Analista da Ideia fala sobre “voto útil” dos eleitores de Ciro a Lula no 1° turno

Imagem: Reprodução

Lupi volta a defender “impressão do voto”

Por Redação

18 de fevereiro de 2022 : 17h01

O presidente Nacional do PDT, Carlos Lupi, voltou a defender nesta sexta-feira, 18, o que chamou de “impressão automática do voto na urna eletrônica”. De acordo com ele, a medida seria para contrapor possíveis vulnerabilidades da urna eletrônica.

“Nós do PDT temos uma posição histórica sobre a urna eletrônica. Achamos, desde a sua introdução, há mais de 20 anos, que a urna deveria ter a impressão do voto numa impressora, para se conferir o voto. Não aconteceu até agora. Aceitamos que seja feito com 10% desse total de urnas eletrônicas”, declarou o dirigente pedetista.

Ele também disse que acredita na independência Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e criticou Jair Bolsonaro, que ultimamente voltou a fazer ataques ao sistema eleitoral, levantando dúvidas sobre a segurança da urna eletrônica.

“Bolsonaro quer ameaçar a democracia. Ele quer levar à suspeição sobre a sua derrota certa. Acreditamos no TSE, acreditamos na lisura e na imparcialidade da corte. O PDT não aceitará golpe, sobretudo de Bolsonaro”, declarou Lupi.

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1 comentário

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EdsonLuiz.

18 de fevereiro de 2022 às 18h44

Façamos um exercício: vamos abstrair o que Bolsonaro pensa sobre voto eletrônico/voto em papel.

Quando retiramos bolsonaro desta discussão, não só a confusão que ele cria deixa de atrapalhar a conversa como os que aproveitam bolsonaro misturado para reforçar uma opinião diferente da dele também deixam de contar com bolsonaro como contra-argumento.

Agora, a discussão fica só entre a gente: os que fazem de boa fé a discussão sobre voto eletrônico com ou sem comprovante.

Ficando a discussão apenas entre nós, já temos um consenso: todos confiamos e apoiamos o voto eletrônico em vez do voto em papel!

Sobra a questão sobre a comprovação do voto.

O voto não é o principal em uma eleição! O que o eleitor faz ao comparecer à urna é sufragar a proposta de governo apresentada e discutida durante a campanha pelo candidato. É nessa proposta que o eleitor vota quando aperta o número de um candidato, concedendo-lhe um mandato de quatro anos para implementá-la. Por isso, a proposta apresentada e discutida pelo candidato durante a campanha é o mais importante em uma eleição, e não o voto. Sem apresentar formalmente uma proposta e discutí-la, um candidato não dá ao eleitor a menor garantia do que ele vai fazer com o mandato que lhe está sendo concedido, e o eleitor que vota em um candidato que não apresenta proposta sistematizada e detalhada está confiando no candidato e em sua conversa, sem que depois tenha meios de exigir o cumprimento de suas promessas de campanha. O candidato que quer aplicar estelionato no mandato não apresenta nenhuma ou apenas faz um arremedo a que chama de proposta.

Ao votar na proposta do candidato o eleitor está decidindo o destino do mandato por quatro anos, que será um destino comum de todos!

Mas, se a proposta votada é o mais importante, é o voto que a sanciona. Assim, em uma disputa entre propostas, se torna bem importante a certeza de que o processo de votação não permite nenhum tipo de fraude.

No processo com papel foram inúmeros os casos de fraude, enquanto em toda a experiência de votação eletrônica não se sabe de ter acontecido uma única fraude sequer. Por isso, nós confiamos no processo eletrônico e não confiamos no processo com papel.

Mas a questão de o voto ser sancionador da proposta que nos governará é muito importante para que nós satisfaçam os apenas com a confiança. Sobre o voto, é preciso haver certeza! Nós confiamos nas urnas eletrônicas, que nunca apresentaram problema; nós confiamos na justiça eleitoral, que sempre cuidou com responsabilidade do processo eleitoral. Mas falta um mecanismo que dê certeza ao processo!

De nós eleitores, não são todos os que pensam que é necessário que haja um mecanismo de comprovação do voto. Muitos são os que entendem que a confiança nas urnas eletrônicas e na justiça eleitoral são suficientes para conferir certeza ao processo. Mas é bem representativo o número de eleitores que, embora confiando, não possuem essa certeza. Também há os que não acham que o problema é sobre confiar ou não confiar e entendem que simplesmente o processo deve dar certeza absoluta do voto e pronto!

Para que o processo dê essa certeza absoluta é necessário que o voto seja auditável e verificável! Ser auditável e verificável não porque alguém, algum especialista em eletrônica disse que é, mas auditável e verificável de um modo que, no limite, possa ser confirmado pelo próprio eleitor não especialista em eletrônica: verificável por mim ou por você, por exemplo.

Podemos confiar na urna eletrônica! Podemos confiar na justiça eleitoral! Podemos confiar nos especialistas em eletrônica que atestam as urnas! Mas certeza, só se o voto for auditável por um processo que não dependa de que depositemos nosso destino a algum especialista em que precisamos confiar.

Temos confiado nas urnas e na justiça. Para a próxima eleição, sabedores de que não há tempo para aprimorar o processo de modo a conferir-lhe certeza absoluta, vamos continuar conservando nossa confiança. Mas queremos que essa nossa confiança seja premiada pela justiça eleitoral com um esforço em conferir certeza absoluta e segurança aos processos futuros.

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