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John Mearsheimer: “Os israelenses estão dirigindo nossa posição de negociação com os iranianos”

0 Comentários🗣️🔥 O canal Judging Freedom exibiu em 14 de abril de 2026 um debate entre o juiz Andrew Napolitano e o professor John Mearsheimer, em que se discutiu como Israel e o lobby pró-Israel estariam manipulando o presidente Trump e as negociações com o Irã. Um trecho central abordou os Islamabad Talks e o […]

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O canal Judging Freedom exibiu em 14 de abril de 2026 um debate entre o juiz Andrew Napolitano e o professor John Mearsheimer, em que se discutiu como Israel e o lobby pró-Israel estariam manipulando o presidente Trump e as negociações com o Irã. Um trecho central abordou os Islamabad Talks e o plano de dez pontos proposto pelo Irã, confrontados com demandas maximalistas apoiadas por Israel.

Mearsheimer começou dizendo que os eventos em Islamabad não configuram uma negociação séria. Ele argumenta que os americanos acharam que estavam no controle total da mesa, mas os iranianos já disseram claramente que não vão abrir mão da capacidade de enriquecimento nuclear. Ele destaca que outros problemas essenciais não foram sequer discutidos, como reparações, presença de bases americanas ou o destino do Hezbollah.

O professor afirma que os israelenses não querem um simples acordo: querem destruir o Irã ou promover uma mudança de regime favorável a Israel e aos EUA. Ele aponta que, durante as negociações, entidades como o vice-presidente Vance e o senador Marco Rubio agem alinhados com Israel e respondem às demandas maximalistas do lobby.

Mearsheimer descreve como Trump foi pressionado por Israel e pelo lobby pró-Israel a rejeitar posições que poderiam acomodar o Irã. Ele afirma que quando parecia haver espaço para uma negociação baseado nos dez pontos apresentados por Teerã, os israelenses e o lobby estenderam suas influências, e os EUA voltaram a uma lista expandida com quinze pontos, muito mais exigente.

Segundo Mearsheimer, advogados estatais – inclusive aqueles favoráveis a Israel – alertavam Trump contra uma guerra com o Irã, acusando que um ataque não seria bem-sucedido, mas sua política estava sendo moldada por Netanyahu, pelo Mossad e pelo lobby. Ele sugere que Trump aparentemente ignorou os avisos internos de suas agências de inteligência, seguindo agendas externas mais agressivas.

Ele também destaca que, logo após Trump anunciar o “incêndio” — termo usado para o cessar-fogo temporário — Israel atacou o Líbano, matando civis e desrespeitando os termos acordados, sobretudo sobre parar ataques ao Hezbollah. Segundo Mearsheimer, isso reforça a ideia de que Israel prefere que a guerra continue.

O professor prevê que, a menos que haja um colapso econômico visível ou custos geopolíticos insuportáveis, Trump continuará sem espaço para negociar. Ele sugere que Washington precisa forçar os israelenses e o lobby a aceitar um acordo real, mas avisa: ao contrário, a guerra vai se estender enquanto Israel mantiver o controle sobre a agenda americana.

Como impacto, Mearsheimer afirma que os iranianos reconhecem claramente que os EUA não tomam decisões independente, mas sob forte influência de Israel. Ele considera essa situação com repercussões estratégicas graves para os Estados Unidos, inclusive perda de credibilidade global, além do risco de destruição moral causada pela cumplicidade com ações que violam direitos humanos.

A tese final é seca: Israel e seu lobby impedem um acordo significativo com o Irã porque não desejam apenas limitar capacidades nucleares, mas destruição ou mudança de regime. É isso que Trump está sendo forçado a seguir, por imposição externa.

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