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Por que a privatização dos Correios é um tiro no pé do desenvolvimento nacional?

Por Miguel do Rosário

20 de abril de 2021 : 15h43

Alguns deputados, liderados pelo presidente da Câmara, Arthur Lira, resolveram colocar em regime de urgência, ainda hoje (terça, 20 de abril de 2021), o projeto de privatização dos Correios.

É uma oportunidade de fazermos um debate sobre o tema.

Esqueça, por um momento, as suas paixões políticas, partidárias ou ideológicas, e vamos falar de economia da maneira mais objetiva possível.

Neste artigo, irei trazer muitos dados, gráficos e links para provar a minha tese de que a privatização dos Correios não é uma boa ideia. Mas vamos iniciar a conversa sem nada disso, apenas usando o bom senso.

Não trabalho nos Correios, não sou político, não sou dirigente sindical ou partidário, não tenho nenhum laço com essa estatal. Minha posição contra a privatização dos Correios é baseada pura e simplesmente na lógica.

Quando se fala em Correios, o que devemos ter em mente hoje é o mercado de encomendas comerciais.

Aqui estamos falando do futuro do comércio global: o comércio eletrônico (e-commerce, em inglês), que é o comércio realizado via internet, onde o indivíduo compra o produto online, e o recebe pelo correio.

Para se ter uma ideia da magnitude do que estamos falando, o comércio eletrônico global, segundo a consultoria Emarketer, deve movimentar em 2021 cerca de US$ 5 trilhões, e representar quase 20% do comércio total no mundo.

Isso significa que a cada 100 dólares gasto por um consumidor este ano, em todo planeta, 20 dólares serão gastos online.

O aumento do comércio eletrônico no mundo, em apenas dois anos, será de 45%.

Nos Estados Unidos, o comércio eletrônico cresceu incríveis 44% em 2020 (o ano da pandemia), movimentando US$ 861,12 bilhões, segundo estimativa da Digital Commerce. Foi um crescimento quase três vezes maior que o registrado em 2019, de 15%.

A pandemia do coronavírus, que devastou a economia de países inteiros, passou incólume pelo comércio eletrônico, que, na contramão de tudo, avançou. Isso se explica naturalmente pelo fato de que as medidas de distanciamento social forçaram ou estimularam as pessoas a adquirirem mais produtos via internet.

Em alguns países, o peso do comércio eletrônico é maior do que em outros. O país mais avançado do mundo nesta seara é a China, onde o comércio eletrônico deve alcançar 52,1% de todas as vendas no país, contra 44,8% em 2020. A projeção ainda é da EMarketer.

A China está muito acima da média global. Para colocar em perspectiva, o comércio eletrônico deve responder este ano por cerca de 30% das vendas na Coréia do Sul, 21% nos EUA e 13% nos países ocidentais da Europa.

Segundo informações oficiais do governo chinês, a indústria postal chinesa experimentou uma “robusta expansão em 2020”, movimentando cerca de US$ 326,46 bilhões, e obtendo uma receita líquida de quase US$ 170 bilhões.

O serviço postal da China, sem dúvida o maior, melhor e mais ativo do mundo, tanto por sua capacidade doméstica,  sem paralelo, como pelo apoio que dá aos produtores chineses em sua busca por mercados externos, é naturalmente inteiramente público e estatal.

E como é o serviço postal em outros países? Houve privatização?

Na Europa, alguns países viveram processos de privatização, com Reino Unido e Alemanha.

No Reino Unido, a privatização foi recente, em 2014, e há muitas denúncias de irregularidade no próprio processo, além de um aumento brutal de reclamações contra a qualidade dos serviços e aumento no preço das taxas de envio.

Na Alemanha, o processo foi inteiramente diferente do que se pretende fazer no Brasil. Na Alemanha, a estatal nacional foi convertida numa corporação privada, a DHL, que é hoje o maior grupo de serviços postais no mundo! E o governo alemão detém 20% do controle acionário do grupo.

Nos EUA, os republicanos tentam privatizar os Correios há décadas, mas nunca conseguiram, por inúmeras razões, inclusive constitucionais, visto que parte significativa do processo eleitoral americano é gerido pelo serviço postal público.

Em artigo publicado no site da Forbes em outubro do ano passado, o jornalista Eric Sherman lista sete razões principais para considerar a privatização do serviço postal americano como ridícula e estúpida.

