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Medvedev afirma que Rússia possui armas avançadas que o Ocidente não tem

84 Comentários🗣️🔥 Ilustração editorial sobre Medvedev afirma que Rússia possui armas avançadas que o Ocidente não tem. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro) O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitri Medvedev, declarou que Moscou dispõe dos sistemas hipersônicos Oréshnik e do supertorpedo nuclear Poseidon, além de outros modelos de armamento moderno que os países […]

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Ilustração editorial sobre Medvedev afirma que Rússia possui armas avançadas que o Ocidente não tem. (Ilustração: Cafezinho / Flux Pro)

O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitri Medvedev, declarou que Moscou dispõe dos sistemas hipersônicos Oréshnik e do supertorpedo nuclear Poseidon, além de outros modelos de armamento moderno que os países ocidentais ainda não possuem.

Medvedev indicou que o complexo militar-industrial russo passou por profundas mudanças nos últimos anos. O ex-presidente afirmou que o nível tecnológico alcançado permite equiparação com as potências adversárias em vários aspectos.

O dirigente ressaltou que a Rússia possui todos os tipos de armas que seus oponentes detêm. Medvedev observou que o inverso não se aplica ao arsenal russo.

Ele mencionou projetos altamente promissores que permanecem em sigilo estratégico. As declarações foram detalhadas pelo portal RT.

Medvedev afirmou que a Rússia enfrenta uma coalizão de dezenas de países ocidentais no conflito. Esses países participam diretamente com fornecimento de armamentos, inteligência militar e coordenação de operações.

A coalizão também atua na indicação de alvos ao Exército ucraniano. Medvedev classificou essa atuação como intervenção direta, e não apenas híbrida.

O Poseidon é um torpedo submarino de propulsão nuclear com alcance praticamente ilimitado. O sistema opera em grandes profundidades e é conhecido como “arma do Juízo Final”.

O Oréshnik representa um complexo de mísseis hipersônicos projetado para superar defesas antimísseis ocidentais. Ambos os projetos integram a doutrina de dissuasão estratégica russa.

Medvedev sinalizou que o país mantém agenda contínua de inovação militar. O vice-presidente citou investimentos estatais e a reestruturação do setor de defesa como pilares desse avanço.

As declarações surgem em contexto de tensão elevada entre Rússia e Ocidente. A expansão da OTAN e o conflito na Ucrânia definem o atual ambiente geopolítico.

Medvedev defende a paridade militar como base para a multipolaridade internacional. O ex-presidente apresenta o avanço tecnológico russo como elemento de equilíbrio diante de sanções e pressões externas.


Leia também: Medvedev celebra à suspensão da ajuda militar dos EUA à Ucrânia


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Carmem Souza

30/04/2026

João Augusto, você tem razão ao pedir cuidado com simplificações, mas acho que todos aqui estão perdendo o ponto principal: enquanto líderes mundiais trocam ameaças e competem por quem tem o brinquedo mais letal, o mandamento de “bem-aventurados os pacificadores” fica esquecido. A Rússia pode até ter armas avançadas, mas a verdadeira força de uma nação não se mede por ogivas nucleares, e sim pela capacidade de proteger seus filhos e buscar diálogo. Oremos para que a sanidade prevaleça antes que esses supertorpedos virem manchete de tragédia real.

Roberto Lima

30/04/2026

O Pedro Silva aí em cima tem toda razão. Enquanto a Rússia gasta rios de dinheiro em armamento pra tentar disfarçar que a economia deles tá indo pro buraco, aqui no Brasil a esquerda quer desarmar o cidadão de bem e ainda aumenta imposto no agro. É cada uma que parece piada pronta.

    João Augusto

    30/04/2026

    Roberto, você mistura alhos com bugalhos: a Rússia de Medvedev é um capitalismo de Estado em crise crônica, e o debate sobre desarmamento civil no Brasil é outra arena inteiramente — reduzir ambos a uma mesma “piada pronta” é fazer o jogo da simplificação que impede qualquer análise materialista da conjuntura.

Pedro Silva

30/04/2026

Pois é, Medvedev falando que tem arma que o Ocidente não tem… bonito no papel, mas na prática a economia deles tá capengando de sanção em sanção. Enquanto isso, a gente aqui briga de torcida organizada enquanto o mundo real se arma até os dentes. Bagunça generalizada, como sempre.

Mateus Silva

30/04/2026

Silvia, você tocou no ponto central. A Rússia pode ter o tal supertorpedo, mas a economia deles encolheu 2,1% em 2022 enquanto a da Ucrânia, bombardeada, caiu 29%. Arma não paga importação de microchip. O que me preocupa é ver esse discurso de potência militar virar cortina de fumaça pra desigualdade interna — aqui e lá.

Silvia D.

30/04/2026

Que papo furado, Eduardo. Armas hipersônicas não evitam que a economia russa entre em colapso com sanções, nem salvam vidas de civis ucranianos. Enquanto isso, a gente aqui discute desarmamento enquanto o orçamento da saúde e da educação sangra. O problema real é a falta de prioridade em políticas públicas baseadas em evidências, não em bravata geopolítica.

Fernando O.

30/04/2026

Eduardo, desculpa mas essa sua lógica é furada. A Rússia gasta 4,7% do PIB em defesa, enquanto o Brasil gasta 1,1% — e mesmo assim nosso déficit fiscal é maior que o deles. O problema não é “desarmar o cidadão de bem”, é que a gente torra dinheiro em subsídio setorial ineficiente enquanto países sérios escolhem onde investir. Medvedev pode até ter armas avançadas, mas a economia russa já encolheu 2,1% no último trimestre. Números não mentem.

Eduardo Nogueira

30/04/2026

Enquanto isso, a esquerda brasileira quer desarmar o cidadão de bem e acha que “diálogo” resolve tudo com quem tem Poseidon e Oréshnik. Lacração não para míssil hipersônico, querida.

Major Ricardo Silva

30/04/2026

Augusto, você citou números bonitos de crescimento, mas esqueceu de mencionar que esse mesmo PIB foi turbinado por um ciclo de commodities que já acabou e por uma política externa que abraçou ditaduras enquanto entregava o Pré-Sal de bandeja. Enquanto isso, a Rússia investe pesado em defesa justamente porque não quer depender de ninguém — coisa que o Brasil deveria ter aprendido. O problema não é gastar com armas, é gastar com ideologia enquanto o cidadão de bem paga a conta.

