Live do Cafezinho (18 h): Pós-verdade na política brasileira (uma conversa com Fabio Palacio)

Live: os cristãos e a política. Às 20:30

Por Redação

09 de julho de 2020 : 17h56

Quais os problemas de comunicação entre o campo popular e a comunidade religiosa cristã?

Esses problemas ajudaram a eleger Bolsonaro?

O Cafezinho organizou uma live para discutir esses temas, com a participação dos pastores Alexandre Gonçalves e Claudio Moreira. Também presentes, o professor de Filosofia Gustavo Castañon e o jurista Anderson Vaz. O editor de Cafezinho, Miguel do Rosário, faz a mediação.

A live acontece hoje, quinta-feira 9 de julho, às 20:30.

Assista pelo player abaixo:

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4 comentários

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Sebastião Farias

10 de julho de 2020 às 18h24

És aqui nossa contribuição ao tema, analisem a fundo e sem parcialismo, o que diz esse pastor batista sobre a participação e legado desses cristãos, à história do Brasil.
:: “A fé cristã nunca acreditou que Deus tivesse privilegiados”, diz Pastor Ariovaldo ::
Como era a relação entre igrejas evangélicas e governo federal antes da chegada de Bolsonaro à presidência?
O movimento evangélico brasileiro surge no século 19 pelos derrotados da Guerra de Secessão, no sul dos Estados Unidos. Eles aceitam a escravidão, entendem que os Estados Unidos têm um “destino manifesto”. A teologia que eles trazem não privilegia questões humanitárias, não prioriza a eliminação das desigualdades, das injustiças sociais.
Havia um protestantismo na Europa e nos Estados Unidos mais socialmente engajado, contra as desigualdades, a favor da educação, do sufrágio universal. Mas não foi esse que veio para o Brasil.

Os evangélicos brasileiros veem ou se relacionam com o presidente como se ele fosse seu pastor

Então, os protestantes são capazes de discursar em favor da vida intrauterina [contra a legalização do aborto], mas não conseguem se colocar em defesa da vida das crianças mortas em operações da polícia.
E por que eles defendem uma bandeira, e não a outra, se eles são “pró-vida”? Porque estão acostumados, desde a origem, a serem amigos de poderes conservadores e até fundamentalistas, a não terem simpatia por bandeiras sociais mais amplas, e a se apegarem no que eu chamo de “etiquetas sociais” – em detrimento de uma ética social.
Vou usar uma metáfora bíblica: eles coam o mosquito e engolem o camelo. Eles são capazes de atribuir as grandes questões nacionais ao “comunismo” – seja lá o que isso significa –, enquanto as pequenas questões da sua ética rasteira eles colocam em grande monta, a ponto de participarem de manifestações antidemocráticas.

Brian Kibuuka é pastor batista e professor universitário / Reprodução / Facebook Bian Kibuuka
Os últimos a abandonarem os militares durante a ditadura foram os evangélicos. Eles foram com Figueiredo [último presidente militar, de 1979 a 1985] até o fim. Mesmo o Figueiredo dizendo que precisou tomar vários banhos depois de ser abraçado por negros aqui na Bahia, ainda assim eles foram capazes de apoiar o regime militar e serem contra as “Diretas Já” – claro que não todos, mas uma grande maioria.
Quando o lulismo se implantou como uma força política no Brasil, os mesmos líderes evangélicos que hoje defendem que as pessoas sejam armadas defendiam o desarmamento naquela época. Os que dizem que é preciso ser “contra a corrupção” hoje em dia, naquela época diziam que Lula e o petismo eram alinhados ao profetismo bíblico por causa de sua proposta de justiça social.
Como camaleões, eles conseguem modular seu discurso, e as pessoas não têm uma memória tão substancial que permita confrontar o discurso atual com o de outrora. Isso é a marca do movimento evangélico desde os seus primórdios.
O primeiro evangélico que tem ligação com o poder no Brasil é um missionário escocês chamado Robert Kalley, ligado a Dom Pedro II. Aí, quando ocorre o golpe militar que instaura a República, os evangélicos estão lá apoiando os militares que assumem o governo.
Quando a gente tem a ascensão do getulismo, que quebra a República Velha e propõe outra ruptura constitucional, os evangélicos também estão nessa esteira. Em 1964, mais uma vez. No lulismo, também. E, agora, com o bolsonarismo.
:: Domínio da fé e da política: o projeto de poder dos líderes evangélicos no Brasil ::
FONTE: https://www.brasildefato.com.br/2020/06/08/parte-dos-evangelicos-migrara-do-bolsonarismo-ao-lavajatismo-avalia-pastor-batista
Paz e bem.
Sebastião Farias
Um cidadão brasileiro nordestinamazônida