Uma delas é que, ao contrário do que alguns possam achar, as empresas privadas do setor são pequenas demais. Ele lembra que, no ano fiscal de 2019, as maiores companhias que operam nos EUA, a FedEx e a UPS movimentaram, somadas, 11 bilhões de pacotes, contra um total de 143 bilhões de peças que passaram pelos escaninhos do serviço postal público americano (USPS).

Quanto à Amazon, o jornalista informa que 45% das entregas da empresa de Jeff Bezos para consumidores norte-americanos são operadas pelo serviço postal público.

Agora vamos olhar para os números do Brasil.

Em primeiro lugar, os Correios são uma estatal que dá lucro. Os últimos dados anuais consolidados, que podem ser acessados no site da própria empresa, informam que ela obteve lucro de R$ 102 milhões em 2019.

Para 2020, os últimos dados disponíveis são relativos ao terceiro trimestre, e mostram um forte aumento dos resultados da empresa, com R$ 818 milhões de lucro no acumulado, sendo que o último trimestre é sempre o melhor para os Correios, em virtude do grande aumento de encomendas e cartas no período que antecede as festas de fim de ano, além da chegada do décimo terceiro.

Segundo reportagem do Valor publicada em outubro do ano passado, há estimativa de que o lucro dos Correios supere R$ 1 bilhão em 2020, o que será um dos maiores de sua história.

O aumento dos lucros dos Correios vem, naturalmente, do mercado de encomendas, o qual, por sua vez, é o setor por excelência do comércio eletrônico.

O mercado de encomendas no Brasil é livre. A iniciativa privada pode explorá-lo à vontade, e ela o tem feito. Os Correios detêm 44% desse mercado, o que significa que mais da metade dele já está em mãos da iniciativa privada.

Conforme relatório da estatal, em 2019, 48% das receitas de vendas da empresa foram oriundos do segmento de encomendas (leia-se comércio eletrônico).

Em 2020, o setor de vendas on-line no Brasil registrou um salto recorde, refletindo o aumento na demanda por conta da pandemia de coronavírus e também o maior número de empresas que decidiram entrar no comércio eletrônico.

Segundo levantamento da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), em parceria com a Neotrust, o crescimento nas vendas foi de 68% na comparação com 2019, dobrando a participação do e-commerce no faturamento total do varejo, que passou de 5% no final de 2019 para um patamar acima de 10% em alguns meses do ano passado.

Conclusão

Todas as previsões apontam para um grande aumento do comércio eletrônico no mundo. A pandemia acelerou exponencialmente um processo que já se encontrava em curso.

O comércio eletrônico, para se tornar uma atividade lucrativa para os produtores, precisa de serviços postais de qualidade, com preços acessíveis, e de alcance garantido e universal. Com mais de oito milhões de quilômetros quadrados, e quase seis mil municípios, é muito difícil uma empresa privada, por maior que seja, ter a capilaridade e alcance dos nossos Correios.

No Brasil, já temos um problema grave de emprego, que não deve melhorar no futuro próximo. Os brasileiros tentam contornar a dificuldade apelando para o trabalho informal e para o microempreendedorismo, que por sua vez são muito dependentes de um serviço postal eficiente e acessível.

Privatizar os Correios seria, portanto, um péssimo negócio para o interesse nacional.

E isso sem falar na insegurança oferecida ao futuro de mais de 100 mil funcionários dos Correios, num momento em que o Brasil vive o pior desemprego de sua historia. Uma conta simples, de três brasileiros por família, mostra que temos quase 300 mil brasileiros ligados diretamente a estatal.

A quem interessa esse tipo de terrorismo no momento em que os brasileiros se encontram tão fragilizados?

Os Correios é uma estatal que poderia estar sendo usada pelo governo, neste momento, para acolher a população desempregada, dentro de um programa público inteligente, que visasse combater a miséria e melhorar a formação do trabalhador brasileiro.

Os relatórios recentes dos Correios, no entanto, mostram uma gestão dominada pela mediocridade liberal, onde se prioriza sempre a diminuição do número de servidores, ao invés de focar no desenvolvimento de novas tecnologias.

Se tivéssemos um governo comprometido com o bem estar da população e com o desenvolvimento, os Correios poderiam também ser usados como uma das pontas de lança para estimular a modernização do país. Por exemplo, os Correios poderiam ser parceiros em projetos de incentivos a venda de produtos tecnológicos feitos no Brasil.