Augusto Silva

30/04/2026

Rubens, concordo que o povo sofre dos dois lados, mas seu saudosismo esconde um detalhe: entre 2003 e 2014 o PIB brasileiro cresceu 40% justamente porque investimos em tecnologia e indústria, não em supertorpedo. Enquanto a Rússia gasta 4,7% do PIB em armas pra compensar uma economia do tamanho da Itália, o Brasil mostrou que dá pra crescer com inclusão. Hipersônico não enche barriga, amigo.

Rubens O Pescador

30/04/2026

Pois é, Lucas, bonito esse papo de arma hipersônica, mas o povo russo também tá sentindo o golpe, igual aqui no Brasil. Lá no tempo do Lula e da Dilma a gente tinha comida na mesa, emprego e até sonhava com casa própria. Agora é só guerra e miséria, enquanto esses grandão brincam de quem tem o brinquedo mais caro.

Lurdinha Deus Acima de Todos

30/04/2026

Amém Ana Rodrigues 🙏👏👏 esses políticos brincando de guerra enquanto a gente mal tem dinheiro pra fechar o mês. Se eles gastassem metade disso em pão e leite pros pobres o mundo era outro. Fica na paz irmã que Jesus vem aí e aí esses torpedo tudo vira pó 🇧🇷🙌

    Lucas Pinto

    30/04/2026

    Lurdinha, sua indignação é genuína e compartilho da mesma revolta com a miséria que o capitalismo impõe à maioria. Mas preciso discordar do encaminhamento que você dá, porque ele revela exatamente o mecanismo que Gramsci chamava de hegemonia: a incorporação da lógica dominante pela consciência popular. Quando você diz que o dinheiro dos mísseis deveria virar pão e leite, você está pressupondo que o problema é de distribuição dentro do mesmo sistema. Não é. O sistema capitalista não produz miséria por acidente ou por falta de boa vontade dos políticos — ele a produz estruturalmente. A Rússia de Medvedev não é um desvio; é a expressão mais nua de um Estado burguês que precisa de armas para garantir a acumulação de capital, seja vendendo gás, seja controlando territórios estratégicos. Trocar gasto militar por gasto social não resolve nada enquanto a propriedade privada dos meios de produção continuar intacta. Seria apenas uma redistribuição paliativa que, na crise seguinte, seria cortada de novo.

    O segundo ponto é mais espinhoso, mas preciso tocar nele: a sua fé. Você termina com “Jesus vem aí e esses torpedo tudo vira pó”. Eu entendo o conforto que essa narrativa oferece — a ideia de que uma justiça transcendental virá corrigir as injustiças deste mundo. Só que, historicamente, essa promessa escatológica funcionou como ópio do povo, como Marx denunciou. Enquanto se espera o Messias, os oligarcas continuam acumulando, os Estados continuam se armando e os pobres continuam morrendo de fome ou de bomba. A transcendência não paga aluguel, não suspende a dívida do cartão de crédito e não impede que o Exército russo ou americano massacre civis em nome de soberania nacional. A verdadeira blasfêmia não é duvidar de Deus; é usar a promessa de um paraíso pós-morte para justificar a passividade diante do inferno que construímos aqui.

    Por fim, note que você e o Capitão Tavares, que postou antes, são duas faces da mesma moeda. Ele endeusa o poder de fogo russo como símbolo de soberania; você o condena em nome de uma justiça celestial. Nenhum dos dois enfrenta a materialidade do problema: que o capitalismo, em sua fase imperialista, precisa da guerra e da miséria para se reproduzir. A Rússia não é exceção — é regra. O Ocidente tem armas hipersônicas também, só que vende como defesa da democracia. O que Medvedev faz é apenas explicitar a hipocrisia: todos os Estados burgueses se armam até os dentes enquanto a população paga o pato. A saída não é esperar Jesus nem torcer para que o Brasil imite a Rússia. A saída é organizar a classe trabalhadora para que ela mesma, sem patrões, sem generais e sem pastores, decida o que fazer com os recursos que produz. Enquanto isso não acontecer, o pão e o leite continuarão sendo migalhas, e os torpedos, a prioridade real.

Ana Rodrigues

30/04/2026

Pois é, e eu aqui preocupado se vou conseguir pagar o IPVA do meu carro ano que vem. Enquanto eles brincam de quem tem o brinquedo maior, a gente tá na luta pra botar gasolina e não furar o pneu no buraco da rua. Se pelo menos metade desse dinheiro de torpedo nuclear fosse investido em asfalto decente, tava bom demais.

Capitão Tavares 🇧🇷

30/04/2026

Enquanto o Brasil se afunda na corrupção e o STF manda prender patriotas, a Rússia mostra que tem poder de fogo de verdade. Esses comentaristas esquerdistas de plantão deviam é agradecer por não vivermos num país que respeita a soberania nacional como a Rússia. Nosso Exército precisa urgentemente acordar e parar de ser capacho de ONU e globalistas.

    João Batista

    30/04/2026

    Capitão, com todo respeito, mas o salmo 33:16 já diz que “ao rei não salva a multidão do exército, nem o valente se livra pela muita força”. Poder de fogo sem justiça social é espada sem direção. A Rússia que o senhor admira oprime pobres e persegue cristãos independentes — isso não é soberania, é idolatria ao Estado.

Luciana Costa

30/04/2026

Cláudio Ribeiro, você trouxe um ponto interessante sobre o esgotamento do modelo geopolítico. Mas acho que tanto a esquerda quanto a direita brasileira adoram projetar nos EUA e na Rússia os próprios complexos de vira-lata ou de grandeza. No fim, armas hipersônicas não pagam a conta de luz de ninguém em Moscou ou em Brasília.

Celio Fazendeiro

30/04/2026

Essa Nadia Petrova aí deve ser mais uma esquerdista financiada pela mídia globalista. Enquanto a Rússia desenvolve armas de verdade pra se impor no cenário mundial, o Ocidente fica inventando vacina e internet pra controlar a população. Torpedo nuclear resolve muito mais problema do que lacração de Twitter, viu.

    Cláudio Ribeiro

    30/04/2026

    Célio, você inverte a relação entre meios e fins com a mesma desenvoltura com que a indústria cultural inverte valor de uso e valor de troca. Torpedo nuclear não resolve problema algum — ele apenas escancara o esgotamento de um modelo geopolítico que, como bem apontou Gramsci, sobrevive pela coerção quando perdeu a hegemonia.

