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Lavrov afirma que Rússia pode suprir escassez energética provocada por crise no Oriente Médio

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Imagem gerada por IA pelo Flux Pro (fal.ai), a partir de prompt do Cafezinho. 15/04/2026 01:02

O chanceler russo Serguei Lavrov afirmou que a Rússia possui capacidade para compensar a escassez de recursos energéticos gerada pela crise no Oriente Médio. A oferta se dirige à China e a outros parceiros que aceitam cooperar em condições de igualdade e com benefícios mútuos.

Lavrov fez a declaração durante entrevista coletiva realizada em sua visita oficial à China. Conforme detalhou o portal RT, o ministro lembrou que Moscou já havia apresentado propostas semelhantes em ocasiões anteriores.

O chefe da diplomacia russa revelou que certos funcionários europeus solicitam à Comissão Europeia o adiamento dos planos para interromper totalmente as importações de energia russa. Ele observou que a Europa começa a compreender os riscos de depender cada vez mais dos fornecimentos dos Estados Unidos.

Lavrov destacou que a energia americana costuma ser mais cara e vem acompanhada de condicionamentos políticos explícitos. Essa percepção tem provocado debates intensos nos países da União Europeia sobre o encarecimento dos combustíveis fósseis e da eletricidade.

Durante os dois dias de estada na China, Lavrov encontrou-se com o ministro das Relações Exteriores Wang Yi e com o presidente Xi Jinping. Os líderes discutiram a situação na Ásia-Pacífico, a crise na Ucrânia e as tensões persistentes no Oriente Médio.

As conversações incluíram a coordenação diplomática entre os dois países em busca de soluções políticas para os conflitos regionais. O Ministério das Relações Exteriores chinês divulgou comunicados detalhando os principais temas abordados.

As declarações de Lavrov reforçam a estratégia de Moscou de se consolidar como fornecedor energético global confiável. A Rússia aproveita as rupturas criadas por conflitos e sanções para ampliar sua influência junto a parceiros que priorizam a soberania.

Para a China, a parceria energética com a Rússia representa oportunidade de diversificação e preços mais estáveis. Pequim busca reduzir a exposição a volatilidades associadas às políticas ocidentais.

Do lado europeu, o recado é direto sobre os custos reais da substituição do petróleo e do gás russos. Governos da União Europeia enfrentam crescente pressão interna devido ao impacto nos preços pagos por empresas e famílias.

Essa realidade expõe as fragilidades das tentativas de excluir a Rússia do mercado energético europeu. Moscou se posiciona como alternativa viável para nações que rejeitam condicionamentos políticos nos contratos de suprimento.

Com informações de actualidad.rt.com.


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