Os 7.000 pontos Payshop em Portugal passam a aceitar cartão bancário para pagamento de faturas de eletricidade, água, telecomunicações e serviços diversos — até agora só era possível pagar em dinheiro. A implementação gradual começa em 2026 e deverá estender-se ao longo do ano.
A inovação resulta de parceria tecnológica com Visa e Shift4, que fornecerão terminais seguros aos agentes da rede. Numa primeira etapa serão incluídas apenas as faturas; em seguida, todos os serviços disponíveis passarão a aceitar cartão.
Para Tiago Mota, presidente executivo da Payshop, a nova funcionalidade reflete “a preferência dos portugueses” por meios de pagamento mais flexíveis, visa reduzir atrasos, atrair novos clientes e reforçar a segurança nas transações.
A Shift4 destaca que o hardware e software instalados obedecem a elevados padrões de segurança, assegurando maior eficiência tanto para quem paga como para quem opera os pontos de atendimento.
Dados recentes do Banco de Portugal indicam que mais de 90% dos terminais de pagamento automáticos (TPA) no país aceitam contactless e que foram emitidos cerca de 25,5 milhões de cartões com essa tecnologia. O uso de contactless aumentou 24% em número de operações em 2024.
Em setembro de 2025, todos os agentes da Payshop foram oficialmente registados no Banco de Portugal — cerca de 5.000 dos mais de 7.000 pontos são agentes ativos com registro formal — fortalecendo transparência e conformidade legal.
No comunicado divulgado em 14 de abril de 2026, a Payshop informou que espera concluir a aceitação de cartão em toda a rede até ao final de 2026.
Este avanço moderniza o modelo da Payshop, oferecendo alternativas tecnológicas aos clientes. O SHOP&PAY, funcionalidade que combina pagamento de faturas com compras no comércio local, passa a servir de exemplo desse novo perfil de serviço.
Ao aceitar cartão, Payshop reduz barreiras no acesso a serviços essenciais, diminui riscos operacionais associados ao manuseio de dinheiro, e consolida a formalização econômica. O registro no Banco de Portugal aumenta a confiança dos consumidores e instituições. Esta mudança representa um passo concreto para assegurar maior inclusão e eficiência no sistema de pagamentos português.
Com informações de echoboomer.pt.


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