O representante permanente do Irã na Organização das Nações Unidas, Amir Saeid Iravani, afirmou que Teerã recebeu sinais de que os Estados Unidos estão dispostos a suspender o bloqueio naval no estreito de Ormuz.
O diplomata indicou que a medida viola o cessar-fogo firmado em 7 de abril e constitui condição essencial para a retomada das negociações de paz em Islamabad.
Iravani comunicou formalmente a Washington a necessidade de suspender o bloqueio naval de forma imediata. O embaixador reforçou que o Irã permanece preparado para uma solução diplomática ou para responder a qualquer escalada militar no Golfo Pérsico.
Segundo o portal RT, o estreito de Ormuz responde por cerca de 20% do petróleo e gás comercializado no mundo. Essa relevância estratégica converte qualquer bloqueio naval em risco direto para a economia global.
O acordo de trégua entre o Irã e os Estados Unidos previa a reabertura da passagem marítima por duas semanas. O prazo se encerra no momento em que as novas conversas diplomáticas ganham força em Islamabad.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que o vice-presidente J. D. Vance lidera a delegação americana nas negociações em Islamabad. Trump advertiu que os bombardeios contra alvos iranianos podem ser retomados caso o cessar-fogo expire sem acordo definitivo.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou que o país está pronto para apresentar novas respostas no campo de batalha. Ghalibaf enfatizou que o Irã não aceitará qualquer negociação sob ameaça de violência.
O governo da Rússia manifestou preocupação com o impasse e pediu que os dois países evitem cenários de violência no Oriente Médio. Moscou alertou para as graves consequências econômicas e energéticas de um conflito direto entre Irã e Estados Unidos.
O estreito de Ormuz situa-se entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã. Qualquer interrupção prolongada no tráfego marítimo afeta os preços internacionais do petróleo e as economias dependentes de importação de energia.
O embaixador Iravani reiterou o compromisso do Irã com uma solução política por meio do diálogo. O diplomata defendeu que o fim do bloqueio naval representaria o primeiro passo para restaurar a confiança entre as partes.
Leia mais sobre o assunto na actualidad.rt.com.
Leia também: Irã condiciona diálogo com os EUA e reafirma controle sobre o estreito de Ormuz
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Karina Libertária
21/04/2026
Ah pronto, agora os EUA vão “suspender” o bloqueio como se estivessem fazendo um favor pro mundo. Isso é puro game político, gente! Investe fora, quem pode, porque essas instabilidades no Oriente Médio sempre bagunçam o market. Enquanto isso, o pessoal aí no Brasil só pensa em bolsa família… aff.
Renato Professor
21/04/2026
Se confirmada, essa mudança dos EUA é mais pragmatismo do que boa vontade. O bloqueio no estreito de Ormuz nunca serviu à estabilidade, apenas ao jogo de poder. A economia mundial depende desse corredor, e é curioso ver como até os impérios recuam quando o bolso começa a doer.
Rick Ancap
21/04/2026
Ah, claro, os EUA “suspenderam” o bloqueio porque perceberam que não dá pra controlar tudo pela força, né? Mercado resolve, meus caros — se deixassem o comércio fluir sem essas frescuras geopolíticas, ninguém teria que brincar de guerra pra garantir petróleo.
Augusto Silva
21/04/2026
Rick, o “mercado” que você defende tanto só funciona porque existe um Estado garantindo as rotas, os contratos e, veja só, até os porta-aviões que protegem o petróleo. Sem “frescuras geopolíticas”, o livre-comércio vira livre-caos.
Mariana Ambiental
21/04/2026
Se os EUA realmente recuarem, é porque sentiram o peso da resistência e o custo político dessa postura imperial. O estreito de Ormuz não é quintal de ninguém — é rota vital para muitos povos. Que o Irã mantenha firme sua soberania e que o diálogo prevaleça sobre a chantagem militar.
Francisco de Assis
21/04/2026
Tá vendo aí? Quando o mundo começa a perceber que o jogo mudou, até os EUA dão um passinho atrás. O Irã tá firme, defendendo sua soberania, e o Brasil também segue esse caminho de respeito e diálogo. É a nova era multipolar batendo na porta, meu povo!
Zizi
21/04/2026
Esses meninos mal-educados de Washington só entendem quando o mundo inteiro mostra que não tem medo deles. O Irã está certo em exigir respeito à soberania e ao cessar-fogo. É bom lembrar que quem mais fala em “liberdade” costuma ser quem mais bloqueia os outros.
Fernando O.
21/04/2026
Se isso se confirmar, é um alívio — qualquer distensão no Golfo Pérsico reduz risco e preço do petróleo. Mas é bom lembrar que “sinal” não é decisão; os EUA costumam testar terreno antes de mudar postura. Vamos ver se dessa vez é sério ou só jogo de cena diplomático.
Zé Trovãozinho
21/04/2026
Mais uma prova de que os EUA só entendem diálogo quando não têm mais vantagem militar. Fizeram o bloqueio, criaram tensão e agora posam de pacificadores. O mundo não precisa de xerife, precisa de respeito à soberania alheia.
Alice T.
21/04/2026
Perfeito, Zé! Quando o petróleo e os lucros entram em jogo, o discurso de “democracia” dos EUA evapora rapidinho. É o velho manual: cria o caos, depois vende a paz com juros.
Marcos Conservador
21/04/2026
Mais uma vez o Irã querendo posar de vítima e os EUA fingindo de bonzinhos. No fundo, é tudo jogo de poder e dinheiro. Enquanto isso, o mundo segue refém dessas disputas e o povo comum paga a conta.
Rubens O Pescador
21/04/2026
Ô Marcos, jogo de poder sempre teve, mas quem paga a conta de verdade é o povo, né? Lembra quando aqui no Brasil o arroz e o feijão cabiam no bolso e o povo não dependia de migalha? Pois é, era outro tipo de política pensando no trabalhador, não só em arma e petróleo.