Nadia Petrova

30/04/2026

Medvedev dando entrevista sobre torpedo nuclear enquanto o rublo derrete e a economia russa patina. É o clássico: quando não tem pão, vende-se orgulho militar. Enquanto isso, o Ocidente gasta com tecnologia que realmente funciona, tipo vacinas e internet rápida.

Carlos Rocha

30/04/2026

Beto Engenheiro, cirúrgico como sempre. Enquanto a Rússia brinca de mostrar brinquedinhos nucleares, aqui o empreendedor paga 40% de imposto pra ver o governo torrar em propaganda e obra superfaturada. Arma hipersônica não gera emprego nem reduz a carga tributária.

    Luisa Teens

    30/04/2026

    Carlos Rocha, e enquanto isso a Amazônia pega fogo e ninguém liga #ForaBolsonaro

Beto Engenheiro

30/04/2026

Pedro, você falou tudo. Enquanto esses caras brincam de guerra fria com torpedo nuclear, aqui na obra a gente não tem vergalhão direito e o concreto chega com brita miúda demais. Arma hipersônica não constrói asfalto nem paga a conta de luz do canteiro.

Marina Costa

30/04/2026

Célia Carmo, a Rússia pode até ter essas armas, mas o que adianta poderio bélico se o país vive uma crise moral e familiar profunda? Enquanto isso, o Ocidente se perde em pautas imorais como aborto e ideologia de gênero, esquecendo que a verdadeira guerra é contra o pecado.

Pedro

30/04/2026

Pois é, Célia Carmo, e enquanto isso aqui no Brasil a gente se vira com gasolina a quase 7 reais e IPVA nas alturas. Esses caras tão preocupados com torpedo nuclear, eu tô preocupado é com o buraco na rua que quebra a suspensão do carro. Cada um com seus problemas, né?

Luiz Augusto

30/04/2026

O Márcio Torres tem razão em não subestimar a capacidade russa, mas falta lembrar que ter armas avançadas não paga contas nem segura uma economia. Enquanto Medvedev faz propaganda, o Ocidente continua investindo em defesa e inovação sem precisar virar uma fortaleza isolada. No fim, essa retórica é mais para consumo interno do que ameaça real.

Célia Carmo

30/04/2026

Poseidon? Oréshnik? Enquanto isso a população russa congela e passa fome, mas o complexo industrial militar deles tá tinindo! #ForaCapitalismo #DesmilitarizaJá

Márcio Torres

30/04/2026

O Ronaldo Silva tocou num ponto que merece mais camadas de análise. Dizer que “arma hipersônica é igual propaganda de político” é uma simplificação que subestima o que realmente está em jogo. A Rússia não está blefando quando afirma ter o Oréshnik e o Poseidon em estágio operacional — há registros técnicos, inclusive de fontes da OTAN, de que os testes do 3M22 Zircon já foram concluídos e o sistema foi integrado a fragatas e submarinos. O Ocidente, especialmente os EUA, ainda está na fase de protótipos do LRHW (Long-Range Hypersonic Weapon) e enfrenta problemas de resfriamento de plasma e navegação inercial que a engenharia russa parece ter resolvido primeiro. Negar isso é negar a realidade empírica.

Dito isso, a Mariana Santos tem razão ao lembrar do custo humano. O orçamento militar russo consumiu cerca de 4,4% do PIB em 2023, segundo o SIPRI, e a guerra na Ucrânia já drenou recursos que poderiam ir para pensões, saúde e infraestrutura. Mas aqui entra a ironia que ninguém está discutindo: a Rússia está fazendo exatamente o que o complexo industrial-militar americano sempre fez — usar a ameaça de um inimigo externo para justificar gastos que beneficiam uma elite burocrática e industrial. Medvedev não está falando para o público ocidental; está falando para a audiência doméstica, que precisa ouvir que o sacrifício econômico vale a pena porque “temos algo que eles não têm”.

O que me incomoda nessa thread é o viés moralista que aparece de vez em quando, como se a discussão técnica sobre capacidades militares fosse automaticamente uma apologia à guerra. Não é. Entender que a Rússia tem uma vantagem tática real em certos nichos — velocidade, manobrabilidade, capacidade de penetrar defesas antimísseis — é o primeiro passo para entender por que a OTAN está nervosa e por que o discurso de Medvedev, por mais inflado que seja, não é mero blefe. Se a esquerda e a direita brasileiras continuarem tratando geopolítica como torcida de futebol, vão continuar perdendo o que realmente importa: os dados concretos que moldam o equilíbrio de poder.

Ronaldo Silva

30/04/2026

Pois é, Mariana Costa, o problema é que esse papo de “arma hipersônica” é igual propaganda de político: promete muito e entrega pouco. Enquanto isso, o povo aqui paga imposto pra caramba e mal tem saúde e educação. Esses caras brincam de guerra enquanto a gente rala pra viver.

Mariana Santos

30/04/2026

A Maria Clara Lopes tocou no ponto central: cada um puxa a discussão pro próprio viés e esquece que por trás desse teatro de armas existe um custo humano brutal. Enquanto Medvedev faz pose de superioridade militar, o orçamento russo sangra pra manter esses brinquedinhos, e o povo russo paga a conta com mais pobreza e repressão. No fim, essa “corrida armamentista” só serve pra desviar o foco da crise social que ambos os lados insistem em ignorar.

Maria Clara Lopes

30/04/2026

Interessante como cada comentário aqui puxa a discussão pro seu próprio viés. A Mariana Costa foi a única que tentou separar fato técnico de propaganda política — a Rússia realmente tem armas hipersônicas em operação, isso é dado concreto. Agora, usar isso como prova de superioridade moral ou pra justificar qualquer posição ideológica já é outro papo.

Mariana Alves

30/04/2026

A declaração de Medvedev precisa ser lida com a lente da geopolítica do capitalismo tardio, não como um mero boletim técnico-militar. Quando ele afirma que a Rússia dispõe de armas que o Ocidente não tem, está fazendo um movimento duplo: por um lado, reconhece que a corrida armamentista é a expressão mais brutal da competição interimperialista; por outro, tenta compensar a fragilidade econômica russa com um discurso de potência tecnológica. O Oréshnik e o Poseidon existem, sim, e os testes do Zircon foram documentados, mas a questão central não é se eles funcionam — é que a Rússia, ao contrário dos EUA, não tem uma base industrial integrada para produzir esses sistemas em escala, nem uma doutrina de guerra que os torne decisivos. Medvedev fala como se estivesse em 1985, quando a URSS ainda podia competir em termos de paridade estratégica; hoje, Moscou joga xadrez enquanto Washington joga pôquer, e o blefe é parte do jogo.

