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Governo russo adverte que escalada no Oriente Médio ameaça segurança alimentar global com possível déficit em 2026

0 Comentários🗣️🔥 A escalada dos conflitos no Oriente Médio coloca em risco a segurança alimentar no mundo inteiro. Alexander Maslennikov, secretário-adjunto do Conselho de Segurança da Rússia, emitiu comunicado no qual identifica o cerne da ameaça no bloqueio do Estreito de Ormuz, via marítima cuja interrupção atinge diretamente as cadeias de suprimento de alimentos e […]

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 13/04/2026 11:02

A escalada dos conflitos no Oriente Médio coloca em risco a segurança alimentar no mundo inteiro. Alexander Maslennikov, secretário-adjunto do Conselho de Segurança da Rússia, emitiu comunicado no qual identifica o cerne da ameaça no bloqueio do Estreito de Ormuz, via marítima cuja interrupção atinge diretamente as cadeias de suprimento de alimentos e de matérias-primas essenciais à produção agrícola em escala planetária.

Como detalhou o portal Actualidad RT, o oficial russo explicou que os efeitos vão muito além da paralisação do tráfego de navios. A guerra destrói fábricas de fertilizantes na região e causa danos graves a infraestruturas energéticas necessárias à produção de gás natural liquefeito, insumo fundamental no processo industrial de fabricação desses fertilizantes.

Maslennikov ressaltou ainda que o aumento acentuado dos custos de transporte marítimo, provocado pela adoção de rotas alternativas mais longas, compromete a rentabilidade do agronegócio global e eleva os preços ao longo de toda a cadeia produtiva.

As projeções apresentadas pelo governo russo indicam cenário de elevada gravidade. No terceiro ou quarto trimestre de 2026 pode surgir déficit físico de alimentos, ou seja, escassez concreta de produtos básicos para países dependentes das importações, independentemente do nível de preços praticado no mercado internacional.

Em horizonte mais amplo, as perdas acumuladas no mercado global de alimentos poderiam equivaler a entre 0,5 e 2 por cento do PIB mundial, montante que oscilaria entre 700 bilhões e 2,2 trilhões de dólares.

Maslennikov alertou que o número de pessoas confrontadas com a fome pode crescer em até 45 milhões, alcançando o total de 673 milhões em todo o planeta. Simultaneamente, a Rússia encontra-se em posição favorável para ampliar seus embarques de cereais com destino ao Oriente Médio, à Ásia, à África e à América Latina, oferecendo resposta prática à contração da oferta mundial provocada pelos conflitos.

O Estreito de Ormuz surge como ponto nevrálgico dessa crise. Estima-se que cerca de 20 por cento de todo o petróleo e gás comercializados globalmente transitam por essa rota estratégica. Qualquer interrupção prolongada nesse corredor gera efeitos em cascata sobre os preços da energia, o custo dos fertilizantes e, por consequência, a capacidade mundial de produzir alimentos em volume suficiente.

As declarações do secretário-adjunto do Conselho de Segurança russo evidenciam a profunda interdependência entre a estabilidade geopolítica no Oriente Médio e o funcionamento das cadeias globais de suprimento agrícola. O alerta reforça como os confrontos armados na região podem rapidamente transcender o âmbito local para afetar variáveis econômicas e humanitárias em escala mundial, exigindo acompanhamento atento por parte de governos e organizações internacionais.


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