Aliás, produtos de informática e comunicação respondem hoje por quase 40% das vendas do e-commerce no Brasil.

Privatizar os Correios, em suma, é uma péssima ideia, com graves e terríveis consequências para o desenvolvimento nacional!

Miguel do Rosário

Miguel do Rosário é jornalista e editor do blog O Cafezinho. Nasceu em 1975, no Rio de Janeiro, onde vive e trabalha até hoje.

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28 comentários

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Daniel

09 de maio de 2021 às 02h06

Melhor matéria sobre a privatização dos Correios, a empresa não deve ser privatizada e sim melhorada , empresa sempre deu lucro só que sofreu muito com interferências políticas ( corrupção), privatizar para mim é atestado de incompetência do próprio governo, os correios deve investir em tecnologias e conquistar o clientes que tem perdido assim contratando mais funcionários. E para o que reclamam tanto dos correios deveria ter consciência de que quem manda na empresa é o governo, e devem cobrar do mesmo melhorias na mesma.

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Carlos Magalhães

23 de abril de 2021 às 23h04

Conclusão, os vermelhos ficam putos com os excelentes resultados obtidos pelo governo Bolsonaro a frente das estatais que batem recorde atrás de recorde de lucros e tentam a todo custo infernizar e derrubar o governo para que mais tarde, eles os vermelhos, possam voltar e roubar novamente.

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Pedro

23 de abril de 2021 às 09h08

Opa Miguel. Tenho restrições quanto a privatização dos Correios também, mas infelizmente vi essas explicações mostradas de forma bem vaga no seu texto.
Não sou totalmente contra a venda, pois existe grande chance de melhorar os serviços. E um dos motivos disto é o fato de estarem deliberadamente sucateando os serviços de hoje. Os últimos anos foram de aumento e serviços ruins.
E apesar desses últimos aumentos, numa privatização, ainda mais aumentos virão, junto a demissões.
Vindo mesmo a privatização, terá que vir com uma boa fiscalização, já que o serviço de cartas, menos rentável, não poderá ser descartado e com entregas até no interior do Acre.

PS. Li alguns comentários e é bem triste algumas pessoas raivosas virem comentar apenas com ideias compradas no Whatsapp.

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André

23 de abril de 2021 às 09h05

É o Brasil apegado, que não larga o osso. Tem que privatizar sim, o governo pode ficar com 49,9% da empresa e ganhar muito mais com uma boa gestão.

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Diego

22 de abril de 2021 às 21h52

Seu texto é carregado da ideologia que vem espalhando a fome e miséria no mundo há mais de 100 anos: O socialismo.
Perdi precioso tempo de vida lendo o seu texto.
Vc só me convenceu que os Correios devem ser vendidos imediatamente!
Esses putos não entregam na minha casa mesmo! Dizem que é area de risco! Kkkkkkkk

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Nelson

21 de abril de 2021 às 22h00

Excelente post, Rosário. Os números estão aí, clarinhos, para quem quiser ver, a demonstrarem o quanto o Brasil e a esmagadora maioria dos brasileiros – incluamos aí micro, pequenos, médios empresários e até alguns grandes empresários – que sempre perde com as privatizações, perderão também com a privatização dos Correios.

Mas, há os que preferem a “cegueira intencional” – e não são poucos, não, mas uma montoeira – a se darem o trabalho de uma mínima análise dos dados e argumentos coerentes apresentados.

E assim o projeto imposto ao país a partir do golpe de Estado de 2016 vai seguindo em frente. O desmantelamento total do aparato estatal brasileiro, do Estado brasileiro mesmo, para que fique muito mais fácil dominar o nosso grande Brasil, prossegue graças ao abjeto conluio formado pelo governo federal e o Congresso Nacional.

Tanto na época de Temer quanto agora, na era Bozo, o governo e a maioria da Câmara dos Deputados e do Senado – com total apoio do grande empresariado e da mídia hegemônica – estão unidos na destruição dos direitos do povo e na entrega de patrimônio e riquezas pertencentes a todos nós a um reduzido grupo de grandes corporações.

O Brasil caminha a passos largos para se tornar uma mera colônia das megacorporações capitalistas e um Estado vassalo, um simples joguete nas mãos dos países ricos, notadamente dos EUA.

