O presidente Donald Trump acusou o Irã de grave violação ao cessar-fogo mediado pelo Paquistão e ameaçou destruir pontes e centrais elétricas iranianas.
As declarações foram feitas por meio de sua rede social Truth Social e repercutidas pela emissora ABC. O cessar-fogo havia sido alcançado após confrontos diretos nas semanas anteriores, com mediação de Islamabad.
Teerã classificou o bloqueio naval imposto por Washington como ilegal e contrário à Carta das Nações Unidas. Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, afirmou que a ação representa punição coletiva contra o povo iraniano.
Segundo o portal da agência Ansa, as posições de Teerã mantêm foco na soberania e na não agressão. O estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial, foi fechado pela República Islâmica em resposta ao bloqueio dos portos iranianos por Washington.
Três navios mercantes foram atingidos por disparos da Guarda Revolucionária enquanto uma embarcação italiana da MSC atravessou a rota sem incidentes. O tráfego marítimo permanece interrompido, com dezenas de navios ancorados no Golfo, de acordo com dados do MarineTraffic.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, reconheceu progressos nas negociações com os Estados Unidos, embora um acordo ainda esteja distante. Ghalibaf afirmou que divergências persistem em pontos fundamentais, mas que o Irã mantém disposição para o diálogo.
Uma delegação liderada pelo chanceler Abbas Araghchi e pelo próprio Ghalibaf seguirá para o Paquistão em busca de nova rodada de conversas. Fontes paquistanesas indicaram que Islamabad pode sediar os encontros ainda nesta semana, com forte esquema de segurança.
Os Estados Unidos mobilizaram drones marítimos para varredura de minas no estreito, segundo o Wall Street Journal. A operação é vista por Teerã como tentativa de consolidar bloqueio militar na região.
O comandante das forças aeroespaciais iranianas, Majid Mousavi, informou que o país reconstrói rapidamente seus estoques de mísseis e drones durante o cessar-fogo. A resiliência da indústria de defesa iraniana contraria as narrativas que apostavam no enfraquecimento do país diante da pressão externa.
No Líbano, um ataque atribuído ao Hezbollah matou um soldado francês da missão da ONU e feriu outros três. O presidente italiano Sergio Mattarella enviou condolências ao presidente francês Emmanuel Macron e classificou o episódio como inaceitável.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou o ataque e exigiu respeito imediato ao cessar-fogo. O ministro da Defesa israelense Israel Katz autorizou o uso de força total contra qualquer ameaça no sul do Líbano, mesmo durante a trégua.
Em visita apostólica à África, o papa Francisco descreveu a trégua no Líbano como sinal de esperança e apelou por negociações que levem a uma paz duradoura. As declarações de Trump, que exaltou Israel como grande aliado, reforçam o isolamento diplomático de Washington diante da resistência iraniana.
O impasse no estreito de Ormuz e as ameaças contra a infraestrutura iraniana evidenciam a fragilidade do processo negociado. Qualquer novo incidente pode impactar diretamente o comércio global de energia e ampliar o conflito no Golfo Pérsico.
Com informações de ANSA.
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Beto Engenheiro
19/04/2026
Mais uma vez o show de bravatas, mas nada de concreto. Se fosse pra investir em infraestrutura, reconstruir estradas ou pontes, até dava pra entender. Mas destruir obras? Isso é o oposto de progresso.
Celio Fazendeiro
19/04/2026
Tá certo ele! Esses aiatolás só entendem na marra. Se o Irã quer brincar de provocar o Ocidente, que arque com as consequências. Diplomacia demais só serve pra enfraquecer quem produz e trabalha de verdade.
Vanessa Silva
19/04/2026
É impressionante como certas lideranças ainda tratam conflitos internacionais como um jogo de força e espetáculo. Destruir infraestrutura é atrasar décadas de desenvolvimento e estabilidade regional. O mundo precisa de diplomacia inteligente, não de bravatas que só ampliam o caos.
Renato Professor
19/04/2026
Trump volta a brincar de geopolítica como quem joga War num tabuleiro imaginário. É impressionante como ele reduz a complexidade do Oriente Médio a uma disputa de testosterona e petróleo. Quem paga o preço, como sempre, são os povos que vivem ali, não os bilionários que brincam de império.
Zizi
19/04/2026
Ai, esses meninos mal-educados acham que o mundo é brinquedo de guerra. Trump fala em destruir como quem fala em trocar de gravata, sem pensar nas vidas que estão lá. É por isso que precisamos de líderes que amem o povo, não que brinquem de imperador. Lula, com todos os defeitos, ao menos fala de paz e dignidade.
Augusto Silva
19/04/2026
Lá vem o cowboy de reality show achando que geopolítica se resolve com tweet e bombardeio. É impressionante como o sujeito nunca entendeu que petróleo caro e instabilidade no Golfo só empurram o mundo pra recessão — inclusive os EUA. Trump é o típico investidor do caos: lucra com o medo e deixa o povo pagar a conta.
Karina Libertária
19/04/2026
Trump tá certíssimo! Esses regimes autoritários só entendem quando alguém mostra força de verdade. Enquanto isso, o pessoal do Brasil fica discutindo bolsa e esmola em vez de aprender a investir lá fora e proteger seu money. Wake up, people!
Mariana Ambiental
19/04/2026
Karina, curioso você falar em “mostrar força” enquanto defende quem vive de especulação e destrói comunidades inteiras por lucro. Força de verdade é cultivar soberania alimentar e energia limpa, não bombardear países e chamar isso de investimento.
Eduardo C.
19/04/2026
Mais uma vez, Trump age como se estivesse num tabuleiro de War, sem considerar as consequências reais. Antes de falar em destruir pontes, ele poderia mostrar números concretos sobre o suposto “bloqueio”. Política externa não se resolve com bravata, mas com cálculo e dados.
Maura Santos
19/04/2026
Olha ele aí de novo, jogando gasolina no fogo e achando que é herói de filme de ação. Impressionante como a extrema-direita ama destruir infraestrutura dos outros, mas não investe nem num poste de luz em casa. Depois reclamam quando o mundo chama de irresponsável.
Lurdinha Deus Acima de Todos
19/04/2026
Gente, isso aí é o fim dos tempos mesmo 😱🙏! Esse homem fala e o mundo treme, misericórdia! Já tô vendo que vão fechar as igrejas e ninguém tá percebendo o sinal… 🇧🇷🙏🇺🇸
Clarice Historiadora
19/04/2026
Lurdinha, o “fim dos tempos” é o mesmo discurso usado há dois mil anos pra justificar guerra e medo. O que treme não é o mundo, é a razão quando entregamos fé demais a quem brinca de messias armado.