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Economia brasileira continua se primarizando

Por Miguel do Rosário

03 de dezembro de 2018 : 19h58

Soja, petróleo bruto e minério de ferro responderam por 33% das exportações brasileiras no acumulado de 11 meses Jan/Nov deste ano, contra 28,9% no mesmo período do ano anterior.

No total, a participação dos produtos básicos na exportação brasileira atingiu 50% – contra 47% em 2017.

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No site do MDIC

Exportações e importações até novembro superaram o desempenho de 2017

Publicado: Segunda, 03 de Dezembro de 2018, 18h00

Para o secretário de Comercio Exterior, resultado mostra que comércio exterior brasileiro está mais forte

Brasília (3 de dezembro) – Os valores das exportações e das importações brasileiras, até novembro de 2018, já superaram o desempenho de todo o ano passado. No período de 11 meses, as exportações somaram US$ 220 bilhões sendo que, de janeiro a dezembro de 2017, os embarques somaram US$ 217,7 bilhões. As importações, que chegaram a US$ 168,3 bilhões, de janeiro a novembro, também superaram o ano de 2017 fechado, cujas compras somaram US$ 150,7 bi.

Confira aqui os dados completos da balança comercial.

O resultado da balança comercial foi divulgado nesta segunda-feira pelo secretário de Comércio Exterior do MDIC, Abrão Neto, em coletiva de imprensa. “Houve um crescimento muito forte das nossas vendas de produtos básicos, que decorrem inclusive de uma safra recorde esse ano, mas também houve um comportamento muito positivo de diversos outros produtos da pauta brasileira de exportações como máquinas e aparelhos de terraplanagem e semimanufaturados de ferro e aço”, disse.

Produtos como minério de ferro e seus concentrados, soja, óleos brutos de petróleo e celulose tiveram recorde de exportação tanto em volume quanto em valor nos primeiros 11 meses deste ano e contribuíram com o resultado positivo, mas o secretário citou também uma série de ações que foram tomadas na área de facilitação de comércio que tem dado maior competitividade para as exportações brasileiras.

De acordo com Abrão Neto, exemplo disso é o relatório de competitividade Doing Business do Banco Mundial que mostrou neste ano um avanço expressivo na posição do Brasil, com 33 posições. “E do lado das importações, o mercado interno e a maior demanda brasileira têm movimentado nossas compras externas, desde produtos intermediários, insumos para a indústria e agropecuária, bens de capital e bens de consumo”, completou. Segundo ele, a importação de veículos de passageiros acumula um crescimento de 50% no ano.

Para o secretário, o resultado alcançado até novembro mostra que o comércio exterior brasileiro está mais forte, o que tem contribuído para a geração de emprego e renda. “Apesar de um superávit expressivo, mas menor que o de 2017, o desempenho do comércio exterior brasileiro em 2018 supera em qualidade e em dimensão os resultados do ano passado, o que contribui com a economia brasileira”, afirmou.

A corrente de comércio, que é a soma das exportações e das importações, até novembro (US$ 388,3 bilhões) também superou o valor de todo ano de 2017 (US$ 368,5 bilhões). O saldo comercial registrado em 11 meses foi de US$ 51,7 bilhões, “o que confirma a previsão de fecharmos o ano com um superávit na casa dos US$ 50 bi”.

Assessoria de Comunicação Social do MDIC

 

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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1 comentário

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Paulo

05 de dezembro de 2018 às 22h27

Os nºs não são ruins, na medida em que indicadores importantes, como os da indústria, evoluíram. Mas claro que seria melhor quanto mais pudéssemos ter uma pauta de exportações focada nos setores secundário e terciário.

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