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Paulo

09 de julho de 2020 às 23h03

Peguei o finalzinho e confesso que me impressionou o alto nível do debate (não sei se o antes correspondeu ao depois). Mas confesso também que fiquei meio desconfiado com a ausência de um debatedor de fé católica. Não dá pra falar de cristianismo sem catolicismo, ainda mais no Brasil. E que fosse de tomo, não somente para fazer quadro. Não sei se se deveu à eventual negativa de participar ou à falta de convite…

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Martha Hirsch Aulete

09 de julho de 2020 às 18h22

Cristãos?… E o PT, hein?

“Muito engana-me, que eu compro”

E a Copa do Mundo no Brasil, hein? Em vez de se construir hospitais, construiu-se prédios inúteis.

E o PT®? Qual o poder constante de sua propaganda ininterrupta?
Eis:
Vive o PT© de clichês publicitários bem elaborados por marqueteiros. Estilo do brilhante e talentoso João o Milionário Santana. Nada espontâneo.
Mas apenas um frio slogan (tal qual “Danoninho© Vale por Um Bifinho”/Ou: “Skol®: a Cerveja que desce Redondo”/Ainda: “Fiat® Touro: Brutalmente Lindo”). Não tem nada a ver com um projeto de Nação.
Eis aqui a superficialidade do PETISMO:
0.“Coração Valente©”
1.“Pátria Educadora™” [Buá; Buá; Buá].
2.“Pronatec©”
3.“A Copa das Copas®”
4.“Fica Querida©”
5.“Impeachment Sem Crime é Golpe©” [lol lol lol]
6.“Foi Golpe®”
7.“Fora Temer©”
8.“Ocupa Tudo®”
9.“Lula Livre®”
10.“®eleição sem Lula é fraude” [kuá!, kuá!, kuá!].
11.“O Brasil Feliz de Novo®”
12.“Lula é Haddad Haddad é Lula®” [kkkk]
13.“Ele não®”.
14.“Minha Casa, Minha Vida©”
15.“Saúde não tem preço®”
16.“Haddad agora é verde-amarelo®” [rsrsrs].
17.“Rede cegonha©”
18.“LUZ PARA TODOS™” (kkk).
19. (…e agora…): “Ninguém Solta a Mão de Ninguém©”
20.“Água para todos©” (é mesmo?)
21.“Mais Médicos®”
22.PT = “Controle social da mídia” [™] (hi! hi! hi!): desejo do petismo.
23.“Brasil Carinhoso©” [que momento açucarado].
24.“Bolsa Família®”
25.“SKOL®: a Cerveja que desce RedondO”.
PT© é vigarista e aderente ao charlatanismo.
Vive de ótimos e CALCULADOS mitos publicitários.
É o tal de: “me engana que eu compro”.
Produtos disfarçados, embalagens mascaradas e rótulos mentirosos. PT™!
Nós todos apreciamos consumir alguma coisa, com certa constância. Então isso seria bom… Mas não nesse caso. PT™ é uma farsa, um simulacro. Aquela coisa desgraçada.

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    Justiceiro

    10 de julho de 2020 às 15h43

    Sessões de análise pra se encontrar, urgente.

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