A Sra. Clotilde, com sua histeria anticomunista, e o Padre Antônio, com sua nostalgia de uma ordem moral que nunca existiu, ambos caem na armadilha de personalizar o debate. Não se trata de Lula, nem de “alma podre” do Ocidente. Trata-se de entender que a guerra na Ucrânia é a crise mais aguda do sistema global desde 1945, e que a propaganda militar russa é sintoma de um Estado que precisa vender a imagem de invencibilidade para justificar os sacrifícios impostos à sua população. Enquanto isso, o complexo industrial-militar americano fatura bilhões com a guerra por procuração, e a Europa se desindustrializa para comprar gás mais caro. Quem ganha com essa narrativa de “armas milagrosas”? Não o povo russo, nem o ucraniano, nem o brasileiro — apenas as frações do capital que lucram com a destruição.

O comentário do Eduardo C. acerta ao separar o joio do trigo técnico, mas peca por não contextualizar o papel da mídia nesse teatro. O Cafezinho, ao publicar essa manchete, está fazendo um desserviço ao reproduzir a fala de Medvedev sem o contraponto de que a Rússia, apesar dos avanços pontuais, perdeu a guerra de desgaste econômico. O Ocidente não precisa ter o Poseidon hoje porque já venceu a batalha das sanções e da logística. Armas hipersônicas são impressionantes, mas não pagam salários nem mantêm a coesão social. A verdadeira “arma avançada” do capitalismo é a capacidade de transformar qualquer conflito em negócio, e disso a Rússia de Putin, por mais que tente, não tem o monopólio.

Mariana Costa

30/04/2026

O Padre Antônio tem um ponto válido sobre o vazio moral, mas misturar geopolítica com pânico ideológico não ajuda ninguém. A Rússia realmente tem armas hipersônicas em operação, enquanto os EUA ainda testam protótipos – isso é fato técnico, não propaganda. Mas Medvedev exagerar o alcance disso é o jogo de sempre: cada lado infla suas capacidades pra assustar o outro.

Padre Antônio Rocha

30/04/2026

Eduardo C., o senhor até que tenta ser técnico, mas falta-lhe visão espiritual. O problema não é se o míssil funciona ou não, é a alma podre que move esse mundo sem Deus. Enquanto o Ocidente se afunda no relativismo moral, na ideologia de gênero e na destruição da família, a Rússia ao menos preserva valores cristãos tradicionais. Essas armas são apenas um sintoma de uma civilização que ainda não perdeu totalmente a vergonha.

Eduardo C.

30/04/2026

Clotilde, com todo respeito, a senhora misturou alhos com bugalhos. O Lula não tem nada a ver com a capacidade industrial militar russa, que é herança soviética e tem dados concretos de testes do Poseidon e do Zircon. Agora, se esses sistemas são tão decisivos quanto a propaganda afirma, só o campo de batalha vai mostrar. Ficar torcendo pra Rússia quebrar não põe comida na mesa de ninguém.

Clotilde Pátria

30/04/2026

Gente, pelo amor de Deus, esse Medvedev é um mentiroso igualzinho o Lula! Fica inventando arma hipersônica pra esconder que a Rússia tá quebrada. Amanhã vão querer implantar o comunismo aqui no Brasil com esses mísseis deles, eu não me calo!

Ana Costa

30/04/2026

Pois é, a Rússia realmente tem avanços pontuais em armas hipersônicas, mas a narrativa de que o Ocidente “não tem nada parecido” é um exagero retórico típico de guerra de propaganda. Os EUA e a OTAN estão desenvolvendo sistemas equivalentes, só que em estágios diferentes de maturação. No fim das contas, essa declaração serve mais para consumo interno do que para alterar o equilíbrio estratégico real.

Francisco de Assis

30/04/2026

Sgt Bruno, o senhor nunca serviu num quartel? Pois eu sirvo ao Brasil desde que me entendo por gente, e sei reconhecer quando um país tem soberania de verdade. Enquanto a gente fica refém de patente americana e compra sucata superfaturada, a Rússia desenvolve tecnologia própria e não pede licença pra ninguém. Mas é isso, o povo alienado da cabeça acha que potência militar se mede por discurso de general de festa junina.

Sgt Bruno 🇧🇷

30/04/2026

Mais um blablabla de quem nunca serviu num quartel de verdade. Esses hipersônicos aí são só cortina de fumaça pra esconder que a Rússia virou uma potência de terceiro mundo com míssel enferrujado. Brasil precisa é de gente que entende de estratégia militar de verdade, não de comunista fantasiado de general. Selva!

Paulo Rocha

30/04/2026

Mais um showzinho de pirotecnia do Kremlin pra ver se engana trouxa. Arma hipersônica não enche barriga de russo nem paga conta de luz. Brasil precisa é de patriota de verdade, não desses comunistas que querem transformar o país numa Cuba gelada. Faz o L, vai pra Cuba.

    Lucas Andrade

    30/04/2026

    Paulo, seu discurso repete a mesma lógica binária que sustenta o próprio show de pirotecnia que você critica — reduzir política a “patriota vs comunista” é só mais um dispositivo de controle que impede qualquer análise material de classe. Enquanto isso, a Rússia exporta gás e armas para sustentar o rublo, e o Brasil importa a narrativa de que o problema é Cuba, não a estrutura que faz o pão custar 10 reais.

Lucas Moreira

30/04/2026

É o mesmo discurso de sempre: cortina de fumaça para esconder uma economia quebrada e um rublo derretendo. Arma hipersônica não paga conta de supermercado nem segura investimento estrangeiro. Enquanto eles gastam bilhões em brinquedos nucleares, a população russa amarga inflação de dois dígitos e o Ocidente continua inovando em eficiência produtiva, não em torres de marfim militares.

Paula Santos

30/04/2026

Gente, essa corrida armamentista me preocupa como cristã. De que adianta ter armas hipersônicas se o coração do homem continua vazio de paz e compaixão? A verdadeira força de uma nação está em cuidar dos seus vulneráveis, não em assustar o mundo com supertorpedos.

Adriana Silva

30/04/2026

Faz o L, vai pra Cuba, Rússia é comunista então é tudo mentira, só querem assustar a gente.

Paulo Gestor RJ

30/04/2026

O Ronaldo Pereira trouxe um ponto que faz sentido: de que adianta ter armas de ponta se a economia doméstica range? Como administrador, vejo que todo projeto precisa de viabilidade fiscal. A Rússia pode até ter tecnologia de ponta, mas o custo de manter essa corrida armamentista tem que ser medido contra o bem-estar da população. No fim, gestão pública é sobre equilíbrio, não só sobre potência de fogo.

