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Após receber ordem de Bolsonaro, Pujol se recusou a falar contra decisão pró-Lula no STF

Por Redação

30 de março de 2021 : 11h49

O comandante do Exército, general Edson Pujol, não quis se submeter a uma ordem imposta por Jair Bolsonaro.

Antes de ser colocado como inimigo do governo, Pujol foi ordenado por Bolsonaro a falar publicamente contra a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, que anulou as condenações do ex-presidente Lula no âmbito da Operação Lava Jato.

Nos bastidores, Pujol não esconde que é contra a decisão que tornou elegível o líder petista, mas que não iria contaminar o posto de comandante do Exército com seu posicionamento pessoal como fez o general Villas Boas.

De acordo com UOL, Bolsonaro teria se irritado com a atitude de Pujol e recebeu como resposta do então ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, de que não poderia obrigar um oficial a se manifestar sobre qualquer assunto.

Foi daí que a sangria na relação entre ambos se intensificou e como resultado, Azevedo foi demitido da pasta na tarde desta segunda, 29. Já Pujol deixou claro que não vai continuar no comando geral do Exército, independente das palavras do general Braga Netto, novo ministro da Defesa.

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4 comentários

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Alan C

30 de março de 2021 às 19h25

Incrível como o asno se borra de medo do Lula.

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dcruz

30 de março de 2021 às 14h49

Essa contradição entre bozo e seus militares é insolúvel, sempre irá existir, e o próprio bozo quem criou a sarna pra se coçar enchendo seu governo de militares, alguns deles, quem sabe, no passado o incriminou. Em circunstância nenhuma um oficial superior gostaria de ser mandado por um reles capitão que ainda por cima saiu escorraçado do Exército, mesmo com a devida maquiagem para que essa mácula desaparecesse.

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Alexandre Neres

30 de março de 2021 às 13h27

O comandante do Exército mostrou na prática que as Forças Armadas são instituições de Estado, não de governo. Apesar de não ter feito mais do que a obrigação, num país com um grande contingente de fascistas e de adoradores de ditaduras, deve ser defenestrado, pois estamos repletos de sabujos como o Villas Bôas. Pujol deveria manter sua hombridade e se retirar antes, não compactuando com um desgoverno que vai arrastar a pouco e pouco os militares para o buraco. Espero que o resultado disso tudo seja que os militares sejam definitivamente afastados da política, na medida em que a falta de aptidão é incontornável.

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Luan

30 de março de 2021 às 12h11

Bolsonaro sabe muito bem que o STF resolveu por o bico no executivo e fazer oposiçào ao Governo por falta absoluta da esquerda, por isso qualquer palavra sobre as cagadas do STF por parte é bem vinda para que o STF nao tome mais espaço que nao lhe compete.

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