O dólar encerrou a quarta-feira (25) em queda e atingiu o menor patamar em quase dois anos, em meio a um ambiente externo mais favorável a mercados emergentes e fluxo consistente de capital estrangeiro. A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 5,125, recuo de 0,6% no dia, aproximando-se da marca de R$ 5,10 e registrando o nível mais baixo desde maio de 2024.
Ao longo do pregão, a cotação apresentou volatilidade. O dólar iniciou em queda, chegou a subir perto do meio-dia, mas voltou a perder força durante a tarde até encerrar próximo da mínima. No acumulado de fevereiro, a divisa registra desvalorização de 2,33% e, em 2026, a queda chega a 6,63%.
Enquanto o câmbio recuou, o mercado acionário operou em movimento de ajuste após recorde recente. O índice Ibovespa, principal referência da B3, terminou o dia aos 191.247 pontos, com leve baixa de 0,13%. O desempenho refletiu realização de lucros em parte das ações, um dia depois de o indicador atingir máxima histórica. Papéis ligados à mineração avançaram, acompanhando a alta do minério de ferro no mercado internacional, mas não foram suficientes para sustentar o índice no campo positivo.
O movimento no câmbio e na bolsa ocorreu em um contexto de maior entrada de recursos estrangeiros em economias emergentes. Investidores reagiram, entre outros fatores, à decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou parte do pacote tarifário defendido pelo presidente Donald Trump, reduzindo a percepção de risco comercial global.
Dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços indicaram ainda que a tarifa unilateral de 10% aplicada pelos Estados Unidos afetará apenas cerca de 25% das exportações brasileiras ao país, enquanto aproximadamente 46% das vendas ficaram isentas no novo regime. A avaliação de impacto mais limitado também contribuiu para a valorização do real e para a manutenção do fluxo positivo de capital.


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