Ana Karine Xavante

30/04/2026

O Ronaldo Pereira foi cirúrgico ao lembrar que soberania sem justiça social é casca vazia, e essa fala de Medvedev me soa exatamente como cortina de fumaça para um império que sangra seus próprios povos enquanto alimenta uma máquina de guerra. Como indígena que vive na pele o que é ter território invadido por garimpo e agronegócio, eu vejo nesse discurso de “armas avançadas” a mesma lógica colonial que sempre usou tecnologia militar para silenciar vozes dissidentes — sejam elas de camponeses ucranianos ou de povos originários siberianos. A Rússia não é diferente do Ocidente nesse aspecto: ambos competem para ver quem extrai mais recursos e oprime mais corpos em nome de uma “grandeza” que nunca chega ao povo comum.

O que me assusta nessa thread é ver gente como o Sargento Bruno comprando esse discurso como se fosse sinônimo de força nacional. Desde quando acumular artefatos de destruição em massa é sinal de civilização avançada? Enquanto Medvedev exibe torpedos nucleares, os rios da Sibéria estão sendo envenenados por mineração predatória e as comunidades indígenas russas — sim, elas existem, são dezenas de etnias — sofrem com desmatamento e perda de território igualzinho ao que acontece no Xingu. A diferença é que aqui a gente ao menos tem alguma organização para denunciar; lá, a repressão a ativistas é ainda mais brutal.

E olha que eu nem entrei no mérito de como essa corrida armamentista drena recursos que poderiam financiar transição energética justa, proteção de florestas e reparação histórica com povos tradicionais. Cada rublo gasto num míssil hipersônico é um rublo que deixa de ir para saneamento básico, educação indígena ou controle de queimadas. O Luiz Carlos e a Fernanda Oliveira já tocaram nesse ponto: não adianta ter supertorpedo se o povo passa frio. Mas eu vou além — não adianta ter supertorpedo se o planeta está pegando fogo e os maiores poluidores são exatamente essas potências que se gabam de arsenais.

No fim, essa declaração de Medvedev é puro teatro geopolítico para consumo interno, tentando distrair a população russa do desgaste da guerra e do isolamento econômico. Enquanto isso, nós, ativistas do Sul Global, seguimos tentando explicar que segurança de verdade não vem de ogivas nucleares, mas de soberania alimentar, proteção de nascentes e respeito aos modos de vida ancestrais. Que o Brasil não caia nessa armadilha de achar que virar potência militar é caminho — a história dos povos originários mostra que impérios armados até o dente sempre desabam, mas a terra e quem a guarda com cuidado permanecem.

Sargento Bruno

30/04/2026

A Fernanda Oliveira e o Luiz Carlos aí em cima vivem no mundo da fantasia. Enquanto o Ocidente se preocupa em lacrar e destruir valores, a Rússia investe pesado em tecnologia militar de ponta. Pão e luz não adiantam nada se não houver soberania para defender o seu país.

    Ronaldo Pereira

    30/04/2026

    Sargento Bruno, soberania sem justiça social é casca vazia — de que adianta ter míssil hipersônico se o operário russo congela no inverno porque o gás virou moeda de chantagem? Enquanto a elite de Moscou acumula iates, o povo paga a conta dessa guerra de patrões.

Luiz Carlos

30/04/2026

Esse Medvedev fala bonito, mas cadê o resultado prático? Arma avançada não enche barriga de soldado nem paga a conta de luz do povo russo. Enquanto isso, aqui no Brasil a gente paga imposto até pra respirar e vê o dinheiro sumir. O Helton Barros aí em cima que se engana: soberania não se faz com bravata, se faz com gestão séria.

Helton Barros

30/04/2026

Tonho Patriota, você está coberto de razão. Enquanto a Rússia se fortalece com armas de ponta, o Brasil se apequena com pautas imorais e governantes fracos. Que Deus ilumine nossa pátria para seguir o exemplo de quem defende a tradição e a soberania.

Fernanda Oliveira

30/04/2026

O Tonho Patriota sempre cai na mesma armadilha: confundir barulho de propaganda com poder real. Ter um supertorpedo no papel não põe pão na mesa do povo russo nem paga a conta de luz. Enquanto isso, o Ocidente também tem seus trunfos tecnológicos, mas a diferença é que aqui ainda podemos questionar esses gastos sem medo de sumir do mapa.

Marina Silva

30/04/2026

Tonho Patriota, você acha que tanque e míssil vão pagar a conta de luz do povo russo? Enquanto isso o orçamento da educação lá vai pro beleléu.

Tonho Patriota

30/04/2026

ESSA RÚSSIA TEM É SORTE DE TER UM LÍDER FORTE IGUAL O PUTIN, ENQUANTO AQUI NO BRASIL O POVO FICA CHORANDO POR MAMADEIRA E NIOBIO! FAZ O L, SEUS COMUNISTAS!

    Mariana Ambiental

    30/04/2026

    Tonho, “líder forte” que joga a própria população na pobreza e no isolamento internacional não é força, é tirania disfarçada de patriotada. Enquanto isso, aqui no Brasil a gente ainda pode discutir mamadeira e nióbio sem ser preso — isso sim é ter sorte.

Maria Silva

30/04/2026

Maria Aparecida, você tocou num ponto crucial. Enquanto os governos ficam nessa competição de quem tem o arsenal mais potente, quem sofre é sempre o povo simples, que precisa de pão, saúde e paz. Me preocupa ver tanta energia gasta em armas quando famílias passam necessidade.

Maria Aparecida

30/04/2026

Renato Professor, você foi cirúrgico. Enquanto o Zé Trovãozinho e o Rick ficam nessa disputa de quem tem o brinquedo bélico maior, o povo russo tá pagando o preço com a economia em frangalhos e a pobreza explodindo. Jesus nos ensinou a cuidar do necessitado, não a idolatrar armas que só servem pra matar inocentes e sustentar a elite do poder.

Rick Ancap

30/04/2026

Essa Clarice Historiadora acha que instituições ocidentais vão pagar o boleto dela, mas é o Estado quebrado que não entrega segurança nem educação de verdade.

    Renato Professor

    30/04/2026

    Rick, você está confundindo Estado mínimo com Estado falido. Instituições ocidentais não pagam boleto de ninguém, mas criam as condições para que o cidadão tenha renda e dignidade — coisa que o seu paraíso libertário, com Estado enxuto e segurança privatizada, nunca entregou a lugar nenhum.