A concretizar-se o nefasto projeto que citei acima, nosso futuro não será o de fazermos companhia à Bélgica, país de primeiro mundo. Nosso futuro será descermos ao nível dos países mais desestruturados do planeta, como o Haiti ou um dos tantos que vemos na África.

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Tony Sérgio

21 de abril de 2021 às 13h23

Tem gente que simplesmente não avaliam os dados e por pura posição ideológica tomam partido por absurdos. As experiências de privatizações no mundo criaram um enorme precipício entre os mais pobres e absurdamente ricos. Em Portugal a experiencia levou a um aumento de repasse aos acionistas e os serviços ficaram mais caros e não atendem todas as cidades e a consequência foi que o Correio português, agora privado, não tem recursos para investir. Outra situação foi citada na próprias matéria paises como o Brasil de dimensão continental precisão de uma empresa única que atenda todo o território é por isso que existe Correios públicos nos EUA.

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Vixen

21 de abril de 2021 às 11h09

“Os relatórios recentes dos Correios, no entanto, mostram uma gestão dominada pela mediocridade liberal, onde se prioriza sempre a diminuição do número de servidores,”

Como assim se tà dando lucros…?

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FABIO MAIA

21 de abril de 2021 às 09h38

Deixar paixões de lado mas se unir aos protagonistas da shepa das estatais?
Rosário, vc já foi um bom colunista, pule fora enquanto e tempo.

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Sebastião

21 de abril de 2021 às 09h22

Provavelmente, três grupos comprarão os Correios: Magazine Luíza, Mercado Livre e Amazon.

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Edibar

20 de abril de 2021 às 21h52

vcs são aqueles q diziam a mesma coisa da privatização das teles, e hj ngm nem lembra mais q um dia elas foram estatais.
Privatização do Correios será mto bem-vinda.

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    Juniornão

    22 de abril de 2021 às 06h23

    Acho q vc não deve ter telefone pra fazer um comentário desse, pois a telefonia no Brasil na mão de 4 empresas virou monopólio e o servi co é uma merda.Vc deve morar em outro mundo.

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      Edibar

      22 de abril de 2021 às 16h15

      Ainda assim está anos luz melhor do q era no tempo das estatais.

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        Miranda

        22 de abril de 2021 às 21h17

        Vc deve ser aquele mauricinho que não desce do prédio mas taca ovo pela janela e acha que fez sua parte. Estamos no seculo XXI e tudo muda o tempo todo, os carreiros morrem, sao afastados por assaltos, se aposentam, ficam doentes e com isso se perde mão de obra enquanto os empresarios constroem mais prédios, casas e condominios…. Então faz essa conta, como vamos atender uma maior demanda com cada vez menos funcionários??? A regra é clara BURRO!!!

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          Edibar

          22 de abril de 2021 às 22h54

          Ja ouviu falar em tecnologia, burro??

      Claudinei

      22 de abril de 2021 às 22h42

      Mas quem deveria regular o serviço de telecomunicações é a ANATEL que é estatal, ou seja a parte privada funciona melhor.

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Batista

20 de abril de 2021 às 20h54

Porque influente parcela da chamada classe política pensante brasileira, no segundo turno da eleição de 2018, resolveu omitir-se em relação ao apoio solicitado pela candidatura Haddad, para sinalizar ao país valer mais a pena seguirem os pífanos da classe dominante a entoarem o mantra sonho, ‘PT Nunca Mais’, para que esses, também omissos, pudessem ajudarem a eleger a tragédia anunciada, pois ‘era muito difícil decidir entre Haddad e Bolsonaro, que eleito, conforme anunciado, garantiu, garante e garantirá enquanto estiver a desgovernar o Brasil, a continuada saraivadas de tiros, ora no pé, como a privatização dos Correios.

Infelizmente, Paris não é mais uma festa e o Brasil um furdunço só, juntos e misturados, de pandemia com pandemônio.

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Lucas

20 de abril de 2021 às 20h24

Parabéns pela reportagem…

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ermes

20 de abril de 2021 às 20h09

Uma empresa que era quase um monopolio num pais do tamanho do Brasil conseguir fazer perdas (e ser assaltada durante a era petista) é a apoteose do ridiculo.

O serviço dos Correios é caro e é uma porcaria, quem tem contrato com os mesmos como eu sabe o quanto sofreu. Melhorou de 2019 pra ca quando um General assumiu a presidencia, até là uma imundicia.

