a ditadura de agora é diferente, é uma boa ditadura, uma ditadura politicamente correta. Ora, quem está contra alguma coisa correta só pode estar errado. A ditadura da diversidade não merece esse nome feio que é “Ditadura”, tão associado ao mal, a repressão, a mortes. A ditadura da correção política merece ser chamada de “Benditadura”. Seus inimigos são os “malditos”.

Bolsonaro sempre foi um maldito. Mas um maldito entre corruptos e perseguidores politicamente corretos da contracultura termina por ser bendito. Os votos da grande maioria da brava gente são a bênção que recebe o destemido Capitão.

Bolsonaro mostrou-se perseverante, mostrou-se firme, agressivo (mas não violento), mostrou ser um homem de convicções, e isso durante décadas. Ao longo de tanto tempo, o futuro presidente teve contra ele tudo e todos que a esquerda podia mobilizar.
Entretanto, quem hoje está desmoralizado não é Bolsonaro.

Desmoralizado está Lula, desmoralizada está Dilma, desmoralizados estão todos os seus aliados que a suja bufunfa da corrupção reuniu na quadrilha vermelha para assaltar o Brasil.

Enquanto seus inimigos locupletavam-se na lama dourada da corrupção, Bolsonaro apanhava deles. Os verdadeiros demônios demonizavam-no.

Ele era satanizado pelos mais aberrantes figuros das minorias recalcadas, que contra ele descarregavam todo o seu ressentimento, a sua inveja, a sua maldade.Mas o mal estava em Bolsonaro. Só Bolsonaro não tinha asas nas costas.

Quanta enganação! Quanta mistificação! E quem podia protestar? Quem tinha a coragem de desafiar as milícias do pensamento único? Quem assumiria o seu racismo, a sua homofobia, seu isto, seu aquilo? Só Bolsonaro. Ele não se rendeu aos ditadores da virtude. O Capitão não se rendeu à hipocrisia.

Por isso ele apanhou tanto. Os crucificadores morais pregaram Bolsonaro numa cruz. Bolsonaro parecia morto e enterrado, mas ressuscitou politicamente. Está vivo para nos salvar daqueles que atiram a primeira pedra.

Os profligadores vermelhos desconhecem a lição básica e milenar que ensinam nossos padres e pastores: somos todos pecadores.

Bolsonaro apanhou, como apanhou! Apanha ainda, mas apanhando ele cresceu, como a massa do bom pão.

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Luiz Cláudio Pedroso da Fonseca

19 de outubro de 2018 às 22h36

De fato, as dúvidas quanto a capacidade de isenção do Judiciário aumentam a cada passo da implantação do ideário neoliberal. Entretanto, uma Justiça suficientemente flexível para servir aos poderosos, é de bom alvitre numa democracia.

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Paulo

19 de outubro de 2018 às 19h05

Não assumirão o ônus político de cassar um candidato popular, praticamente eleito…

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JOÃO BATISTA

19 de outubro de 2018 às 18h53

Sete dos 11 atuais ministros são indicação do partido do “gênio” que está hospedado na PF, em Curitiba.

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devanir marchioli

19 de outubro de 2018 às 18h05

Pouco provável que isso vá dar alguma coisa…… ainda não apresentaram provas contundentes, se ficar só nesse disse que me disse, vai acabar fortalecendo ainda mais o antipetismo e ajudar o coisa ruim……

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Sergio Maluco

19 de outubro de 2018 às 16h15

Coitada da Rosa Weber, nao sabe nem o que dizer qto mais o que fazer. Nunca vi uma turma de ministros do Supremo com tao baixa qualidade técnica. É para deixar qualquer um que precisa da justiça de cabelo em pé.
Aposto que domingão ela só vai encher linguiça.

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