Zé Trovãozinho

30/04/2026

Essa Clarice Historiadora viajou na maionese com esse tal de Baudrillard. A Rússia tem armas sim, e o Ocidente treme, igual o Lula tremeu quando o STF bateu o martelo contra ele. Enquanto isso, a Venezuela do Maduro continua firme, mostrando que soberania não se negocia.

    Jeferson da Silva

    30/04/2026

    Zé, soberania não se negocia com fome, não. Enquanto você defende ditadura que mata trabalhador, aqui no chão de fábrica a gente sabe que arma não enche barriga de metalúrgico desempregado.

Evelyn Olavo

30/04/2026

Caio, você foi longe demais tentando dar profundidade gramsciana a um discurso que é pura cortina de fumaça. Medvedev não precisa de direção moral nem intelectual, ele precisa que a população russa continue acreditando que o país ainda é uma superpotência enquanto congela na fila do pão. O Ocidente pode não ter o tal Poseidon, mas tem algo que a Rússia perdeu faz tempo: credibilidade.

    Clarice Historiadora

    30/04/2026

    Evelyn, você tocou no ponto exato: a Rússia de Medvedev vive de simulacros, como diria Baudrillard — um hiper-real bélico que substituiu a realidade econômica e social. Enquanto isso, o Ocidente já aprendeu que credibilidade se constrói com instituições, não com vídeos de propaganda de armas que nunca saem do PowerPoint.

João Batista Alves

30/04/2026

Padre João, Bahia: Meus irmãos, essa soberba de Medvedev me lembra a Torre de Babel — eles confiam em armas potentes, mas esquecem que a verdadeira paz vem de Deus. Enquanto isso, o mundo perde tempo com ameaças nucleares e a família brasileira precisa de pão e honestidade. Rezem, que o Senhor dos Exércitos não se impressiona com torpedos.

    Caio Vieira

    30/04/2026

    Caro Padre João, sua analogia com a Torre de Babel é profundamente pertinente, mas permita-me acrescentar que, na esteira de Gramsci, a verdadeira hegemonia não se sustenta apenas pela força bruta, mas pelo consenso e pela direção moral e intelectual. A ostentação bélica de Medvedev, longe de ser um ato de fé, é a manifestação de uma crise de hegemonia que busca compensar, pelo fetiche da tecnologia militar, a ausência de um projeto civilizatório que dialogue com as necessidades materiais e espirituais do povo russo e, por extensão, do povo brasileiro que clama por pão e honestidade.

Bia Carioca

30/04/2026

Marcos, você foi cirúrgico ao trazer o Rodrigo Neves pra conversa — enquanto a Rússia brinca de guerra fria com torpedos que nem funcionam direito, a gente precisa de gestão que resolva o dia a dia do carioca. Mas confesso que fico com um pé atrás quando o Rodrigo faz aliança com certos setores conservadores, mesmo sabendo que ele é o melhor nome contra a trupe bolsonarista. No fim, é isso: investimento em mobilidade de verdade vence qualquer Poseidon.

Marcos Andrade Niterói

30/04/2026

Lucas, você foi certeiro: Medvedev vive de blefe e nostalgia soviética, enquanto a Rússia sangra em sanções e perde até guerra de trincheira. Enquanto isso, aqui no Brasil a gente precisa de gestão séria como a do Rodrigo Neves em Niterói, que entrega túnel, metrô e mobilidade de verdade, não discurso bombástico de arma hipersônica. Extrema-direita adora esse teatrinho geopolítico, mas o povo precisa é de infraestrutura.

Lucas Alves

30/04/2026

Cristina, adorei sua análise, mas acho que você superestima a racionalidade do Medvedev. O cara fala de Poseidon como se fosse um trunfo de baralho, mas na prática é um torpedo que mal saiu da fase de testes e custa o PIB de um país pequeno. É mais blefe de pôquer do que estratégia geopolítica — e a Rússia adora um blefe.

Cristina Rocha

30/04/2026

Cecília, Tiago e Carlos, vocês trouxeram pontos importantes, mas acho que estamos perdendo de vista o pano de fundo geopolítico dessa história. Medvedev não está apenas fazendo propaganda para consumo interno, como o Carlos Meirelles sugeriu. Ele está, na verdade, performando um discurso típico do realismo político russo, que sempre enxergou o mundo em termos de esferas de influência e capacidade de coerção. O problema não é que a Rússia tenha ou não o Poseidon — o que importa é que essa declaração revela uma percepção de que o Ocidente, especialmente os EUA, não pode mais dar as cartas sozinho. Isso é um sintoma da crise do neoliberalismo e da hegemonia estadunidense, que desde 2008 vem perdendo legitimidade, e que agora tenta se reafirmar via OTAN. A Rússia, por sua vez, responde com o que tem: tecnologia militar e um discurso de soberania nacional que ressoa fortemente no Sul Global.

Tiago, você mencionou a questão humanitária e o Reino de Deus, e eu respeito essa perspectiva, mas acho que ela corre o risco de cair num moralismo ingênuo. Não estou defendendo a corrida armamentista, longe disso. Como feminista e marxista, sei que o complexo industrial-militar é uma das expressões mais perversas do capitalismo tardio, que desvia recursos de políticas sociais e aprofunda as desigualdades. Mas a realidade é que, enquanto não houver uma alternativa sistêmica ao capitalismo, os Estados continuarão a competir por poder. A questão não é moralizar a guerra, mas entender por que ela persiste. E a resposta está na lógica de acumulação e na disputa por recursos, que o imperialismo sempre tratou como natural. O que Medvedev faz é apenas o jogo sujo de sempre, mas com um verniz tecnológico.

Carlos Menezes, você tocou num ponto que me parece central: o custo humano. Sim, a guerra na Ucrânia e em Gaza mostra que são os corpos dos pobres, dos racializados, das mulheres e das crianças que pagam a conta. É aí que entram as teorias pós-coloniais: essa corrida por armas “avançadas” é uma disputa entre potências que, no fundo, nunca descolonizaram suas relações de poder. A Rússia, ao mesmo tempo que critica o Ocidente, reproduz a mesma lógica patriarcal e autoritária de dominação. Por isso, acho que a saída não é escolher um lado nessa briga, mas sim fortalecer movimentos transnacionais que desarmem o discurso belicista e apontem para a construção de uma paz com justiça social. Mas isso exige uma crítica radical ao capitalismo, e não apenas um apelo à boa vontade dos líderes.