A soluçao que acharam para voltar a ter lucro e concertar os estragos foi simples…aumentar os preços e os prazos dos serviços exponencialmente.

O Mercadolivre ja arrumou outro caminho também e tem frota propria de entrega.

Assim como nas outras empresas publicas faltam recursos para modernizaçào dos serviços.

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    Batista

    21 de abril de 2021 às 01h44

    Apoteose do ridículo é o ridículo se expor sem senso de si e sem saber que no tempo dos ‘assaltos da era petista’, aquele da ‘Maior corrupção da História da Humanidade’, utilizada para adestrar desavisados brasileiros, incessantemente através das telas da Globo e demais órgãos de desinformação coadjuvantes, a economia brasileira oscilava entre a 6ª e 7ª economia mundial, e hoje, no desgoverno do ‘pobro das rachadinhas’, despenca entre a 14ª e 15ª economia mundial, sem choro nem vela, com uma fita verde-amarela a disfarçar o desastre, a alma desse desgoverno.

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    germano

    21 de abril de 2021 às 13h26

    Seu comentário está um pouco digamos distorcido o ML terceirizou o serviço de entregas e os vendedores q utilizam o ML reclamam bastante da qualidade atual dos serviços de entrega do mesmo q terceirizou os serviços apenas por rentabilidade sem levar muito em consideração os parceiros q na outra ponta querem lucrar também mas a grosso modo inda preferem os serviços por questão de logística e qualidade. E no Brasil privatizar não significa melhorar mas apenas quebrar monopólio e os exemplos estão todos na nossa frente. Vide as estatais privatizadas e as q são mistas nós usuários ficamos a ver navios e os acionistas milionários. Felicidades

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    Robert

    21 de abril de 2021 às 16h51

    Faltou a matéria explicar que os prejuízos observados nos correios, entre 2013 e 2016, deveu-se a uma mudança nos métodos contábeis, introduzidos pelo CPC 33, referentes à nova obrigatoriedade de contabilização PRÉVIA de despesas pós emprego de seus milhares de trabalhadores.

    Responder

Renato

20 de abril de 2021 às 19h45

Foi graças á mediocridade liberal que os Correios voltaram a dar lucro depois de quatro anos de prejuízo causados pela eficiência esquerdista.

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    Luiz Alberto

    21 de abril de 2021 às 09h44

    A esquerda governou por 4 anos? E o resto? E os 8 anos anos neoliberais anteriores?

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    ermes

    21 de abril de 2021 às 11h00

    Onde a esquerda colocou as maos fez merda.

    Responder

Paulo

20 de abril de 2021 às 18h22

Eu não sou contra nem a favor da privatização ou estatização, dogmaticamente. De um modo geral, entendo que cada caso tem que ser avaliado individualmente, de forma pragmática. Mas, neste momento, realmente não é hora de privatizar nada. E nunca – nunca – será hora de privatizar BB, CEF, Eletrobrás, Eletronuclear, saneamento básico e BR, indispensáveis à boa gestão pública, no Brasil. O grande problema de muitas empresas estatais é a roubalheira política e a má gestão, como vimos em larga escala nos anos PT (não que não houvesse antes). Corrigido isso – tem um que prometeu até corrigir mas se associou com a nata do crime, no Parlamento -, ou seja, geridas de forma proba e eficiente, uma empresa estatal sempre e sempre dará maior retorno à sociedade que uma empresa privatizada, pelo simples e elementar fato de que ela não terá subtraído aos seus cofres o lucro do empresário, lucro esse, demais do que, que sempre vai levar a algum tipo de lesão ao bolso ou à integridade física do cidadão, em algum momento. Vide Mariana, Brumadinho, e, agora, Itaguaí!

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    Paulo

    20 de abril de 2021 às 18h25

    Ah, sim, e não poderíamos deixar de citar a Petrobrás e sua “privatização branca” da era Temer, como exemplo crasso e atual do alienamento social de uma empresa voltada para o lucro, num momento crítico da vida nacional. Espero sinceramente, que o Gal. Luna possa mitigar os estragos, mas vai ser difícil…

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Marcus

20 de abril de 2021 às 15h59

quem lembra dos entregadres “fechados com bolsonaro” em 2018? karma is a bitch!

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