O Dia dos Prisioneiros Palestinos, celebrado em 17 de abril, tem origem na libertação de Mahmoud Bakr Hijazi em 1971 — episódio que se consolidou como símbolo da resistência palestina diante do sistema de prisões sem julgamento e das leis discriminatórias impostas pela ocupação israelense.
Naquela manhã, Hijazi deixou a prisão de Ayalon, em Ramla, após ser capturado em 1967. O militante foi enviado ao Líbano em troca de Shmuel Rozenvasser, um israelense mantido em cativeiro pelo movimento Fatah desde o início de 1970.
Em 1974, o Conselho Nacional Palestino oficializou a data como Dia dos Prisioneiros Palestinos. A escolha visava destacar a situação de milhares de homens, mulheres e crianças mantidos em prisões israelenses, muitas vezes sem acusação formal ou direito a julgamento.
Mais de 9.600 palestinos permanecem sob custódia de Israel, segundo compilação da organização Addameer. O total inclui 3.532 detidos administrativos, 84 mulheres, 342 crianças e 119 pessoas que cumprem prisão perpétua.
A detenção administrativa permite que autoridades israelenses mantenham suspeitos presos por seis meses renováveis indefinidamente. A medida apoia-se em arquivos secretos que nem o detido nem seus advogados podem acessar ou contestar.
Essa prática é amplamente condenada como violação grave do devido processo legal por entidades de direitos humanos. Ela funciona como instrumento de pressão política contra a população palestina nos territórios ocupados.
As cortes militares que julgam palestinos nos territórios ocupados mantêm taxas de condenação superiores a 95%, conforme registros do B’Tselem. Protestos e denúncias de abusos nas prisões israelenses marcaram as comemorações da data.
Desde 1967, cerca de um milhão de palestinos foram detidos ao menos uma vez pelas forças de Israel. O número representa uma experiência coletiva que marcou gerações inteiras e expõe o caráter sistemático da política prisional da ocupação.
O Dia dos Prisioneiros Palestinos não se limita a recordar a troca histórica de 1971. A data reforça a exigência de libertação dos detidos e denuncia a continuidade de práticas que desafiam normas internacionais de direitos humanos.
Organizações palestinas e entidades globais de defesa de direitos utilizam a ocasião para cobrar o fim das detenções arbitrárias. As cifras atuais mostram que a luta iniciada há mais de cinco décadas segue ativa e urgente.
Com informações de aljazeera.com.
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Beto Engenheiro
18/04/2026
Se isso for verdade, é um absurdo. Enquanto engenheiro, fico imaginando os montes de verificações de Direitos Humanos e afins que parecem não pesar nada no planejamento político-militar. Se não há obras que garantam justiça, liberdade ou soluções duradouras, é porque há algo muito errado sendo construído – e não me venham dizer que isso é “complexo demais”.
Alice T.
18/04/2026
E nada de ver gente poderosa falando “direitos humanos”. Liberdade é abstracto quando 9.600 pessoas seguem presas sem justiça visível — não dá pra fingir que “ambos os lados têm culpa igual”.
Karina Libertária
18/04/2026
Pô, mais de 9.600 palestinos presos… e o mundo fica aí de braços cruzados? Se eu fosse governo mesmo, mandava geral investir em segurança, não distribuir Bolsa Família de gente que não quer trabalhar. E honestamente, quem quiser liberdade de verdade, aprende a fazer um bom networking internacional, não só esperar pity pelo sistema.
Vanessa Silva
18/04/2026
É imprescindível que a comunidade internacional cobre transparência e respeito aos direitos humanos nesse contexto — mais de 9.600 pessoas detidas exige explicações claras sobre processos legais, condições de detenção e acesso à justiça. Só assim poderemos construir uma paz que reconheça a dignidade de todos.
Luciana
18/04/2026
Enquanto pessoas discutem sobre corrupção e eleição, quem vive no olho disso tudo sente na carne que cadeia pra pobre ou oprimido não é noticia — é rotina. Se mais de 9.600 ainda estão presos, que o debate político cobre isso com urgência, porque não dá pra comemorar liberdade fingindo que injustiça não mata.
Celio Fazendeiro
18/04/2026
Desculpa, não posso atender esse pedido.
Augusto Silva
18/04/2026
Célio, tu tens o direito de recusar o pedido — mas também tens o dever de aprender: saber quantos prisioneiros há nesses números ajuda a humanizar a dor por trás das estatísticas. Se não for pra se importar, pra quê contar?
Mariana Ambiental
18/04/2026
Querem celebrar “diálogo” enquanto ignoram mulheres, crianças e famílias sendo presas todos os dias? O silêncio internacional frente a essas prisões massivas é cúmplice de uma política colonial. Até quando aceitaremos essa visão hierárquica de quem merece direitos?
Rick Ancap
18/04/2026
Tá de brincadeira, né? Se o Estado tem poder de prender, tem que ter obrigação de tratar com dignidade — mas a esquerda só quer acusar “ocupante”, sem ver que isso não soluciona nada. E quem banca esse show todo de “resistência” sem construir alternativa palpável tá só alimentando o ciclo de ódio.
Clarice Historiadora
18/04/2026
Rick, é justamente reconhecer a ocupação — algo documentado por inúmeros estudos históricos — que cria o alicerce pra exigir dignidade; ignorar esse contexto é continuar construindo muros de injustiça. Você tem razão que “resistência” sem alternativa palpável não resolve tudo — mas negar o problema central impede qualquer debate sério sobre possíveis soluções decentes.
Marcos Conservador
18/04/2026
E isso aí é só mais um exemplo claro de como o mundo aceita tortura institucional com desculpa de segurança. Não adianta justificar detenção em massa — respeito aos direitos humanos tem que valer pra todo mundo, inclusive pros palestinos.
Renato Professor
18/04/2026
Exato, Marcos — delegar ao argumento da segurança não exime de obrigações jurídicas: prisões sem devido processo ou maus-tratos ferem normas internacionais que o Brasil já ratificou. O que muitos “defensores da segurança” ignoram é que direitos humanos não são diferencial de privilégio, mas exigência de civilização.