Carlos Meirelles

30/04/2026

Carlos, o problema é que essa retórica de “armas que o Ocidente não tem” funciona direitinho pra platéia doméstica russa, mas esconde o óbvio: de que adianta ter Poseidon se a economia vai pro buraco com sanções e corrupção? Enquanto isso, o Brasil insiste em manter estatais ineficientes e uma carga tributária que sufoca o setor produtivo. Se ao menos nossos governantes tivessem metade da obsessão russa por inovação tecnológica — mas voltada pra indústria civil e livre mercado —, talvez não fôssemos eternos compradores de tecnologia ultrapassada.

Carlos Menezes

30/04/2026

Pois é, Tiago, você trouxe a perspectiva que falta nessa thread. Enquanto Medvedev joga pra torcida com armas de efeito duvidoso, o que a gente vê no chão é um monte de gente pagando o pato de uma guerra que não pediu. Mas convenhamos, a Rússia sempre se vendeu como potência militar, e o Ocidente também não perde chance de inflar os próprios arsenais. No fim, acho que essa disputa de “quem tem o brinquedo mais caro” só serve pra desviar o foco do que realmente importa.

Tiago Mendes

30/04/2026

Cecília, você foi certeira. Enquanto eles competem pra ver quem tem o míssil mais rápido, crianças na Ucrânia e em Gaza morrem soterradas nos escombros. O texto de Medvedev parece mais um culto à morte do que uma declaração de defesa nacional. Onde está o Reino de Deus nessa disputa de poder?

Maria Antonia

30/04/2026

Cíntia, você tocou num ponto crucial. Soft power é real, mas enquanto o Brasil importa tecnologia e paga caro por ela, a Rússia desenvolve a própria. O problema não é o Poseidon, é a nossa dependência de um mercado global que nos trata como eternos compradores. Deveriam era gastar menos com essa cortina de fumaça geopolítica e mais com produtividade interna.

    Cecília Ramos

    30/04/2026

    Maria Antonia, concordo que a dependência tecnológica é um problema real, mas pra mim a questão de fundo é que essa corrida armamentista desvia recursos que poderiam alimentar, educar e curar pessoas. Enquanto a Rússia desenvolve o próprio arsenal e o Brasil importa tecnologia, o povo dos dois países paga a conta com cortes em direitos sociais.

Cíntia Alves

30/04/2026

Medvedev fazendo propaganda de guerra enquanto a gente tenta entender como o Brasil virou plateia desse circo geopolítico. O Ocidente pode não ter o tal Poseidon, mas tem um soft power que desmonta qualquer discurso de superioridade militar russa no longo prazo. A real é que essa retórica serve mais pra consumo interno do que pra mudar o equilíbrio de poder.

Mariana Oliveira

30/04/2026

Sofia García, sua ironia é cirúrgica, mas ela escancara um ponto que me parece central nessa discussão e que os comentários masculinos aqui estão deixando passar: a lógica da “superioridade” bélica é a mesma lógica que sustenta a hierarquia patriarcal e colonial. Quando Medvedev fala em “armas que o Ocidente não tem”, ele está performando uma competição de poder que, no fundo, é idêntica à do “Ocidente” que ele critica. É a mesma obsessão por dominação, por controle, por provar quem é “mais forte”. É a mesma estrutura que, como bell hooks denuncia, nos ensina que o valor está em subjugar o outro, seja com um míssil hipersônico, seja com a violência doméstica ou com a exploração racial. O problema não é “quem tem o brinquedo mais caro”, como você bem colocou, Tadeu, mas sim que o jogo inteiro é construído sobre a premissa de que alguns corpos e algumas nações valem mais do que outros.

O que me assusta, e aí entro em diálogo com o Carlos Oliveira, é como essa competição drena recursos que poderiam salvar vidas reais. Kimberlé Crenshaw nos ensina a olhar para as intersecções: a mulher negra na periferia de São Paulo não está nem aí se o Poseidon existe ou não. Ela está preocupada se o filho vai voltar vivo da escola, se vai ter creche para a filha, se o salário mínimo vai dar para o aluguel e a comida. Enquanto Rússia e EUA gastam trilhões em “defesa” (que na prática é capacidade de ofensa), a gente vê o Brasil cortando verba da educação, da saúde, da reforma agrária. O verdadeiro arsenal avançado que o Ocidente não tem é a capacidade de distribuir riqueza, de garantir dignidade para todos os corpos, e não apenas para os que estão no topo da pirâmide racial e de gênero.

O Rodrigo Meireles tem razão ao apontar que isso é mais propaganda que realidade, mas acho que ele subestima o perigo dessa propaganda. A narrativa de “superioridade” russa alimenta uma corrida armamentista que, historicamente, sempre matou mais os pobres, os racializados, as mulheres. A Guerra da Ucrânia, por exemplo, é um conflito onde os corpos que mais sofrem são os de mulheres e crianças deslocadas, idosos abandonados, soldados pobres de ambos os lados. Não há “vitória” que compense o genocídio que está sendo perpetrado ali, e essa lógica de “nós contra eles” é a mesma que justifica o feminicídio, o racismo estrutural e a exploração capitalista.

No fim das contas, a pergunta que fica para mim, enquanto feminista interseccional, é: quem ganha com essa história de “arma avançada”? Com certeza não é a mãe solo que precisa pegar três conduções para trabalhar, nem a população negra que é alvo da violência estatal, nem as mulheres que são tratadas como espólios de guerra. A verdadeira revolução não está num torpedo nuclear. Está em desmontar as estruturas que tornam possível que um punhado de homens brancos no topo decidam o destino de bilhões de pessoas, usando a violência como ferramenta de poder. Enquanto a gente não entender que racismo, machismo e militarismo são faces da mesma moeda, vamos continuar discutindo Poseidon enquanto o mundo pega fogo.

Tadeu

30/04/2026

Pois é, Sofia, a real é que enquanto eles tão nessa guerra fria de quem tem o brinquedo mais caro, o IPCA aqui já comeu metade do meu poder de compra esse ano. Deixa eles com supertorpedo, eu quero é saber se a Selic vai cair ou se vou ter que continuar pagando 25% de juro no rotativo do cartão.

Rodrigo Meireles

30/04/2026

Sofia García, o Poseidon existe sim, mas a questão é que o Ocidente tem um arsenal convencional e nuclear que torna essa “superioridade” russa mais propaganda que realidade. Enquanto eles gastam bilhões em torpedo nuclear, a gente aqui vê o Brasil perdendo competitividade por falta de investimento em tecnologia aplicada, não em armas de efeito duvidoso.

Carlos Henrique Silva

30/04/2026

Sofia García, sua ironia é mais lúcida do que você imagina. Enquanto Medvedev exibe um supertorpedo como se fosse brinquedo de criança rica, o debate real deveria ser sobre como a competição geopolítica entre potências nucleares drena recursos que poderiam alimentar bilhões de pessoas. O Poseidon é uma máquina de destruição em massa, um artefato que materializa o que Hannah Arendt chamou de “banalidade do mal” — a burocracia da aniquilação. Mas o Ocidente não fica atrás: os EUA gastam mais de 800 bilhões de dólares por ano em “defesa” enquanto cortam programas sociais. É a mesma lógica do capitalismo tardio: produzir morte como mercadoria.

Adalberto, seu entusiasmo me preocupa como professor. Você celebra armas que, na prática, servem para manter a hierarquia global exatamente como está. A Rússia de Medvedev e Putin não é um contraponto ao imperialismo ocidental; é um imperialismo rival, com sua própria burguesia estatal e seus próprios oligarcas. Lembremos de Gramsci: a hegemonia não se sustenta só com tanques, mas com consenso. O que a Rússia faz na Ucrânia é uma guerra de conquista territorial clássica, envernizada com discurso antiamericano para enganar ingênuos. Trocar o Tio Sam pelo urso russo não é libertação, é trocar de corrente.

Carlos Oliveira tocou num ponto essencial: o Brasil precisa parar de assistir a esse teatro geopolítico como se fosse torcida de futebol. Enquanto a elite brasileira sonha em comprar caças suecos ou submarinos franceses, nossas universidades públicas são asfixiadas, a reforma agrária é engavetada e a fome volta a assombrar o povo. O verdadeiro poder não está num míssil hipersônico, mas na capacidade de um povo decidir seu próprio destino. A Rússia ostenta armas porque seu modelo de desenvolvimento é dependente da exportação de gás e petróleo — exatamente o mesmo subdesenvolvimento que nos condena a ser exportadores de commodities.

No fim, o que Medvedev faz é um ato de propaganda para consumo interno, tentando distrair os russos da estagnação econômica e das sanções que corroem o padrão de vida. É a mesma tática de Bolsonaro quando exibia o “kit covid”: criar um inimigo externo para justificar fracassos internos. Enquanto a esquerda internacional não romper com essa lógica de “meu imperialismo é melhor que o seu”, continuaremos sendo reféns de um jogo de xadrez onde as peças são corpos reais. A saída não é escolher entre mísseis americanos ou russos, mas desmontar o tabuleiro.

Sofia García

30/04/2026

gente, Medvedev falando de supertorpedo e eu aqui preocupada se vou conseguir pagar o ifood kkkkk o Ocidente pode não ter Poseidon, mas a gente tem inflação e ansiedade, isso sim é arsenal avançado

Adalberto Livre

30/04/2026

ISSO AÍ, MOSTRA PRA ESSES ESQUERDISTAS DO OCIDENTE QUE A RÚSSIA TEM ARMAS DE VERDADE, NÃO ESSAS PORCARIAS QUE O BOSTA DO BIDEN MANDA PRA UCRÂNIA!

    Letícia Fernandes

    30/04/2026

    Adalberto, meu caro, sua empolgação com a parafernália militar russa é sintomática de um fenômeno que a psicanálise chama de identificação com o agressor. O sujeito oprimido pelo capitalismo periférico — e o Brasil é um caso exemplar de superexploração da força de trabalho — projeta no Estado beligerante estrangeiro a potência que lhe falta no cotidiano. Você não está celebrando armas; está celebrando a fantasia de um poder absoluto que jamais será seu, pois o complexo industrial-militar, seja em Moscou, Washington ou Brasília, opera para perpetuar a acumulação de capital, não para libertar povos. O “Bosta do Biden” e o “Tio Vlad” são duas faces da mesma moeda: a gestão burguesa da violência como negócio.

    A Rússia, vale lembrar, é uma potência imperialista com economia rentista baseada em commodities e um Estado que comprime salários e reprime sindicatos com a mesma ferocidade que o Ocidente. Os mísseis hipersônicos que você admira foram desenvolvidos com a mais-valia extraída de trabalhadores russos e vendidos a preço de ouro para regimes autoritários que, adivinhe, também oprimem suas classes trabalhadoras. A diferença entre o armamento russo e o americano é meramente técnica, não ética ou política. Ambos servem à mesma lógica: a guerra como prolongamento dos negócios, como ensinou Clausewitz, mas um Clausewitz lido por Marx.

    O que realmente me causa pena patológica é ver um brasileiro — herdeiro de uma história de resistência anticolonial — aplaudindo a corrida armamentista de uma potência que, na prática, trata a América Latina como quintal geopolítico e não hesita em vender armas para ditaduras que massacram nossos irmãos. Enquanto você vibra com foguetes, o orçamento público brasileiro sangra para pagar juros da dívida, a reforma tributária que o Eduardo menciona é um engodo que taxa o pobre e isenta o rico, e o empreendedor de que ele fala é, na verdade, um trabalhador precarizado que acredita ser burguês. A verdadeira arma avançada que nos falta não é hipersônica: é a consciência de classe.

    Carlos Oliveira

    30/04/2026

    Adalberto, meu amigo, essa empolgação com armas me preocupa. Enquanto a Rússia e os EUA competem pra ver quem gasta mais em destruição, o Brasil podia estar investindo em reforma agrária e educação pública de qualidade. O verdadeiro poder não está num míssil hipersônico, está num povo que sabe ler o mundo criticamente.

Eduardo Teixeira

30/04/2026

Mais propaganda russa pra justificar orçamento bilionário de defesa. Enquanto isso, o contribuinte brasileiro paga uma das maiores cargas tributárias do mundo e não vê um míssil hipersônico sequer. Cadê o corte de gastos e a reforma tributária pra aliviar o bolso do empreendedor?

    João Carlos da Silva

    30/04/2026

    Eduardo, sua preocupação com a alocação de recursos públicos é legítima, mas o debate revela algo mais profundo: a dificuldade do pensamento liberal em compreender que, na geopolítica real, a soberania nacional não se negocia com cortes de gastos. Enquanto o discurso do empreendedorismo ignora que sem capacidade de dissuasão não há autonomia para definir políticas econômicas, Gramsci já nos alertava que a hegemonia se constrói também pela força.


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